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São 8 horas. Edição das 8 com José Rafael Lopes. O PS está reunido em Viseu e hoje é o segundo dia de Congresso do Partido Socialista.

Os trabalhos são retomados quando forem 10h da manhã. Este segundo dia do Congresso Nacional do Partido Socialista vai ser dominado pela apresentação da moção global de estratégia do líder reeleito, José Luís Carneiro, e pelo fim do prazo para a entrega das listas aos órgãos nacionais. Ontem, José Luís Carneiro partiu para o ataque no discurso da sessão de abertura. Já vamos escutar o líder do PS, mas à chegada a Viseu, falou sobre o artigo de Cavaco Silva no "Expresso". O antigo presidente da República escreveu que Luís Montenegro precisa de uma forte determinação e coragem política. Palavras que, para José Luís Carneiro, assentam que nem uma luva ao governo.

Li com muita atenção e julgo que, de facto, como disse o Primeiro-Ministro, assenta mesmo que nem uma luva no governo, porque disse duas coisas muito importantes: que o governo não reforma e, em segundo lugar, que o governo está a necessitar de refletir sobre se quer ou não cair para a extrema-direita. Julgo que tem duas mensagens que o governo-

José Luís Carneiro, na chegada a Viseu para este congresso do Partido Socialista, o primeiro desde que foi reeleito secretário-geral. No discurso de abertura, José Luís Carneiro apontou ao Primeiro-Ministro, deixou avisos sobre o caminho que Luís Montenegro quer escolher, mas também, Carlos Pedro, deixou alguns recados internos.

Oito meses depois de assumir a liderança do partido, com feridas das últimas legislativas e uma semana após ver essa liderança reforçada, José Luís Carneiro quis deixar uma mensagem para fora.

No momento em que muitos questionavam o nosso futuro, no momento em que muitos determinavam o nosso declínio, caras e caros camaradas, afinal, estamos vivos!

Vivos e prontos para o combate, incluindo o próprio secretário-geral, que apontou baterias ao Primeiro-Ministro. A Luís Montenegro volta a pedir que escolha entre o PS e o Chega.

Cabe ao governo decidir se quer a via da moderação, em que poderá contar com o PS, ou se prefere capitular perante a demagogia e o populismo.

Diálogo com o governo, que acusa de falta de humildade democrática, o mesmo diálogo que não vai impedir o PS de ser oposição sem bloqueios. Sem bloqueios, mas se o tema for o Tribunal Constitucional, o líder dos socialistas admite que se tiver que dizer não, dirá não.

Há linhas que não se negoceiam. A Constituição não se relativiza. A democracia não se instrumentaliza. Se tentarem desfigurar os equilíbrios do nosso sistema democrático, começando por tentar desequilibrar o Tribunal Constitucional, ouvirão da nossa parte um rotundo não. Não, não podem ofender esses valores fundamentais.

Dentro do partido há quem esteja desconfortável com a ideia de que o PS é um parceiro do Executivo, apontam alguma indecisão nas opções de José Luís Carneiro e o tema até vai ter direito a uma moção setorial neste congresso. Sem se colar ao governo, o líder do PS manda uma mensagem também para dentro do partido.

Um partido que quer governar o país tem de começar por saber unir-se a si próprio. Quem quer unir lá fora, tem que saber começar por manter-se unido cá dentro.

No arranque deste congresso, Carneiro falou de habitação, saúde e política externa, com foco na guerra no Irão. O socialista apontou o dedo às medidas insuficientes do governo.

O governo tem o dever de agir e não, como fez ainda hoje, agir de forma incompleta e insuficiente para responder ao aumento do custo de vida.

José Luís Carneiro, no arranque deste congresso número 25 do PS em Viseu, terra onde os socialistas venceram pela primeira vez nas últimas eleições autárquicas.

É um trabalho do jornalista Carlos Pedro com os destaques do discurso de abertura de José Luís Carneiro no Congresso do Partido Socialista. Os trabalhos são retomados esta manhã, a partir das 10h.

E vamos estar com especial atenção a este congresso ao longo deste fim de semana aqui na Rádio Observador. Em Leiria, depois do período de tempestades, o Ministro da Educação diz que é preciso aprender a lidar com a adversidade.

Fernando Alexandre admite que nunca nenhum país está preparado para algo que nunca aconteceu, isto numa referência às tempestades que afetaram Portugal no início do ano. No entanto, o ministro diz que é preciso desenvolver competências para lidar com a adversidade, não só com as cheias, mas também com outras catástrofes, como incêndios ou sismos. Fernando Alexandre diz que é preciso preparar as pessoas, mas sublinha que para tal é preciso que o Estado crie condições para que tal aconteça.

E o autarca de Leiria pede ao IPMA para analisar as previsões que fez antes da depressão Christine.

