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As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Boa noite. Começamos com o Congresso dos Sociais Democratas, que arrancou este sábado, no distrito de Aveiro. Pedro Santana Lopes voltou oficialmente ao partido, mas não pede desculpa por ter saído no passado. O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz reitera que voltou a ser oficialmente militante do PSD por causa dos tempos difíceis que o país vive e que exigem combate político. Numa intervenção já noite adentro, o atual presidente da Câmara da Figueira da Foz confessou saudades do combate político, mas também disse, Vasco Maldade Correia, que não vai pedir desculpa.

Está de regresso e agora é oficial. Pedro Santana Lopes volta a ser militante do PSD, mas não se engane quem esperava um mea-culpa.

Não gosto de ser sonso e, por isso, agradecendo-vos que me recebam de volta, eu não sou capaz de pedir desculpa, porque eu agi de acordo com a minha consciência.

E vem mesmo a tempo de defender o partido depois do chumbo da reforma laboral.

Quando se fala em reformar mais, eu preciso que cada um que diz isso, e cada uma, diga: "Muito bem, mas quais reformas? Até onde e com quem?", como se viu ontem, naquele espetáculo confrangedor na Assembleia da República.

E se a referência a Pedro Passos Coelho tiver passado entre os pingos da chuva, Santana passa mais uma rasteira ao antigo primeiro-ministro.

Tenho a certeza absoluta, candidatasse quem se candidatasse neste congresso ou nos que aí vêm, tu ganhavas e largo. Candidatasse quem se candidatasse.

Santana Lopes descreve Luís Montenegro como um estadista irrepreensível e defende-o também dos ecos em crescendo vindos da oposição.

Mal veem uma sondagem apetitosa, começam logo a falar em crise ou eleições. Eu já ouvi hoje na televisão.

Para isso, usa a palavra de António José Seguro.

Elegeu-se um presidente da República que disse expressamente que as legislaturas são para serem cumpridas e que preza muitíssima a estabilidade política.

E até traz de volta a ética para fazer uma distinção.

É tão curioso, quando está o centro-direita no poder, há sempre suspeitas sobre as nossas honras, sobre a honra de cada um. Quando eles estão, têm que ir lá vasculhar as gavetas para se provar o que é a força da realidade.

Pedro Santana Lopes, no Congresso do PSD em Anadia, de volta como se nunca tivesse saído.

A fã já não sou, mas terrível espero ser sempre.

Vasco Maldade Correia, com a surpresa da noite no Congresso do PSD. À saída, o antigo primeiro-ministro acrescentou ainda que gostava de ver Passos Coelho no Congresso do PSD e afastou um regresso a um papel muito ativo dentro do partido. O Congresso do PSD arrancou um dia depois do chumbo da reforma laboral, mas os sociais-democratas continuam a contar com o Chega. Foi André Ventura que surpreendeu ao votar contra, mas o PSD continua a equiparar o Chega e o PS no que toca à negociação de reformas futuras. Num congresso que arrancou na ressaca da derrota do pacote laboral, os principais protagonistas do governo e do partido reafirmaram que o PSD não tem preferências para negociar Miguel Vitor Dias.

O PSD apareceu no Congresso ferido pela derrota da reforma laboral, mas a puxar pela paciência dos principais protagonistas ao garantir:

Não há, nem vai haver parceiro preferencial. Isso é muito claro para nós.

Sebastião Bugalho será o novo porta-voz do partido, assegura que a tática vai continuar a mesma. Nos últimos dias, o principal alvo tinha sido o PS. Agora o Chega volta a entrar no discurso, mas sem vitimizações em demasia, como resume Miguel Pinto Luz.

Isto não vai mudar a nossa atitude. Eu só quero reafirmar isto, porque parece agora que o PSD vai amoar e que o governo vai amoar e que já não há mais nada.

E um dos pivôs das negociações garante que o PSD vai continuar a equiparar Chega e PS.

