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Seis horas. As notícias com Nadine Soares. Bom dia. Pedro Nuno Santos acusa o governo de manipular informação e dados para esconder a incapacidade. O líder do PS mostra-se surpreendido com a tolerância que existe para com um Executivo que, na perspectiva do socialista, perdeu a credibilidade.
Aquilo que nós verificamos ao fim de meia dúzia de meses é que nós temos um governo que é incapaz, que é incompetente e que manipula a informação, os dados, para esconder a incapacidade e a incompetência.
Falta de vergonha e descaramento. Pedro Nuno Santos deixa ainda duras críticas ao primeiro-ministro, depois de Luís Montenegro ter voltado a associar o PS ao Chega. Depois do ataque do chefe de governo, Pedro Nuno não poupou nas palavras para responder. Discursou no jantar de Natal do grupo parlamentar socialista, onde acusou Montenegro de ter pouco respeito pela democracia parlamentar. Garantiu que é o PS, e não o Executivo, quem tudo faz para combater o Chega.
Onde faltou verdadeiramente, e pesam as palavras, vergonha e descaramento, foi exatamente na associação do Partido Socialista com o Chega. Não há partido político em Portugal mais distante do Chega do que o Partido Socialista. Não existe nenhum partido político em Portugal que combata mais o Chega do que nós. Quais foram as propostas políticas de que o governo se queixa? O Partido Socialista apresentou ou conseguiu que fosse aprovada alguma proposta que fosse à agenda da extrema-direita? Nós aproveitamos, apropriamos, entramos no território da extrema-direita? Não, em nenhuma delas.
Em relação à queda do governo da Madeira, e apesar das críticas do primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos garante que o PS se limitou a ser coerente com a posição que sempre defendeu, a de oposição total a Miguel Albuquerque, e encontra uma contradição no discurso de Montenegro.
Onde o ridículo atinge proporções do absurdo é quando o senhor primeiro-ministro se lembra de falar da Madeira. Porque aquilo que o PS Madeira fez foi viabilizar uma moção que levou à queda do governo, porque o PS Madeira sempre foi contra a constituição deste governo. Foi no início e foi agora. O Partido Socialista foi coerente. Agora, como é que existe hoje governo na Madeira? Porque é extraordinário como é que o líder do PSD e primeiro-ministro fala no tema, muito preocupado com uma suposta associação entre o PS e o Chega, e esqueceu-se de dizer que Miguel Albuquerque lidera um governo regional, porque fez um acordo com quem? Com o Chega.
Acusações de Pedro Nuno Santos no jantar de Natal do grupo parlamentar do PS. O secretário-geral socialista mostra-se surpreendido pela tolerância que tem sido mostrada a este governo. E ainda sobre a Madeira, o representante da República da região, Irineu Barreto, vai ouvir os sete partidos com representação no Parlamento Madeirense. Isto na sequência da queda do Executivo Social-Democrata minoritário, após a aprovação da moção de censura apresentada pelo Chega. Irineu Barreto já anunciou que vai pedir uma audiência antes do Natal ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem compete dissolver a Assembleia Legislativa da Madeira e marcar eleições antecipadas. Nuno Melo atira que Paulo Portas será bom em tudo ao que se queira dedicar. No entanto, o líder do CDS revela que esta possível candidatura não foi discutida no partido. São declarações de Nuno Melo aos jornalistas no jantar de Natal, organizado pela distrital de Lisboa, citado pela Agência Lusa. Já sobre uma possível candidatura de Gouveia e Melo, Nuno Melo não quis comentar também por defender que as eleições presidenciais são um ciclo que ainda está por abrir. No discurso, aproveitou para deixar algumas críticas. Nuno Melo fez um balanço dos primeiros oito meses de governação da AD e critica o que chama uma aliança entre o PS e o Chega, que, na perspectiva do líder do CDS, derrubou um governo legítimo na Madeira. Olhamos ainda para a saúde. As Unidades Locais de Saúde de São José, Lisboa Ocidental e Santa Maria, em Lisboa, aderiram ao projeto Ligantes Salve Vidas, um projeto que obriga a ligar para a linha telefónica do SNS 24 antes de recorrer a uma urgência hospitalar. Este projeto, que visa retirar doentes das urgências hospitalares, já funciona em mais de 20 unidades locais pelo país. Cerca de 350 mil doentes foram retirados das urgências hospitalares desde que este projeto se iniciou no ano passado, é o que indicam os dados da Direção Executiva do SNS. O Parlamento debate hoje e vota cinco projetos de lei e quatro projetos de resolução sobre o acesso de estrangeiros ao SNS. A maioria dessas iniciativas são apresentadas pelo Partido Chega, entre as quais está uma proposta para alterar a lei de bases da saúde, com o objetivo de regular o acesso ao SNS por parte de estrangeiros não residentes em Portugal. E o diretor nacional da Polícia Judiciária diz que a investigação à morte de Odair Moniz vai estar concluída daqui a dias. Luís Neves rejeita ainda que haja um clima de guerra aberta entre a Polícia Judiciária e a Polícia de Segurança Pública por causa da investigação. Isto acontece depois de terem sido conhecidas informações contraditórias sobre a madrugada de 21 de outubro, quando Odair Moniz foi baleado por um agente da PSP na Cova da Moura. Luís Neves garante que a relação entre a PJ e a PSP não foi abalada. Admite-se que a investigação sobre a morte do cidadão cabo-verdiano estará concluída em breve.
