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Boas. As notícias com Matilde Malva Sabino.

A ministra do Ambiente e Energia considera que evitou uma tragédia ao dar a ordem para fechar de imediato a A1, na zona de Coimbra, onde o troço da autoestrada desabou. Maria da Graça Carvalho fala numa ação rápida e decisiva. São declarações na grande entrevista da RTP Notícias, esta noite de quarta-feira. A ministra destaca o dia 12 deste mês como o momento decisivo. Foi o dia em que o troço da A1 sobre o rio Mondego desabou, na sequência do rompimento do Dique dos Casais, no Conselho de Coimbra.

Estava a Proteção Civil, estava o senhor Secretário de Estado da Proteção Civil, os três presidentes de Câmara, os bombeiros, o presidente da APA, e nós vimos em direto.

Na RTP? A RTP transmitiu em momento, em direto ou em diferido que viu? Exatamente.

E o escoamento foi tal, que a minha primeira impressão, e disse logo em voz alta: "Vamos cortar a A1". E felizmente, toda gente concordou. Telefonamos ao senhor primeiro-ministro, ao senhor ministro das Infraestruturas e cortámos em poucos minutos a A1. Aí que se viu, na verdade, a força, a velocidade, o caudal que estava à volta do pilar. Talvez pela formação de engenheiro, eu disse: "Não, é melhor. É prevenção, precaução. Vamos imediatamente cortar a A1". Assim foi feito e evitámos um grande desastre.

Foi uma ideia sua naquele momento?

Foi, mas toda a gente concordou.

Maria da Graça Carvalho indica também que só na próxima semana vai haver um retrato completo de toda a destruição causada pelas tempestades, entre casas destruídas, estradas cortadas e empresas paralisadas. Há prejuízos na ordem dos milhões de euros, sobretudo nos distritos como Coimbra e Leiria. O primeiro-ministro defende que o PTRR é um instrumento que vai ajudar a reconstruir Portugal. Luís Montenegro esteve reunido esta quarta-feira com todos os partidos com assento parlamentar. Teve reuniões um a um sobre o PTRR, o programa criado pelo governo para ajudar na reconstrução depois da passagem de um comboio de tempestades. O primeiro-ministro assegura que o governo não deixa de parte nenhuma das medidas que possam ser positivas para o país e sublinha que é uma forma do processo do PTRR ser mais bem-sucedido.

Nós, por decisão amadurecida, não quisemos circunscrever ainda nenhuma medida a este calendário, sendo certo que muitas são tão urgentes e prementes que já estão em execução. Também não quisemos estar a fixar um volume de investimento pré-definido, porque entendemos que o processo será tão mais passível de ser bem-sucedido quanto nós tenhamos a liberdade de poder proceder à hierarquia das prioridades que o país deve promover.

Luís Montenegro revela também que vai ficar disponível uma plataforma digital para receber mais propostas que possam ajudar a recuperação das zonas afetadas. O secretário-geral do PS considera que faltam respostas no PTRR apresentado pelo governo. José Luís Carneiro esteve reunido com o primeiro-ministro em São Bento para discutir o plano de ação após as tempestades. À saída do encontro, disse aos jornalistas que o Executivo vai integrar dois terços das propostas socialistas neste novo programa. José Luís Carneiro seguiu depois até Torres Vedras para uma sessão com militantes do PS sobre a recandidatura à liderança do partido. Aí voltou a falar sobre o PTRR, num tom mais crítico, para dizer que faltam respostas ao plano do governo, apesar das boas intenções.

Faltam respostas diretas e imediatas às famílias, aos trabalhadores, às empresas e também às autarquias. Ou seja, enquanto plano de intenções, tem boas intenções, mas é evidente que é necessário dar respostas imediatas, particularmente às famílias cujos custos de recuperação habitacional são acima dos €10 mil. É necessário responder às empresas que estão a ser encaminhadas para o endividamento e que não querem o endividamento, querem apoio à tesouraria e querem apoio ao investimento, mas a fundo perdido.

