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Muito bom dia. Notícias às 19h na Rádio Observador com a jornalista Carla Jorge Carvalho. Terminou hoje o prazo para os professores concluírem as reapreciações e a classificação dos exames nacionais da segunda fase. Os resultados, Carla, devem ser afixados na próxima sexta-feira.
O Ministro da Educação esteve ontem no Parlamento a garantir que todas as datas previstas vão ser cumpridas. Na próxima quinta-feira, dia seis, termina a primeira fase de candidatura ao ensino superior, sem extensão, como defende, por exemplo, a Ordem dos Advogados. No dia seguinte, sexta-feira, devem então sair as notas dos exames da segunda fase e os pedidos de recurso. De acordo com Fernando Alexandre, ontem à tarde estavam já classificadas 97% das provas da segunda fase e cerca de metade das reapreciações. Na próxima sexta-feira devem ser afixados os resultados dos exames da segunda fase e também os tais pedidos de recurso. O Ministro da Educação revelou também ontem, na Comissão Permanente, que das provas que já foram sujeitas a reapreciação, 70% dos alunos melhoraram a nota, 20% pioraram e 10% mantiveram os resultados. Fernando Alexandre diz que este é um padrão semelhante a anos anteriores.
Este é um tema que contamos desenvolver ao longo desta manhã informativa. A Procuradoria Europeia está a investigar contratos feitos pela Polícia Judiciária durante a liderança de Luís Neves. A Direção Nacional da PJ já foi contactada para fornecer os documentos necessários.
Em causa estão contratos celebrados para remodelações e empreitadas feitas em edifícios da Polícia Judiciária, alguns dos quais estabelecidos com a Constrobarcelos, a mesma empresa responsável pelas obras nas casas do Ministro da Administração Interna. Esta empresa, que faturou mais de € 2 milhões quando Luís Neves foi diretor nacional da PJ entre 2019 e 2025. Esta notícia é avançada pela CNN Portugal. A Procuradoria Europeia informa que até ao momento foram apenas feitas diligências de recolha de dados. A CNN refere ainda que este procedimento não foi comunicado ao Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, mas o atual director da Judiciária já está a par da situação. Já foi mesmo convocada uma reunião da Judiciária com representantes da Procuradoria Europeia. Carlos Cabreiro não respondeu às questões colocadas pelo canal de televisão sobre o caso, mas o ministro Luís Neves reagiu, saúda a investigação e diz também estar inteiramente disponível a colaborar com as autoridades.
Quarenta anos depois da primeira proposta apresentada no Parlamento, pode estar muito próxima a criação da carreira de médico dentista no Serviço Nacional de Saúde. A Ordem saúda a medida e espera uma rápida concretização.
Isto depois de ontem o Presidente da República ter promulgado o diploma que reconhece a carreira especial de médico dentista no SNS. A proposta foi aprovada por unanimidade no Parlamento. Teve agora o aval de António José Seguro, o que significa que o diploma entra em vigor com o próximo orçamento do Estado. O presidente da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, recorda que o reconhecimento da carreira de médico dentista é já desejada há muito tempo.
Esta é uma luta muito antiga. Só para termos uma noção, a primeira proposta da carreira do médico dentista no Serviço Nacional de Saúde data exatamente de julho de 1986, há 40 anos. Não é por este atraso de muitos anos para vigorar agora num decreto lei, significa que não venha a ser implementado no mais breve curto prazo possível, porque o próprio diploma estipula que o governo terá 90 dias para operacionalizar aquilo que foi aprovado de forma unânime pela Assembleia da República.
Pode, por isso, ser o fim da precariedade para os cerca de 150 dentistas que trabalham no setor público, a maioria a recibos verdes. Com o diploma aprovado, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, espera agora rapidez por parte do Ministério da Saúde na implementação da medida e consequências, caso o prazo estabelecido de três meses não seja cumprido.
Estamos com uma expectativa muito elevada que realmente um governo, que é um governo que executa, execute desta vez também esta criação da carreira do ponto de vista da sua operação, que a implemente. Por isso, caso não venha a ser feito, eu julgo que deve ser feito um apuro político e também de chamar à responsabilidade. Obviamente, não há sanções sobre não ser cumprido este prazo, mas há, sob o meu ponto de vista, sempre um preço político a pagar.
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, em declarações ontem à noite à Rádio Observador, com estes alertas ao governo sobre a criação da carreira dos médicos dentistas, pede rapidez ao ministério na implementação do diploma ontem promulgado pelo Presidente da República.
E Carla, fazemos agora um ponto de situação sobre a crise migratória em Ceuta. Para hoje está prevista uma reunião de emergência dos ministros da Administração Interna da União Europeia.
O encontro foi convocado depois de 22 líderes europeus terem pedido, no último sábado, uma reunião de emergência para avaliar e para responder à situação criada pela entrada ilegal de dezenas de milhares de imigrantes no enclave espanhol. Carlos Pedro.
