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Na cidade de Faro. As notícias das 7:00 na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. O número de utentes sem médico de família aumentou no último ano, durante o governo da AD. São hoje mais 36 mil. Os profissionais de saúde criticam as mudanças constantes de políticas e medidas no terreno.

Em fevereiro de 2024 decorria a campanha para as eleições legislativas. Luís Montenegro prometeu um médico de família para todos os portugueses até o final de 2025. Um ano depois, os números mostram que dificilmente a meta vai ser cumprida. A situação piorou e há vários alertas deixados pelos profissionais de saúde. Rui Casanova.

Em janeiro, inverteu-se uma tendência decrescente do número de utentes sem médico de família e a situação piorou em fevereiro. Há hoje mais de 1.565.000 utentes sem médico de família em Portugal. No último ano, foram mais 36 mil. Os dados estão disponíveis no portal do SNS, o Serviço Nacional de Saúde, e são citados esta manhã pelo Jornal de Notícias.

E Rui, são várias as razões para isso acontecer.

Sim, as aposentações de médicos mais velhos, as entradas de novos profissionais de saúde através de concursos e também o aumento do número de utentes inscritos nos centros de saúde. Tudo isto aliado à dificuldade de fixar médicos no Serviço Nacional de Saúde, resulta numa espécie de saldo negativo e deixa assim mais utentes a descoberto no que diz respeito aos médicos de família.

E Rui, os profissionais de saúde deixam muitas críticas sobre as políticas no terreno.

Sim, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar afirma que o governo anda constantemente a mudar tudo, o que resulta num impacto negativo ou nulo. Nunes Jacinto fala numa constante alteração de políticas que dificulta o trabalho dos profissionais de saúde e, em declarações ao Jornal de Notícias, dá vários exemplos.

E aqui com destaque para os diferentes formatos das Unidades Locais de Saúde.

Há ULS com centros de atendimento clínico, outras geridas pelo privado ou social e agora também vão avançar as PPP. Nunes Jacinto diz que quando os médicos finalmente se estão a adaptar, muda tudo outra vez. Afirma que não há tempo para estabilizar ou sequer perceber se as medidas funcionam de facto no terreno. Os concursos para a colocação de profissionais de saúde nos centros de saúde também não estão a correr bem. O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar fala em muita indefinição para este ano no que diz respeito às medidas efetivas do governo para atrair mais médicos para o SNS.

Rui Casanova, com os utentes afetados pela falta de médico de família em Portugal. Em novembro do ano passado, a Ministra da Saúde prometeu novidades para breve, no que diz respeito aos concursos para atrair médicos. Garantiu que ia haver incentivos, mas até agora ainda não são conhecidos. O Jornal de Notícias contactou a tutela de Ana Paula Martins, mas não obteve resposta.

A saúde é precisamente um dos temas que o Partido Socialista vai abordar a partir de hoje na sede do Largo do Rato, em Lisboa. É o pontapé de saída para a campanha eleitoral, com vários notáveis do PS, mas também algumas ausências.

Numa altura em que Pedro Nuno Santos diz que não tem preferidos para a corrida presidencial, convidou António Vitorino para as sessões de revisão do programa eleitoral, que vão decorrer a partir de hoje na sede do partido, ao contrário do nome de António José Seguro, que não consta da lista. O antigo comissário europeu vai participar na sexta-feira num painel sobre relações internacionais. Será um dos temas que o PS quer discutir.

Para já esta manhã, os socialistas vão falar de habitação.

Além de Marina Gonçalves, que esteve à frente do ministério, voltam a convidar a antiga dirigente do Bloco de Esquerda, Ana Drago. No painel vão estar também nomes como o diretor do IHRU, que foi afastado pelo atual governo, António Leitão. Da parte da tarde vai ser discutida a saúde. O ex-CEO do SNS, Fernando Araújo, e Graça Freitas, antiga diretora-geral da Saúde, vão estar presentes no painel, assim como os médicos Daniel Sampaio, Eduardo Barroso ou o especialista Constantino Sakellarides. Amanhã a sessão é dedicada ao trabalho, salários e segurança social. Da parte da tarde, os socialistas discutem economia e transformação, sendo que as sessões continuam na próxima semana.

Henrique Gouveia e Melo promete ambição para o país. O almirante esteve em Fátima em mais uma visita pública que o Observador acompanhou.

Nos últimos dias, o ex-chefe de Estado-Maior da Armada tem ido a conferências, almoços, apresentações de livros. No entanto, continua sem oficializar a candidatura a Belém, mas nesta visita à Fátima aproveitou para fazer algumas promessas e revelações. Maria João Braz.

Honrar a pátria é este o aparente lema da ainda não oficializada campanha do almirante Abelheim. Carla, Gouveia e Melo diz que tem uma missão para cumprir e que a vai fazer. Não revela qual, mas já com o traje à civil, diz ser católico e benfiquista. Pôs ou para fotografias com quem se aproximava, mas deixou claro que tira fotografias e não selfies. Essas, segundo o próprio, estão muito vistas. Nega que esta visita seja uma ação de pré-campanha. Explica que foi convidado para ir a Fátima pelo padre António Martins Pereira, o principal anfitrião do santuário. No entanto, aproveitou a ocasião para fazer considerações sobre política nacional.

Que considerações são essas, Maria João?

