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São 8 horas. Luís Soares com a edição das 8, na Rádio Observador. Luís Montenegro vai hoje à Comissão Permanente responder sobre a coordenação da gestão dos incêndios.

A Comissão Permanente, que substitui o plenário neste período de férias parlamentares, com um número mais reduzido de deputados. O primeiro-ministro deve ser confrontado com a gestão dos incêndios feita pelo governo. Os partidos da oposição têm criticado o Executivo por considerarem que não houve prevenção desta época de fogos, por não ter sido acionado a tempo o mecanismo europeu de proteção civil e por não ter sido decretado o estado de calamidade. A participação de Luís Montenegro na Festa do Pontal, numa altura crítica de incêndios, também foi mal recebida pela oposição. O debate acontece a pedido do Chega e também do PCP.

Está agendado para às 15h. Pode acompanhar em direto aqui na sua Rádio Observador. O ministro da Economia e da Coesão Territorial afirma que o governo está a mostrar mais empenho para combater os incêndios do que os anteriores Executivos do PS.

Entrevistado ontem à noite na RTP3, Manuel Castro Almeida reconhece que o governo poderia ter feito mais, mas tem mais trabalho para mostrar em pouco mais de um ano do que o PS na última década.

Nós não anunciámos um programa há 25 anos para diluir ou fazer esquecer a nossa responsabilidade no presente. Nós não temos nenhuma vergonha do presente. Aquilo que eu lhe disse há bocadinho, nós passámos de 12 para 62 situações das paisagens protegidas. Passámos de 300 aldeias solidárias para 800. Trezentas era o que o Governo socialista fez em oito anos. Nós num ano e pouco fizemos 500. Portanto, fizemos muito mais do que os socialistas fizeram no passado. Não temos que nos envergonhar do que está feito agora. Foi pouco.

Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial, entrevistado ontem à noite na RTP3, explica que ainda não é possível calcular na totalidade os prejuízos causados pelos incêndios, mas admite que esse valor deve ficar acima do que foi registado no ano passado.

O Chega usou o direito potestativo para forçar a comissão de inquérito à gestão dos incêndios e aos negócios associados a este fenómeno.

É o que pode ler-se no texto do requerimento que deu ontem entrada na Assembleia da República, que foi substituído para incluir o uso do direito potestativo, isto depois do PSD e do PS terem recusado a proposta do Chega. O partido de André Ventura quer que o Parlamento avalie a prevenção e o combate aos incêndios desde 2017 e investigue também os negócios e interesses económicos que possam ter alguma ligação aos fogos, em especial o comércio de madeira queimada, especulação imobiliária e indústria de equipamentos.

Os megaincêndios em Portugal têm em comum um fogo posto e aconteceram sobretudo em três anos isolados.

Este século, Portugal registou 37 megaincêndios, em que cada um consumia mais de 10 mil hectares. Os grandes incêndios em Portugal aconteceram sobretudo em três anos isolados, 2025 incluído. São dados provisórios do relatório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e só este ano, Nadine Soares, foram registados já seis grandes fogos.

A tendência dos megaincêndios tem vindo a aumentar e concentram-se em anos isolados. Este fenómeno no país aconteceu sobretudo em três anos: 2003, 2017 e agora, 2025. São dados do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, consultados pelo Observador. No total, este século, Portugal sofreu 37 megaincêndios em que cada um consumiu mais de 10 mil hectares. Só este ano foram registados seis casos acima dessa faixa de área ardida: Arganil, Trancoso e Sátão, e ainda Freixo de Espada à Cinta e dois no Sabugal.

E a principal causa apontada a esses grandes incêndios, Nadine, é mesmo o fogo posto.

As estatísticas indicam que a origem dos incêndios, pelo menos da década de 2011 a 2020, é o fogo posto. O ano de 2017, ano da tragédia de Pedrógão Grande, destaca-se pela negativa em vários indicadores, com o maior número de megaincêndios e número de mortes. É também onde surge mais vezes o fogo posto como a causa de grandes incêndios. Este ano é já o quarto pior em relação à área ardida desde o início do século. Só neste mês de agosto foi registado o maior incêndio de sempre no país, o de Arganil, no distrito de Coimbra, com mais de 64 mil hectares consumidos pelas chamas.

Nadine Soares e alguns dos dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas relativamente aos incêndios no país.

Este é um artigo que faz manchete no site do Observador e é assinado pela jornalista Ana Suspiro. Os técnicos de segurança e proteção civil pedem medidas de incentivo à limpeza dos terrenos para prevenir a situação dos incêndios nos próximos anos.

Apelo feito por Jorge Carvalho da Silva, que é vice-presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil. É o convidado da história do dia de hoje. Considera que têm faltado apoios para combater um dos problemas que mais dificulta o combate aos incêndios: a falta de limpeza dos terrenos.

Falta tomarmos um passo para ajudar estas pessoas que são proprietários da floresta, que grande parte são envelhecidos, que grande parte são resultado de pessoas que eram envelhecidas e que faleceram e que agora estão nos seus herdeiros, que não trabalham a floresta e que não têm nada a ver com a floresta, e falta um incentivo para que este setor seja visto e tido de outra forma.

As propostas do vice-presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil, entrevistado na história do dia de hoje da Rádio Observador.

A mãe das gêmeas luso-brasileiras, que receberam um dos medicamentos mais caros do mundo, vai processar o médico que denunciou o caso, assim como os jornalistas envolvidos na investigação.

A mãe das duas gêmeas avançou com uma queixa-crime junto do Ministério Público contra o médico António Levi Gomes por difamação, violação de segredo profissional, devassa da vida privada, maus-tratos psicológicos a menores, entre outros crimes. O Correio da Manhã explica que a ação tem como alvos também a TVI, a CNN e a jornalista Sandra Felgueiras, bem como o repórter brasileiro envolvido na gravação das reportagens. De acordo com o advogado da mãe das crianças, vai ser ainda pedida uma indenização pelos danos causados, cujo valor ainda está a ser calculado com base na quantidade de exposição mediática das crianças, assim como os benefícios econômicos obtidos pelos meios de comunicação social.

São agora 08h06, Luís, que outras notícias estão em destaque?

Quatro pessoas ficaram desalojadas devido a um incêndio numa habitação onde viviam em Santo Tirso, é o que avança a fonte do Comando Sub-regional da Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto. Não há feridos a registar, mas uma pessoa foi transportada para o hospital com ataque de ansiedade. O fogo está ainda ativo nesta habitação, mobiliza 18 operacionais que estão apoiados por sete viaturas. Quanto ao incêndio que deflagrou ontem nos Arcos de Valdevez, é o que mais preocupa nesta altura as autoridades. É o único incêndio rural ativo, mobiliza perto de 90 operacionais apoiados por 29 viaturas. Uma pessoa morreu hoje depois de um acidente rodoviário na A33, junto ao Seixal. De acordo com o Comando Sub-regional da Península de Setúbal, tratou-se de uma colisão entre um veículo ligeiro e um motociclo na A33. O trânsito na A33 continua condicionado a esta hora.