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Boas. Boa noite, eu sou o Martim Madeira, são 4 da manhã, está na hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos pelo Fundo Monetário Internacional. O FMI desaconselha o novo imposto sobre lucros excessivos na energia, contrariando assim a intenção do governo português. Em entrevista à Lusa, Alfred Kammer avisava que a medida afasta investidores e é complexa de aplicar. O diretor europeu do fundo recorda que, no passado, as receitas ficaram muito abaixo do esperado. O governo português, porém, mantém a pressão em Bruxelas e quer luz verde para avançar, já o FMI pede antes apoios diretos aos mais pobres, em vez de mexidas generalizadas nos impostos, de acordo com o fundo, que diz que beneficiar todos por igual acaba por ajudar quem tem mais recursos. A crise energética dá-se devido ao conflito no Médio Oriente. Durante a madrugada, houve mais declarações de Donald Trump, depois de ter pedido ao Hezbollah para se portar bem e para respeitar o cessar-fogo. Agora diz que o conflito no Médio Oriente está prestes a acabar. São declarações aos apoiantes em Las Vegas, num comício. O presidente dos Estados Unidos torna a dizer que a guerra está a correr lindamente e afirma que os norte-americanos podem agora fazer o que quiserem. Momentos antes, Donald Trump disse que estava confiante que um acordo com o Irão está para breve. Garante também que o Irão concordou em entregar o urânio enriquecido e que concordou em não ter um programa nuclear nos próximos 20 anos. São declarações de Donald Trump em Las Vegas, momentos depois de ter pedido o cumprimento do cessar-fogo no Líbano. No entanto, Israel já violou este cessar-fogo com novos ataques no sul libanês e com voos de reconhecimento. A paz durou duas horas. Informação da Agência Nacional de Notícias do Líbano e também do exército libanês. Há relatos de bombardeamentos de artilharia israelita contra as localidades de Kiam e Dibbin, no sul do país, acompanhados por rajadas de metralhadoras. Em simultâneo, no oeste do Vale do Beca, o correspondente da Agência Nacional do Líbano dá conta de atividade aérea com um avião de reconhecimento a sobrevoar a região de Rachaya e a encosta ocidental do Monte Hermon. Minutos antes do início desta trégua, que acabou por ser violada, foram ativados alertas antiaéreos no norte de Israel. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, há uma cláusula no acordo do cessar-fogo que indica que Israel tem o direito à autodefesa e, portanto, se for atacada, pode se defender. No entanto, ainda não há nenhuma declaração por parte de Israel sobre esta violação. Os motivos estão desconhecidos, não se sabe se foi defesa ou não. Está aprovado pelo Conselho de Ministros um apoio temporário para as empresas transportadoras, 30 milhões de euros para mitigar a subida dos custos dos combustíveis. Uma ajuda paga de uma só vez, varia entre os € 114 e os € 420, em função da dimensão e do peso dos veículos. Foi também aprovado o adiamento do prazo do pagamento das contribuições para a Segurança Social dos meses de abril, maio e junho para este setor. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, garante que o Executivo está a avaliar ajustes a estas medidas dia a dia.
O governo está permanentemente a avaliar o processo da guerra, as consequências que têm sobre o custo de vida dos portugueses. Agiu. Todas as semanas tomamos medidas e todas as semanas estamos a fazer aquilo, aliás, que as boas práticas internacionais mandam, que é ir ajustando as medidas e dirigindo as medidas aos fenômenos que podem ter mais impacto e as próprias medidas serem medidas que tenham impacto positivo para os cidadãos. Seja porque o impacto é diretamente no custo que suportam, seja o impacto é indireto porque impactam nas empresas que lhes fornecem.
O governo propõe ainda subir o limite dos ajustes diretos nos contratos públicos até €75 mil e empreitadas até 150 mil. O Partido Socialista está a decidir se insiste ou não no nome de Tiago Antunes para Provedor da Justiça. Os socialistas não se quiseram comprometer já com uma decisão, depois de Tiago Antunes ter falhado a eleição por 50 votos. Depois de conhecidos os resultados, a direita aplaudiu, mas Eurico Brilhante Dias lembrou que o PS cumpriu o acordo com o PSD e, por isso, ainda está a refletir quanto ao futuro. Miguel Vítor Dias.
O PS ainda mantém todas as opções em aberto.
Estamos a fazer essa reflexão, em primeira instância, com o senhor professor Tiago Antunes. Naturalmente, é muito cedo para apresentar qualquer decisão definitiva.
Eurico Brilhante Dias não revela se os socialistas vão insistir no nome de Tiago Antunes, mas lembra que o PS cumpriu com a palavra.
O grupo parlamentar do PS cumpriu o seu mandato e cumpriu o acordo interpartidário.
E reforça que os deputados socialistas votaram no nome indicado.
Penso que teve o conforto de ter o grupo parlamentar do Partido Socialista e, aliás, também deputados à esquerda do PS que votaram.
