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As notícias. Jornal das 8, com Carla Jorge de Carvalho. Carla, começamos com esse acidente no rio Guadiana provocou a morte a um militar da GNR. A lancha, suspeita de tráfico de droga, foi encontrada a arder a 4 km do local. Os suspeitos estão em fuga.
São as mais recentes informações sobre o acidente de ontem à noite no rio Guadiana, ao largo de Alcôntria, distrito de Faro, muito perto da fronteira com Espanha. Uma embarcação da GNR encontrou uma lancha rápida. Quando a tentava abordar, houve uma colisão seguida de incêndio a bordo da lancha dos alegados traficantes. Um militar da GNR morreu, outros três ficaram feridos. São informações confirmadas à Rádio Observador por fonte oficial da Unidade de Controle Costeiro da GNR. Entretanto, sabe-se que os suspeitos de tráfico de droga conseguiram fugir e que a lancha foi encontrada a arder a cerca de 4 km do local onde aconteceu o acidente. É o que avança a fonte oficial da GNR à Agência Lusa, que adianta que dadas as características da embarcação de alta velocidade, presume-se que esteja ligado ao tráfico de droga. A mesma fonte adianta que os militares feridos são ligeiros. Um sofreu uma fratura num braço, os outros ficaram com escoriações. A investigação está agora a cargo da Polícia Judiciária.
É uma notícia em destaque no site do Observador, que vamos continuar a acompanhar ao longo dos próximos jornais. Há acordo para aprovar a Lei da Nacionalidade. Depois de vários adiamentos, o PSD e o Chega cederam de parte a parte e fecharam o entendimento para fazer passar o documento.
A Lei da Nacionalidade é hoje votada em plenário e, ao que apurou o Observador, desta vez, há luz verde para que seja aprovada. A poucas horas da votação e depois de negociações noite dentro, Chega e PSD atingiram um entendimento para aprovar a proposta. Importa explicar o que mudou e quais foram as cedências dos partidos para desbloquear o impasse. Rui Casa Nova.
O Chega aceita a perda de nacionalidade proposta pelo PSD como pena acessória, a decidir e aplicar por um juiz. E o PSD aceita incluir uma exceção para as situações em que a nacionalidade foi obtida de forma fraudulenta, ou seja, ao que apurou o Observador, os dois partidos cederam. André Ventura recuou na questão da perda automática da nacionalidade para quem cometer certos crimes e vai aprovar a proposta do PSD, em que esta medida existe, mas como pena acessória. E o PSD aceita uma das linhas vermelhas impostas pelo Chega. A nacionalidade adquirida fica consolidada após um período de 10 anos, mas ficam excluídas as situações em que a nacionalidade foi obtida ilegalmente. Depois de um ultimato e a poucas horas da votação em plenário, os dois partidos chegam a acordo para aprovar a Lei da Nacionalidade. Para tal, muito contribuíram as negociações que se têm prolongado noite dentro.
Rui Casa Nova, com o entendimento entre PSD e Chega para aprovar a Lei da Nacionalidade. O documento vai ser votado hoje em plenário, numa votação que está marcada para mais logo à tarde.
É um assunto que está em destaque também a esta hora no site do Observador. O secretário-geral do PS deixa um aviso ao primeiro-ministro: Luís Montenegro tem um ano para provar o que vale. Isto a propósito da abstenção dos socialistas na votação da proposta do governo de Orçamento do Estado.
O debate na generalidade é retomado esta manhã no Parlamento. A votação está marcada para mais logo à tarde, sendo que a proposta do governo tem a aprovação garantida. Depois da anunciada a abstenção do PS, José Luís Carneiro avisa ainda assim que este sentido de voto não é um cheque em branco ao governo e garante que vai pedir contas mais tarde.
O primeiro-ministro tem um ano para mostrar aquilo que vale. Tem o ano de 2026, porque é mais um ano. Ele já está há um ano e meio em funções e agora tem mais um ano para mostrar daquilo que é capaz. E foi isso que o Partido Socialista lhe quis dizer com a abstenção. Ou seja, nós, fundamentalmente, mostrámos o nosso sentido de compromisso com a estabilidade política do país, que é para conseguir cumprir e responder às necessidades urgentes. Mas é evidente que o primeiro-ministro e o governo não vão ter agora a desculpa do Partido Socialista, porque não conseguiu, porque não votou contra o Orçamento. Agora o governo tem mesmo que mostrar daquilo que é capaz e vai ter um ano para o fazer.