Ó Hugo Soares, como é que é possível, ainda na cantiga de alguns, que se o Chega e o Partido Socialista desistiram do país, nós não vamos desistir de os chamar à razão?

Hugo Soares a assegurar disponibilidade para as maratonas negociais, com o governo a manter o tom entre os dois partidos.

O PS pôs-se sempre à parte e forçou o GT à parte, quis tratar o GT como o PCP trata a CGTP. E depois, evidentemente, o Chega. O Chega aqui mostrou que não está à altura de governar.

Paulo Rangel divide o mal pelas aldeias, mas António Leitão Amaro reforça a pressão sobre José Luís Carneiro.

É uma postura mais imobilista, mais oposicionista ao país, mais bloqueadora de reformas, até que o Partido Socialista depende de nós em várias coisas.

E até mesmo a ministra do Trabalho mantém a equidistância para os dois partidos que lhe podem viabilizar uma reforma futura.

Uns que, por não suportarem não estar no governo, fizeram desta reforma uma afronta pessoal e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok.

Maria do Rosário Ramalho, antes de anunciar que o governo deve mesmo insistir no novo pacote laboral.

Miguel Vitor Dias com os destaques da reação do Congresso do PSD ao chumbo da reforma laboral. O último dia de Congresso começa com a eleição dos novos órgãos nacionais. E com o Congresso, que se realizou um dia depois do chumbo da reforma laboral, a mensagem do PSD pode estar ainda por afinar. É o que considera o diretor-executivo do Observador. No balanço do primeiro dia de Congresso, Miguel Pinheiro acredita que a mensagem do PSD pode vir a sofrer alterações durante os próximos dias ou semanas.

A mensagem deste Congresso estava toda preparada para ser: nós somos um governo reformista. Aqueles quadros que iam passando enquanto Luís Montenegro falava com listas.

Que não conseguimos ler.

Exato, com listas em letra mínima sobre os conseguimentos do governo, tudo estava pensado

Para passar essa mensagem, que na realidade era a grande resposta a Passos Coelho. E de repente, em poucas horas, eles tiveram que ajustar um pouquinho o discurso. É por isso que parece um pouquinho contraditório eles dizerem: "fizemos muitas reformas" e depois dizerem: "não nos deixam fazer reformas", porque eles tiveram pouco tempo. O que eu quero dizer com isto é que não tenho a certeza de que esta mensagem que está a ser passada hoje aqui no Congresso, seja necessariamente uma mensagem que vai durar muito tempo.

Miguel Pinheiro na análise do primeiro dia do Congresso do PSD. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta uma crise política sem precedentes e deverá apresentar a demissão na próxima segunda-feira e definir o calendário pra saída. É o que avança o Observer este sábado. De acordo com o jornal, Starmer terá concluído que a sua posição deixou de ser sustentável após contatos com os membros do governo, assessores e líderes sindicais. A mesma fonte refere que o primeiro-ministro britânico estará a discutir a decisão com a sua esposa na residência oficial de Chequers antes de tomar uma decisão final. Ainda assim, várias figuras de topo do Partido Trabalhista esperam um anúncio claro sobre o futuro já no início da próxima semana. Na atualidade internacional, o presidente dos Estados Unidos ameaçou este sábado impor portagens norte-americanas no estreito de Ormuz, caso não seja alcançado um acordo final com o Irão dentro de 60 dias. Numa publicação na rede social Truth Social, Trump explica que o acordo inicial para pôr fim à guerra prevê a isenção de portagens nesta importante via navegável. Ainda assim, admite a possibilidade de vir a passar a cobrar portagens, caso o acordo com Teerão não seja concluído. É uma reação que surge também depois do Irão ter anunciado o fecho do estreito de Ormuz. O comando militar conjunto de Teerão declarou que o estreito foi encerrado devido à clara violação dos compromissos dos Estados Unidos ao não terminar a guerra no Líbano, pois o acordo provisório visava cessar os combates em todas as frentes. Entretanto, o vice-presidente dos Estados Unidos já está a caminho da Suíça para uma ronda inicial de negociações com os representantes iranianos, um encontro que estava previsto acontecer já desde a assinatura do memorando, que aconteceu na passada quinta-feira. Em declarações aos jornalistas citadas pelo Times of Israel, JD Vance avança que espera, com estas conversações, fazer avanços na questão nuclear e também no cessar-fogo no Líbano. Olhamos ainda para o Mundial de Futebol. A esta hora, o jogo do Equador e Curaçao acaba de começar a segunda parte. Um jogo que tem estado a ser acompanhado pelo jornalista Martim Madeira. Martim, boa noite. Acabou de começar esta segunda parte. Para já não há gols e por isso eu pergunto-te qual é que foi o grande destaque da primeira parte do jogo?