Não é um caso, não é uma situação que põe em causa o excelente relacionamento que nós temos. O meu colega e camarada, diretor nacional de Polícia de Segurança Pública, o superintendente Luís Carneiro, já o referiu há poucos dias, isto mesmo que eu agora estou aqui a dizer. Portanto, da mesma forma que há Há violações que não deviam ocorrer. Também há incendiários que acabam por querer estragar este tipo de relação, o que não vão conseguir.
E é isso que está a acontecer neste caso?
Não, não é isso que está a acontecer.
Foi algum tipo de incendiários?
É apenas um caso e dentro de dias a investigação estará terminada e tudo estará esclarecido.
Palavras do diretor nacional de Polícia Judiciária em declarações aos jornalistas, um registo captado pela RTP. Na atualidade internacional, o presidente da Ucrânia participou hoje em Bruxelas, no primeiro Conselho Europeu presidido por António Costa. Nesta reunião de alto nível dos líderes europeus, a ideia é enviar uma mensagem de união e apoio à Ucrânia. É o que indica a carta-convite enviada por António Costa aos chefes de Estado e de Governo dos 27 países que integram o bloco europeu, numa altura de impasse na guerra da Ucrânia e também antes do presidente eleito norte-americano, Donald Trump, tomar posse no próximo mês. António Costa quer a União Europeia a fazer tudo o que for preciso para que o direito internacional prevaleça. Portugal vai estar representado pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro. No desporto, o Benfica defronta hoje o Nacional da Madeira. Bruno Lage descarta qualquer pressão adicional depois do empate na Vila das Aves. As Águias viajam até ao Funchal para retomar a partida que ficou em atraso da oitava jornada da Liga, devido ao forte nevoeiro que se fez sentir na Choupana depois do empate a um gol perante o Aves no fim de semana. Questionado sobre se a equipa está mais pressionada depois deste deslize, o técnico encarnado lembra que o Benfica depende apenas de si para ser campeão.
A pressão existe sempre. Nós estamos sempre pressionados, em particular quando estamos aqui nesta posição, como treinador do Benfica, como jogadores do Benfica. Por isso a nossa pressão é diária, é de vencer todos os jogos. A nossa exigência é máxima e o nosso objetivo é chegar ao fim no primeiro lugar. Acredito é que ao dia de hoje, nos últimos três meses, nós estamos melhor, estamos numa posição que dependemos apenas de nós para ser campeão e acredito muito que é este pontão que a equipa vai ser campeã nacional ou vencer títulos.
Bruno Lage na antevisão ao duelo de hoje. O Nacional-Benfica vai recomeçar já com oito minutos de jogo decorridos, numa altura em que as previsões do IPMA voltam a apontar para possíveis períodos de nevoeiro durante a hora do jogo. Nacional-Benfica retoma na sexta-feira às 15h, em caso de nova suspensão, mas para já está marcado para as 17h de hoje, uma partida para acompanhar aqui na Rádio Observador. Já em Alvalade, custou, mas foi. O Sporting bateu o Santa Clara por duas bolas a uma na noite de ontem. O jogo só ficou resolvido no prolongamento, foi a primeira partida dos oitavos-de-final da Taça de Portugal. No final da partida, o treinador-adjunto do Sporting, Tiago Teixeira, mostrou-se satisfeito com a exibição da equipa. Já do lado do Santa Clara, o treinador Vasco Matos admite que foi uma derrota dura. A fechar, morreu aos 83 anos Carlos Almada Contreiras, oficial da Marinha, que indicou uma das senhas para o 25 de abril. É o que adianta fonte familiar. Almada Contreiras morreu de doença súbita, foi conselheiro de Estado e conselheiro da Revolução, mas fica para a história como o homem que escolheu "Grândola Vila Morena" como sinal de avanço para as operações militares. Ana Cláudia Silva. Foi com este código que Carlos de Almada Contreiras deu sinal para o início das operações militares no 25 de abril. Foi o oficial de Marinha que transmitiu a Carlos Albino a escolha do tema "Grândola Vila Morena" como segunda senha para a Revolução. Ao longo da vida, Contreiras foi conselheiro de Estado, conselheiro da Revolução e diretor do Serviço de Coordenação de Informações. Participou de forma ativa na redação do programa do Movimento das Forças Armadas. É mesmo considerado o mais importante membro do MFA dentro da Marinha. O oficial nasceu em Aljustrel, no distrito de Beja, em 1941. Entrou na Escola Naval em 1960 e nessa década esteve de serviço na Guiné, em Moçambique, em Angola e São Tomé e Príncipe. Já neste século, foi assessor do presidente na Câmara Municipal de Cascais e diretor do Departamento da Polícia Municipal. Almada Contreiras foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, uma distinção que premeia uma vida ao serviço da Marinha e do país. A vida de Carlos de Almada Contreiras, recordada pela jornalista Ana Cláudia Silva. A Câmara de Lisboa deu ainda luz verde à atribuição da chave da Honra da Cidade a Salgueiro Maia, homenagem ao capitão de Abril, a título póstumo, resulta de uma proposta do LIVRE. Surge no âmbito das celebrações dos 50 anos da Revolução dos Cravos. A cerimônia deve acontecer em abril do próximo ano. É a notícia de fecho neste noticiário. A informação está de volta às 06h30. Até já.