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São 8 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O PSD é o grande vencedor das eleições regionais da Madeira, conseguiu mais de 43% dos votos e Marcelo Rebelo de Sousa já fala em maioria absoluta. Maioria essa que fugiu a Miguel Albuquerque por apenas 300 votos. O PSD conseguiu 23 deputados, fica a um da maioria absoluta no Parlamento Regional, mas para o Presidente da República, é fácil fazer as contas.

Houve maioria absoluta, uma vez que o PSD com o CDS tem maioria absoluta. Quer dizer que os eleitores, aparentemente, escolheram a solução da estabilidade e não propriamente soluções alternativas. Ao fim de tantas eleições, disseram: "Vamos dar a este somatório, a estes partidos que lá estavam, chance para com maioria absoluta governar".

A leitura de Marcelo Rebelo de Sousa, que foi feita à RTP a partir do Estádio de Alvalade, depois da vitória da seleção portuguesa de futebol frente à Dinamarca. Marcelo prevê um entendimento entre PSD e CDS e vê os resultados eleitorais na Madeira como um sinal de estabilidade política.

Tanto o PSD como o CDS querem, de facto, essa estabilidade na região, mas ainda não houve contactos entre os dois partidos.

Que têm governado juntos a Madeira nos últimos anos. No discurso de vitória, Miguel Albuquerque diz que os madeirenses votaram, de facto, pela estabilidade.

A atitude inteligente, uma atitude civicamente elevada, manifestada pelo nosso povo, que veio confirmar mais uma vez aquilo que quer, que é estabilidade e um governo para quatro anos. Não quer brincadeiras de partidos.

O agora reeleito presidente do governo regional, que continua a ser arguido por suspeitas de corrupção e, por isso, dedicou parte do discurso da vitória à Justiça.

E essa ideia de que uma pessoa em Portugal, com este sistema de denúncias anônimas, pode se demitir em função de ser constituído arguido, significa o quê? Significa que os partidos radicais utilizam as denúncias anônimas como instrumento político.

E já a olhar para o pós-eleições, revela que ainda não falou com o CDS, mas diz que todos sabem quem é o parceiro privilegiado dos sociais-democratas.

O PS foi ultrapassado pelo JPP, conseguiu eleger apenas oito deputados. Paulo Cafôfo assume a responsabilidade pela derrota, mas para já, não se demite da liderança do partido.

Pelo menos até às eleições autárquicas, Paulo Cafôfo diz que quer um partido focado no próximo combate eleitoral.

Também aqui tem que ter a responsabilidade de organizar o partido e preparar o partido para estes dois importantes atos eleitorais. Depois das autárquicas, obviamente, vou abrir um processo interno para a liderança do partido, mas até lá, e sublinho isto, até lá, o partido tem que estar focado nos desafios eleitorais e por isso, eu, com toda a responsabilidade, irei liderar o partido.

O processo de liderança interna no PS apenas vai começar depois de setembro, à altura das próximas eleições, é o que diz Paulo Cafôfo, sendo que já há alguma oposição interna. O deputado Carlos Pereira pede a Cafôfo que libere o partido e diz que está disponível para aquilo que o Partido Socialista entender.

Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos tiram conclusões diferentes das eleições regionais.

O líder do PSD, também primeiro-ministro, espera que as eleições de ontem sejam um presságio para o que pode vir a acontecer nas eleições legislativas de maio. Montenegro acredita que sabe identificar as prioridades dos eleitores.

Na Madeira, como já tinha acontecido nos Açores, como estou em crer acontecerá em todo o país, as pessoas põem em primeiro lugar o crescimento da economia, o equilíbrio das contas públicas, as políticas que diminuem os impostos, que aumentam os rendimentos, que resolvem os seus problemas, aqueles que as afligem no seu dia a dia.

A leitura de Luís Montenegro, que diz que a Madeira está a entrar num novo ciclo político e que o PSD vai ter condições para garantir um governo estável e duradouro na região. Já Pedro Nuno Santos não tira conclusões a nível nacional. O líder socialista diz que a derrota é do PSD Madeira e que as diferenças estão bem vincadas.

É uma derrota do Partido Socialista da Madeira, não há como ignorar. Lamento apenas que tenha ganho o PSD Madeira e Miguel Albuquerque, em particular.

Faz alguma leitura daquilo que são estes votos na Madeira para uma situação nacional ou não?

Não posso fazer. O Partido Socialista, como sabem, nunca ganhou uma eleição na Madeira e é o partido que mais eleições ganhou no país.

É a reação de Pedro Nuno Santos à derrota do PS na Madeira, que passou a ser a terceira força política na restante Assembleia Regional. O Chega perde um deputado, fica com três. CDS e Iniciativa Liberal mantêm um deputado, ao contrário do PAN, que perdeu a representação parlamentar.

E vamos continuar a falar das eleições na Madeira. Esta manhã, no Explicador, logo a seguir ao Jornal das Nove, juntam-se a nós o deputado social-democrata Paulo Neves e o socialista Jacinto Serrão. Agora são 08:05, Carla antes do três toques, que outras notícias marcam esta manhã? Um sismo de magnitude 4,4 na escala de Richter foi sentido com maior intensidade esta madrugada, cedo da manhã, em Albufeira e Faro. De acordo com o IPA, o sismo teve epicentro a cerca de 75 km a sul de Faro e não terá causado feridos ou danos materiais. A taxa de notificação da tuberculose em imigrantes é quase quatro vezes superior à média nacional. Em 2023, foram notificados mais de 1500 casos de tuberculose, dos quais 36% da população migrante. Os dados são da Direção-Geral da Saúde, que alerta para o diagnóstico tardio. As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e também o Norte são as zonas com mais casos registrados de tuberculose. No futebol, Portugal bateu esta noite a Dinamarca por 5x2, garantiu a passagem à Final Four da Liga das Nações, onde vai encontrar a Alemanha. Foi preciso o prolongamento para a Seleção Nacional vencer o encontro. O jogo com a Alemanha é a 4 de junho, em Munique