José Luís Carneiro reitera que o PTRR não passa de um plano de intenções que não responde às questões do imediato. O Chega vai avançar com uma proposta para a isenção de portagens nas zonas afetadas pelas tempestades até ao final do ano. A promessa foi feita por André Ventura à saída da reunião com Luís Montenegro. O presidente do Chega diz que não faz sentido que nas zonas mais afetadas se paguem portagens. André Ventura diz que o governo não quer voltar atrás na decisão, embora não se negue a ouvir o Chega.

O governo não está disponível a avançar nesta área, mas manifestou-se disponível para ouvir a proposta do Chega nesta matéria. E, portanto, eu quero anunciar aqui que nós vamos avançar no Parlamento, seja em sede de orçamento retificativo ou não orçamento retificativo. O Chega vai avançar com uma isenção, até o final do ano, das portagens nas zonas que foram afetadas direta e indiretamente pelas vagas de tempestades.

André Ventura reitera que o Chega está disponível para um trabalho conjunto rápido. Fala ainda da agricultura em risco de sobrevivência e por isso defende medidas extraordinárias para o setor. Oitenta milhões de euros é a estimativa da EDP sobre quanto vai custar a reconstrução depois das tempestades, sobretudo por causa dos postes de eletricidade da E-Redes. O balanço foi feito pelo presidente da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, em declarações ao Observador.

Isso impactou muito a nossa rede, teve um impacto devastador. E também alguns ativos de produção de energia e obrigou-nos em geral, mas estão muito cuidadosa e por dentro das barragens. Estimamos que o custo de reconstrução cerca de €80 milhões, principalmente lá da E-Redes, de reposição provisória e depois mais definitiva de rede, mas também todo o custo de mão de obra, prestação de serviço, geradores, combustível, enfim, tudo isso

O presidente da EDP, entrevistado pela grande repórter de economia do Observador, Ana Suspiro. A elétrica anunciou também esta terça-feira os resultados relativos ao ano passado. Dispararam 44% para 1150 milhões de euros em relação ao ano de 2024, resultado que se explica pela subida de 50% nos lucros da EDP Renováveis. O PSD vai pedir o adiamento do prazo para a entrega de listas para as eleições do Conselho de Estado, o Provedor de Justiça e Tribunal Constitucional. O anúncio foi feito esta noite de quarta-feira pelo líder parlamentar do partido na SIC Notícias, após o anterior adiamento das eleições para os órgãos externos. O prazo limite para a entrega de listas ficou marcado para esta quinta-feira e as eleições para 6 de março. Hugo Soares vai apresentar esta quinta-feira ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, o pedido de adiamento. O líder parlamentar do PSD argumenta que ainda não foi possível corresponder a tudo o que é preciso, sem dar mais detalhes sobre os motivos deste pedido. Mostra-se, no entanto, convicto de que os lugares vão estar eleitos daqui a duas semanas. Ainda na SIC Notícias, o líder parlamentar do PSD defende que o chumbo da reforma laboral não é motivo para provocar eleições e que Pedro Passos Coelho está, por isso, redondamente enganado. O ex-primeiro-ministro afirmou, na segunda-feira, que o governo devia ir para eleições antecipadas caso a oposição chumbasse a reforma da legislação laboral. O antigo chefe de governo criticou também a escolha de Luís Neves para Ministro da Administração Interna. Hugo Soares responde às críticas e afirma que Pedro Passos Coelho está no tacticismo político por defender a ida a votos.

Pedro Passos Coelho, na maioria das vezes, acerta, no meu ponto de vista. Desta vez, eu creio que ele está redondamente enganado. Está redondamente enganado nas considerações e comparação que fez a propósito da nomeação do doutor Luís Neves como Ministro da Administração Interna, e está manifestamente enganado, creio eu, na consequência que ele entende que o governo deveria tirar se a legislação laboral não fosse aprovada.

