Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Boa noite. Começamos pela atualidade internacional. As negociações entre os Estados Unidos e o Irão vão arrancar novamente este domingo na Suíça. A confirmação foi avançada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço, após o cancelamento da reunião prevista para a passada sexta-feira. O processo conta com a mediação diplomática do Paquistão e do Qatar. Os principais emissários de Washington, incluindo o enviado especial para o Medio Oriente, Steve Witkoff, e o conselheiro Jared Kushner, já se encontram em território suíço. E sabe-se também que a esta altura, o vice-presidente norte-americano já está a caminho. Em declarações aos jornalistas citadas pelo "Times of Israel", momentos antes de entrar no avião rumo à Suíça, J.D. Vance terá dito que espera fazer avanços na questão nuclear e também no cessar-fogo no Líbano. São negociações que surgem cerca de um dia depois de Donald Trump ter afirmado que não vão ser cobradas portagens no estreito de Ormuz durante ou após o cessar-fogo provisório de 60 dias, a menos que sejam os Estados Unidos a impor essas portagens, e tal só vai acontecer se as negociações de paz fracassarem. As declarações do presidente norte-americano surgem também depois de este sábado o Irão ter anunciado que iria fechar o estreito de Ormuz porque o cessar-fogo no Líbano estava a ser violado por Israel. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer deverá apresentar a demissão já na próxima segunda-feira e definir o calendário para a saída do cargo. É o que avança o "The Observer" este sábado. De acordo com o jornal, após várias reuniões com o governo e líderes sindicais, Starmer concluiu que é insustentável manter-se no cargo. O chefe do executivo britânico encontra-se na residência oficial de Chequers a avaliar os últimos detalhes com a família, mas as figuras de topo do Partido Trabalhista esperam um anúncio formal já no início da próxima semana. Por cá, Pedro Santana Lopes voltou oficialmente ao PSD, mas não pede desculpa por ter saído no passado. O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz reitera que voltou a ser oficialmente militante do PSD por causa dos tempos difíceis que o país vive e que existem combate político.

Está de regresso e agora é oficial. Pedro Santana Lopes volta a ser militante do PSD, mas não se engane quem esperava um mea-culpa.

Não gosto de ser sonso e por isso agradecendo-vos que me recebam de volta, eu não sou capaz de pedir desculpa, porque eu agi de acordo com a minha consciência.

E vem mesmo a tempo de defender o partido depois do chumbo da reforma laboral.

Quando se fala em reformar mais, eu preciso que cada um que diz isso, e cada uma, diga: "Muito bem, mas quais reformas? Até onde e com quem?", como se viu ontem naquele espetáculo confrangedor na Assembleia da República.

E se a referência a Pedro Passos Coelho tiver passado entre os pingos da chuva, Santana passa mais uma rasteira ao antigo primeiro-ministro.

Tenho a certeza absoluta, candidatasse quem se candidatasse neste congresso ou nos que aí vêm, tu ganhavas e largo. Candidatasse quem se candidatasse.

Santana Lopes descreve Luís Montenegro como um estadista irrepreensível e defende-o também dos ecos em crescendo vindos da oposição.

Mal veem uma sondagem apetitosa, começam logo a falar em crise ou em eleições. Eu já ouvi hoje na televisão.

Para isso, usa a palavra de António José Seguro.

Elegeu-se um presidente da República que disse expressamente que as legislaturas são para serem cumpridas e que preza muitíssima a estabilidade política.

E até traz de volta a ética para fazer uma distinção.

É tão curioso, quando está o centro-direita no poder, há sempre suspeitas sobre as nossas honras, sobre a honra de cada um. Quando eles estão, têm que ir lá vasculhar as gavetas para se provar o que é a força da realidade.

Pedro Santana Lopes, no Congresso do PSD em Anadia, de volta como se nunca tivesse saído.

Infame já não sou, mas terrível espero ser sempre.

Jornalista Vasco Maldonado Correia, com a surpresa da noite no Congresso do PSD. À saída, o antigo primeiro-ministro acrescentou ainda que gostava de ver Passos Coelho no Congresso do PSD e afastou um regresso a um papel muito ativo dentro do partido. O Congresso do PSD arrancou um dia depois do chumbo da reforma laboral, mas os sociais-democratas continuam a contar com o Chega. Foi André Ventura que surpreendeu ao votar contra, mas o PSD continua a equiparar o Chega e o PS no que toca à negociação de reformas futuras. Num congresso que arrancou na ressaca da derrota do pacote laboral, os principais protagonistas do governo e do partido reafirmaram que o PSD não tem preferências para negociar. Miguel Viterbo Dias.