A exibição do guarda-redes de Curaçao, Eloy Room, teve uma grande exibição na primeira parte. Fez várias defesas, conseguiu fazer pelo menos cinco defesas de remates que foram diretos à baliza de Curaçao. Uma delas foi mesmo uma oportunidade em que Enner Valencia apareceu completamente isolado à frente de Eloy Room e Enner Valencia, o avançado e capitão equatoriano, acaba por fazer um grande remate a tentar desviar ao máximo a bola do guarda-redes para meter no canto inferior direito. Mas Room, atento, consegue fazer uma defesa com a palma direita e, Marta, estávamos a falar neste precisamente de Room e neste precisamente aos 49 minutos, Caicedo, jogador equatoriano do Chelsea, acabou de fazer um remate de fora da área e a bola ia ao ângulo inferior esquerdo, mas Room mais uma vez atento. Portanto, já vão pelo menos seis defesas deste guarda-redes nesta partida. Está muito forte. Está muito forte e está a dar muito. O Curaçao que está a dar algum trabalho a esta equipa do Equador, mesmo em termos defensivos, muito por parte também do próprio guarda-redes, que tem estado a fazer uma excelente exibição. O Curaçao que, pelo menos com o empate, se calhar, consegue fazer história, avançar pra próxima fase. Nesta altura, ainda é possível chegar ao melhor terceiro se empatar com o Equador, mas o Equador também aqui a ter alguns problemas. Claro que o esperado era que o Equador estivesse mais ofensivo, com mais controle do jogo, e está. O Curaçao está muito descido, está com uma linha de cinco. É normal, uma equipa mais fraca, mais pequenina. E lá está, é a população mais pequenina de sempre no Mundial. E o Equador até neste início da segunda parte fez uma alteração, tirou o seu médio defensivo para colocar um avançado. Tirou o médio defensivo Alcívar e colocou Kevin Rodríguez pra extrema esquerda e portanto já deixou a tática de um 3-1-4-2, passou para um 3-4-3. A meter este avançado, o Equador está a dar o sinal de que estão à procura do gol e precisam do gol para conseguir sair deste grupo E e conseguirem passar pelo menos a Costa do Marfim, porque o Equador depois vai ter um jogo muito difícil contra a Alemanha e está a fazer tudo para procurar este gol, esta equipa do Equador. Por agora, 51 minutos, Equador zero, Curaçao também zero.

Jornalista Martim Madeira com o resumo do jogo Equador-Curaçao. Para esta madrugada está ainda marcado mais um jogo, Tunísia-Japão, uma partida que vai também ser acompanhada pelo jornalista Martim Madeira aqui em estúdio. E durante esta tarde de sábado, os Países Baixos venceram a Suécia por cinco bolas a uma. Já durante a noite houve uma reviravolta alemã sobre a Costa do Marfim por dois a um. A seleção da Alemanha garantiu a qualificação pra a próxima fase com duas vitórias em dois jogos. Notícia de fecho do Jornal das duas. A informação regressa às 14h30.