Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com Maria João Brás.
Boa noite. Começamos pela atualidade internacional. Já na reta final da campanha, Kamala Harris acusa Donald Trump de oportunismo. A candidata democrata discursou em Washington para mais de 70 mil pessoas. Entre os temas bandeira da campanha, como o aborto ou a imigração, Harris pediu à população para ultrapassarem o clima de divisão e violência. No entanto, a mensagem dirigida a Donald Trump não foi pacífica. Kamala Harris acusa Trump de querer capitalizar com a polarização da população. O comício de hoje aconteceu no Parque Ellipse, em Washington, DC, o mesmo local onde Donald Trump discursou antes da invasão ao Capitólio a 6 de janeiro de 2021. Uma escolha que não foi inocente. Cátia Bruno.
Está aqui uma intenção da equipe democrata de marcar esse contraste com o candidato republicano. É preciso lembrar que nos últimos dias Harris se tem dedicado muito a atacar Trump, tem usado várias vezes a expressão de que é um fascista e, portanto, o vincar desse contraste que os democratas consideram que existem é o grande foco. A própria campanha de Harris parece estar num bom momento, no sentido em que as notícias têm sido dominadas ainda pelas repercussões das declarações de um comediante num evento Donald Trump, em que cuspiu com a comunidade porto-riquenha, e a própria campanha de Trump se distanciou dessas declarações, porque tem noção que o eleitorado latino é muito relevante para ganhar alguns swing states.
A editora de Internacional do Observador nos Estados Unidos a acompanhar a reta final da campanha norte-americana. Entretanto, Joe Biden veio esclarecer que não se referia aos apoiantes de Donald Trump quando chamou lixo aos comentários contra a comunidade latina. Na rede social X, o presidente dos Estados Unidos explica que se referia à retórica de ódio utilizada no comício dos republicanos esta semana em Nova York. Biden diz ainda que estes comentários não refletem a população norte-americana. As declarações do chefe de Estado criaram descontentamento. O eleitorado republicano interpretou que o presidente norte-americano estaria a chamar de lixo aos apoiantes de Donald Trump. A esta hora, Donald Trump discursa num comício na Pensilvânia, um dos swing states, ou seja, estados indecisos. O candidato republicano garante que ninguém gosta mais da comunidade latina do que o próprio Donald Trump. Neste momento, as sondagens mostram que os dois candidatos estão renhidos nas intenções de voto. Kamala Harris conquista mais apoio junto da comunidade latina e a população urbana. Já a população das áreas rurais demonstra mais apoio a Donald Trump. E no Medio Oriente, Joseph Borrell condena os ataques israelitas aos capacetes azuis no Líbano. Em comunicado, o chefe da diplomacia europeia diz que os ataques contra as Forças das Nações Unidas são uma violação do direito internacional. Em causa estão os oito soldados da missão de manutenção da paz da ONU feridos num ataque de Israel ao sul do Líbano. E precisamente no Líbano, as autoridades locais dão conta que pelo menos 77 pessoas morreram esta terça-feira em ataques israelitas. Entre os mortos estão crianças. Já na Faixa de Gaza, pelo menos 143 pessoas morreram esta terça-feira, vítimas de ataques israelitas. A maioria dos mortos ocorreu no norte do enclave palestiniano, onde Tel Aviv está a endurecer a ofensiva. Segundo a Al Jazeera, foram atingidos edifícios residenciais. No leste, um estudo conduzido por um órgão de comunicação independente russo, em parceria com a BBC Rússia, aponta para mais de 75 mil soldados ucranianos mortos desde que começou a guerra em 2022. A identidade destes combatentes foi identificada, mas o mesmo estudo refere que o número de mortos é presumivelmente mais alto. Tudo em aberto sobre o futuro de Rúben Amorim. O treinador do Sporting diz que ainda não há decisões sobre uma eventual ida para o Manchester United. Amorim afirma que só vai falar quando tiver alguma coisa para dizer.