O líder parlamentar do PSD rejeita que Pedro Passos Coelho vá ser um problema para Luís Montenegro e sublinha que dentro do partido que sustenta o governo, ninguém coloca em causa a liderança do primeiro-ministro. O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se na próxima quarta-feira. É o primeiro deste ano. De acordo com a convocatória, na agenda vai estar em discussão e aprovação o novo regulamento de ética e designação de cargos públicos previsto nos estatutos aprovados em 2024. Na ordem de trabalho, está também a apresentação, discussão e votação do orçamento para 2026, assim como o regulamento das secções temáticas. António José Seguro entregou a gerência de uma das empresas familiares a Nuno Brilhante Dias, irmão do líder parlamentar do PS. Segundo confirmou o Observador, a Mimos da Beira, que produz e comercializa vinho e azeite, vai passar a ser gerida por Nuno Brilhante Dias. A empresa tinha sido fundada por António José Seguro e pelo irmão do líder parlamentar do PS em 2023. O presidente da República eleito já tinha anunciado, esta quarta-feira, que se desvinculou das três empresas em que tinha participações. Numa nota enviada à Agência Lusa, Seguro informou que passou aos dois filhos as participações sociais que detinha nas duas empresas familiares e que vendeu a um terceiro a participação numa outra empresa. As desvinculações de António José Seguro acontecem a poucos dias de assumir a presidência da República. A tomada de posse está marcada para dia 9 de março. E na atualidade internacional, a reconstrução da Ucrânia vai ser debatida esta quinta-feira com os Estados Unidos em Genebra. A cidade suíça volta a receber os processos negociais que marcam a atualidade internacional, não só uma reunião entre Kiev e Washington para abordar o pacote de reconstrução da Ucrânia, conhecido como o Pacote da Prosperidade, mas também conversações entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear. A terceira ronda de negociações nucleares indiretas volta a envolver o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner. Em declarações aos jornalistas, o vice-presidente norte-americano afirmou, esta quarta-feira à noite, que os Estados Unidos veem provas de que o Irão está a tentar reconstruir o programa nuclear. J.D. Vance voltou a sublinhar que os Estados Unidos não vão deixar que isso aconteça. E no desporto, o Benfica está fora da Liga dos Campeões, perdeu contra o Real Madrid por 2x1. A equipe encarnada ainda esteve a vencer no Bernabéu, mas os merengues conseguiram operar a reviravolta. Rafa marcou o gol do Benfica, Tchouaméni e Vinicius Junior marcaram para o Real Madrid. Com esta derrota, a equipe portuguesa está eliminada da competição. O técnico do Benfica, José Mourinho, estava suspenso e não esteve no banco de suplentes. Foi, por isso, João Tralhão que falou após a partida para dizer que o Benfica fez o suficiente para obter um melhor resultado.

Sentimos que criamos o suficiente hoje. Acabei de falar com o Mister José Mourinho. Sentimos que estamos muito orgulhosos da nossa prestação, muito orgulhosos da nossa equipe, os jogadores estiveram extraordinários. Estamos frustrados com o resultado, precisamente por causa disso. Chegamos, dominamos desde o início, marcamos, sofremos um gol contra a corrente do jogo, como vocês puderam verificar. E, no entanto, mantivemos a personalidade, mantivemos o caráter, mantivemos a nossa mentalidade e, de facto, o jogo foi decidido em alguns detalhes.

As palavras de João Tralhão depois da derrota do Benfica. Já o técnico do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, destaca a vitória, apesar das várias baixas na equipe espanhola.

Sem Mbappé, sem Bellingham, sem Militão e sem Rodrygo também. Com todas estas baixas, jogadores que são importantíssimos e fundamentais, que têm um grande nível, mais importante é que passamos esta eliminatória contra uma grande equipe e fomos capazes de vencer os dois jogos. Creio que isto reforça o grupo. Com todas estas baixas, a equipe a conseguir competir e ganhar jogos como o de hoje.

Declarações de Álvaro Arbeloa, treinador do Real Madrid, em conferência de imprensa após a vitória por 2x1. O Benfica está fora da Liga dos Campeões. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 17h. Até já.