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São 18h. As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das 18h na Rádio Observador. É mais um dia de negociações entre Estados Unidos e Irão. O anúncio foi feito ontem, na última noite, por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos diz ter cancelado um ataque massivo contra Teerão, de modo a retomar o diálogo entre os dois países, isto graças aos apelos dos aliados norte-americanos no Golfo Pérsico. Trump admite que há acordo no Estreito de Ormuz, mas quanto às questões nucleares, ficam para depois.
Estávamos completamente preparados para avançar nesse momento. Ia ser um ataque massivo. Tínhamos tudo pronto, mas quando os nossos aliados nos pediram para cancelar, ficamos a pensar: "Bem, vamos ver". E a razão pela qual o pediram é porque acreditam que há um acordo, há um acordo sobre Ormuz e depois haverá um acordo sobre a questão nuclear ou, se preferirem, sobre a desnuclearização do Irão. Eu chamo-lhe a desnuclearização do Irão.
Donald Trump diz que o ataque cancelado ao Irão teria sido o maior desde a Segunda Guerra Mundial. Este anúncio já se reflete no preço do petróleo nos mercados internacionais. A referência europeia, o Brent, caiu a 7,3% para os $83 por barril. Na semana passada, o mesmo barril de Brent chegou a ultrapassar a barreira dos $100. Ainda sobre os Estados Unidos, perto de 28 mil bombeiros estão a combater incêndios na região noroeste do país. A situação mais preocupante está nos estados de Washington e Oregon. De acordo com o governo norte-americano, estão ativos 99 incêndios de grande escala. Já arderam mais de dois milhões de hectares. Para além dos 28 mil bombeiros, tem havido ainda o apoio de quase duas mil viaturas e mais de duas centenas de meios aéreos. São dados das autoridades norte-americanas. Já foi, entretanto, declarado estado de emergência em Washington. Voltamos atenções para a crise migratória em Ceuta. Marrocos reconhece que 40 mil pessoas entraram no enclave espanhol em África. Rabat atribui culpas às redes sociais e redes de tráfico de pessoas. Em comunicado, o Ministério do Interior marroquino diz que 40 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção a Ceuta. A nota do governo marroquino diz ainda que o país vai continuar a ser um parceiro fiável e responsável, comprometido com a luta contra a imigração ilegal e o tráfico de pessoas. Ora, em Ceuta está a enviada especial do Observador, Inês André Figueiredo, que explica a tentativa, agora, de o governo espanhol organizar a cidade.
Houve aqui uma espécie de tentativa de centralizar as pessoas em dois espaços. Um deles é o CETI, que é a organização de alojamento temporário para os migrantes, que já estava cheia mesmo antes desta crise começar. As pessoas estão à porta, não têm comida, não têm água e, portanto, tornou-se ali a situação um pouco complicada. E depois na praia, quando se desce deste centro, vai-se ter a uma praia, uma estrada curta que vai levar a uma praia, e o que as autoridades espanholas fizeram foi tentar reter o máximo de pessoas possível nessa praia para que não andem pela cidade a deambular.
O relato da enviada especial do Observador a Ceuta, Inês André Figueiredo. Ainda com migrantes na cidade espanhola, em território africano, milhares de migrantes dormem nas ruas da cidade. Ontem, o dia em Ceuta ficou marcado por uma manifestação convocada por grupos de extrema-direita. Também outros moradores de Ceuta saíram à rua para protestar, precisamente contra a manifestação de extrema-direita. Por cá, o ministro da Educação é hoje ouvido na Comissão Permanente do Parlamento. Vai debater os problemas na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário. O debate está marcado para às 15h. Foi agendado na última sexta-feira, em conferência de líderes. No mesmo dia, o Ministério da Educação confirmou a presença do ministro Fernando Alexandre. Acontece também numa altura em que têm sido registados menos problemas na correção das provas da segunda fase, mas ontem os professores de Física e Química voltaram a insistir na ideia de que há um erro no exame de 10º e 11º ano da segunda fase, nomeadamente numa escolha múltipla. O Educa diz que não há erro nenhum, os professores falam numa situação de grave injustiça. Uma petição contra o campo de tiro em Alter do Chão ultrapassou as 2500 assinaturas. Significa isso que a petição será apreciada em debate por uma comissão parlamentar. Está em causa a transferência do campo de tiro da Força Aérea Portuguesa de Alcochete para Alter do Chão, no distrito de Portalegre. A medida foi anunciada em março pelo governo, na sequência da construção do novo Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete. O novo campo de tiro militar vai ocupar cerca de 7500 hectares nos concelhos de Alter do Chão, Crato, Fronteira e Monforte. De acordo com os assinantes da petição, atravessa terras agrícolas em produção e um gasoduto da Rede Nacional de Transporte de Gás. O movimento cívico exige a publicação do perímetro e dos estudos que fundamentam a escolha da nova localização deste campo de tiro. Já está em fase de conclusão o incêndio de Vale de Passos, no distrito de Vila Real. O fogo continuava a ser combatido ao início da noite por mais de 500 operacionais. Por esta altura, de acordo com o site da Proteção Civil, são quase 200 homens e mulheres no local, apoiados por mais de 60 viaturas. Vão terminando os trabalhos no local. O incêndio, que teve início na terça-feira, na zona do Cabeleiro, em Hervões, no concelho de Vale de Passos, no distrito de Vila Real, estendeu-se depois aos concelhos de Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança. Foi dado como dominado às 04h40 da madrugada deste sábado. Também esta noite, o incêndio em Vila Franca de Xira chegou a mobilizar mais de 100 operacionais e 30 viaturas. O alerta para o fogo foi dado por volta das 20h de ontem. Deflagrou numa zona de mato, na freguesia de Povos, muito próxima da Linha do Norte, onde circulam as locomotivas da CP. A linha ferroviária chegou mesmo a estar cortada nos dois sentidos entre Vila Franca de Xira e Castanheira do Ribatejo. O trânsito também esteve condicionado na Ponte Marechal Carmona, que estabelece a ligação entre Vila Franca e Samora Correia. Na saúde, começa hoje a funcionar em Torres Vedras a primeira Unidade de Saúde Familiar gerida por privados no país. É no Centro de Saúde de São Pedro da Cadeira, no concelho de Torres Vedras, confirmou a Unidade Local de Saúde do Oeste. Esta USF vai ser gerida pela empresa Nok Health Portugal e entra hoje em funcionamento. É a primeira USF modelo C, afirmou a presidente do Conselho de Administração, Elsa Baião, à Agência Lusa. A Unidade de Saúde Familiar vai prestar cuidados de saúde primários a quase 5500 utentes, sem médico de família, na freguesia de São Pedro da Cadeira e numa parte do Turcifal, no distrito de Lisboa. É com saúde que fechamos este Jornal das 18h. A informação regressa às 18h30.