Deixando a farpa ao líder da bancada do PSD, Hugo Soares, por não ter conseguido fazer cumprir este acordo.
Nem todas as lideranças parlamentares têm a minha sorte.
Já André Ventura ficou contente com o resultado e aposta em convencer o PSD a retirar o PS da equação.
Este é um dado positivo porque era, de facto, uma má escolha e uma escolha que trazia de volta tudo aquilo que foi a herança, na nossa perspectiva negativa, do José Sócrates, do costismo. Temos agora condições, penso eu, de começar um novo processo.
Maria Morais Lopes, da Iniciativa Liberal, prefere destacar o papel de Rui Rocha para denunciar Tiago Antunes.
Em causa não estava o seu mérito profissional ou até acadêmicoEstava aquilo que estava a ser feito nas sombras, a máquina socrática que contaminava a opinião pública
Mas em defesa do nome, Rui Tavares, do Livre, diz que Rui Rocha não é exemplo.
Ainda há pouco tempo chamava idiota ao Presidente da República e peço desculpa pela expressão, mas ela está documentada, se venha distinguir agora por ter movido uma vendetta contra alguém de quem discorda, acusando essa pessoa de há 20 anos nos blogs ter escrito ou ter feito parte de blogs
As reações dos partidos ao falhanço na eleição de Tiago Antunes para a Provedoria da Justiça.
Uma peça do jornalista do Observador, Miguel Vítor Dias. Para além desta votação, que terá que ser repetida, também a eleição do Conselho de Opinião da RTP foi adiada por causa de dúvidas quanto às indicações do Chega. Tomou posse o novo diretor nacional da Polícia Judiciária esta quinta-feira. Carlos Cabreiro diz que é um privilégio assumir o cargo. Foi empossado pelo primeiro-ministro, vai cumprir um mandato de três anos. Carlos Cabreiro está na Polícia Judiciária há 35 anos. Começou como inspetor estagiário, ganhou destaque na direção da Unidade de Combate ao Cibercrime e chega agora ao mais alto cargo dentro desta força de segurança. Cabreiro promete fazer tudo para estar à altura do cargo.
Reitero agora publicamente a honra e o privilégio pessoal que sinto em assumir o cargo de diretor nacional da Polícia Judiciária. Apresento-me imensamente grato pelo desafio. Expresso, por isso, que esta nomeação me deixa extremamente honrado e investido de um compromisso solene que declaro. Tudo farei para exercer o cargo com elevado sentido de serviço público, determinação, dedicação, vontade de continuar a dignificar o nome da Polícia Judiciária e corresponder às expectativas que estiveram na base da minha nomeação.
Também Luís Montenegro discursou na tomada de posse. O primeiro-ministro insiste que apesar de Portugal ser um país seguro, há que evitar os riscos.
O fato de sermos um dos países mais seguros do mundo não quer dizer que daqui a alguns anos continuemos a ser, se nada fizermos para alimentar o nosso sistema de segurança e de justiça. Para isso, precisamos de bons protagonistas na gestão e direção das instituições. É isso que pretendemos com a Direção Nacional da Polícia Judiciária, é isso que confiamos com o doutor Carlos Cabreiro.
Luís Montenegro no Salão Nobre do Ministério da Justiça, onde tomou posse o novo diretor da Polícia Judiciária. Na Liga Europa, Porto e Braga estiveram em campo, os bracarenses seguiram em frente. Os dragões estão fora da competição. O Porto perdeu por 1 x 0 frente ao Nottingham Forest. A expulsão do defesa Bednarek, logo aos oito minutos, dificultou a tarefa dos azuis e brancos. O conjunto de Farioli não consegue assim chegar às meias-finais da competição europeia. No entanto, o treinador italiano destaca a postura lutadora dos jogadores e garante que está orgulhoso da equipa. Farioli reitera que não há tempo para descansar. A equipa do Porto tem treino já esta sexta-feira para preparar a receção ao Tondela no domingo. Sorte diferente teve o Sporting Clube Braga, depois ter vencido o Betis, em Espanha, por 4 x 2. Paulo Vitor, Vitor Carvalho, Ricardo Horta e Gorbi marcaram os gols da partida. Os bracarenses estiveram a perder por 2 x 0, mas conseguiram a remontada. Na reação à partida, Carlos Vinícius, técnico do Braga, adianta que o período do intervalo foi fundamental para conseguir reequilibrar a equipa que fez a remontada já na segunda parte. O Braga segue assim em frente na competição. Na meia-final, vai medir forças com o Friburgo da Alemanha. É a segunda vez na história do clube que o Sporting Clube Braga chega às meias-finais da Liga Europa. A primeira vez foi na época de 2010, 2011, onde inclusive chegou à final e acabou por ser derrotado pelo Porto de Villas-Boas. É também a primeira vez que um clube português chega a uma meia-final europeia desde 2014. O último foi o Benfica. Ponto final neste jornal das 04h. A informação está de regresso às 05h. Até lá, fique com o episódio desta quinta-feira de Contra Corrente. Até já.