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As notícias com Carla Jorge Carvalho. Angela Merkel reconhece que perdeu reputação em países como Portugal, Grécia e Itália durante o período da crise do euro. É o que escreve a antiga chanceler num livro de memórias, que é publicado hoje. Angela Merkel, que liderou a Alemanha durante 16 anos, relata vários momentos, vários episódios, alguns deles caricatos e também de má memória para países como Portugal. Miguel Gato.

Merkel admite que ficou com a reputação completamente arruinada nos países europeus onde foi necessária a intervenção do FMI após a crise financeira de 2008. Aconteceu em Portugal, mas também entre outros países, em Itália, na Irlanda e também na Grécia. Neste livro, a antiga chanceler alemã recorda várias histórias deste período. Por exemplo, de quando o antigo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, lhe propôs que a Grécia saísse temporariamente da zona euro, ideia que prontamente foi rejeitada pela antiga governante.

E Miguel, também conta de quando recebeu uma chamada telefônica de Alexis Tsipras, o então primeiro-ministro grego.

Chamada em que este lhe anunciou que iria avançar com o referendo contra o terceiro resgate econômico na Grécia. Merkel fala no mais surpreendente telefonema de todos. A antiga chanceler recordou ainda neste livro de memórias, como o então primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, uma vez lhe telefonou ao meio da noite para tentar suavizar as condições de acesso ao fundo de resgate europeu, mas a líder alemã garante que se manteve firme.

E Miguel, a antiga chanceler recorda também algumas histórias fora da Europa.

Merkel lembra o primeiro mandato de Donald Trump na Casa Branca. Descreve o republicano como um político fascinado por líderes autoritários. Recorda que no primeiro encontro com Trump em Washington, o presidente dos Estados Unidos se mostrou muito interessado sobre as relações de Merkel com Vladimir Putin.

E precisamente há um episódio caricato envolvendo o presidente da Rússia.

Merkel lembra também o momento em que Putin, sabendo que a antiga chanceler tinha medo de cães, soltou um labrador de porte grande numa reunião que ambos tiveram em Moscovo, em 2006. Diz que, na altura, Putin já queria enviar sinais ao mundo, mas garante que não discutiu nunca este assunto com o chefe de Estado russo, por uma velha máxima da aristocracia inglesa: nunca explicar e nunca reclamar.

Miguel Gato, e algumas das histórias que estão incluídas neste livro de memórias de Angela Merkel, que é hoje publicado, é uma obra com 700 páginas, em que a antiga chanceler faz um retrato dos 35 anos vividos na Alemanha de Leste e dos outros 35 na Alemanha já unificada.

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional alerta que mais de dois meses depois da fuga de Vale de Deus, praticamente nada mudou nas prisões.

Frederico Morais afirma que a falta de pessoal continua a ser o principal problema, assim como os baixos salários.

Desde então, as mudanças são muito poucas ou quase nenhumas. Uma das poucas mudanças que foi implementada foi termos um guarda no pátio quando os reclusos estão abertos. Mas nós temos uma falta de efetivos enorme. Estar a pôr um guarda no pátio, está-se a tirar de outros sítios, se calhar, onde devia estar o guarda. Nós fomos chamados a reuniões de segurança para dar a nossa opinião, para contribuir para as melhorias. É óbvio que os serviços prisionais estavam muito mal e estão ainda mal, mas foi preciso fazer um levantamento rigoroso da Inspeção-Geral de Justiça. Mas aqui está mais uma situação que o anterior senhor diretor-geral já podia ter adiantado este serviço à senhora Ministra da Justiça.

Declarações do presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, no dia em que toma posse o novo diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Orlando Carvalho, até agora diretor do Estabelecimento Prisional de Coimbra. Já o anterior, Rui Abrunhosa Gonçalves, escreve hoje um longo artigo no Público, no qual diz que tinha em mente aplicar várias medidas, mas alerta que o orçamento do próximo ano para o setor é novamente deficitário.

Luís Montenegro está a ser alvo de críticas de PS e Bloco de Esquerda depois de declarações sobre os números da violência doméstica em Portugal.

Numa conferência ontem à tarde sobre o tema, o primeiro-ministro disse que o aumento dos casos de violência doméstica se deve ao fato de haver mais denúncias e não a um aumento real dos crimes. Na rede social X, Pedro Nuno Santos fala de uma enorme falta de sensibilidade, empatia e respeito pelas vítimas e pede menos ligeireza e mais respeito pelos fatos. Joana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, fala em asneira e a coordenadora do Bloco, Mariana Mortágua, aconselha mesmo Montenegro a ter menos percepções e mais fatos. Ontem, no Dia Internacional de Eliminação da Violência contra Mulheres, a APAV revelou que aumentou quase 9% o número de mulheres que pediram ajuda à associação. A Judiciária divulgou que há registro de 344 mulheres violadas entre janeiro e setembro deste ano.

A EDP recebe todos os meses mais de 100 denúncias sobre contratos no setor da energia. Em causa, a passagem de contrato de uma empresa para outra sem que o cliente seja avisado.

O Observador contactou uma cliente que há mais de 20 anos mantinha contratos de eletricidade e gás com a EDP e que viu os serviços serem anulados e transferidos para a empresa concorrente, a Endesa, sem autorização ou aviso prévio. A EDP admite que todos os meses tem recebido denúncias de cerca de 100 pessoas que passam por situações semelhantes, envolvendo diferentes empresas do setor de energia. A EDP fala numa prática comum. Ao Observador, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos garante que está a par dos casos, fala em práticas comerciais desleais. Já a Endesa garante estar a investigar estes casos.

Isto é um artigo faixa, esta hora manchete no site do Observador. 8:06, Carla, antes do Três Toques, que outras notícias estão em destaque?

André Ventura não afasta uma candidatura a presidente da República. Em entrevista à SIC, o líder do Chega diz, no entanto, que o foco é chegar a primeiro-ministro e repete que vê com bons olhos nomes como Gouveia e Melo ou Passos Coelho, em Belém. Governo e sindicatos da função pública voltam hoje às reuniões. Em cima da mesa vão estar as alterações à lei do trabalho na função pública, previstas na proposta de Orçamento do Estado. Donald Trump ameaça impor taxas sobre bens importados do México, Canadá e China assim que tomar posse como presidente dos Estados Unidos. Trump fala de uma medida necessária para travar a imigração ilegal e o tráfico de drogas