Quando eu tiver algo mais concreto, irei chegar aqui e assumir, porque passa sempre por ser uma escolha minha. Enquanto não tiver tudo decidido, para um lado ou para outro, não vale a pena eu estar a dizer muito mais, porque senão vamos criar ruído. Eu não vou dizer nada de jeito, porque não tenho nada de jeito para dizer. Dizer apenas que irei assumir aquilo que quiser fazer, como fiz sempre desde que sou jogador e até treinador.
A posição de Rúben Amorim na conferência de imprensa depois da vitória do Sporting por 3 x 1 frente ao Nacional da Madeira. Rúben Amorim não deu certezas sobre o futuro, mas para o comentador Gabriel Alves Dias, caso Amorim saia do Sporting, a melhor opção será abandonar no final da época.
Na minha opinião, seria muito melhor para o Rúben Amorim ir começar uma época, portanto, fazer um novo projeto, entrar naquilo que é um novo projeto. Entrar a meio da época é sempre mais complexo, é sempre ir buscar o projeto do outro.
Que já fez investimento esta época.
Já fez investimentos, há toda uma série de questões, há uma série de questões de adaptação e obviamente que também no Manchester United fica-se de olho nele, isto é, o Ten Hag fazia isto, o que este vai fazer?
João Castro também reagiu à notícia que marcou o dia, a eventual saída de Rúben Amorim do Sporting. Para o comentador, Amorim já tomou uma decisão.
Rúben Amorim claramente nervoso, mas disse várias vezes aquilo, remateu. Repara, o Rúben Amorim relembrou o comício de Braga, como quem diz: "Isto que aconteceu, já aconteceu e, portanto, os jogadores também ficaram tristes por eu sair", como quase praticamente a dizer que poderia acontecer isso. Diz que ainda não está decidido. Eu acho que a questão não é não estar decidido.
Era isso que eu te ia perguntar, achas que ele realmente já tomou uma decisão?
Eu acho que sim. Senão não responderia isto, dizia que estava com muitas dúvidas, porque tudo começou no Sporting.
Reação de João Castro, comentador do Observador, à notícia que marcou o dia: a eventual saída de Rúben Amorim do Sporting. E na política, o governo está disponível para um aumento estrutural das pensões, mas só se houver folga orçamental. A garantia foi deixada pela Ministra do Trabalho na discussão do Orçamento do Estado na Assembleia da República. A audição de Maria Rosário Palma Ramalho foi focada também no tema dos salários, como nos conta o jornalista do Observador, Miguel Viterbo Dias.
As questões laborais e a melhoria dos salários marcaram o arranque da longa audição da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com Maria do Rosário Ramalho a recusar, em resposta ao PS, que o governo esteja a contribuir para aproximar o salário mínimo do médio.
Não é um acordo de salários mínimos. Este acordo é um acordo de valorização dos salários, tanto que aposta no salário mínimo, mas também no conjunto de medidas que permitirão às empresas, assim esperamos, aumentar o salário médio.
O PS, que pelo deputado Miguel Cabrita, insiste que o governo apresentou em Bruxelas dados diferentes dos que negociou com os parceiros sociais.
Apesar de ter acordado um aumento de salários entre os 4,5 e os 4,7% até 2028, no programa orçamental de médio prazo enviado para Bruxelas, põe os salários a crescer 3,4% em 2028.
Mas a ministra recusa as duas caras e justifica-se.
Uma coisa é o valor que nós fixamos de referencial de aumento do salário e outra coisa diferente é a projeção geral sobre o nível geral de aumento dos salários.
No que toca à legislação laboral, a ministra quer negociar primeiro a conciliação social, mas garante que se, por exemplo, o Parlamento aprovar a extensão da licença parental, vai enquadrá-la no orçamento. Para já, o que fica prometido é a revisão da agenda do trabalho digno. E noutro aspecto, a iniciativa liberal está preocupada com a sustentabilidade do setor, mas deixa uma ressalva.
Quando é que nós vamos efetivamente começar a fazer uma reforma, sendo que esses pilares capitalização não têm de estar fora da Segurança Social? Não é preciso privatizar a Segurança Social.
E a ministra admite que este é um debate difícil.
É o elefante no meio da sala. Portanto, o debate tem que começar.
E não entra, por isso, em euforias.
