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As notícias com Maria João Brás.

Bom dia. A ministra da Saúde acusa o PS de fazer chicana política com os dados da mortalidade infantil. Este indicador subiu 20% no ano passado, o que está a ser encarado pela esquerda com preocupação. O PS acusa a governante de ter desistido do SNS. Ora, em sentido contrário, Ana Paula Martins afasta as nuvens negras da desgraça em relação ao Serviço Nacional de Saúde. Miguel Vítor Dias.

Luís Montenegro foi ao distrito encabeçado pela Ministra da Saúde para pegar num adágio local e defender Ana Paula Martins.

Mas para lá do Marão, mandam os que cá estão com aqueles que vêm para aqui com o coração.

E, por isso, o voto de confiança.

Ana Paula Martins é rija. É rija, é resistente, é competente.

A ministra agradeceu e partiu ao ataque com o opositor direto, depois das críticas de Fernando Araújo, do PS, ao farol avariado, a ministra vê a navegação de outra forma.

Os navios que hoje encalham não é por falta de farol, mas por falta de bússola, de sextante, sem carta de marear, por falta de marinheiros e por incapacidade de bem navegar.

E critica a instrumentalização dos números.

Todas as futuras mães, que não se deixem amedrontar. Tenham confiança no trabalho que estamos a fazer. É verdade que leva algum tempo. Não se deixem enganar pelos arautos da desgraça, pelos que nunca fizeram, mas agora sabem falar, que usam números da mortalidade de crianças para a chicana política.

Ana Paula Martins, muito aplaudida em Vila Real, num discurso debaixo de chuva, depois de uma rápida arruada em Chaves, que durou pouco mais de 10 minutos. Luís Montenegro aproveitou ainda para estabelecer diferenças face à Iniciativa Liberal e carregar na conquista dos reformados.

Sobretudo os pensionistas e reformados portugueses, eu estou convencido, vão dar uma grande lição àqueles que são os profetas da desgraça e que até parece que já pedem uma crise só para falarem daquilo que lhes interessaria para ganhar mais uns votinhos.

O primeiro-ministro e candidato da AD em Vila Real, num dia que começou em Espinho, com alguma irritação sobre a insistência no tema da CP não viva.

Miguel Vítor Dias com os destaques do comício em Vila Real desta segunda-feira. Mas as críticas não se fizeram apenas do PS. Paulo Raimundo diz que o aumento da mortalidade infantil significa regredir anos. O secretário-geral do PCP considera que é preciso travar as políticas do governo de Luís Montenegro.

Nós não aceitamos a falta de médicos, nós não aceitamos os serviços encerrados, como foi aqui dito. Nós não aceitamos que o país ande para trás e que, infelizmente, sejamos confrontados com notícias do aumento da mortalidade infantil. Isto é regredir anos e anos na qualidade de vida, nos direitos das crianças, nos direitos dos pais. Não aceitamos que o país ande para trás. É preciso travar isto e é preciso pôr o país a andar para frente.

As críticas de Paulo Raimundo ao governo num comício esta segunda-feira em Alpiarça. Um entendimento pré-eleitoral. Este é outro dos temas que está a marcar esta segunda semana de campanha. Este fim de semana era notícia de que a AD tentou um entendimento antes das eleições com a Iniciativa Liberal. Ora, para o PS já não há margem para dúvidas sobre esta hipotética parceria, por isso apela-se à transparência por parte da AD. Nadine Soares.

Na terra natal de Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos quis mostrar que veio para ficar. Percorreu os apertados caminhos da feira de Espinho, contou até com a presença da mãe, Maria Augusta.

É muito envolvente, muito bom. Espero que ele vá ganhar, ele merece.

Ao mesmo tempo, a arruada da AD estava no passeio, já pronta para fazer a mesma visita. Acabaram por não se cruzar, mas Pedro Nuno Santos não esqueceu o adversário.

Eles estão de cabeça perdida. Eles dizem coisas diferentes. Na coligação, o PSD quer, a IL, o CDS não quer. Eles estão completamente de cabeça perdida.

A caravana seguiu para o almoço-comício na Figueira da Foz. Pedro Nuno Santos contou com o amigo de longa data e antigo ministro do Ambiente. Duarte Cordeiro desafiou Luís Montenegro a ser transparente sobre os cenários políticos.

Se Luís Montenegro tem esse desejo, que já não o esconde, de formar governo com a Iniciativa Liberal, tem o dever de ser transparente com os portugueses e dizer até onde é que está disponível para negociar o seu programa, para negociar com a Iniciativa Liberal.

E na arruada de Coimbra, o líder socialista aproveitou para atacar os ministros de Montenegro.

Aquilo que está bem, foi responsabilidade deles. Aquilo que está mal, eles responsabilizam o governo anterior. Não é um governo nem responsáveis governativos credíveis.

No comício da noite, ainda na cidade dos estudantes, a socialista Isabel Soares respondeu à autoproclamação do líder da AD como o farol.

Ele diz que quer ser o farol do país. Também já ouvimos outros a dizerem que a União Soviética era o sol da Terra. Precisamos é de um governo responsável e competente.