José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita à Federação da Área Urbana de Lisboa do PS. O secretário-geral socialista garante ainda que vai insistir na proposta de aumento permanente das pensões mais baixas, mesmo depois de ontem Luís Montenegro ter recusado fazê-lo.
José Luís Carneiro, que reagiu já à polêmica em torno dos cartazes de André Ventura na campanha para as presidenciais. O líder socialista pede mesmo a intervenção do Ministério Público.
Num dos cartazes, a foto de André Ventura é acompanhada pela frase: "Isto não é o Bangladesh". Noutro, pode ler-se: "Os ciganos têm de cumprir a lei". José Luís Carneiro considera que os cartazes atentam contra o Estado de Direito e defende que sejam acionados os mecanismos previstos na lei.
Apesar da chuva, ninguém desmobiliza.
Não é obviamente aqui, já lá vamos ao podcast Plesso do Observador. Para já, José Luís Carneiro a apelar uma intervenção do Ministério Público.
São cartazes com mensagens que estimulam o ódio em relação a determinadas origens sociais de populações que vivem, que estão integradas no nosso país. E o meu apelo é para que as autoridades competentes, nomeadamente o Ministério Público, estejam atentos àquilo que são mensagens e à disseminação de mensagens que atentam contra os valores da nossa Constituição, porque esse é o dever dessas instituições, é não terem dúvidas de acionar os mecanismos que a lei prevê para sancionar aqueles que atentam contra o Estado de Direito.
José Luís Carneiro. Entretanto, oito associações ciganas vão apresentar queixa no Ministério Público, admitem avançar com uma providência cautelar para a retirada dos cartazes. A Embaixada do Bangladesh também já reagiu através de um comunicado. A representação diplomática em Portugal pede calma à comunidade e garante que estão a ser contactadas as autoridades apropriadas.
É um tema que vai estar em destaque nas manhãs 360, no Explicador, depois do jornal das nove. Daqui a pouco, há momentos de glória. Antes disso, ainda outras notícias que estão a marcar a atualidade.
O furacão Melissa fez seis mortes nas Caraíbas. Aproxima-se esta hora da Jamaica. É um furacão de categoria cinco, considerado o mais forte do ano. A tempestade já passou pelo Haiti e pela República Dominicana, com ventos que atingem os 280 km/h. Só nas Caraíbas, seis pessoas morreram. Está previsto que chegue à Jamaica esta manhã, onde 500 mil pessoas já foram retiradas das zonas de maior risco. Também na Jamaica, 10 pessoas morreram e 13 ficaram feridas quando tentavam cortar árvores ou prevenir a queda de telhados. Por cá, todos os distritos do continente estão hoje sob aviso amarelo por causa das previsões de mau tempo, é o que indica o IPMA. Está prevista chuva e trovoada, uma situação que se deve prolongar durante toda a semana. O Futebol Clube do Porto venceu no terreno do Moreirense por 2 x 1 e mantém a liderança isolada do campeonato. Os Dragões ainda estiveram a perder, deram a volta ao resultado. Hoje é dia de Taça da Liga, com o Sporting a receber o Alverca, em Alvalade. O jogo está marcado para as 20h15, está em relato e comentários aqui na Rádio Observador. E agora sim, a campanha para a segunda volta entre Mário Soares e Freitas do Amaral está no centro do quinto episódio do Podcast Plus, "A Eleição Mais Louca de Sempre", que já está disponível.
E o dia das eleições de 1986, há um gigantesco comício na Avenida da Liberdade, fazia os apoiantes de Freitas acreditarem numa vitória que não aconteceu.
Apesar da chuva, ninguém desmobilizou. Pelo contrário, foi chegando mais e mais gente à avenida principal da cidade para se juntar à multidão que dançava e cantava ao som de marchinhas de carnaval brasileiro. Quando Freitas chegou ao cortejo e saiu do carro, foi imediatamente cercado, ao ponto de ser obrigado a subir pra carrinha de caixa aberta que estava destinada aos fotógrafos e à televisão. A multidão cantava: "O Maroca já perdeu e o Freitinha já venceu". Agora, quando está prestes a dirigir-se aos apoiantes, sente que aquela onda de entusiasmo só pode ter um resultado: a vitória. Promete continuar a não responder às provocações do adversário. "Não precisamos de atacar ninguém". Dentro de três dias, a 4 de fevereiro, vai enfrentar Mário Soares no debate mais decisivo da campanha.
Este é um excerto do quinto e penúltimo episódio de "A Eleição Mais Louca de Sempre".
O mais recente podcast plus do Observador, narrado por Gonçalo Waddington, música original de Samuel Úria.