O PSD apareceu no Congresso ferido pela derrota da reforma laboral, mas a puxar pela paciência dos principais protagonistas ao garantir: Não há, nem vai haver, parceiro preferencial. Isso é muito claro para nós. Sebastião Bugalho será o novo porta-voz do partido, assegura que a tática vai continuar a mesma. Nos últimos dias, o principal alvo tinha sido o PS. Agora o Chega volta a entrar no discurso, mas sem vitimizações em demasia, como resume Miguel Pinto Luz.

Não é isto que vai mudar a nossa atitude. Eu só quero reafirmar isto porque parece agora que o PSD vai amuar, e que o governo vai amuar e que já não há mais nada.

E um dos pivôs das negociações garante que o PSD vai continuar a equiparar Chega e PS.

Ó Hugo Soares, como é que é possível, ainda na cantiga de alguns, que se o Chega e o Partido Socialista desistiram do país, nós não vamos desistir de os chamar à razão?

Hugo Soares a assegurar disponibilidade para as maratonas negociais, com o governo a manter o tom entre os dois partidos.

Pôs-se sempre à parte e forçou a UGT à parte, quis tratar a UGT como o PCP trata a CGTP. E depois, evidentemente, o Chega. O Chega mostrou que não está à altura de governar.

Paulo Rangel divide o mal pelas aldeias, mas António Leitão Amaro reforça a pressão sobre José Luís Carneiro.

É uma postura mais imobilista, mais oposicionista ao país, mais bloqueadora de reformas, até que o Partido Socialista de Pedro Nuno Santos em várias coisas.

E até mesmo a ministra do Trabalho mantém a equidistância para os dois partidos que lhe podem viabilizar uma reforma futura.

Uns que por não suportarem não estar no governo, fizeram desta reforma uma afronta pessoal e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok.

Maria do Rosário Ramalho, antes de anunciar que o governo deve mesmo insistir no novo pacote laboral.

O jornalista Miguel Viterbo Dias, com os destaques da reação do partido do Congresso do PSD ao chumbo da reforma laboral. O último dia do Congresso começa com a eleição dos novos órgãos nacionais. E com o Congresso que se realizou um dia depois do chumbo da reforma laboral, a mensagem do PSD pode estar ainda por afinar. É o que considera o diretor-executivo do Observador, no balanço do primeiro dia de Congresso, Miguel Pinheiro acredita que a mensagem do PSD pode vir a sofrer alterações durante os próximos dias ou próximas semanas.

A mensagem deste Congresso estava toda preparada para ser: nós somos um governo reformista. Aqueles quadros que iam passando enquanto Luís Montenegro falava com listas.

Que não conseguimos ler.

Exato, com listas em letra mínima sobre os conseguimentos do governo, tudo estava pensado para passar essa mensagem, que na realidade era a grande resposta a Passos Coelho. E de repente, em poucas horas, eles tiveram que ajustar um pouquinho o discurso. É por isso que parece um pouco contraditório eles dizerem: "Fizemos muitas reformas", e depois dizerem: "Não nos deixam fazer reformas". Porque eles tiveram pouco tempo. O que eu quero dizer com isto é que não tenho a certeza de que esta mensagem que está a ser passada hoje aqui no Congresso, seja necessariamente uma mensagem que vai durar muito tempo.

Miguel Pinheiro na análise do primeiro dia do Congresso do PSD. Este domingo, a edição de fim de semana de "Io Eventos d'Horé" realiza-se a partir do Velódromo de Sangalhos, no Congresso dos Sociais-Democratas. Fechamos com o Mundial de Futebol. Terminou o jogo Equador-Curaçao há cerca de uma hora, uma partida que ficou empatada a zero a zero e que deixa assim tudo em aberto no grupo E do Mundial de Futebol. Para esta madrugada está marcado ainda mais um jogo, Tunísia-Japão, uma partida que vai ser acompanhada pelo jornalista Martim Madeira. E ainda no Mundial, convém lembrar que durante a tarde de sábado, os Países Baixos venceram a Suécia por cinco bolas a um. E já durante a noite, houve uma reviravolta alemã sobre a Costa do Marfim, por dois a um. A seleção da Alemanha garantiu a qualificação para a próxima fase, com duas vitórias em dois jogos. Uma nota ainda sobre a seleção portuguesa, que continua a esta altura a preparação para o jogo da segunda jornada da fase de grupos. Treina este domingo, logo pela manhã, em Palm Beach. Portugal defronta na terça-feira o Uzbequistão.