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Da Diana Rosa. Diana, boa noite, bem-vinda mais uma vez. Começamos esta edição com a Liga Europa. Caiu por terra o sonho do Sporting Clube de Braga de chegar à final da competição, depois de ter perdido com o Friburgo por três bolas a uma.

O Braga, Vicente, até chegou com vantagem à segunda mão das meias-finais, mas o Friburgo não deu tréguas em casa contra os bracarenses. Na reação à partida, o técnico Carlos Vinicius diz-se orgulhoso da equipa, apesar de tudo.

Estou orgulhoso da eliminatória que fizemos. Claramente merecíamos estar na final, mas às vezes o que se passa no futebol é o que se passa na vida. Temos que aceitar que por vezes não conseguimos lá chegar e temos de aceitar. Tenho de dar os parabéns ao Friburgo, que também lutou, mas não podia estar mais orgulhoso da minha equipa, tanto na primeira mão como na segunda.

E agora a final vai ser jogada entre o Friburgo e o Aston Villa, que tem um treinador experiente na vitória de várias Ligas Europa.

Unai Emery, o espanhol que deixou hoje pelo caminho Vitor Pereira, o treinador português do Nottingham Forest. A Rádio Observador, Diana, tem estado hoje em Braga a acompanhar as emoções dos adeptos que assistiram a esta partida.

Os adeptos que ficaram naturalmente desiludidos com este resultado. A repórter Maria Rego junta-se agora em direto nesta edição das 11. Maria, boa noite. Está difícil digerir esta derrota por parte dos apoiantes do Braga?

Boa noite, Diana. Foi um jogo, de um modo geral, difícil de digerir, com muitos altos e baixos e de emoções fortes. Falamos há pouco com Simão Silva, adepto e sócio do Sporting de Braga, explica que o resultado, apesar de não ser o mais feliz, surgiu de um grande esforço de equipa.

Não posso apontar nada aos jogadores. Claro que o Dorgeles acaba por ter aquela falta no início que acaba por condenar um pouco a partida, mas os jogadores deram tudo. Não vou condená-los por isso, deram tudo. A única coisa que nós pedimos é que lutem até o fim e lutaram. Tivemos o guarda-redes a fazer uma defesa que fez aos 95 minutos, não há muito mais a apontar.

Houve esperança até o fim?

Sempre. Nós acreditamos até o fim e isso é o que importa. Estamos com o nosso clube nas vitórias e nas derrotas. Se isto acontecer é porque algo maior nos está destinado, eu acredito nisso.

Este adepto, Simão Silva, sublinha ainda que chegar até esta meia final não vai ser exceção e aponta para um futuro onde o Braga pode conquistar mais feitos.

Esta temporada chegamos à final da Taça da Liga, claro que perdemos, mas chegamos à final, eliminamos o Benfica, goleamos o Santa Clara pelo caminho. No campeonato não foi perfeito, claro que não, mas na Liga Europa fizemos a campanha que fizemos. Temos esperança que para o ano lutemos pelo título, volteemos a fazer uma campanha que fizemos na Liga Europa. Eu confio no treinador, confio na direção que vamos fazer um bom trabalho.

As sensações dos adeptos por aqui em Braga, onde o recinto já está completamente vazio depois desse jogo frente ao Friburgo.

Maria Rego, em direto de Braga, repórter do Observador que esteve a acompanhar todas as emoções dos adeptos que assistiram a esta partida. O sonho do Braga cai agora por terra, Vicente.

Fica por terra, num jogo que acompanhámos aqui com relato em direto, que daqui a pouco vai ter relatório de jogo e sem falta disponível em observador.pt. Continuamos nesta edição das 11 com uma das notícias que está a marcar esta noite de quinta-feira. Morreu Carlos Brito, histórico dirigente do PCP.

Notícia avançada pelo Público e confirmada pelo Observador. O candidato apoiado pelos comunistas às eleições presidenciais de 1980 morreu em casa, no Conselho de Alcoutim, depois de ter estado recentemente internado no Hospital de Faro. Aos 17 anos, Carlos Brito iniciou-se na política como opositor do Estado Novo, integrando o movimento Unidade Democrática Juvenil, em Lisboa. Depois, esteve oito anos preso durante a ditadura. Saiu em liberdade em 1966 e até 25 de abril esteve entre o exílio em França e a clandestinidade em Portugal. Em 1980, foi candidato às presidenciais, desistiu a poucos dias da eleição a favor da recondução do general Ramalho Eanes. Carlos Brito morreu hoje, aos 93 anos.

E aqui na Rádio Observador, Diana, ouvimos algumas reações à morte de Carlos Brito.