Pedro Nuno Santos encerrou o comício de Coimbra sem entender as motivações de Rui Rocha.

Por que o líder da Iniciativa Liberal quer tanto um governo com Luís Montenegro, depois das coisas acertadas que disse? Luís Montenegro quer, de facto, continuar a ser primeiro-ministro, tem de extinguir esta empresa ou tem de desfazer-se dela, mas para bem longe de si próprio e para bem longe da sua família. Ora, isso não aconteceu.

O arranque da última semana de campanha até às eleições foi dedicado a Aveiro e Coimbra. A jornalista Nadine Soares a acompanhar a caravana socialista que esteve esta segunda-feira em Espinho e noutras zonas, como em Coimbra também. E Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, rejeita criar boatos. O líder dos liberais refere-se ao fato de ter revelado que houve contactos entre a AD e a Iniciativa Liberal no sentido de um entendimento. O presidente da IL explica que deu a conhecer esta situação em nome da transparência.

E eu, sobre a questão dos Mexericos, quero dizer que não se trata disso. Trata-se de ser transparente com os portugueses e de enquadrar os portugueses no contexto de declarações que foram feitas por responsáveis da AD. Foi apenas um esclarecimento, que não é desmentido, porque não pode ser desmentido, de que houve essa tentativa. Isso provavelmente gera algum desconforto, mas isso não é um problema meu. Eu tenho que ser transparente com os portugueses, tenho que dizer que essa insistência aconteceu.

Rui Rocha, que mais tarde num jantar comício em Albufeira, esta segunda-feira, disse que os portugueses estão zangados e culpa a esquerda. Regressamos ao tema que deu origem à crise política, a empresa da família do primeiro-ministro. Esta segunda-feira em Espinho, Luís Montenegro mostrou-se irritado com as perguntas dos jornalistas sobre este tema. Rui Tavares considera que é mau sinal que o líder da AD tenha relutância em falar sobre este tema.

Aquilo que o Luís Montenegro fez aqui foi, mais uma vez, arranjar uma escapatória e, de certa forma, vergar as regras do jogo parlamentar ao seu próprio interesse. O que ele fez foi colocar o Parlamento sob chantagem, o seu próprio partido sem nenhuma outra escolha, o presidente da República sem nenhuma outra escolha, e agora erige como juiz último, não só da questão política, mas também da questão ética, o eleitorado. Está a colocar o povo português perante uma chantagem.

Rui Tavares, que reafirma que a única solução para a estabilidade do país é afastar Luís Montenegro do poder através da derrota da AD nas eleições. Uma ideia que é partilhada também pelo Chega. André Ventura diz que espera que no domingo os eleitores deem um cartão vermelho à AD.

No domingo, o que eu espero é que os portugueses reenviem o Luís Montenegro para a Sepim Don viva e deixem o Chega governar Portugal. Eu acho que os portugueses querem mesmo combater tudo o que é corrupção e tudo aquilo que foram 50 anos de negociatas à volta da influência política. E por isso eu acho que o que vai acontecer é que os portugueses vão dar um cartão vermelho à AD. Eu não imagino o cenário em que isso não aconteça.

André Ventura na campanha na Praia da Rocha, no Algarve. Estamos no sétimo dia de greve dos trabalhadores da CP. Aliás, é o penúltimo. Na segunda-feira, os Comboios de Portugal disse que quase 60% dos comboios tinham sido suprimidos. O sindicato que convocou a greve fala numa adesão de 100%. Isto apesar dos serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral. Passamos para a atualidade internacional. Ainda não há uma resposta de Moscovo sobre um encontro presencial na Turquia. Zelenskyy desafiou Putin a encontrar-se com ele esta quinta-feira para negociarem um acordo de paz. A proposta até tinha sido feita inicialmente pelo presidente russo, que sugeriu conversas diretas entre a Ucrânia e a Rússia. Ora, o presidente ucraniano considera estranho que até agora não tenha surgido ainda uma resposta por parte do homólogo russo. E o primeiro-ministro israelita terá dito que está a destruir casas na Faixa de Gaza para que a população do enclave palestiniano não tenha para onde voltar. São palavras ditas à porta fechada no encontro com o comitê de defesa, mas que o Times of Israel teve acesso. Benjamin Netanyahu mantém ainda conversas com Trump sobre a tomada de controle da Faixa de Gaza, uma proposta do presidente norte-americano. Esta segunda-feira, o Hamas libertou um refém de nacionalidade israelo-americana, mas mesmo assim os bombardeamentos continuam no enclave palestiniano. E a ONU considera que a Rússia é responsável pelo avião da Malaysian Airlines, que caiu em 2014. O Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional considerou que a Federação Russa não cumpriu com as obrigações ao abrigo do direito aéreo internacional. Relembro que esta aeronave foi abatida por um míssil russo enquanto sobrevoava território separatista na Ucrânia. 298 pessoas, todos os passageiros e tripulantes, morreram e é a consequência desta queda deste avião. É a notícia de fecho deste noticiário das 18h. Regressamos às 18h30 com a síntese. Até já.