Alguns deles, como Itália, Finlândia, Dinamarca e Chéquia, chegaram inclusive a pedir a suspensão de Espanha no espaço Schengen. Portugal não fez o mesmo pedido, nem subscreveu a carta a pedir este encontro, mas Luís Neves vai participar na reunião por videoconferência. Neste encontro participam também países do espaço Schengen que não pertencem à União Europeia, como é o caso da Suíça, da Noruega, da Islândia e do Liechtenstein, além de entidades como a Europol, Frontex e da Agência Europeia para o Asilo.
E ontem à noite, Carlos, Espanha e Marrocos voltaram a trocar acusações.
O governo marroquino diz que a decisão do Supremo Tribunal Espanhol, que proíbe o repatriamento imediato de um imigrante que entre por via marítima em Ceuta ou Melilha, enfraqueceu um elemento crucial na cooperação bilateral entre os dois países. Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Marrocos fala numa responsabilidade partilhada e em declarações citadas pela Agência EFE, diz que avisou o governo espanhol de que uma situação destas poderia vir a acontecer. Isto dias antes da crise migratória na cidade de Ceuta. Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha emitiu um comunicado onde assegura que o acórdão do tribunal não abre qualquer via de entrada de imigrantes para o país. Na mesma nota, o governo de Pedro Sánchez garante que praticamente todos os imigrantes que chegaram a Ceuta já foram repatriados para Marrocos.
Carlos Pedro, com as mais recentes declarações dos governos de Marrocos e de Espanha sobre a crise migratória em Ceuta, no dia em que os ministros da Administração Interna dos 27 se reúnem de emergência para debater a situação. Entretanto, também ontem, 88 imigrantes foram resgatados pelas autoridades espanholas, mas nas Ilhas Baleares, quatro embarcações que chegaram às cidades de Maiorca, Minorca, Ibiza e Formentera. Em causa, pessoas que chegaram a Espanha do Norte de África ou da África Subsaariana. São agora 7h07, Carla. Que outras notícias a destacar a esta hora?
A SEDES apela à proteção da refinaria de Sines em nome do interesse nacional e da autonomia estratégica. De acordo com o jornal "Eco", a Associação para o Desenvolvimento Económico e Social enviou esta posição ao presidente da República, ao primeiro-ministro e também aos partidos com assento parlamentar. Perante a possibilidade de se concretizar um negócio entre a Galp e a Mueve, a SEDES teme que Portugal perca o controle da capacidade de refinação, aumentando assim a dependência externa. Donald Trump volta a referir que estão a decorrer negociações entre os Estados Unidos e o Irão e avisa também os iranianos de que esta é a última oportunidade para conseguirem um bom acordo. Em cima da mesa está, sobretudo, a questão de Ormuz. Trump volta a rejeitar a ideia de uma taxa, a não ser que seja imposta por Washington. Teerão continua a negar estarem a haver conversações entre os dois países. Por esta altura, são combatidos três grandes incêndios florestais em Washington. Quase 65 mil pessoas foram retiradas de casa. Não há para já registo de mortos ou de feridos. Por esta altura, os incêndios já consumiram 3 mil hectares, mais de 700 infraestruturas foram destruídas. Uma pessoa foi detida por fogo posto. Seis pessoas morreram e nove ficaram feridas esta noite na Rússia, na sequência de ataques ucranianos. De acordo com a agência Reuters, a Ucrânia atacou armazéns perto de Moscovo e de São Petersburgo. A vida dupla do espião traidor é o novo podcast Plus do Observador e o segundo episódio já está disponível.
Já o podcast conta a história do espião português que foi apanhado a vender segredos à Rússia.
A investigação foi lançada em 2015 e era altamente sensível.
O segredo é essencial. Se houver uma fuga de informação, se o alvo sequer suspeitar de que está a ser investigado, isso pode ser o fim.
O suspeito sendo abordado sem prova, naturalmente não pode ser acusado e muito menos julgado. Mas fica alerta, e a partir daí as operações dele acabavam. Nenhum serviço gosta de ter casos destes, assim como qualquer serviço de investigação criminal não gosta de ter toupeiras dentro de si.
Os contactos sucedem-se a um ritmo vertiginoso, mas apenas dentro de um grupo extremamente reduzido. Ainda não passaram 48 horas desde que Frederico Carvalhão Gil e Sergey Poznyakov se encontraram na capital eslovena. E a equipa de procuradores e de inspetores já está pronta para avançar.
É um excerto do segundo episódio de "A Vida Dupla do Espião Traidor", é o novo podcast Plus do Observador.
Esta é uma série narrada pelo ator Ivo Canelas, com música original de Bruno Tornadas. A investigação e os guiões são do jornalista Pedro Rainho.