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Jornal das 11, na Rádio Observador, uma edição da Laura Figueiredo. E Laura, já há data para a época extraordinária dos exames nacionais do ensino secundário, que vai ser aberta a todos os alunos elegíveis para a segunda fase.
Época extraordinária vai acontecer entre 3 e 8 de setembro, com as inscrições a decorrerem de 27 a 31 de julho. Esta época extraordinária vai então ser aberta a todos os alunos elegíveis para as provas da segunda fase, independentemente de as terem feito ou não, uma decisão que visa assegurar que nenhum aluno sai prejudicado. De acordo com o despacho assinado pelo Ministro da Educação, no caso dos estudantes que realizem provas na segunda fase e também na época extraordinária, será considerada a melhor classificação obtida. Quanto à segunda fase de candidaturas ao ensino superior, vai decorrer entre 24 de agosto e 22 de setembro, com a fixação dos resultados dia 30.
E entretanto, Laura, no primeiro dia de concursos de acesso ao ensino superior, apenas 300 estudantes apresentaram candidaturas.
No ano passado, o número era superior a 10 mil. Esta expressiva diminuição pode estar relacionada com os problemas que existiram na classificação digital das provas e também com a intenção de pedir a reapreciação das notas. O Ministro da Educação já lembrou que as classificações que subirem depois dos pedidos de reapreciação podem ser utilizadas na mesma, na primeira fase de candidaturas, mesmo depois do prazo limite, que está marcado para 5 de agosto.
Já quanto às médias das classificações dos exames nacionais do ensino secundário, desceram a Português e a Biologia e Geologia e subiram, Laura, a Matemática A.
De acordo com os dados divulgados hoje pelo Júri Nacional de Exames, a média a Português foi de 11,4 este ano. Também a média do exame de Biologia e Geologia baixou para 11, enquanto a de Filosofia desceu para 10. Quanto à média de Literatura Portuguesa, caiu para 9,6, fazendo deste exame o único com média negativa. Entre os exames cujas médias subiram, está a Matemática A, que passou de 10,5 para 11,4, e também a Matemática Aplicada às Ciências Sociais, que subiu de 9,2 para 10,5.
E ainda sobre os exames, o presidente da República quer que se tirem ilações deste processo de digitalização.
Avisa que as dificuldades não se podem repetir na segunda fase. António José Seguro publicou hoje uma mensagem no site oficial da Presidência da República, depois de ter estado reunido com Luís Montenegro. O chefe de Estado pede sentido de exigência e também a salvaguarda do princípio da igualdade entre os alunos e diz que o Governo tenha mecanismos de prevenção já para a segunda fase, pedindo que se evitem repetir os mesmos erros. O chefe de Estado terminou ainda com uma mensagem de confiança na qualidade das escolas, no empenho dos professores, deixando também uma mensagem de solidariedade para com os alunos.
Já o PSD defende-se e diz que este escrutínio aos exames só existe por causa do novo modelo implementado.
A social-democrata Ana Gabriela Cabilhas defende o ministro Fernando Alexandre e também o processo de digitalização dos exames. Em entrevista ao sofá do Parlamento na Rádio Observador, a deputada afirma que todo este escrutínio só é possível por causa do modelo que foi implementado.
É mais transparente e eu creio que aqui está a grande virtude. Os alunos, a grande parte dos alunos, já têm acesso à sua prova digital e, portanto, conseguem claramente comparar aquilo que fizeram, o acesso à prova e olhar também para os critérios de classificação. E este nível de transparência nunca existiu no nosso sistema educativo. Nós hoje estamos com este grau de escrutínio sobre este sistema de avaliação externa, precisamente porque há este novo modelo.
A deputada do PSD, em entrevista ao Observador, onde admite falhas, mas garante que a decisão não é uma política pública errada. Ana Gabriela Cabilhas critica ainda a oposição por estar mais concentrada nos políticos do que nas políticas do Governo.
Num outro tema que tem marcado a atualidade nacional, o ministro da Administração Interna garante que vai responder ponto por ponto às polémicas relacionadas com o empreiteiro e amigo, João Carvalho.
Luís Neves reagiu hoje à abertura de um inquérito por parte da Procuradoria-Geral da República. A PJ encontrou indícios de abuso de poder e descaminho, que envolvem Luís Neves, no caso do outro lado, que foi interceptado nas instalações da empresa do empreiteiro amigo do ministro. Hoje, no aniversário do Comando Distrital da PSP de Viana do Castelo, Luís Neves falou, mas sem permitir perguntas.
Estou habituado ao escrutínio e por isso respeito muito a comunicação social. Há mais de 30 anos que assim é, numa relação de total transparência. Nos últimos dias, tenho vindo a ser alvo de ataques que colocam em causa a minha honra e a minha dignidade, valores mais sagrados que qualquer pessoa tem. Estou a reunir todos os documentos, tudo aquilo que eu entendo que é relevante, para ponto por ponto vos esclarecer a todos.
Luís Neves acrescentou ainda que está concentrado no desempenho das funções de ministro.
E Laura, Marcelo Rebelo de Sousa deixou a Presidência da República com menos de metade do património financeiro com que iniciou o primeiro mandato, em 2016.