É verdade que o FEFS atingiu o valor que lhe permite pagar dois anos de pensões, mas isso só nos sossega até um certo ponto, porque também ao mesmo tempo há as previsões de que daqui a uns anos o sistema vai ser deficitário.
Maria do Rosário Ramalho, em resposta aos deputados no arranque do debate do Orçamento do Estado na Assembleia da República.
Miguel Viterbo Dias, repórter parlamentar, com o resumo da audição da Ministra do Trabalho no Parlamento. Habitação, saúde e educação são as promessas do ministro da Presidência depois da reunião com as 15 associações que representam os bairros de Lisboa. No entanto, António Leitão Amaro não avança com medidas concretas e os representantes destas associações esperavam mais. Dizem que as promessas do executivo são insuficientes. João Gama.
Quatro horas, 15 associações e três ministros setoriais. No final, foi António Leitão Amaro a fazer o balanço. O governo identificou os problemas com um principal à cabeça.
E eu acho que o governo não pode dar mais prioridade à habitação do que dizer onde não havia esforço do Orçamento do Estado, nós aprovamos 2.8 mil milhões de euros de habitação pública.
Habitação, saúde e educação. António Leitão Amaro promete respostas concretas, mas não dá exemplos.
Uma grande atenção à vida concreta das pessoas e que houvesse uma atenção muito concreta a resolver os problemas das pessoas. Nenhum de nós quer ter planos para ficarem nastante, nós queremos medidas concretas.
O ministro da Presidência defende que os problemas nos bairros de Lisboa se resolvem dando atenção à vida das pessoas, mas para as associações não chega, desde logo, para Mamadou Ba, do SOS Racismo.
Mas não me parece suficiente, porque acho que uma política ad hoc não vai resolver as questões raciais. Era preciso uma política transversal, global, que englobasse as várias áreas da afirmação das discriminações.
Diz que a reunião serviu para parar fogos e lamenta que o governo continue, sem dúvidas, ao lado da PSP.
E nós pedimos, eu pessoalmente pedi a demissão do senhor diretor-geral da PSP, porque acho que ele não está em condições de exercer as suas funções, tendo em conta a atitude da PSP nos últimos tempos. Encobriu factos.
Antes falou Jacqueline Pereira, do Moinho da Juventude, uma associação que trabalha na Cova da Moura, quer um governo que arregace as mangas na hora de trabalhar.
E há situações que é da responsabilidade do governo e há situações em que as associações podem fazer o seu trabalho, mas as associações não vão substituir ninguém.
E sai da reunião a alertar que o executivo não foi além de meras reflexões. Pede ao governo que vá além dos números. Leitão Amaro responde: assegura que o diálogo é para continuar.
O jornalista do Observador, João Gama, com as conclusões da reunião entre o governo e as associações dos bairros de Lisboa, um encontro convocado depois dos tumultos na zona da Grande Lisboa na semana passada. E sobre este encontro, o Chega considera que o governo deveria ter se reunido primeiro com as associações de polícias. Ainda assim, paz é aquilo que André Ventura espera que resulte desta reunião do executivo com as associações representativas dos bairros da Grande Lisboa.
Eu acho que primeiro devíamos reunir com as associações de polícia e depois com as associações representativas destas minorias. O governo optou por outro modelo. Vamos ver o que é que sai desta reunião. O que é importante é que saia paz, paz e tranquilidade.
Ainda sobre os tumultos da última semana na Grande Lisboa, o líder do Chega diz que vai apresentar uma proposta no Parlamento para classificar como terrorismo urbano quem causa distúrbios e desacatos na via pública.
Na minha opinião, quem leva a cabo este tipo de atos deve ficar em prisão preventiva. É o que acho, porque é a única forma de conter violência em crescente. Nós temos uma situação de violência em crescente. Quer dizer, se quem lança fogo a um autocarro vai para a esquadra e sai de lá primeiro do que os polícias que o prenderam, os outros sentem assim: isso vale a pena. Quer dizer, amanhã são três autocarros e depois vão lá e saem ao fim de três horas ou quatro e o polícia fica lá 10 horas a preencher papéis.
Declarações de André Ventura durante uma visita a Matosinhos. É o ponto final deste noticiário. Regressamos às 15h30. Até já.