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Três horas.

Muito boa noite. Começamos com a política nacional. André Ventura critica a ministra da Justiça de se manter em silêncio sobre a indenização que o Estado terá de pagar a José Sócrates. Em causa está a condenação do Tribunal do Círculo de Lisboa, que condenou o Estado português a pagar cerca de € 15 mil a José Sócrates, no âmbito da Operação Marquês. Em causa está a violação do segredo de justiça, uma decisão conhecida esta semana. O líder do Chega já reagiu por diversas vezes a esta condenação. Esta quarta-feira criticou o governo por se manter em silêncio e visa concretamente a ministra da Justiça, Rita Júdice, por ainda não ter dito uma única palavra.

Não tinha tido ainda uma palavra para nos tranquilizar e para nos dizer alguma coisa. Ninguém está a pedir à ministra da Justiça que reverta a decisão. É uma decisão dos tribunais, Portugal tem separação de poderes, não é isso que está em causa. Mas a senhora ministra da Justiça é responsável pelo edifício da Justiça em Portugal. Eu acho que era importante que o governo diga se acha que faz sentido termos um regime tal que o José Sócrates acaba a receber indenizações do Estado.

Declarações de André Ventura aos jornalistas no Montijo. O presidente do Chega pede respostas ao governo para entender o que pretende fazer em casos como o de José Sócrates. Sobre outro tema, mas mantendo as críticas ao executivo, André Ventura quer a responsabilização do ministro da Educação pelos problemas com os exames nacionais.

Porque é um bocadinho insensato que o governo, que lidera as várias matérias em Portugal, nomeadamente a da educação, levante perguntas e auditorias sobre o que está a correr mal nos exames, quando é o Ministério da Educação que deve e que está a organizar esses mesmos exames. Quer dizer, há milhares de jovens, centenas de milhares de estudantes que estão agora a fazer os exames com os erros que todos temos vindo a ver nas notícias e o governo mais uma vez desresponsabiliza-se.

André Ventura, aqui num registo da Agência Lusa. O líder do Chega diz ainda que o atual problema do Estado é estar a viver longe dos portugueses. Mudamos de tema. Um incêndio num posto de transformação da E-Redes deixou o bairro das Coveiras, em Tires, no Conselho de Cascais, às escuras. Os moradores estão neste momento sem eletricidade. Há também uma escola básica afetada. À Rádio Observador, o comandante Pedro Araújo, dos Bombeiros da Parede, explica que o incêndio já está extinto, mas que ainda estão equipes da E-Redes no local a tentar resolver os danos, que classifica como consideráveis. Quanto ao número de pessoas afetadas pela falta de eletricidade, o comandante Pedro Araújo diz que só a E-Redes saberá.

Estão duas equipes da E-Redes no local, a fazer a intervenção dentro do posto de transformação, danos consideráveis e temos esperança de que as equipes da E-Redes consigam fazer as reparações necessárias e restabelecer a eletricidade o mais rápido possível, mas eles estão em trabalhos ainda dentro da cabine.

Estamos a falar de quantas pessoas sem luz neste momento?

Não temos essa noção. Só mesmo a E-Redes é que saberá quantos clientes é que tem naquela zona.

Explicações do comandante Pedro Araújo, dos Bombeiros da Parede, sobre o bairro das Coveiras, em Tires, que está, neste momento, sem eletricidade. O embaixador de Portugal na Venezuela diz que Lisboa vai ajudar os luso-venezuelanos a restabelecer as suas vidas. Frederico Silva diz que se vai realizar o necessário para apoiar a população na Venezuela.

Será feito tudo o que for necessário para minimizar, restabelecer aquilo que é a vida normal das pessoas, dos portugueses, dos lusodescendentes. Tudo será feito. Todos os problemas, as necessidades estão a ser equacionadas, ponderadas e a nível de Portugal, do seu governo, das suas autoridades e até da sua sociedade civil, há um consenso enorme perante esta necessidade de apoiar não apenas a comunidade portuguesa lusodescendente, mas a comunidade venezuelana em geral.

Declarações do embaixador de Portugal na Venezuela, em declarações aqui no registro da Agência Lusa, Frederico Silva pede também aos portugueses que se preparem para uma realidade mais dolorosa causada pelos sismos. O diplomata diz ainda que Portugal reagiu com uma rapidez impressionante e em muito menos de 24 horas decidiu formar e enviar uma missão de emergência para uma fase de salvamento de vidas. Falamos agora do Amália, o primeiro modelo de linguagem aberto em português lançado pelo governo, vai ter um investimento adicional de 1,5 milhões de euros. O investimento inicial do Amália era de cinco milhões e meio, financiado pelo PRR. Está agora prevista uma nova tranche para uma evolução do modelo. O Amália foi apresentado na passada tarde de quarta-feira, numa cerimônia em Lisboa, que contou com a presença do primeiro-ministro. Luís Montenegro salienta que o governo está a arriscar na inovação e que mesmo que falhe, será sempre melhor que nada fazer. Vasco Maldonado Correia.

