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Muito bom dia, eu sou o Ricardo Lopes. São 5h, hora de atualizar toda a informação aqui na Rádio Observador. Começamos com o recente balanço feito pelo Banco Alimentar contra a Fome. A campanha deste fim de semana recolheu cerca de 1900 toneladas de alimentos, regista assim uma subida de 2,5% face à campanha do ano passado. Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, sublinha que este aumento é devido à genuína solidariedade manifestada pelos portugueses. A líder da federação reitera que estes apoios são muito importantes num contexto marcado pelo aumento generalizado dos preços dos bens essenciais. Na antevisão da campanha, Isabel Jonet tinha alertado para o aumento dos pedidos de apoio durante o mês de abril. O trabalho ainda não terminou. Os produtos vão agora ser encaminhados para os armazéns do Banco Alimentar, onde vão ser pesados, separados e também acondicionados para entregar a cerca de 2400 entidades beneficiárias. Esta campanha do Banco Alimentar envolveu cerca de 40 mil voluntários em mais de 2000 supermercados em todo o país. Olhamos agora para a política nacional. Alexandra Leitão garante que se fosse argúida na Operação Emergente, suspenderia de imediato o mandato de vereadora na Câmara Municipal de Lisboa. Uma notícia avançada ontem pelo Observador dava conta de dois vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa, arguidos na Operação Emergente. São eles Sérgio Cintra e Carla Madeira, ambos da equipa de vereação de Alexandra Leitão. Os arguidos garantiram que não tinham intenção de suspender as funções que desempenham na autarquia. Agora, em reação, num espaço de comentário na CNN Portugal, Alexandra Leitão admite que agiria de maneira diferente. Diz que se fosse argúida, suspenderia o mandato imediatamente. A socialista explica a posição, sublinha que a suspensão de um cargo político não tem a ver com a inocência ou culpabilidade, mas sim com as circunstâncias políticas. Morreu o antigo ministro do PSD, Carlos Brito, tinha 90 anos. O PSD anunciou esta noite o falecimento em comunicado. O antigo dirigente social-democrata foi Ministro da Defesa no segundo governo liderado por Cavaco Silva. Desempenhou também funções como governador civil e vereador da Câmara Municipal do Porto. O partido lembra o percurso de Carlos Brito, destaca as funções relevantes na administração pública, bem como na vida política nacional e no poder local. O Chega recebeu luz verde do Presidente da Assembleia da República para agendar a reapreciação do decreto sobre a perda de nacionalidade. O diploma foi chumbado de forma unânime pelo Tribunal Constitucional. Já no Parlamento, tinha sido aprovado por todos os partidos da direita. Agora, segundo André Ventura, José Pedro Aguiar Branco enviou um despacho na passada sexta-feira a permitir o agendamento do debate sobre este decreto, que pretende criar a pena acessória de perda da nacionalidade. Logo no dia em que o decreto foi considerado inconstitucional, o presidente do Chega desafiou a maioria de direita a confirmá-lo no Parlamento. No entanto, tanto PSD como a Iniciativa Liberal recusaram seguir esse caminho, não querendo assim entrar numa rutura institucional com o Palácio Ratton. O tema vai agora ser novamente discutido na Assembleia da República. Os partidos continuam a reagir à prestação social única proposta pelo governo. Desta vez, o secretário-geral do PCP acusa o Executivo de querer apertar a vida dos mais pobres. O governo aprovou em Conselho de Ministros, na passada sexta-feira, um novo sistema de atribuição de prestações sociais que vai agregar 13 apoios sociais não contributivos que eram pagos até então de forma individual. Está também previsto na proposta que os beneficiários tenham de fazer até 15 horas de trabalho social por semana. Paulo Raimundo critica este modelo e acusa o governo de falta de coragem para enfrentar os mais poderosos. Declarações do secretário-geral do PCP em Évora, Paulo Raimundo diz que a prestação social única vai apenas prejudicar as classes mais baixas. Na saúde, o infectologista Fernando Maltês garante que as novas diretrizes da DGS para o vírus Ebola são normais e servem apenas de prevenção. A DGS atualizou ontem os procedimentos hospitalares para casos suspeitos de Ebola. Indicou, inclusive, hospitais de referência para possíveis casos do vírus, o Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa, bem como no Porto, o Hospital de São João. À Rádio Observador, o infectologista Fernando Maltês diz que esta nota publicada este domingo pela DGS serve também para haver uma maior preparação dos hospitais.