Com o objetivo de melhorar os modelos de previsão, é um pedido do próprio presidente da Câmara Municipal de Leiria. Gonçalo Lopes diz que toda a gente se recorda dos avisos do IPMA no dia 26 e 27 de janeiro, quando anunciaram as tempestades e que essas previsões acabaram por ser pouco eficazes. Gonçalo Lopes sublinha, por isso, que é preciso um IPMA capaz e com mais meios.

Na atualidade internacional, estão convocadas para hoje mais de 3 mil protestos contra a administração de Donald Trump.

As manifestações acontecem sob o lema "No Kings", não há reis, e são organizadas por vários movimentos e grupos de ativistas. São esperadas milhares de pessoas em várias cidades norte-americanas. Em comunicado, os organizadores deste protesto dizem que o presidente Donald Trump julga ter poder absoluto e pretendem lutar contra o caos, a corrupção e a crueldade. Estas manifestações vão, ainda assim, além da fronteira norte-americana. Estão previstas manifestações também em vários países europeus, incluindo Portugal, sendo mais fortes, esperadas manifestações mais fortes em Espanha, na Suíça e no Reino Unido.

Donald Trump, que se referiu ao Estreito de Ormuz como Estreito de Trump e garante que o Irão está desesperado para chegar a um acordo.

São declarações em Miami, num discurso, Donald Trump referiu-se à NATO para dizer que a organização não ajuda os Estados Unidos. Sobre a economia, o presidente norte-americano afirma que vai disparar depois do final da guerra. No entanto, avisa que os Estados Unidos ainda têm mais de 3500 alvos a atingir no Médio Oriente. O presidente norte-americano revelou ainda que o Irão enviou oito petroleiros para os Estados Unidos como sinal de que estão dispostos a negociar e, em tom sarcástico, alterou desta forma o nome do Estreito de Ormuz.

"They said: 'We're going to send you eight ships of oil.' And then they actually said: 'We're going to add an extra two.'"

"O Irão disse-nos que ia enviar oito petroleiros e depois eles disseram que iam adicionar mais dois e passámos a ter 10 petroleiros. E apenas aí é que as pessoas perceberam que estávamos mesmo a negociar. E estamos a negociar, mas eles têm de abrir o Estreito de Trump. Ai, quer dizer, o Estreito de Ormuz. Peço desculpa, que erro terrível. As fake news vão dizer que eu errei, mas eu não erro. Comigo não há acidentes."

"The fake news will say: 'He accidentally said...' There's no accidents with me, not too many."

Donald Trump, em declarações num comício em Miami. O presidente norte-americano diz ainda que as relações entre a Arábia Saudita e Israel têm de ser restauradas também depois do fim da guerra no Irão.

No conflito, o exército de Israel diz ter detetado o lançamento de um míssil proveniente do Iémen.

A confirmar, trata-se do primeiro ataque lançado a partir deste país num mês de guerra entre os Estados Unidos e o Irão, com intervenção de Israel. As forças israelitas afirmam que os sistemas de defesa antiaérea estão em ação para interceptar todas as ameaças. Para já, o Iémen ainda não se pronunciou sobre se atacou ou não território israelita. No passado, os Houthis, que controlam grande parte do Iémen, levaram a cabo ataques contra Israel e navios comerciais no Mar Vermelho durante a guerra entre Israel e o Hamas palestiniano em Gaza, entre 2023 e 2025. Ainda no Médio Oriente, um ataque iraniano contra uma base na Arábia Saudita feriu pelo menos 12 militares dos Estados Unidos. Dois deles estão mesmo em estado grave. É o que se pode ler nas agências internacionais de notícias. O ataque contra a base aérea foi levado a cabo com pelo menos um míssil e vários drones. Os soldados encontravam-se no interior de um edifício da base no momento do ataque. Desde o início do conflito, 13 militares norte-americanos foram mortos, mais de 300 já ficaram feridos.

E Zé, o dia ainda está a começar, mas este aviso pode ser dado a qualquer altura do dia. Hoje vai mudar a hora.

Quando bater a 01:00 de domingo, os relógios adiantam uma hora, passam a ser 02:00. Começa oficialmente o horário de verão. Os dias ficam maiores, o sol nasce mais cedo, põe-se mais tarde. Nos Açores, esta mudança acontece uma hora mais cedo. Quando for meia-noite, passa a ser 01:00. O atual regime de mudança da hora é regulado por uma lei comunitária do ano 2000 e prevê que todos os anos os relógios sejam adiantados e atrasados no último domingo de março e no último domingo de outubro. Isto para maximizar o aproveitamento da luz solar. E há aqui ainda um ponto que é muito importante, João.

Para nós, que acordamos cedo e que vamos acordar cedo amanhã, é menos uma hora de sono. Por isso, a não esquecer, esta noite vai dormir menos uma hora. À 01:00 de domingo, os relógios vão avançar uma hora e passam a ser 02:00.