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Muito boa noite! Eu sou o Ricardo Lopes, está com a Rádio Observador. Altura de atualizarmos toda a informação e começamos com uma notícia de última hora. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos acaba de aprovar um pacote de ajuda à Ucrânia e também novas sanções contra a Rússia. Estão previstos mais de mil milhões de dólares em ajuda à Ucrânia, bem como até 8 mil milhões de dólares em empréstimo para apoio militar. Já enquanto às penalizações aplicadas à Rússia, existirão novas sanções contra bancos e empresas petrolíferas, além de uma tarifa de 500% sobre produtos russos importados por empresas americanas. Esta aprovação contraria as mais recentes posições de Donald Trump e da administração republicana. A votação na Câmara dos Representantes foi renhida, 226 votos contra 195, com 18 republicanos a alinhar com o sentido de voto dos democratas. Esta é a primeira grande iniciativa pró-Ucrânia durante o segundo mandato de Trump. Ainda na atualidade internacional, no final desta quinta-feira, Volodymyr Zelensky escreveu uma carta a Vladimir Putin a pedir uma reunião para discutir o fim da guerra, numa carta aberta que foi publicada no site da presidência ucraniana. Zelensky acusa Putin de ter provocado uma guerra por escolha pessoal, sem qualquer causa verdadeira e, por isso mesmo, apela ao homólogo russo para abandonar a guerra. Entretanto, Donald Trump já reagiu a esta carta. Afirmou que ficaria contente com um possível encontro entre os dois líderes. Diz que é tempo dos países porem um ponto final nesta guerra e garante que os Estados Unidos têm muito a ver com isso. Já sobre outro eventual acordo de paz, desta vez entre o Israel e o Líbano, Donald Trump diz já ter falado com o Hezbollah sobre um possível cessar-fogo e garante que o grupo paramilitar não rejeitou a proposta. Trump diz que seria muito bom se o Líbano pudesse ter alguma paz e acredita que há já algum progresso a acontecer. Já com o líder iraniano, diz que não se quer encontrar, mas ao mesmo tempo diz que Ali Khamenei tem uma boa reputação e que, a acontecer este encontro, seria uma honra. Viramos agora as nossas atenções para Portugal. O Presidente da República destaca o contributo dos imigrantes para o funcionamento das misericórdias em Portugal. António José Seguro discursou esta quinta-feira na abertura do Congresso Nacional das Misericórdias, que aconteceu em Braga, onde aproveitou para salientar que, em muitas localidades do país, são os imigrantes que tratam dos idosos. Diz que sem a presença destes trabalhadores, estaríamos à beira de um colapso social.

É bom que muita gente repare que em muitas localidades quem trata dos nossos idosos são imigrantes. Li uma entrevista do doutor Manuel de Lemos, onde refere, e cito: "No Alentejo, todas as misericórdias têm seis a sete nacionalidades diferentes." São elas e eles, muitas das vezes em silêncio, sustentam o que seria um colapso social sem a sua presença. São estas pessoas, nacionais e imigrantes, a quem devemos também uma palavra de agradecimento e reconhecimento pelo seu trabalho, muitas das vezes pouco reconhecido socialmente, mas também pela sua dedicação, pelo seu cuidado, pelo seu amor e compromisso com os utentes, que vai muito para além do que se pode exigir num emprego.

António José Seguro a valorizar o trabalho dos imigrantes, particularmente nestes trabalhos com idosos. O Presidente da República alertou também para a urgência do combate contra o envelhecimento populacional. Sublinha que já vamos tarde para aplicar políticas que diminuam as consequências deste problema.

É tempo, e já vamos tarde, para políticas estruturais que atenuem as consequências do envelhecimento populacional. É tempo para se dar prioridade a iniciativas que permitam dar sustentabilidade às pressões que vamos sentindo na saúde e na segurança social. Políticas que atravessem legislaturas, que não dependam de calendários eleitorais, que construam respostas para um problema que se vai agravar antes de melhorar. Os problemas mais relevantes exigem planeamento que atravessem várias legislaturas. Precisam de estabilidade política e de convergência entre as principais forças políticas.

