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O Ministério Público quer saber como é que Luís Montenegro pagou a construção da casa de Espim. Há indícios de fraude fiscal, mas fonte próxima do primeiro-ministro diz que a casa foi paga com rendimentos do trabalho, através de cheques e transferências.

Trata-se de uma nova investigação, a terceira relacionada com o primeiro-ministro. Este novo inquérito foi noticiado pelo Expresso, confirmado ao Observador pela Procuradoria-Geral da República. Foi aberto em 2025 por indícios de fraude fiscal. Em causa estão as alegadas discrepâncias em torno do valor da construção da casa, como explica o redator principal do Observador, Luís Rosa.

Houve um facto que tem relevância no processo e houve outro facto que é público. Ou seja, um dos empreiteiros, porque esta casa foi reconstruída, de acordo com as informações que temos, por três empreiteiros. Um dos empreiteiros, o empreiteiro que edificou a casa, disse que o custo total da reconstrução da casa andava em torno dos €215 mil. Ora, Luís Montenegro disse ao Expresso, em 2025, que a casa teve um custo total de €637.239,59.

Portanto, há aqui uma diferença grande entre duzentos e tal mil e seiscentos e tal.

Essa discrepância está a ser investigada.

As explicações do redator principal do Observador, Luís Rosa, hoje na história do dia. Fonte próxima do primeiro-ministro garante que todos os pagamentos relacionados com a obra estão devidamente documentados e são rastreáveis. Terão sido pagos com rendimentos de trabalho, através de cheque e de transferência bancária, e podem ser reconstituídos com a quebra do sigilo bancário.

Este é o artigo que faz manchete, é a história no nosso site e é também o tema da história do dia, que já está disponível em podcast. O governo admite o cenário de déficit nas contas por causa das tempestades que atingiram o país nas últimas semanas. A hipótese, Carla, ganha cada vez mais força.

É assim, o governo tem admitido publicamente a possibilidade de vir a abdicar do excedente orçamental e de voltar aos déficits para responder aos prejuízos causados pelas tempestades. Agora, ao Observador, uma fonte do governo é mais taxativa e diz não ter grandes dúvidas. O país vai mesmo voltar aos déficits. Esta fonte desabafa que é muito difícil que isso não venha a acontecer e este cenário pode obrigar a um orçamento retificativo a ser aprovado mais tarde no Parlamento.

Mas o secretário-geral do PS acredita que é possível dar resposta às populações afetadas pelo mau tempo sem pôr em causa a estabilidade das contas públicas.

É o que diz a entrevista à RTP. José Luís Carneiro lembra que o governo conta com o apoio da União Europeia para avançar com os apoios.

A União Europeia já deu uma grande ajuda. Foi considerar que estes apoios são tomados de uma vez só. Ou seja, são apoios que não têm caráter duradouro e estrutural na despesa pública e, portanto, decidiu exceptuar todos estes apoios do perímetro orçamental, o que significa que é uma almofada, é uma garantia que o governo tem e, portanto, eu diria que o governo tem condições para manter a estabilidade das contas públicas, manter os objetivos em relação ao déficit orçamental e também ainda em relação à dívida pública.

O secretário-geral do PS explica que vai ouvir o que tem Luís Montenegro a dizer sobre este assunto, mais logo, no debate quinzenal no Parlamento, que acontece depois de adiamentos, também por causa das tempestades. José Luís Carneiro garante que não será pelo PS que vai faltar apoio no orçamento para famílias e empresas afetadas pelo mau tempo.

O debate quinzenal na Assembleia da República arranca às 15h. Pode ser acompanhado em direto numa emissão especial aqui na Rádio Observador. Os Estados Unidos podem atacar o Irão este sábado. Donald Trump ainda não terá tomado uma decisão final, mas há movimentações na base das Lajes.

Esta notícia do possível ataque é avançada pela CBS, que indica que o exército norte-americano está pronto para atacar o Irão a partir deste fim de semana. Mais de uma dezena de aviões norte-americanos estão, entretanto, estacionados nas Lajes, nos Açores, tal como já tinha acontecido em junho, quando os Estados Unidos também atacaram o Irão. Em causa estão as exigências de Donald Trump para que o país suspenda o programa nuclear. Entretanto, Teerão emitiu um aviso internacional de lançamento de foguetes e ordenou o encerramento de parte do espaço aéreo durante esta madrugada.

Na análise, o historiador Bruno Cardoso Reis considera que as movimentações na base das Lajes mostram que um ataque já está a ser preparado.

Foi esta manhã, no Gabinete de Guerra. Bruno Cardoso Reis destaca a importância das bases europeias, como as Lajes, para o poderio e a estratégia norte-americana. O historiador diz mesmo que um ataque pode estar já a ser preparado face a estas movimentações.

As forças americanas estão, no fundo, a criar as condições para poderem levar a cabo esse ataque se o presidente norte-americano assim decidir. Indica que é muito mais realista essa possibilidade. Portanto, não é simplesmente uma ameaça retórica, é uma ameaça que se está a concretizar no terreno. Duvido muito que alguém saiba, mesmo aqueles mais próximos de Donald Trump, porque é realmente um presidente, como sabemos, muito dado também a mudanças. Agora, o que eu acho que isto realmente mostra, com toda a certeza, é a importância absolutamente crucial da base das Lajes para a projeção de poder.

A análise de Bruno Cardoso Reis, que reforça que Donald Trump é um presidente imprevisível e que por isso ainda pode mudar de posição. Considera também que Israel deve ficar preocupado com estas movimentações militares. Em caso de ataque, Bruno Cardoso Reis acredita que o Irão pode retaliar contra as bases em território israelita. Já do lado da Rússia, o ministro dos Negócios Estrangeiros alerta para um possível incidente nuclear no caso de um ataque norte-americano.

São agora 08h07, Carla. Antes dos Momentos de Glória, que outras notícias marcam esta manhã de quinta-feira?

O secretário-geral da CGTP critica o governo por ter sido excluído das negociações sobre o novo pacote laboral. Em entrevista à SIC ontem à noite, Tiago Oliveira acusa o Executivo de remover os trabalhadores da discussão. Foi marcado um novo encontro para a próxima segunda-feira, com a UGT a dizer que desta vez vai estar presente. A APAV apoiou mais de 18500 vítimas em 2025, a maioria por crimes de violência doméstica. É um número que aumentou 40% nos últimos seis meses. Os novos dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apontam para 35 mil crimes só no ano passado, sendo que a violência doméstica representa 74% do total dos crimes. Se olharmos para o perfil das vítimas, 75% são mulheres com uma idade média de 37 anos. Um jovem acusado de ter incentivado massacres nas escolas no Brasil, incluindo um em que morreu uma adolescente, vai começar a ser julgado hoje no Tribunal da Feira, distrito de Aveiro. O arguido está em prisão preventiva desde que foi detido em maio de 2024. É acusado de crimes, incluindo homicídio qualificado e tentativa de homicídio. O jovem é suspeito de liderar um grupo de uma rede social em que incitava adolescentes à prática com transmissão em direto de atos violentos contra si próprios, outras pessoas e animais de estimação.