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Três horas. As notícias com Carlos Pedro.

Boa noite, Jornal das Três. O PSD fez 51 anos esta terça-feira e Luís Montenegro aproveitou a ocasião para apelar a um ciclo político de oito anos. No Centro de Congressos de Lisboa, com mais de 1800 pessoas, o presidente do PSD, recandidato a primeiro-ministro, volta a puxar pelo legado de Aníbal Cavaco Silva. Luís Montenegro quer um novo ciclo político duradouro do PSD na liderança e, por isso, já aponta aos próximos dois mandatos. Miguel Viterbo Dias.

Depois de almoçar com os antigos líderes do PSD, e muitos deles primeiros-ministros, Luís Montenegro volta a puxar por um.

Quando eu vejo tanto incômodo quando o presidente e primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva está conosco, o que verdadeiramente motiva esse incômodo é precisamente o reconhecimento de que ele personifica o período histórico com maior desenvolvimento desde o 25 de Abril.

E à boleia da comparação com o período de Cavaco Silva, aponta para o futuro.

Quem fez isso em 11 meses, não é em quatro. Imaginem o que é que não será capaz de fazer nos próximos oito anos.

Montenegro abre o livro de um ciclo governativo liderado pelo PSD durante uma década, mas, para isso, sabe que precisa de pescar votos à esquerda e à direita.

Ao Chega e ao Partido Socialista, àqueles que votaram nesses partidos, não é aos partidos, às pessoas que votaram nesses partidos, convém relembrar-lhes que a nota dominante deste ano foi que para os socialistas nunca foi de dispensar, pelo contrário, o apoio do Chega. Para o Chega, nunca foi de ignorar a junção com o Partido Socialista para ver se perturbavam a ação do governo.

O primeiro-ministro e líder do PSD continua sem pedir maioria absoluta, mas vai deixando recados nas entrelinhas de que só a opção da AD permite um governo para quatro anos.

Podem concentrar o seu voto na AD, no PSD. Nós somos o garante da estabilidade.

Luís Montenegro, depois das notas tomadas junto dos antigos líderes, a apontar um ciclo duradouro dos sociais-democratas no poder.

O jornalista Miguel Viterbo Dias a acompanhar o jantar de 51 anos do PSD esta terça-feira em Lisboa. Esta quarta-feira a caravana da AD vai percorrer os distritos de Setúbal e Évora. Do lado do PS, Pedro Nuno Santos mostra-se aberto ao diálogo com todos os partidos depois das eleições. Ainda assim, para já, a conversa é com os portugueses. A caravana socialista passou por Santarém e, no discurso, o líder do partido defende que a AD esgotou a credibilidade. Neste dia de campanha, Pedro Nuno Santos apeou-se da esquerda e insistiu na ideia de que Montenegro é fator de instabilidade. Nadine Soares.

No entroncamento de visita às oficinas do Museu Ferroviário Nacional, Pedro Nuno Santos abriu o diálogo a todos os caminhos. Isto é, mostrou-se disposto a conversar com os partidos após as eleições. Mas, para já, a conversa é com os portugueses.

Dialogar. Nós estamos nessa fase, que é dialogar com os portugueses, tentarmos ter o melhor resultado possível, que depois nos permita dialogar com os grupos parlamentares que estão representados no Parlamento para encontrarmos uma situação de estabilidade política em Portugal e não termos num primeiro-ministro o foco de instabilidade e de eleições.

No comício de Santarém, Pedro Nuno Santos atirou ao adversário da AD. Disse que os portugueses não sabiam quem era o verdadeiro Montenegro.

Há um ano, achávamos que ia ser só primeiro-ministro, mas afinal também recebia avenças de empresas. Montenegro tem razão quando diz que é o mesmo que era há um ano. Os portugueses é que não sabiam quem era o verdadeiro Montenegro. Finalmente, ao fim de um ano, caiu a máscara.

E falou num rastro de falhanços de governação.

Temos mais serviços de urgências encerrados do que tínhamos há um ano. Temos mais utentes sem médico de família do que tínhamos há um ano. A saúde está pior do que estava há um ano. A habitação também. Tomaram medidas para se comprar casas, só que os preços da habitação aceleraram por causa das medidas da AD. Este governo esgotou o seu projeto.

Ana Abrunhosa, cabeça de lista de Coimbra, não perdeu tempo para participar no comício.

Quando me chamam para falar do Pedro, eu venho a correr, Pedro, venho sempre, Pedro.

E ajudou na crítica a Cavaco Silva, que escreveu um artigo a defender a ética de Montenegro.

Não precisas que nenhum dirigente do PS venha escrever artigos de opinião para sabermos que és uma pessoa de valor.

E Marcos Perestrello, cabeça de lista pelo círculo de Santarém, também não poupou nas críticas.