Está apresentado o Amália, o primeiro modelo de inteligência artificial em código aberto em português europeu. E mesmo que os resultados não venham a ser os esperados, esta é a cultura que o governo quer implementar.

A cultura do risco deve ser entendida dentro de um sentido de responsabilidade, mas de um sentido de ambição, de um sentido de esperança, de um sentido de confiança. É mesmo caso para dizer quem não arrisca, não petisca.

Luís Montenegro fala num projeto arrojado e que alguns chegaram a considerar difícil de concretizar. Um deles, o próprio.

Também posso confessar que eu próprio tive que me mentalizar e perguntar aos ministros e aos secretários de Estado que tinham envolvimento mais direto se não estavam aqui a levar pra um caminho perigoso.

O primeiro-ministro olha para este momento como sinal de que o país e a Europa devem liderar os esforços para a inovação.

Não haverá desenvolvimento econômico, não haverá, com isso, coesão social, garantia de qualidade de vida Se nós, no contexto europeu, não formos capazes de estar na linha da frente das grandes evoluções, das grandes transformações

E avisa que o Amália é também um investimento na soberania.

A autonomia estratégica da Europa está hoje, talvez, mais dependente do que nunca deste tema que é a inteligência artificial. Nós estamos dependentes e não é preciso dizer de outra maneira. Nós estamos dependentes, mesmo, ainda hoje. E aqui estamos a dar um pequeno passo para colmatar essa falha. Eu sei que é um pequeno passo.

E apesar deste pequeno passo, fica uma tentativa de travão para o ministro da Reforma do Estado.

Não digitalize aquilo que ainda não está simplificado, porque isso é transportar a burocracia, vamos chamar-lhe tradicional, na burocracia digital, que é tão ou mais difícil de superar. Portanto, simplifiquem. E depois, digitalizem.

Recado para o ministro Gonçalo Matias, que garante Luís Montenegro tem intervenção de forma transversal em todos os setores da governação. Um trabalho do jornalista Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar a apresentação do Amália depois da conclusão da última fase de desenvolvimento do modelo. Olhamos agora para o Campeonato do Mundo. Roberto Martínez diz que Portugal vai começar um novo mundial. Para o selecionador nacional, os jogos da fase de grupos foram uma preparação para esta nova fase de mata-mata. Agora é praticamente uma nova competição, é o que diz Roberto Martínez.

Terminamos o primeiro mundial, amanhã começamos o segundo mundial e é só quando termina o mundial que podemos avaliar. Eu posso avaliar agora a atitude, o compromisso, o trabalho dos jogadores, que é exemplar. E isso é o aspecto mais importante. Depois, no relvado, há um adversário, há os aspectos do jogo.

Roberto Martínez, que garante que a equipa fez uma boa preparação para este jogo contra a Croácia dos 16 avos de final, um adversário que diz que Portugal conhece bem.

A Croácia é uma equipa que conhecemos muito bem. Eles conhecem também os nossos pontos fortes e o nosso talento. Então, um jogo competitivo, com a importância de ser o novo mundial e querer ganhar para continuar o caminho.

A antevisão ao jogo de Roberto Martínez, que destaca ainda a vontade da equipa portuguesa em jogar melhor e garante que todos têm noção que agora estes jogos são decisivos. Continuamos a falar do Campeonato do Mundo, até porque a Bélgica está nos oitavos de final, venceu o Senegal por 3 x 2. Os belgas estiveram a perder por duas bolas, mas conseguiram carimbar a reviravolta com o golo de penalti aos 120 minutos, quando tudo parecia encaminhado para seguir para a decisão em grandes penalidades. Um jogo à semelhança do Inglaterra e Congo. Inglaterra sofreu, mas também segue em frente para os oitavos de final da prova. A seleção inglesa venceu por 2 x 1, sendo que estiveram a perder grande parte do tempo, mas dois gols de Harry Kane permitiram a reviravolta inglesa. Na próxima fase, Inglaterra vai jogar com o México. Terminou agora também o Estados Unidos e Bósnia. Os Estados Unidos garantem assim também a passagem aos oitavos de final, 2 x 0. É um jogo que vamos também acompanhar. Vamos continuar a falar do Campeonato do Mundo, já a seguir com a crônica do jornalista João Lourenço sobre o jogo entre os Estados Unidos e a Bósnia. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à Rádio Observador às 15h30.