A União Europeia (UE) passará a dispor, a partir de quinta-feira, de um novo alerta para permitir a países terceiros a partilha em tempo real com o bloco europeu de informações sobre suspeitos de terrorismo ou de criminalidade grave.
Em comunicado, a Comissão Europeia referiu que este novo alerta permitirá que o Sistema de Informação de Schengen (SIS) passe a ter “capacidades reforçadas para combater o terrorismo e a criminalidade organizada grave”, ao disponibilizar em tempo real informações partilhadas por países terceiros e organizações internacionais.
Com o apoio da Europol (a agência da UE para a Cooperação Policial), os Estados-membros poderão assim passar a introduzir no SIS “informações fiáveis recebidas de parceiros externos”, explicou o executivo comunitário.
“Tal inclui informações sobre combatentes terroristas estrangeiros, suspeitos em investigações de crimes graves e pessoas suspeitas de atividades terroristas. Com base no exposto, os Estados-membros podem emitir uma indicação de informação”, indicou ainda a Comissão Europeia.
O executivo comunitário afirmou que este novo alerta irá ajudar os guardas fronteiriços e os agentes da polícia em toda a UE a detetar criminosos e terroristas com maior eficácia e “facilitará a cooperação entre as autoridades responsáveis pela aplicação da lei”.
Citado no comunicado, o comissário europeu com a pasta dos Assuntos Internos, Magnus Brunner, sublinhou que “a segurança da Europa é tão forte como a informação que lhe está subjacente”.
“Os alertas sobre suspeitos de terrorismo e de criminalidade organizada, agora partilhados pelos nossos parceiros internacionais, significam que os guardas fronteiriços e os agentes da polícia, desde as nossas fronteiras externas até às ruas das nossas cidades, podem agir contra uma ameaça antes de esta causar danos”, frisou.
Por sua vez, a vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Segurança, Henna Virkkunen, afirmou que os terroristas “não param nas fronteiras” da UE e, com este novo alerta, o bloco dos 27 garante que a informação necessária para os deter cruza igualmente fronteiras.
“Com esta atualização do SIS, a UE colmata uma importante lacuna em matéria de partilha de informações”, destacou.