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As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Começamos com o novo resumo de mais um dia de campanha eleitoral rumo às eleições presidenciais deste domingo. Luís Marques Mendes cola João Cotrim Figueiredo ao Chega. Depois da declaração do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal sobre um eventual apoio a André Ventura, a caravana do candidato apoiado pela AD aproveitou a oportunidade para atirar a Cotrim Figueiredo e conquistar votos à direita. Miguel Vitor Dias.

De manhã, já tinha deixado uma primeira achega a João Cotrim Figueiredo, mas ao final de tarde, Luís Marques Mendes insistiu.

Andaram durante uma eternidade a dizer que eram diferentes do Chega, até ao momento em que disseram que estariam ao lado do Chega. Disseram-nos que era a direita liberal e, afinal, parece que é a direita radical. E isto é sério, porque significa, na prática, a candidatura da Iniciativa Liberal querer entregar Portugal aos cartazes do Chega. Isso não é bom para a nossa democracia.

O candidato apoiado pela AD aproveita esta declaração de Cotrim Figueiredo para se assumir como o candidato mais fiável.

Não há o risco de acordarem de manhã e terem uma notícia de que o presidente pensa tudo ao contrário do que as pessoas achavam que pensava.

E conquistar os indecisos à direita e à esquerda.

Tem que ser também, e vai ser, a candidatura da defesa da democracia. Para as pessoas moderadas, do centro-direita ou do centro-esquerda.

Mas se Marques Mendes foi direto no ataque ao candidato liberal, já antes o eurodeputado Sebastião Bugalho tinha aquecido a sala.

Perguntaram-lhe se descarta ou não descarta, e ele não descarta. Até lhe chama moderado. Vejam bem. É caso para dizer que o João Cotrim é liberal até dizer Chega.

Concluindo assim:

Esta é uma eleição para o Palácio de Belém, não é uma eleição para o Palácio da Bazófia.

Sebastião Bugalho e Luís Marques Mendes, num dia em que a caravana aproveitou o deslize de Cotrim Figueiredo para conquistar eleitores à direita.

Miguel Vitor Dias no comício de Luís Marques Mendes, em Vila Pouca de Aguiar. Esta terça-feira a caravana de Marques Mendes começa o dia em Ourém. Gouveia Melo tenta convencer o eleitorado e fala a três fatias: as forças de segurança, os militares e os idosos, num jantar-comício em Alcobaça. O almirante quer agradar às forças de segurança e aos militares pelo serviço ao país. Aos idosos, a grande fatia do seu eleitorado, aproxima o discurso e personaliza até o sentimento. Nadine Soares.

Em Alcobaça, Gouveia Melo contou com dois apoios. Francisco Rodrigues dos Santos, antigo líder do CDS, aparece na campanha para defender que o almirante é a pessoa certa para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa.

Uma ambição para Portugal que não se fica pelas meras proclamações. Ela já foi testada e foi provada nas situações mais difíceis. Nós, depois de um presidente dos afetos, precisamos de um presidente dos acertos.

E atreve-se até a comparações.

Muitas vezes, quando o vejo assim, evoca-me a memória de Ramalho Eanes, vindo das Forças Armadas. Hoje temos uma certeza: é o político e o presidente mais consensual da história da nossa democracia.

Ângelo Correia, antigo ministro de Pinto Balsemão, junta-se aos discursos. Utiliza a experiência do almirante para defender que Gouveia e Melo pode ser um presidente resiliente.

O senhor há um ano e meio, onde é que o senhor estava? Estava ao pé da Gronelândia, de submarino. Estava aqui a passear debaixo do mar? Não. Estava seguramente a pensar, a ver coisas e estudar coisas que podiam ser úteis no futuro a Portugal. Tem ossos duros.

O candidato termina as intervenções no jantar com apoiantes, com foco no eleitorado. Fala aos idosos e personaliza até o sentimento.

Tenho visitado muitos lares e das coisas que mais me impressiona é sentir que as respostas hoje ainda são depósitos de pessoas idosas. Fere-me pensar que um dia poderei acabar assim. E já disse numa brincadeira: se assim for, que me metam numa embarcação à vela e me deixem ir para o mar sossegado.

Deixou ainda uma palavra às forças de segurança.

Eu estou convosco e percebo a importância do vosso serviço a Portugal.

E uma mensagem à classe que lhe é familiar, os militares.

Não porque eu fui um ex-militar, mas porque sei e vivi entre vós os sacrifícios que fazem pela nossa pátria.

Já na segunda semana de campanha, Gouveia e Melo tenta convencer o eleitorado, confiante na segunda volta.

Jornalista é Nadine Soares, que acompanha a caravana de Gouveia e Melo. Esta terça-feira, o almirante começa o dia em Setúbal. E António José Seguro vira-se agora para os indecisos e avisa que nada está ganho até ao dia 18 de janeiro. António José Seguro reforça, por isso, o apelo ao voto e pede a confiança dos eleitores da esquerda ao centro-direita.

