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Notícias . E começamos este jornal das 8, Carla, com o Ministro da Educação. Concorda com o primeiro-ministro, Fernando Alexandre afirma que é óbvio que existiram resistências nas escolas à reforma da digitalização dos exames nacionais.
Luís Montenegro chegou a dizer que o governo avançava com reformas, apesar das resistências que existiam em alguns professores que não concordavam com o processo de digitalização das provas. Em entrevista ontem à noite à RTP, o ministro da Educação replica as palavras do primeiro-ministro, dá exemplos dessas resistências dentro do ministério, mas diz também que Montenegro não quis responsabilizar os professores pelos erros na correção dos exames nacionais.
O senhor primeiro-ministro não disse isso dessa maneira, eu não ouvi as palavras do senhor ministro, não fiz essa leitura e sei bem qual é o pensamento dele. O que nós sabemos é que obviamente estamos a fazer uma grande reforma e uma reforma com esta amplitude, modéstia à parte, ninguém se atreveu a fazer, precisamente porque ela tem riscos, obviamente, há resistências. Nós reduzimos em mais de 40% os cargos de direção superior, é disso que estamos a falar. Nós aqui estamos a fazer uma reforma que resulta da identificação de fragilidades do sistema, de redundâncias. Veja uma coisa, eu tinha três direções-gerais para os recursos humanos e nenhuma delas me conseguia dizer qual é o número de professores correto.
Nesta entrevista à RTP, o ministro da Educação considera ainda que houve demasiado alarmismo no que toca ao processo de digitalização dos exames nacionais, apesar do que correu mal, do atraso, dos erros na divulgação das classificações. O ministro entende que houve um ruído desnecessário e volta a garantir que nenhum aluno vai sair prejudicado.
Há uma certeza que eu tive desde o início do processo, é que no final os alunos poderiam ter a nota correspondente ao trabalho que fizeram durante o seu percurso escolar. Por quê? Porque os exames estiveram sempre guardados em segurança nas instalações da Imprensa Nacional da Casa da Moeda. E, por isso, fato, houve um alarmismo exagerado, porque os exames existem, estão guardados, estão protegidos e todas as situações que têm vindo a público e que nós tornamos sempre muito transparentes, de incorreções, de erros, de desconformidades que resultam de várias dimensões, têm vindo, podem ser corrigidas e vão ser corrigidas.
Fernando Alexandre revelou que até ao momento foram relatados 680 casos de anomalias nas notas e nas correções, e isto no universo de mais de 200 mil provas. O ministro da Educação diz manter condições para continuar no cargo, admite sair apenas se a auditoria, que ainda não começou, ditar que houve erros políticos no processo de digitalização dos exames nacionais.
E agora o caso Luís Neves. É uma notícia que está em destaque no site do Observador. Há advogados ligados ao processo do atrelado de droga que dizem que pode estar em causa a validade da prova quando começar o julgamento.
A movimentação do atrelado que viajou das instalações da Marinha, no Seixal, para a empresa do empreiteiro João Carvalho, em Barcelos, pode comprometer a chamada cadeia de custódia de prova. Todos os procedimentos legais têm de ser protegidos e salvaguardados para evitar qualquer adulteração ou contaminação. De acordo com vários advogados consultados pelo Observador, essa garantia pode ter ficado comprometida a partir do momento em que o atrelado, apreendido pela PJ, viajou para o norte do país. Essa movimentação, de resto, está a ser investigada num novo processo pelo DIAP regional de Lisboa e promete marcar o arranque do julgamento dos 19 arguidos, que ainda não tem data marcada.
Ainda sobre este caso, André Ventura volta a admitir uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Administração Interna, por causa destes casos que envolvem Luís Neves.
Foi em entrevista à Sic Notícias. O presidente do CHEGA diz que o caso chegou a contornos inadmissíveis.
Neste momento, a PJ, que é uma instituição altamente credível, tem a imagem comprometida. E tem a imagem comprometida por causa da atuação de Luís Neves e por causa da atuação de um ministro que tutelou a polícia.
E se ele se demitir, a imagem da Polícia Judiciária fica boa, é isso?
A investigação vai ter que continuar, mas as pessoas sentiram que há consequência, que há credibilidade e que tem que haver outro ministro da Administração Interna. Admitimos a possibilidade de uma comissão parlamentar de inquérito se o governo e Luís Neves insistirem em não dar explicações que de outra forma não podem ser dadas.
André Ventura a admitir que pode vir a pedir uma comissão parlamentar de inquérito ao caso que envolve Luís Neves. O presidente do CHEGA quer mais explicações do ministro da Administração Interna.
O secretário-geral do PS impõe condições para a negociação do orçamento do Estado com a AD. José Luís Carneiro diz que os valores constitucionais e a segurança das pensões vão definir a posição dos socialistas durante a discussão do documento.
O líder do PS afirma que neste momento está tudo em aberto e que vai aguardar pela apresentação do documento, mas a entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença define estas prioridades, apesar de dizer que também não tem linhas vermelhas. José Luís Carneiro revela que ficou de conversar com o primeiro-ministro ainda este mês ou em setembro. Em cima da mesa, diz Carneiro, estão matérias como a segurança, a defesa e também o orçamento do Estado do próximo ano. Nesta entrevista, José Luís Carneiro avisa ainda o governo que é inegociável remover os limites materiais à alteração da Constituição.
Vamos ainda neste jornal outras notícias que estão a marcar a atualidade.
Está em fase de resolução o incêndio em Elizô, no distrito de Vila Real. É a informação que consta do site da Proteção Civil. No terreno continuam a esta hora cerca de 450 operacionais. Realiza-se hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa, o velório de Luís Represas. O velório é aberto ao público entre às 16h até às 22h30. Já o funeral, amanhã, é reservado à família. Luís Represas morreu ontem aos 69 anos. O governo deve discutir hoje em Conselho de Ministros a criação de juízos especializados em imigração e proteção internacional e também o fim da concentração dos processos contra a AIMA, em Lisboa. De acordo com o Jornal de Notícias, o Executivo pretende tornar estes processos mais rápidos. A medida há de constar do Plano Nacional de Integração de Imigrantes, que deve ser apresentado até ao final do verão. Mais uma noite de troca de ataques entre Estados Unidos e o Irão. O Comando Central Norte-Americano diz ter atingido alvos militares iranianos. Já a Guarda Revolucionária do Irão diz que atingiu bases militares dos Estados Unidos na Jordânia.
Carla Jorge Carvalho com o Jornal das 8, traz mais notícias às 20h30.