Está sempre a fingir. Finge que não quer eleições, mas foi ele que deitou o governo abaixo. Montenegro finge que governa, mas hoje foi o próprio Passos Coelho, o ídolo do PSD, o eterno candidato a tudo, explicar a Montenegro as reformas que ele não fez e que deveria ter feito.

A caravana socialista terminou o dia de campanha em Santarém e pede um voto no PS para uma liderança estável no país.

A jornalista Nadine Soares, que está a acompanhar a campanha eleitoral dos socialistas. Nesta quarta-feira, o PS vai estar pelo Algarve, por Portalegre, e tal como a AD, por Évora. Mais à esquerda, Paulo Raimundo acusa o governo de falhar aos agricultores. A CDU aponta o dedo à AD e apelida o ministro José Manuel Fernandes como o ministro da propaganda. A caravana comunista encerrou o dia de campanha em Lamego, no distrito de Viseu, e num discurso dedicado à agricultura, o secretário-geral do PCP denuncia que algumas das principais empresas de exportação de vinho estão a ameaçar os pequenos produtores com o fim da vindima. Perante isto, Paulo Raimundo critica o silêncio do Executivo.

O Ministério da Agricultura, talvez até pudesse ser mais chamado de Ministério da Propaganda, assobia para o ar como se nada estivesse a acontecer. E é extraordinário, como ainda ontem assistimos a um discurso animado, entusiasmado, empolgado, e ficamos por aqui, de Luís Montenegro, o ainda primeiro-ministro, acha que a agricultura, na opinião dele, está como o país. Está muito melhor. O problema é que os pequenos produtores ainda não se aperceberam disso.

Paulo Raimundo a distribuir críticas ao ministro José Manuel Fernandes e ao primeiro-ministro Luís Montenegro. Ainda assim, a AD não foi o único alvo das críticas comunistas. O secretário-geral do PCP cola o PS à direita, no que toca às políticas agrícolas. Diz Paulo Raimundo que este não é o tempo de discutir cenários de governabilidade.

Perdem demasiado tempo a querer discutir futuro, cenários, matemática, governabilidades. Querem discutir a forma todos os dias. Só querem é discutir a forma. Nós percebemos bem por quê. Porque ao discutir a forma, não discutem o conteúdo. Ora, a solução das nossas vidas não está na forma, a solução das nossas vidas está exatamente no conteúdo.

Paulo Raimundo, em Lamego, no distrito de Viseu. A caravana comunista vai continuar pelo norte do país. Está prevista uma arruada em Matosinhos na manhã de quarta-feira. Olhamos agora para o debate entre os partidos sem assento parlamentar, que se realizou esta terça-feira na RTP. O ADN diz que a Assembleia da República tornou-se num local de crime. No debate que juntou os partidos sem assento parlamentar, a cabeça de lista do ADN por Lisboa, Joana Amaral Dias, deixou críticas à corrupção no país.

Quero começar por denunciar o facto de a Assembleia da República se ter tornado no local do crime. Até porque eu recordo, Carlos Daniel, nós estamos aqui hoje porque duas vezes, em eleições sucessivas, no espaço de um ano, existiram casos de conflitos de interesses que lançaram o país ao charco. Primeiro com António Costa, conflitos de interesses, tráfico de influências, há as coisas que ainda não estão esclarecidas, na verdade, mas primeiro com António Costa e depois com Luís Montenegro. A verdade é que Portugal é um país corrupto.

O ERCT acusa os imigrantes que vivem em Lisboa de não gostarem da cultura portuguesa e de controlarem o poder político. São declarações de Rui Fonseca e Castro, que anunciou o fim da campanha eleitoral no Martim Moniz, local onde foi detido no dia 25 de abril por organizar uma manifestação não autorizada.

Os portugueses estão a ser escorraçados da sua terra. Nós estamos a ser escorraçados da nossa terra, das nossas ruas, dos nossos bairros, das nossas cidades, do nosso país. Em 51 anos de democracia, eu fui o primeiro líder partidário a ser detido por estar a exercer uma liberdade constitucionalmente garantida, que é a liberdade de ação político-partidária. Porque há pessoas que têm uma cultura completamente oposta à nossa, que não gostam da nossa cultura, não gostam dos nossos costumes, não gostam da nossa religião e controlam o poder político.

Já o candidato João Pinto, do PCTP/MRPP, considera que Portugal está a ser controlado pela União Europeia e pelos Estados Unidos da América.

As decisões principais que vão ser tomadas que afetam a vida dos portugueses, já foram tomadas. Não vão ser os eleitos que as vão alterar. Quem toma as decisões no que respeita a este país é Bruxelas e é Washington. Não há mais nenhuma instância que decida sobre o país. Portanto, o que se tem que fazer é cortar com isso. O que se tem que fazer é a revolução comunista.

Seguimos com o partido Nova Direita, que quer energia nuclear em Portugal. É o que defende o candidato Júlio Gurgel Ferreira, do partido Nova Direita, que define por prioridade criar riqueza no país e utiliza a soberania energética como exemplo.

