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Duas horas. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Vamos agora recordar mais um dia de campanha eleitoral rumo às eleições do próximo dia 18 de janeiro. António José Seguro faz das eleições presidenciais uma batalha contra André Ventura. O candidato quer vencer os extremismos e diz, pela primeira vez, que quer ser o mais votado na primeira volta. Esta ideia é sublinhada num dia em que a sondagem da Católica para a RTP e para o jornal Público e Antena 1 colocou António José Seguro apenas a um ponto percentual de André Ventura. O candidato do Blém, apoiado pelo Partido Socialista, tem ensaiado vários apelos ao voto durante esta campanha eleitoral. Agora, pela primeira vez, diz que quer ultrapassar André Ventura e ficar em primeiro lugar na primeira volta. João Gama.

Diz que os astros parecem que se estão a alinhar. Vamos a isso.

Embalado pela música e pelo apoio de Agir, e também por sondagens favoráveis, António José Seguro lembra a herança do 25 de Abril e dá o tudo por tudo para ficar à frente de André Ventura.

Mas não chega passar à segunda volta. E aqui sou muito exigente. Nós temos que passar à segunda volta em primeiro lugar, porque não podemos permitir que passado 50 anos sobre o 25 de Abril, o candidato do extremismo e do radicalismo, que insiste em nos dividir e pôr portugueses contra portugueses, possa passar em primeiro lugar nesta eleição.

Um apelo que faz não só à esquerda, nem só à direita, mas em nome da democracia.

Este é um dever não apenas de um campo político, da esquerda ou do centro-esquerda. É um dever de todos os que querem continuar a viver em democracia, em liberdade, onde avançamos todos, onde construímos o país que queremos.

As sondagens animam, mas servem também de aviso. Seguro quer iluminar o caminho que aí vem.

É claro que as sondagens animam-nos, mas hoje saiu uma sondagem em que nos dá, embora pertinho, em segundo lugar.

E mesmo admite Seguro que a sua candidatura não seja a primeira escolha para muitos, é nesta altura a única. E lembra que está fora da influência do Partido Socialista.

Depois de Mário Soares, de Jorge Sampaio, de Manuel Alegre, e eu, num escalão obviamente diferente, não me ponho ao mesmo nível, mas foi muito bom receber esse apoio do Partido Socialista. Ele não contamina esta candidatura.

Ao décimo dia de campanha, Seguro sobe a fasquia, quer ser o candidato mais votado e já na primeira volta. Jornalista João Gama, que está a acompanhar a campanha eleitoral de António José Seguro no Barreiro, o candidato do Blém admite que quer chegar à segunda volta, mas agora como o candidato mais votado. E João Cotrim de Figueiredo considera que Marques Mendes já está fora da segunda volta e apela ao voto útil dos eleitores da AD para evitar que Seguro e Ventura fiquem nos dois primeiros lugares no dia 18 de janeiro. O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal fez esta noite um jantar comício em Coimbra, onde lançou farpas aos adversários. Em destaque está Marques Mendes, utilizando um lema bem conhecido da direita portuguesa. Miguel Gato.

Galvanizado pelo resultado nas sondagens, João Cotrim de Figueiredo não tem dúvidas.

Marques Mendes já está fora da corrida. E com Marques Mendes sem qualquer hipótese, a nossa candidatura é a única alternativa para mudar Portugal.

Cotrim apela aos eleitores da AD para que capitalizem os votos na candidatura que lidera e explica o porquê.

Para quem não quer Ventura ou Seguro como presidente da República, só pode votar nesta candidatura. Um voto em Marques Mendes ou em Rui Melo já não conta, porque não tem a hipótese de chegar à segunda volta. Um voto a André Ventura garante que António José Seguro do Partido Socialista é eleito.

Com o embalo das críticas, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal deixa ainda um conselho aos adversários.

Sabemos que há muita gente desesperada a tentar suster um voto que, na verdade, não lhe pertence, que já lhe escapou, mas não vale tudo. Se estão desesperados, trabalhem melhor.

E Cotrim de Figueiredo está tão confiante numa passagem à segunda volta que até já faz apelos ao voto útil.

É útil porque é ambicioso. É útil porque traz mudança. É útil porque incomoda os interesses instalados. É útil porque coloca Portugal à frente.

Portugal à frente tem sido um dos lemas da campanha presidencial de Cotrim de Figueiredo, coincide com o nome da coligação liderada por Pedro Passos Coelho em 2015, mas coincidência dizem que há poucas. E com a ajuda dos eleitores do PSD e do CDS, Cotrim já só pensa no cenário no próximo domingo.

Vamos fazer história juntos? Vemo-nos na segunda volta.

O trabalho do jornalista Miguel Gato a partir de Coimbra, a campanha de João Cotrim de Figueiredo contou esta noite com o apoio de mais um nome do PSD, Nuno Freitas, antigo deputado social-democrata. Com a nova sondagem que o coloca fora da segunda volta, a candidatura de Marques Mendes insiste em Cotrim de Figueiredo e no apelo ao voto útil. Ansião Marques Mendes continua a criticar o candidato liberal e avisa que, se o querem ver em Belém, não podem desperdiçar o voto na primeira volta. Pouco antes de ser conhecida uma nova sondagem, a candidatura atirou aos estudos de opinião e pede concentração de votos. Miguel Vitor Dias.

O guião está definido e vai tendo apenas ligeiras alterações. O ataque é a Cotrim de Figueiredo e aos votos que podem voltar ao bolso de Marques Mendes.

Imagine-se uma crise política. Imagine-se um conflito do governo com o Parlamento por causa do orçamento. Imagine-se um veto político numa lei muito sensível e muito delicada. E agora imagine-se ter na Presidência da República, nesses momentos, alguém que não sabe onde é que tem a cabeça.