De acordo com informações apuradas pelo Observador, o ex-chefe de Estado declarou cerca de €185 mil em ativos no final das funções, quando uma década antes tinha reportado cerca de 385 mil. Esta redução do património pessoal ultrapassa assim os 51% ao longo do período em que esteve em Belém, uma variação que se pode explicar essencialmente pela queda acentuada nos rendimentos em relação à anterior atividade privada como comentador, jurista e professor.
E Laura, a declaração de cessação de funções como presidente da República, consultada pelo Observador, mostra que atualmente Marcelo Rebelo de Sousa tem duas contas bancárias à ordem, num valor total de €57 mil, assim como duas carteiras de títulos num valor total de 128 mil.
E continua sem ser proprietário de imóveis. O ex-presidente da República prefere ser inquilino. De resto, o património de Marcelo Rebelo de Sousa resume-se a um automóvel, um Mercedes-Benz Classe A com matrícula de 2015.
Este é, de resto, um artigo assinado pelo jornalista Miguel Pereira Santos, que faz manchete a esta hora no site do Observador. Seguimos com o secretário de Estado do Trabalho, que depois de ter defendido a revisão em alta do salário mínimo, viu a ministra não se comprometer.
Maria do Rosário Palma Ramalho diz que o governo não fecha nem abre a porta a um aumento acima do previsto no salário mínimo nacional de 2027.
O governo, neste momento, aquilo que tem é margem para cumprir o acordo que está em vigor e que foi celebrado pelo governo da AD, não este, mas o anterior, com os parceiros sociais. Qualquer alteração terá que ser negociada com os parceiros sociais e isso ainda não está, neste momento, em cima da mesa. Não fecha porta nem abre a porta. Neste momento, a situação é a que conhecem. Não tenho que falar neste momento com o ministro das Finanças, nem qualquer outro ministro sobre esta matéria. Nós temos em cima da mesa um acordo para cumprir.
No entanto, estas declarações da ministra do Trabalho surgiram minutos depois de o secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, ter apresentado o relatório de emprego e formação, no qual defendeu que já se deveria estar a negociar em alta o salário mínimo do próximo ano.
Mudamos de tema, com foco na Ucrânia. Volodymyr Zelensky cedeu aos protestos, Laura, e demitiu o comandante-chefe das Forças Armadas.
O líder das tropas ucranianas estava sob pressão depois de ter alegadamente exigido ao presidente ucraniano que demitisse o antigo ministro da Defesa. Esta foi uma demissão que desencadeou uma onda de protestos pelo país. Hoje, no discurso noturno, o presidente ucraniano confirmou a demissão do comandante das Forças Armadas e anunciou um novo nome para o cargo, Mykhailo Drapatyi, prometendo também reformar a instituição. Quanto ao anterior ministro da Defesa, adorado pelos ucranianos, que têm exigido o seu regresso, Zelensky diz ter lhe oferecido um cargo digno no governo.
Nove minutos para lá das 11 da noite, vamos ao habitual espaço de informação local. As notícias locais que estão a marcar esta noite de terça-feira, Laura.
As obras na Muralha de Santarém vão condicionar o trânsito até ao final do mês de agosto. A autarquia anunciou hoje que a travessa da Calçada das Figueiras vai ser a zona mais afetada. A Câmara Municipal avisa também que os veículos que venham da Rua Guilherme de Azevedo devem utilizar um percurso alternativo, indo pela Rua Serpa Pinto. A Câmara Municipal de Pombal prolongou os apoios às microempresas e aos trabalhadores independentes, na sequência da tempestade Kristen. O alargamento do prazo de candidatura à linha de apoio foi anunciado. Terminava inicialmente no final do mês passado. Os primeiros apoios financeiros já foram atribuídos. No entanto, a autarquia pretende garantir que nenhuma entidade fique de fora por falta de tempo útil de resposta. Em Almada, a Assembleia Municipal está a debater uma moção de censura ao executivo socialista devido à crise de água. Uma moção que foi apresentada pelo PSD, que acusa o executivo liderado por Inês de Medeiros de falta de planeamento e investimento no sistema de abastecimento de água. Está já garantido o voto favorável do Chega e da Iniciativa Liberal. Quanto ao Partido Socialista, vai votar contra. Acusa a oposição de estar a instrumentalizar politicamente a situação. A Praia do Aterro, em Leça da Palmeira, vai voltar a ser palco do festival Meo Marés no próximo ano. Já há datas escolhidas: dias 16, 17 e 18 de julho. A organização revela também que quer ampliar a área e a lotação do recinto, promete também um grande cabeça de cartaz em breve. Em Loures, estão abertas até amanhã as inscrições para o percurso pedestre noturno. A iniciativa integrada nas Festas de Loures convida os participantes a percorrerem cerca de 15 km pelo meio rural do concelho. A partida é junto à Quinta da Fonte Santa, a chegada é no Parque da Cidade. O evento está marcado para este sábado. Em Estarreja, regressa esta sexta-feira o Avanca Film Festival. Esta edição reúne cineastas de vários países, promove a exibição e o apoio à criação cinematográfica nas áreas do cinema, televisão, vídeo e multimédia. O evento dura até 2 de agosto.
Laura Figueiredo, de regresso à antena da Rádio Observador quando forem 11h30 com uma síntese de notícias. Um abraço, Laura. Até já!
Até já!