O alerta tem fundamentalmente o objetivo de estes centros estarem preparados no que diz respeito a recursos humanos, no que diz respeito a recursos técnicos, a fazerem treinos na utilização de equipamentos de proteção individual. Estamos a lidar com uma doença para a qual não existe terapêutica eficaz, para a qual não existe uma vacina eficaz e, portanto, temos que tomar medidas de suporte e medidas de isolamento adequadas. As normas da Direção-Geral de Saúde são também uma chamada de atenção para essa necessidade.
Explicações na Rádio Observador de Fernando Maltês, o infectologista descarta ainda a possibilidade do Ebola se vir a tornar numa pandemia. Vamos agora até à atualidade internacional. Na Colômbia, tal como se previa, a eleição presidencial foi renhida e a decisão ficou adiada para a segunda volta. O candidato de extrema-direita, Abelardo de las Priela, do Partido Nacionalista Defensores da Pátria, terminou na liderança com 43,7% dos votos. A margem para o segundo candidato foi curta, não suficiente para ser eleito presidente. O senador Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico, o mesmo que o atual presidente, candidato de uma coligação de esquerda, obteve 40,9% dos votos. Agora, num universo de votantes superior a 41 milhões, as pessoas vão ter de sair à rua novamente para decidir quem sucede a Gustavo Petro, que já não se pode recandidatar. A segunda volta já tem data, está agendada para dia 21 de junho. Estas eleições presidenciais na Colômbia são consideradas as mais violentas dos últimos anos. Ocorrem num período de grande tensão, marcado pelo aumento da insegurança e violência em vários pontos do país. No Médio Oriente, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que até as negociações estarem concluídas, tudo o resto é especulação. Afirmações à agência de notícias iraniana IRNA. Diz o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano que o diálogo e as trocas de mensagens entre os países estão de facto a acontecer. No entanto, explica que ainda não é possível julgar nada até que se chegue a uma conclusão clara. Diz que, por agora, a especulação criada não deve ser levada de forma séria. Relembro que Donald Trump disse este domingo que um acordo estava cada vez mais perto. No desporto, os jogadores do PSG foram recebidos nos Campos Elísios pelo presidente Emmanuel Macron. Apesar da vitória da equipa de Paris, a noite de sábado foi uma noite de muitos desacatos em França. Um homem morreu na madrugada de sábado, embateu com uma mota em blocos de betão colocados pela polícia em propósito dos festejos. A Procuradoria de Paris acrescenta que um outro jovem, também no âmbito das celebrações, foi esfaqueado com gravidade. É um dos oito feridos graves, dos mais de 200 que resultaram das celebrações de sábado à noite. No que toca a detenções, a polícia francesa realizou 300 só em Paris, 800 em todo o território gaulês. Um tema que foi de imediato abordado por Emmanuel Macron na cerimónia. O chefe de Estado francês agradece às forças de segurança e promete ter mão pesada com quem desencadeou os tumultos. Reitera que está farto destes episódios de violência que têm sido recorrentes na capital francesa.
Isto não é futebol, não é o desporto. Por isso quero agradecer aos nossos polícias e aos guardas nacionais. Seremos intransigentes com quem provocou estes desacatos. Não queremos voltar a ver isto. Acabou, estamos fartos.
Declarações do presidente francês na receção à equipa do PSG nos Campos Elísios. É desta forma que termina este jornal das 05h. Está com a Rádio Observador e está muito bem. A informação está de regresso quando forem 17h30. Até já.