Declarações de António José Seguro na abertura do 15° Congresso Nacional das Misericórdias. Ainda na política, a líder da Iniciativa Liberal acusa o CHEGA de não ser um partido sério no que diz respeito à urgência da revisão constitucional. À margem de uma visita à Feira do Livro, em Lisboa, Mariana Leitão acusou o CHEGA de voltar constantemente com a palavra atrás, logo, não pode ser considerado um partido sério, nas palavras de Mariana Leitão. Acusa o CHEGA de se meter numa grande trapalhada por dizer que já não considera urgente avançar-se com a revisão constitucional.

O partido CHEGA não é um partido sério, nem pode ser considerado um partido sério quando há um mês diz que a coisa mais urgente no país é fazer uma revisão constitucional. Sabendo que o projeto estava morto à partida, insiste para fazer o seu número e agora já não tem problema nenhum em adiar de uma forma que nem se percebe bem. Adia o prazo, mete mais pra frente, mas afinal não adia porque o projeto foi rejeitado pelo presidente da Assembleia da República. Ou seja, uma grande trapalhada pra garantir que afinal só discute o projeto no fim do ano. Então e a urgência? Mas era urgente ou não era urgente? Portanto, parece que andamos aqui um pouquinho a brincar com os portugueses.

Mariana Leitão, que acusa o Chega de andar a brincar com os portugueses, faz ainda comentários sobre os desacatos em frente à Assembleia da República, em dia de greve geral nesta passada quarta-feira. A líder da IL não responsabiliza diretamente a CGTP pela violência das manifestações, mas aponta a tónica agressiva do sindicato, bem como do Partido Comunista, aquando desta greve geral, que pode, na opinião de Mariana Leitão, ter influenciado os protestos.

Não responsabilizo diretamente a CGTP, no sentido em que a CGTP não pode ser responsável por todas as pessoas que ali estão e pelos desacatos. Agora, há uma coisa que a CGTP tem responsabilidade, e o PCP também, que foi na tónica que meteram nesta greve geral, uma tónica agressiva de completa inflexibilidade para o que quer que seja que se pretenda alterar. E aí, sim, de alguma forma contribuem para este acicatar da situação.

Declarações de Mariana Leitão numa visita à Feira do Livro, em Lisboa. Mudamos de tema. Os combustíveis vão voltar a aumentar já na próxima semana. É um alerta deixado pela Associação Nacional de Revendedores. Ainda assim, só o gasóleo deverá registar uma subida de preço, com aumentos a rondar os quatro, cinco cêntimos por litro. A gasolina não deve sofrer qualquer alteração para já. Isto são apenas previsões com base na média da semana, que ainda pode mudar, tendo em conta o habitual fecho do mercado que acontece esta sexta-feira. No desporto, e particularmente na seleção nacional, o José Sá diz que Portugal está entre os candidatos a vencer o Campeonato do Mundo. Um dos quatro guarda-redes que integra a convocatória foi hoje o porta-voz da equipa nacional nesta já habitual conferência de imprensa nos dias de estágio. Questionado pelos jornalistas sobre as hipóteses de Portugal, José Sá diz que o país está entre os lotes de candidatos à vitória.

Portugal está muito forte. Somos candidatos. Favoritos, para mim, foi quem já ganhou o Mundial. Por isso, acho que somos candidatos. Estamos a trabalhar bem e, como já disse antes, queremos ganhar todos os jogos para no fim poder levantar a taça.

José Sá, um dos guarda-redes da seleção nacional, aqui otimista quanto ao percurso da seleção na prova. A equipa nacional joga já este sábado um amigável frente ao Chile, no Estádio do Jamor. Ainda no futebol, o Real Madrid quer mesmo contratar José Mourinho. Quem confirma é o Benfica. Depois do vídeo de apoio do treinador à candidatura de Florentino Pérez, o Benfica enviou um comunicado à CMVM, a Comissão de Mercados e Valores Mobiliários. A SAD encarnada diz que a candidatura de Florentino Pérez manifestou a firme intenção de contratar José Mourinho, caso vença as eleições que estão agendadas já para este domingo. O Benfica informa assim que se tal cenário se verificar, a contratação será feita por um valor de € 15 milhões, o que corresponde à cláusula de rescisão do contrato de José Mourinho. Marco Silva é quem deverá substituir o Special One no comando técnico das Águias. Notícia de fecho deste jornal das 03:00. Está com a Rádio Observador. Mantenha-se esse lado. A informação regressa já a seguir, quando forem 15:30. Até lá.