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As notícias com Carlos Pedro. Jornal das 6 na Rádio Observador. Os seis detidos nos desacatos em frente à Assembleia da República no dia da greve geral são hoje apresentes a tribunal. Cinco deles estão a mesmo detidos desde quarta-feira, ao final do dia, estão indiciados da prática do crime de resistência e coação sobre funcionário. Já a sexta pessoa detida acabou por aguardar em liberdade, mas foi também notificada para comparecer hoje no campus de justiça. É suspeita do crime de dano. As informações foram confirmadas à Agência Lusa pelo diretor do gabinete de imprensa e relações públicas da PSP, Sérgio Soares. Os desacatos aconteceram já depois de terminada a manifestação promovida pela CGTP no dia da greve geral anteontem. E ontem, ao final da tarde, Mariana Leitão recusou responsabilizar diretamente a central sindical por estes desacatos. De visita à Feira do Livro, em Lisboa, a presidente da Iniciativa Liberal aponta ainda assim uma tónica agressiva à CGTP e ao PCP. Para Mariana Leitão, isso pode ter influenciado os protestos de quarta-feira.
Não responsabilizo diretamente a CGTP, no sentido em que a CGTP não pode ser responsável por todas as pessoas que ali estão e pelos desacatos. Agora, há uma coisa que a CGTP tem responsabilidade, e o PCP também, que foi na tónica que meteram nesta greve geral. Uma tónica agressiva de completa inflexibilidade para o que quer que seja que se pretenda alterar. E aí, sim, de alguma forma contribuem para este acicatar da situação.
Mariana Leitão, a presidente da Iniciativa Liberal, ontem, durante uma visita à Feira do Livro, em Lisboa. Seguimos neste jornal com o presidente da República, António José Seguro, destaca pela positivo o contributo dos imigrantes para o funcionamento das misericórdias em Portugal. Aconteceu ontem, na abertura do 15° Congresso Nacional das Misericórdias, em Braga. O chefe de Estado salienta que em muitas localidades do país são os imigrantes que tratam dos idosos. Sem eles, diz António José Seguro, o país estaria à beira do colapso.
É bom que muita gente repare que em muitas localidades quem trata dos nossos idosos são imigrantes. Li uma entrevista do doutor Manuel de Lemos onde refere, e cito: "No Alentejo, todas as misericórdias têm seis a sete nacionalidades diferentes". São elas e eles, muitas das vezes em silêncio, sustentam o que seria um colapso social sem a sua presença. São estas pessoas, nacionais e imigrantes, a quem devemos também uma palavra de agradecimento e reconhecimento pelo seu trabalho, muitas das vezes pouco reconhecido socialmente, mas também pela sua dedicação, pelo seu cuidado, pelo seu amor e compromisso com os utentes, que vai muito para além do que se pode exigir num emprego.
O presidente da República alerta ainda para a urgência do combate contra o envelhecimento populacional. Sublinha, inclusive, que o país já vai tarde na aplicação de políticas que diminuam as consequências deste problema.
É tempo, e já vamos tarde, para políticas estruturais que atenuem as consequências do envelhecimento populacional. É tempo para se dar prioridade a iniciativas que permitam dar sustentabilidade às pressões que vamos sentindo na saúde e na segurança social. Políticas que atravessem legislaturas, que não dependam de calendários eleitorais, que construam respostas para um problema que se vai agravar antes de melhorar. Os problemas mais relevantes exigem planeamento que atravessem várias legislaturas. Precisam de estabilidade política e de convergência entre as principais forças políticas.
António José Seguro, ontem à noite, na abertura do 15° Congresso Nacional das Misericórdias. Vai pesar mais na carteira abastecer o automóvel a partir da próxima semana. O alerta é deixado pela Associação Nacional dos Revendedores. A gasolina não deve sofrer alterações, mas o organismo alerta para uma iminente subida do preço do gasóleo, uma subida na casa dos quatro ou cinco cêntimos. Por já são apenas previsões, com base na média da semana, podem sofrer alterações com o fecho dos mercados, que acontece precisamente durante o dia de hoje. E continuando no tema dos automóveis, a Fundação Francisco Manuel dos Santos compilou e divulgou dados da Pordata que apontam para um desempenho ambiental de Portugal que é manchado pela forte dependência dos carros. A propósito do Dia Mundial do Ambiente, que se assinala hoje, os números dizem que de 1990 até 2023, o uso do carro passou de 72% para 88%, enquanto o uso dos transportes públicos diminuiu de 29% para 12%. Portugal passou de quinto país onde menos se viajava de carro para o topo da tabela. Passou também de quarto país que mais usava o comboio para o quarto que menos o usa e passou de quinto país que mais utilizava autocarros para o quarto país que menos os utiliza. A comparação é feita com outros 17 países europeus. De resto, o desempenho português é positivo, já que o país é das nações europeias com menos emissões de gases com efeito de estufa por habitante e também dos que produz mais energias renováveis. Os trabalhadores não docentes das escolas estão hoje em greve para defender a reposição da carreira de auxiliar de ação educativa e também salários que reflita a especificidade e desgaste da profissão. A paralisação foi convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos, a FESINAP, abrange todos os trabalhadores não docentes de creches, escolas, misericórdias e instituições com atividades de apoio à família.Viramos a página para a atualidade internacional neste jornal. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou esta madrugada um pacote de ajuda à Ucrânia, bem como novas sanções contra a Rússia. São mais de mil milhões de dólares em ajudas a Kiev e até oito mil milhões de dólares em empréstimos para apoio militar. Já quanto às penalizações aplicadas à Rússia, são novas sanções contra bancos e empresas petrolíferas, além de uma tarifa de 500% sobre produtos russos importados por empresas americanas. A votação na Câmara dos Representantes foi renhida: 226 votos contra 195, com 18 republicanos a votarem ao lado dos democratas. É também a primeira grande iniciativa pró-Ucrânia desde que Donald Trump assumiu de novo a presidência dos Estados Unidos. Surge também horas depois de o presidente ucraniano dar conta de uma carta enviada a Vladimir Putin, na qual pede uma reunião bilateral para discutir o fim da guerra. A carta foi publicada no site da presidência ucraniana. Zelensky acusa Putin de provocar uma guerra por escolha pessoal, sem qualquer causa verdadeira e, por isso, apela ao líder do Kremlin que abandone o conflito. A Rússia já reagiu. Moscovo diz que Zelensky tem a porta aberta para ir ao país vizinho discutir o conflito. A reação veio do porta-voz do governo de Putin, Dmitry Peskov. Também Donald Trump já reagiu. O presidente norte-americano mostra-se contente e aponta responsabilidades dos Estados Unidos neste processo. A fechar, no futebol, dar conta de que a seleção portuguesa realiza esta tarde o último treino antes do particular de sábado, de amanhã, contra o Chile. É, de resto, o primeiro teste de estágio para o Mundial de Futebol que vai decorrer nos Estados Unidos, Canadá e México. A sessão vai decorrer na Cidade do Futebol, em Oeiras, a partir das 18h30. Uma hora e meia antes, às 17h, o selecionador Roberto Martínez fala aos jornalistas. O Portugal-Chile joga-se a partir das 18h45 de amanhã, no Estádio Nacional do Jamor. É para ouvir aqui na Rádio Observador. Mais sobre desporto também já daqui a pouco com o João Lourenço no "Vamos à Bola". Fica por aqui este jornal. A informação regressa com a síntese das 18h30.