Arménio Carlos, antigo dirigente do PCP, recorda o legado de Carlos Brito para a democracia portuguesa.

Um homem que não só se assumiu como antifascista, como lutou contra o regime ditatorial, com todas as consequências que são conhecidas do ponto de vista da privação da sua vida e acima de tudo também dos impactos que isso teve. Mas, por outro lado, foi um homem que teve um papel importante no PCP. Imediatamente a seguir ao 25 de Abril, foi presidente do grupo parlamentar.

Arménio Carlos lembra que apesar de se ter tornado uma voz crítica do Partido Comunista, Carlos Brito sempre defendeu a democracia e as políticas de esquerda. Também à Rádio Observador, José Jorge Letria, escritor que pertenceu à plataforma de esquerda, recorda o amigo que nunca perdeu os valores fundamentais.

Fomos amigos durante muitos anos, conversámos muito. Era uma pessoa que eu admirava intelectualmente e politicamente. Depois os nossos caminhos afastaram-se. Eu segui o meu caminho, ele continuou o dele, sempre com serenidade, com coerência, com profundidade. Eu acho que o legado que ele nos deixa é o da inteligência, da tolerância e da capacidade de viver com os outros a construção de uma sociedade mais justa, mais tolerante, mais aberta e mais virada para o futuro.

José Jorge Letria lembra também que foi o gosto pela escrita que permitiu a Carlos Brito resistir a momentos como o da ditadura.

E Diana Rosa, sem acordo. A última reunião entre governo e concertação social terminou sem consenso. O executivo culpa a UGT. A central sindical alerta que não foi apresentado nada de novo para que a posição se alterasse.

E por isso é um não à reforma laboral. A UGT acusou o governo de ter minado a confiança com constante avanço e recuo. A reunião durou pouco mais de uma hora e nada mudou. Miguel Gato.

A reunião de concertação social terminou sem acordo entre governo, patrões e sindicatos. A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, acusa a UGT de ter rejeitado negociar, apesar dos esforços do governo.

O governo esteve sempre de boa fé nesta negociação, tentou ao máximo levá-la a bom porto, fez inúmeras cedências. Infelizmente, um dos parceiros revelou-se absolutamente intransigente.

A mesma crítica fazem os patrões na voz de Armindo Monteiro, da CIP.

Isto que hoje aconteceu foi mais uma vez a demonstração que a UGT não estava minimamente interessada em acordo nenhum. Nós podíamos ceder em todas as linhas, que não havia nenhuma possibilidade de acordo.

Em resposta, Mário Mourão, secretário-geral da UGT, acusa o governo e a CIP de não terem apresentado nada de novo nesta reunião.

Uma vez que não havia nenhuma proposta em cima da mesa hoje diferente, considerou a UGT que a decisão do seu secretariado era aquela que tinha transmitido ao governo.

Mário Mourão acrescenta ainda que a UGT está para decidir se adere ou não à greve geral marcada para o dia 3 de junho. Precisamente sobre esse tema, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, faz um apelo aos trabalhadores.

Perante o ataque que está em curso, perante aquilo que é a resposta e a afirmação dos trabalhadores ao longo de todo este período, perante aquilo que é a votação e a rejeição dos trabalhadores relativamente ao pacote laboral, só há um caminho a seguir. É o caminho da luta.

Do lado das Confederações do Comércio, Turismo e Agricultura, um apelo ao governo para que não desista da reforma laboral. A ministra do Trabalho prometeu hoje avançar para o Parlamento com poucas alterações face ao projeto inicial.

Miguel Gato, repórter do Observador, que acompanhou esta reunião, que terminou sem acordo. As alterações à lei vão agora ser discutidas no Parlamento.

E amanhã a ministra do Trabalho vai estar no Sob Escuta, aqui na Rádio Observador. É para ouvir depois do jornal das 09h. Para já, ainda nesta edição das 11 da noite, na reação à falta de consenso, a oposição aponta o dedo sobretudo ao governo, à exceção do próprio PSD e também, Diana, do CHEGA.

Há os partidos que reiteram que as alterações propostas não interessam aos trabalhadores e os que defendem que a culpa é dos sindicatos. Marta Caramelo Nobre.

Começamos com o líder parlamentar do PSD. Hugo Soares diz que o governo tentou até à última.

Mas sobra, sobretudo, o exemplo demonstrado de um governo que levou até ao limite do possível a capacidade de diálogo com a concertação social.

Opinião contrária tem o deputado do PS, Miguel Cabrita.

E o governo nunca entendeu, geriu este processo mal e com enorme inflexibilidade do primeiro ao último dia. O governo, na verdade, desistiu do diálogo social.