E por isso aproveita um dos poucos dados positivos das sondagens.

Não pode haver aqueles que dizem: "Não

"Eu quero o Marques Mendes na segunda volta, mas na primeira vou fazer aqui uma experiência." Não.

Marques Mendes a avisar os que o colocam como futuro presidente que o voto útil tem que existir logo na primeira volta. E a poucas horas de ser conhecido um novo estudo de opinião em que Marques Mendes continua em quinto lugar, o dirigente do PSD, Luís Campos Ferreira, deixa um aviso.

Quem desceu duas décimas, quem subiu dois pontos. É a novela das sondagens. Mas é assim que nós queremos eleger um presidente da República?

E sugerindo que a divulgação de sondagens durante a campanha deve ser proibida, contra-ataca.

Não faz uma campanha a mostrar a sua destreza física, não faz uma campanha a mostrar os seus dotes de beleza, porque nós não estamos numa campanha para Mister Mundo, para os Jogos Olímpicos.

Num final de tarde em Ansião, em que também esteve o ministro das Finanças, Miranda Sarmento, novo toque de rebate aos que deram vitórias recentes à AD.

Aquele eleitorado moderado, não socialista, aquele eleitorado que está no centro-direita de alguns, perdoem-me a expressão, cantos de sereia. Mas isso tem um risco enorme.

Joaquim Miranda Sarmento, o sexto ministro a discursar em comícios de Luís Marques Mendes. Miguel Vítor Dias com os destaques do comício em Ansião, no distrito de Leiria. Amanhã, Luís Marques Mendes vai andar por Arcos de Valdevez. Pela primeira vez na campanha, Gouveia e Melo evoca Ramalho Eanes e aumenta a pressão no governo sobre o Ministério da Saúde. Gouveia e Melo promete ser um presidente exigente e sugere que já deviam ter existido substituições na tutela da saúde. O almirante recusa desânimos nesta fase da campanha e Nadine Soares acusa António José Seguro de não estar preparado para os desafios de futuro.

Pela primeira vez na campanha, Gouveia e Melo evoca Ramalho Eanes no almoço com fuzileiros.

O general Ramalho Eanes é vivo. Nunca o quis trazer para esta discussão por respeito ao general Ramalho Eanes, mas deixo-lhe como português, um muito obrigado, senhor general, por tudo o que nos deu, pela liberdade, por ter sido um militar valoroso, exemplar e um português, um verdadeiro português. Muito obrigado.

Com postura militar, volta a criticar o governo em matéria de saúde. Já de visita aos bombeiros voluntários da Moita, lança o desafio ao primeiro-ministro.

O senhor primeiro-ministro tem que explicar aos portugueses porque é que acha que uma urgência que tem tempos de espera na ordem das 20 horas, é uma coisa correta.

Gouveia e Melo considera que a saúde está a falhar e defende substituições, ainda que sem referir diretamente o nome de Ana Paula Martins.

Referindo outra vez uma lógica partidária, que é uma das lógicas que eu combato aqui na presidência, quando as coisas falham, por que nós mantemos os responsáveis? Quer dizer, claro que há um tempo que tem que se deixar passar, mas dois anos depois e não se tiram conclusões.

Já sobre as recentes sondagens, volta a desvalorizar os resultados que o colocam num quarto lugar.

Não me desanima nada. Eu tenho constatado, no meu contacto com a população, uma grande adesão à minha candidatura. Por outro lado, ainda tem uma grande dose de indecisos e se olharem para a ficha técnica da sondagem, mais de 50% das pessoas dizem que podem mudar de opinião. Portanto, há muita coisa que está em jogo neste momento.

Questionado sobre um cenário de segunda volta entre André Ventura e António José Seguro, Gouveia e Melo aproveita para atirar aos adversários.

Essa segunda volta, se assim fosse, mostraria que o doutor António José Seguro, que praticamente não disse nada, sem posições redondas, é uma pessoa que não está preparada para os tempos que aí vêm, tinha ganho a confiança dos portugueses, porque estou convencido que não seria o doutor André Ventura, que não parece credível, face à taxa de rejeição que tem, conseguisse ganhar as eleições.

O almirante que volta a defender que a única sondagem que interessa acontece nas urnas este domingo.

Jornalista Nadine Soares, que está a acompanhar a caravana de Gouveia e Melo. E vamos então olhar para essa sondagem desta terça-feira. Um inquérito da Universidade Católica para a RTP Antena 1 e Jornal Público, que refere que caso as eleições fossem hoje, André Ventura e António José Seguro ficavam na frente, com Cotrim de Figueiredo em terceiro lugar. De acordo com este estudo, o candidato apoiado por Muchega surge em primeiro lugar com 24% das intenções de votos, mais um ponto percentual que António José Seguro, que surge no segundo posto com 23%. Cotrim de Figueiredo fecha o pódio, 19% das intenções de voto, pode ainda assim passar à segunda volta, tendo em conta a margem de erro desta sondagem. De fora fica Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, de uma possível segunda volta. Os dois candidatos reúnem ambos 14% das intenções de voto. Esta sondagem mostra ainda que há 15% de eleitores indecisos. O governo quer criar um grupo de trabalho para analisar a expansão futura do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Este grupo de trabalho deve reunir para perceber como é que o alargamento do aeroporto pode influenciar de forma positiva a região. Miguel Pinto Luz usa o exemplo do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para sublinhar a importância do planeamento na infraestrutura da região Norte. Fica tudo dito deste noticiário das duas da manhã. O meu nome é João Lourenço. A informação retoma às 2h30 da manhã.