Um aluno de 14 anos foi detido esta segunda-feira depois de ter disparado contra o diretor de uma escola e uma professora, em Aubagne, no sul de França. As duas vítimas ficaram feridas e receberam assistência médica, segundo as informações divulgadas pelo Governo francês e citadas pelo jornal Le Figaro.
O primeiro-ministro francês pediu aos ministros do Interior e da Educação Nacional que se deslocassem a Aubagne para prestar apoio às vítimas. “Esta manhã, um aluno do ensino básico disparou contra o diretor do estabelecimento e uma professora com uma arma de fogo”, informou o gabinete de Sébastien Lecornu. O suspeito foi detido pouco depois do incidente.
Entretanto, vários liceus continuam bloqueados em Rennes, incluindo os estabelecimentos de Bréquigny, René Descartes, Jean Macé, Saint-Martin e Victor-et-Hélène Basch. Foram registados disparos de morteiros e lançamentos de objetos. Perante os incidentes, a Câmara Municipal recomendou que a população evitasse a zona da estação de metro Jules Ferry.
Mouvement lycéen | Les opérations se poursuivent face à des feux de barricades et des violences urbaines.
Des dégradations ont été commises dans un lycée, dans le bâtiment et sur un véhicule du personnel.
Évitez le boulevard de Vitré et le secteur du métro Jules Ferry en raison… pic.twitter.com/EtC4YapzH2
— Préfète de Bretagne et d'Ille-et-Vilaine (@bretagnegouv) October 12, 2026
Em Marselha, um polícia ficou ferido na nuca depois de ter sido atingido por um disparo de um morteiro, esta segunda-feira de manhã, junto ao liceu Saint-Exupéry. O agente foi transportado para o hospital pelos bombeiros da Marinha.
Ce matin au lycée Saint Exupéry (15e arr. de Marseille), un policier a reçu un tir tendu de mortier dans la nuque. Il a été transporté à l’hôpital par les marins pompiers.
L’individu auteur du tir n’a pas encore été identifié.
Jacques Witkowski, @prefet13, et Corinne Simon,…— Préfète de police déléguée des Bouches-du-Rhône (@prefpolice13) October 12, 2026
Os incidentes ocorrem num contexto de mobilização de jovens em França, desde finais de setembro. O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou a que os protestos decorram “com calma e ordem“.