E por isso, aos indecisos, à minha esquerda, ao centro-esquerda, eu digo que concentrem aqui os votos, porque esta é a única candidatura que pode ir à segunda volta. O mesmo digo ao centro e ao centro-direita. Esta é a candidatura que pode equilibrar o sistema. E o mesmo digo a todas as pessoas que aqui estão e que já não estão indecisas. Não são as sondagens que ganham. Ninguém ganhou uma eleição estando em primeiro lugar nas sondagens.

António José Seguro num comício esta noite em Bragança, a encerrar o dia de campanha. O candidato tem evitado comentar as polémicas do dia e, por isso, em Bragança, preferiu focar-se na política do P grande e alertar para os riscos de privatizações na saúde e na Segurança Social.

Serei leal à Constituição da nossa República. Isso é um juramento que faço, mas resulta das minhas convicções, porque quando eu olho para a Constituição, não vejo apenas um conjunto de artigos e de princípios fundamentais. Ela expressa a visão de um país, de um país que avança, que progride, mas não deixa ninguém para trás. É por isso que a saúde não pode ser privatizada É por isso que a Segurança Social não pode ser privatizada, por uma razão muito simples: a saúde e a Segurança Social têm que ser universais e de acesso para todas e todos os portugueses, independentemente dos recursos que têm no banco ou dos recursos que têm no bolso.

Discurso do candidato apoiado pelo PS. Seguro insiste nas críticas às dificuldades na saúde, compara mesmo as urgências dos hospitais com um calvário. E João Cotrim de Figueiredo nega em absoluto a acusação de assédio por parte de uma antiga assessora da Iniciativa Liberal. O candidato à Belém vai avançar com processo por difamação. A notícia caiu como uma bomba numa ação de campanha na Covilhã. Em causa, uma publicação na rede social Instagram de uma ex-assessora da IL a acusar o então presidente do partido, Cotrim de Figueiredo, de assédio sexual. O candidato a Belém nega as acusações e garante que vai avançar para a justiça.

Tive conhecimento dessa notícia ontem e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora pôs a circular e vai ser objeto, obviamente, de processo de difamação, porque há política, há política suja e depois há isto, que ainda é baixo disto. É absolutamente inadmissível. Não percebo como é que em Portugal ainda há gente que acha que consegue fazer política desta maneira. E isso só acontece porque, de facto, há gente com medo, com surpresa de eu estar a crescer. Não vos vou amedrontar. Vou até o fim para apurar quem pôs isto a circular e por que mente desta forma descarada.

João Cotrim de Figueiredo diz que tem testemunhas que garantem que nunca teve comportamentos indevidos com mulheres. Trinta e cinco idosos foram evacuados de um lar em Santo Tirso esta noite devido a um incêndio. O fogo foi rapidamente extinto. Em esta noite, em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, revelou que dois utentes foram transportados por precaução para unidades hospitalares.

Há aqui 35 pessoas evacuadas, duas delas para a unidade hospitalar, que eram oxigenodependentes, uma para Santo Tirso Hospital, a outra para o Hospital de Famalicão. É disso que falamos, por uma questão de precaução. Portanto, não há feridos propriamente ditos, mas por uma questão de precaução, o INEM decidiu evacuá-los.

Trinta idosos foram levados para um pavilhão municipal e outros dois utentes foram dormir às respectivas residências pessoais. Também em declarações aos jornalistas, o comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, Vítor Pinto, diz que o regresso dos utentes deve ser feito o mais rapidamente possível.

Em princípio, todos eles vão cá passar a noite. Ou seja, a ideia é que todos regressem cá, mesmo aqueles que foram evacuados por medida preventiva, até que a ventilação esteja efetuada e existam condições de segurança para que eles retomem. A ideia é que todos os utentes retomem cá durante esta noite ainda.

Aqui as declarações de Vítor Pinto e também do presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, captadas pela RTP Notícias. O alerta para o incêndio no Lar Torre Sénior, em Santo Tirso, distrito do Porto, foi dado pelas 21h30 e mobilizou mais de 40 operacionais e 19 viaturas. Para terminar, digo-lhe que no Irão, mais de 600 manifestantes foram mortos em 14 províncias do país desde 28 de dezembro. A informação é dada pela organização não governamental Iran Human Rights. Entre os mortos estão nove menores, indicou a organização, e diz ainda que há registos de milhares de feridos num número que ultrapassa os 10 mil. Num comunicado, a ONG manifestou profunda preocupação com a escalada e a continuidade dos assassinatos de manifestantes, bem como o risco de execução em massa. Estes são os maiores protestos no Irão desde as manifestações de 2022. Duram já há vários dias, um pouco por todo o país. Nas reações, António Costa exige que o regime de Teerão pare com a repressão violenta contra o próprio país. O pedido do presidente do Conselho Europeu numa publicação na rede social X. Já Donald Trump, o líder dos Estados Unidos, anunciou esta segunda-feira a imposição de tarifas de 25% a qualquer país que faça negócios com o Irão. Ponto final neste noticiário das 04h00. A informação na Rádio Observador regressa às 05h00 para a síntese informativa.