No rescaldo das eleições da Madeira, Gouveia e Melo diz que quando a população vota, é um sinal para os governantes. Afirma que a estabilidade é importante, mas que a ética e a credibilidade também. Sem nunca nomear, Gouveia e Melo contestou ainda quem liga a imigração aos problemas de insegurança. Chegou a ser um pouco mais concreto e comentou a polêmica em torno dos cartazes do CHEGA, que colocam Luís Montenegro ao lado de José Sócrates. Gouveia e Melo fala em linguagem excessiva e que mesmo que não seja criminalidade reprovável, pode contribuir para uma indesejada crispação na política.

E a questão, Maria João, é se revelou algumas propostas para o país.

Não olhou necessariamente para o futuro, Carla. Lembrou antes o passado enquanto militar para dizer o que é capaz. Numa visita aos bombeiros voluntários de Fátima, já à tarde, Gouveia e Melo lembrou que na noite dos incêndios em Pedrógão ligou para o chefe de Estado-Maior da Armada e sugeriu ainda ajudar na alimentação dos bombeiros. Confessou ainda ter pegado ele mesmo na roçadeira e ajudado na limpeza das matas.

Maria João Braz, com os destaques da visita de Gouveia e Melo a Fátima, acompanhada pelo Observador.

O presidente da Câmara de Lisboa considera que a insegurança na cidade não é uma mera percepção, mas sim uma realidade. Carlos Moedas diz que tinha razão quando alertou para o aumento da criminalidade na capital. É a reação do autarca ao relatório anual de segurança interna, ainda provisório, que revela um aumento da criminalidade violenta e grave de 2023 para 2024.

Eu fui um dos primeiros a falar muito sobre esse problema da segurança. É interessante que este relatório agora venha dar razão àquilo que eu disse há muito tempo e que foi, como Manuel Maçava, até muito criticado e muito escrutinado, dizerem que eu estava a criar percepções. As percepções são reais, há realmente situações que estão a acontecer na cidade.

Carlos Moedas em entrevista ontem à Sic Notícias. O RASI relativo a 2024, que deve ser apresentado em breve ainda pelo atual governo, mostra que houve um aumento da criminalidade violenta e grave em 2,6% e uma diminuição na criminalidade geral em 4,6%. O presidente da Iniciativa Liberal volta a deixar a porta aberta a uma coligação com a AD depois das eleições legislativas antecipadas. Em entrevista à Sic Notícias, Rui Rocha assegura que os liberais tudo vão fazer para garantir a estabilidade governativa do país. Ainda assim, o presidente da Iniciativa Liberal deixa um aviso: o partido vai exigir reformas.

Da Iniciativa Liberal sobre o dia seguinte, o que posso afirmar agora é que seremos responsáveis. A governabilidade do país e até a recuperação da credibilidade das instituições e da forma de fazer política, da cultura político-partidária, é uma das prioridades e um dos objetivos que nós temos para a próxima legislatura. Portanto, seremos responsáveis, mas seremos também muito exigentes. E essa exigência é que faz com que, quem estivesse na dúvida da última vez, possa agora com confiança votar na Iniciativa Liberal, porque sabe que nós vamos querer mesmo mudar o país e vamos ser muito exigentes.

O presidente da Iniciativa Liberal responsabiliza ainda o primeiro-ministro pela atual crise política. Rui Rocha acusa o governo da Aliança Democrática de pouco diferir, em termos de políticas públicas, do que faria um executivo do Partido Socialista. São agora 7h08, Carla Queiroz. Notícias estão em destaque a esta hora. O Conselho Nacional do PSD reúne-se hoje à noite para aprovar as listas de candidatos a deputados. Também o CDS vai reunir o Conselho Nacional esta noite. O objetivo é votar o acordo de coligação com o PSD para as legislativas antecipadas e definir também os critérios das listas de candidatos a deputados. Na Turquia, mais de 1400 pessoas foram detidas até agora na sequência dos protestos contra o governo de Erdogan. Entre os detidos, há estudantes, jornalistas, advogados. As manifestações em Istambul e Ancara duram há uma semana. Em causa está a detenção do principal opositor do presidente turco. No Médio Oriente, pelo menos 11 pessoas morreram em novos ataques de Israel à Faixa de Gaza esta madrugada. Há cinco crianças entre as vítimas mortais, número que é avançado pela Al Jazeera. Os bombardeamentos israelitas voltaram a atingir zonas residenciais, sobretudo no norte de Gaza. Emmanuel Macron, o presidente francês, recebe hoje em Paris Volodymyr Zelensky. O objetivo é preparar a cimeira sobre paz e segurança para a Ucrânia, que vai decorrer amanhã na capital francesa. Portugal vai estar representado nesta reunião de alto nível pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. E vocês são pessoas esquecidas. Até que ponto é que não se esquecem da cabeça?

Olha, eu esqueci-me do telemóvel no carro ainda há bocado.

Ainda há bocado. Pois, a mim também me acontece. A história que eu venho contar é um pouquinho mais grave do que esquecer-se do telemóvel no carro.

Então.

Um avião da United Airlines que estava a voar entre Los Angeles para Xangai, duas horas depois de já estar nas nuvens, teve que dar meia-volta, inverter a marcha, pegar na descida e aterrar em São Francisco, porque um dos pilotos esqueceu-se do passaporte. E então teve que ser substituído. E a malta aqui no voo? A malta eram só 250 passageiros que chegaram com seis horas de atraso a Xangai. Eu dava muito calduço ao piloto. Ao piloto. É verdade. Esqueceu-se do passaporte. Realmente. Depois há aquela passagem. Os pilotos deviam ter o passaporte carimbado. Tatuado.

Não conseguiram entrar na China.

Um chip, conheço um chip. Claro, resolve-se.

Não precisava de entrar, embarcava logo no avião de volta sem sair da placa.

Realmente.

Não percebem nada. Não percebem nada de aviação e de regras.