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As notícias com Carla Jorge Carvalho. A ministra da Saúde vai manter-se no cargo pelo menos durante mais um mês. O primeiro-ministro mantém a confiança em Ana Paula Martins, apesar de dizer que a governante está cansada e rodeada de críticas. Está sob pressão devido aos casos delicados no SNS, o mais recente, a grávida que morreu no Hospital Amadora-Sintra, e as contradições que se sucederam relativamente ao caso. Fontes próximas do governo ouvidas pelo Observador recusam a saída de Ana Paula Martins. O primeiro-ministro mantém para já a confiança na ministra, mas dá também já um prazo para uma reavaliação. Miguel Gato.

Ana Paula Martins deve manter-se no cargo pelo menos durante mais um mês. Em dezembro vai ser feita uma nova avaliação. A ministra da Saúde vai ter uma oportunidade para decidir se tem ou não condições políticas e anímicas para continuar. Até lá, Ana Paula Martins mantém a intenção de lançar uma nova lei de bases da saúde. A ministra está cansada, mas fontes ouvidas pelo Observador afirmam que é uma mulher forte e com profundo conhecimento do setor da saúde e que, por isso, o primeiro-ministro Luís Montenegro não a vai dispensar.

Sinto que, Miguel, há dúvidas sobre o efeito que teria uma demissão nesta fase.

Várias fontes do PSD ouvidas pelo Observador afirmam que não faria qualquer sentido trocar de ministro da Saúde à entrada para o inverno. Dizem que seria o mesmo que trocar de ministro da Administração Interna em plena época de incêndios. Os mesmos sociais-democratas lembram que o orçamento do Estado acaba de passar no Parlamento, pelo que não faz sentido falar numa remodelação. E quem conhece Luís Montenegro garante também que o primeiro-ministro não vai ceder a pressões externas, apesar de o governo reconhecer que neste momento a situação na saúde é complicada.

Miguel Gato, com a pressão em torno da ministra da Saúde, a oposição pede demissão, sendo que Ana Paula Martins também já tem sido muito criticada por vários representantes do setor da saúde. E o estado da saúde em Portugal vai ser também o tema do Explicador desta manhã, com debates entre os ex-ministros da Saúde Ana Jorge e Fernando Leal da Costa. Passamos para a educação. Os professores ainda não receberam o subsídio de deslocação nem o pagamento das horas extraordinárias. Os diretores escolares garantem que ainda não tiveram autorização para processar os pagamentos. Estas foram duas medidas que o Ministério da Educação anunciou como estratégicas para reduzir o número de alunos sem aulas, mas um mês depois do governo ter anunciado que os professores podiam pedir esse apoio, ainda não avançaram. É o que dá conta esta manhã o Jornal de Notícias. Os diretores escolares afirmam que têm tudo pronto, mas que ainda não receberam luz verde para avançar com os pagamentos. Em causa está o alargamento do subsídio a todos os docentes colocados a mais de 70 km de casa e também o pagamento das horas extraordinárias. Os subsídios variam entre os €150 e os €450. Também hoje, o movimento Missão Escola Pública denuncia que há mais de 100 mil alunos sem professores, numa altura em que o primeiro período vai a maio. Os agentes da PSP estão a fazer a esta hora um protesto no Aeroporto Lisboa. Querem chamar a atenção para a falta de condições da profissão e, Carla, preveem um grande impacto nas operações. Os agentes estão a fazer um plenário que começou há uma hora, vai durar toda a manhã, sendo que hoje é o dia com o maior número de voos de e para fora do espaço Schengen, o que pode dar origem a vários constrangimentos no Aeroporto de Lisboa. O repórter João Lourenço está desde cedo no Aeroporto Humberto Delgado. João, qual é a adesão a este protesto?

Pelo menos até às 07h30 eram cerca de 100 polícias que estavam reunidos nesse plenário. Esses resultados do plenário devem surgir por volta das 10h e depois disso vão entregar alguns panfletos aqui na zona de chegadas do Aeroporto de Lisboa com algumas frases em português, francês e também em língua inglesa, a dizer: "O governo português desvaloriza os profissionais da polícia de segurança pública, tratando-os como polícias low cost". É a frase que esta associação sindical dos profissionais da polícia tem para dar às pessoas que passam aqui pelo Aeroporto Humberto Delgado, para além de deitar culpas para o governo. O dirigente do sindicato, Paulo Santos, atira também culpas para a gestora destes aeroportos, para a ANA.

Estruturalmente, aquilo que é a política praticada pela ANA, do ponto de vista da sua materialização, não oferece as condições necessárias para que os profissionais da PSP possam desenvolver a sua missão. Por quê? Porque estamos a falar numa dimensão pequena para aquilo que é a ambição que a ANA tem do ponto de vista comercial, e isso depois sobrecarrega os profissionais da PSP e acabam por ser estes os culpados por aquilo que corre mal quando há filas, quando há constrangimentos e quando há impactos negativos nas populações ou nos turistas.

Paulo Santos a dizer que a ANA não dá espaço à PSP para trabalhar em alguns pontos estratégicos de supervisão do aeroporto e, para terminar, e até para as pessoas que estão agora a dirigir para o aeroporto ou também que vêm aqui buscar familiares, trabalhadores, alguns amigos, os efeitos deste plenário não conseguem ser visíveis a olho nu, ou seja, estes atrasos, estas complicações são em alguns pontos estratégicos, são não só no embarque, neste caso, na revisão das bagagens e também nessa inspeção de alguns passageiros e também na entrega de bagagens. Ou seja, estes constrangimentos vão marcar estas viagens aqui no Aeroporto de Lisboa até às 11h, principalmente essas viagens para fora do espaço Schengen. As medidas que vão ser anunciadas por parte desta associação sindical estão previstas para às 10h.

Aguardaremos então por essas propostas, essas medidas apresentadas pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia. O João Lourenço vai continuar a acompanhar este plenário, quando os agentes da PSP dizem que estão exaustos e desmotivados. São 8h07, Carla. Antes do Momentos de Glória, que outras notícias estão em destaque a esta hora? Voltamos à saúde. O novo presidente do INEM assume hoje funções. Luís Cabral sucede a Sérgio Janeiro, isto numa altura em que o INEM está envolto numa nova polêmica. Em causa, o transporte de um bebê em estado crítico de Faro para Lisboa. O INEM disse inicialmente que o bebê teve de ir de ambulância porque o helicóptero Bolé não podia voar por causa do mau tempo e não por falta de material, como noticiou a CNN. Agora, num novo comunicado, o instituto confirma que, afinal, o helicóptero ficou inoperacional no sábado à tarde. O INEM diz que, de qualquer maneira, o helicóptero não podia voar por causa do mau tempo. Manuel Pizarro declara o apoio a Henrique Gouveia e Melo nas eleições presidenciais. O ex-ministro da Saúde do PS considera que o almirante é o candidato mais qualificado. O apoio foi anunciado ontem à noite. Pizarro apareceu ao lado de Gouveia e Melo num evento no Porto. O socialista contraria assim o apoio dado pelo PS a António José Seguro. Começa daqui a uma hora a recontagem de votos numa secção da freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa. Esta recontagem relativa às eleições autárquicas foi pedida pela CDU. É essencial para a atribuição de um lugar de vereador na Câmara de Lisboa, que vai ser ou para o Chega ou para a CDU, que estão separados por apenas um voto.