Nós temos várias medidas que poderiam ajudar realmente a criar riqueza e também ajudar as famílias portuguesas e retirar um bocadinho desta pressão que elas sentem. Eu dou-lhe um exemplo. Nós acreditamos que é possível, em relação à soberania energética, nós termos energia nuclear em Portugal, através de investimento estrangeiro, e não custaria nem um cêntimo ao Estado. E nós já vimos que a energia nuclear é uma energia limpa. É uma energia mais barata, ajudaria as famílias portuguesas a reduzir a sua conta da eletricidade e depois também poderia ser utilizada, para podermos vender esta energia e exportar.

Já o vice-presidente do Partido da Terra, Hélder Rodrigues, admite que a REN nunca devia ter sido privatizada.

Nós somos um partido liberal, portanto, os players de distribuição devem funcionar numa rede que é gerida, na nossa perspectiva, através de políticas públicas. E efetivamente, deve ser o Estado a garantir que áreas que poderão não ser economicamente tão rentáveis, mas que assegurarão a sustentabilidade da rede, como, por exemplo, a central energética de Gondomar, que nos salvou, efetivamente, se mantenha no ativo e que se mantenha a dispor.

Mas defende uma REN renacionalizada, então?

Não estou a dizer isso. Estou a dizer que efetivamente foi um erro a privatização. Agora é o que temos.

Os partidos sem representação parlamentar em debate esta terça-feira na RTP. Voltamos agora atenções para a atualidade internacional. Pelo menos oito pessoas morreram na sequência de ataques da Índia contra o Paquistão e a Caxemira, na noite desta terça-feira. A resposta paquistanesa já resultou também na morte de três civis indianos. A informação é do porta-voz das Forças Armadas do Paquistão. O mais recente balanço dá conta ainda de outros 35 feridos e dois desaparecidos. Recordo que o governo indiano confirmou o ataque em resposta a um outro ataque de há duas semanas, que retirou a vida a 24 pessoas na região indiana da Caxemira. Na rede social X, as Forças Armadas indianas publicaram uma fotografia com o nome da operação militar em curso. Na descrição, escrevem: "A justiça foi feita". O Paquistão, entretanto, já respondeu: foram lançados ataques de artilharia contra o território indiano, confirmou o exército do país. A Índia fala em três civis mortos pelas tropas paquistanesas no decorrer de bombardeamentos. O governo do Paquistão assegura também ter abatido já pelo menos cinco aviões militares provenientes da Índia. Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país já condenou os ataques de Nova Deli e prometeu uma resposta que já está em andamento. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pede aos dois países que evitem um confronto militar que poderá facilmente sair do controle. É o que escreve António Guterres na rede social X, onde descreveu a tensão entre Índia e Paquistão como estando no nível mais alto dos últimos anos. Reação que chega também a partir dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump classifica o conflito entre Índia e Paquistão como uma vergonha e espera um fim muito rápido dos ataques. De resto, os Estados Unidos confirmam que estão mesmo a acompanhar a situação de perto. Também os Emirados Árabes Unidos já vieram a público pedir contenção aos dois países. Entretanto, no norte da Índia há vários aeroportos que estão a ser encerrados. Também as companhias aéreas internacionais estão já a cancelar diversos voos com destino aos países. Também as escolas foram fechadas em cinco localidades da região de Jammu, na Caxemira. Os hospitais estão em situação de alerta. Ainda na atualidade internacional, o novo primeiro-ministro do Canadá garante que o país nunca vai estar à venda. É a resposta de Mark Carney, depois de Donald Trump ter insistido na ideia de que o Canadá se devia tornar um Estado norte-americano. As declarações foram feitas numa reunião entre os dois chefes de Estado na Casa Branca. Apesar de ter recebido o primeiro-ministro do Canadá de forma hospitaleira, horas antes do encontro, Trump fez várias ameaças ao país vizinho nas redes sociais. Já na Sala Oval, ambos os líderes mostraram-se dispostos a discutir questões comerciais, incluindo tarifas sobre os automóveis e a importação de alumínio. Fechamos no desporto. O Inter de Milão está na final da Liga dos Campeões. Os Nerazzurri derrotaram em casa o Barcelona por 4x3. Jogo decidido apenas no prolongamento, com o golo de Davide Frattesi. O Inter ainda esteve a vencer por 2x0, mas o Barcelona operou a reviravolta antes dos 90 minutos. Ainda assim, a equipa italiana acabaria por empatar já no tempo de compensação com golo do central italiano Acerbi. No prolongamento, foi o Inter quem conseguiu levar a melhor, com destaque para a exibição do guarda-redes suíço Yann Sommer. Esta quarta-feira, PSG e Arsenal lutam pela última vaga na grande final da Liga dos Campeões. A equipa de Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos está na frente da eliminatória e depois do triunfo por 1x0 em Londres na semana passada. Fica por aqui este jornal. A informação regressa já a seguir com a síntese das 15h30.