Do lado do CHEGA, André Ventura diz que já esperava um desfecho que resolve atribuir ao PS.

Nada que me surpreenda. Como já tinha dito, o PS não tinha interesse desde o início em aprovar esta legislação. É sabido que o Partido Socialista tem uma grande influência na UGT.

Já Mariana Leitão insiste na vontade dos liberais.

Já tínhamos inclusivamente pedido ao governo que parasse de ser teimoso e de insistir numa negociação que já se sabia à partida que não ia dar em nada e que trouxesse o projeto à Assembleia da República.

Pelo LIVRE, Isabel Mendes Lopes sublinha que a proposta não é do interesse de quem trabalha.

E, portanto, se o governo insiste em trazer ao Parlamento uma legislação laboral que não serve os trabalhadores e que claramente tem um nível de oposição no país, mas também aqui no Parlamento tão grande, assim que houver uma maioria em que seja possível reverter quaisquer alterações que sejam feitas neste âmbito, essas alterações serão revertidas. Isto não interessa a ninguém.

Paula Santos, do PCP, rejeita a utilidade da discussão da proposta. Já o PAN lamenta que não tenha sido possível alcançar um acordo em concertação social.

A reação dos partidos à última reunião de concertação social, que acabou sem consenso.

Tempo ainda nesta edição das 11 para falar da atualidade internacional, a começar pelo conflito do Médio Oriente. Irão e Estados Unidos estão a atacar-se mutuamente no Estreito de Ormuz.

É o que avança a imprensa iraniana. Irão e Estados Unidos terão entrado em confronto direto, diz a agência Fars, depois dos norte-americanos terem atacado o porto de Bahman. Já um canal de televisão iraniano citado pela Reuters afirma que, de acordo com uma fonte militar, unidades dos Estados Unidos foram atingidas por mísseis iranianos depois de um ataque militar a um petroleiro do Irão.

E Lula da Silva afirma que Trump não vai interferir nas eleições brasileiras em outubro.

Os dois estiveram hoje reunidos na Casa Branca num encontro que classificaram como positivo. Depois da reunião, Lula rejeita qualquer influência do presidente norte-americano na escolha dos brasileiros.

Se ele tentou interferir nas eleições brasileiras, ele perdeu, porque eu ganhei as eleições. Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outro país. É o princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e a soberania de um outro país.

Sobre o encontro na Casa Branca, Lula lembra que uma imagem vale mais do que mil palavras.

Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos. Eu sempre acho que a fotografia vale muito e vocês perceberam que o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia.A única coisa que nós não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível.

Uma ideia reiterada por Lula da Silva, presidente do Brasil, que esteve hoje com Donald Trump na Casa Branca.

Para já, com 12 minutos para lá das 11 da noite, vamos também atualizar a informação de âmbito local, Diana Rosa.

Começamos, Vicente, com o Conselho de Sintra. O trânsito vai estar condicionado na Estrada Regional 247, entre Sintra e Colares, até ao dia 30 de junho, por causa de trabalhos de limpeza. De acordo com Infraestruturas de Portugal, vai entrar em funcionamento um regime de circulação alternada entre as 8h e as 17h. Porto de Mos: as obras da Estrada Nacional 243 estão marcadas para o verão. Prevê-se que comecem em junho. A estrada tem estado fechada ao trânsito entre Porto Mos e Miradaire desde a tempestade Christine. Cidade Invicta: as estações de metro e metrobus que ligam o Porto à Trofa vão estar localizadas em zonas rurais, semiurbanas, industriais e urbanas. É o que adianta o estudo de impacto ambiental. A inserção urbana da extensão do metro vai ser significativa apenas entre as estações Trofa Sul e a interface Trofa. Margem Sul: os conselhos sul de Lisboa são os que registam uma maior subida de preços em toda a área metropolitana. São dados da Confidencial Imobiliário. O Barreiro e Seixal, por exemplo, registaram aumentos de cerca de 31%. A Câmara de Oliveira de Azeméis aprovou o relatório de contas de 2025, com o maior investimento na história da autarquia. Representa um crescimento de cerca de 81% em comparação com o ano anterior. Oliveira de Azeméis ocupa a quarta posição nacional em eficiência de recursos entre os municípios de média dimensão. Fechamos em Santarém. Está de regresso o Iberanime, o festival de cultura japonesa espera superar os 34 mil visitantes da última edição. Dias 16 e 17, o Iberanime conta com novos concursos. O objetivo é afirmar Santarém como palco de referência da cultura pop japonesa em Portugal.

Estas e outras notícias para ouvir às 23h30 em formato síntese e depois também à meia-noite, com edição da jornalista Diana Rosa. Até já, Diana.

Até já.