Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vamos ao Jornal das Nove. Jornal das Nove que tem edição do Luís Soares. Luís, está convocada uma greve nacional de médicos nos dias 24 e 25 deste mês. A FNAM acusa o governo de agravar o caos instalado no SNS.

A presidenta da Federação Nacional dos Médicos, Joana Bordalo e Sá, explica à Rádio Observador que a paralisação é convocada devido à total ausência de soluções por parte do Ministério da Saúde para a melhoria das condições de trabalho.

Nós continuamos pressionados a ter que fazer horas suplementares para além dos limites legais, com equipas cada vez mais reduzidas e com irregularidades no respectivo pagamento. Por outro lado, nós estamos a assistir a um atraso e atropelos nos concursos da contratação dos novos médicos no Serviço Nacional de Saúde. A FNAM tem apontado as várias soluções capazes de atrair mais médicos para o SNS. Isso passa absolutamente por salários-base que sejam justos e condições de trabalho dignas. Portanto, o que nós defendemos aqui é que haja uma negociação que fosse séria e seria prioritária a valorização das grelhas salariais. Depois temos outras soluções que passam pelo regresso às 35 horas de trabalho, às 12 horas de urgência em serviço de urgência, a reintegração dos médicos internos na carreira.

Para além dos dois dias de greve, está também convocada uma manifestação para o dia 24 de setembro, o primeiro desses dois dias de paralisação, uma manifestação em frente ao Ministério da Saúde. Joana Bordalo e Sá apela à população em geral para que participe nesta concentração que vai decorrer no primeiro dia de paralisação.

O Ministério da Saúde, Ana Paula Martins, está a retroceder em toda a linha e o que nós assistimos é a um Serviço Nacional de Saúde depauperado de médicos, que tem condenado as grávidas a correr centenas de quilómetros. Por outro lado, nós continuamos a ter 1,6 milhões de utentes sem médico de família e os médicos de saúde pública também escasseiam em todo lado para as funções necessárias.

É por isso que também estão a convocar a população em geral para participar na manifestação do dia 24?

Exatamente, até porque o Ministério da Saúde, Ana Paula Martins, tem escalado o conflito com os vários intervenientes em todo o ecossistema do Serviço Nacional de Saúde, do INEM às administrações hospitalares, aos outros profissionais de saúde e aos próprios utentes.

A presidenta da Federação Nacional dos Médicos, Joana Bordalo e Sá, entrevistada pelo jornalista da Rádio Observador, António José Soares. A FNAM convocou essa greve nacional de médicos para 24 e 25 de setembro, também a manifestação em frente ao Ministério da Saúde queixa-se, por exemplo, de pressão sobre os médicos para fazer horas suplementares, além dos limites legais e também de problemas nos concursos de contratação para o Serviço Nacional de Saúde.

E o relatório da Inspeção-Geral de Finanças às contas da TAP admite as suspeitas de crime na privatização da companhia aérea em 2015.

Estes são dados de um relatório enviado na semana passada ao ministro dos Assuntos Parlamentares e a que o Observador teve acesso. Este relatório da Inspeção-Geral das Finanças foi noticiado inicialmente pela SIC, conclui que David Neeleman comprou a TAP através de um contrato com a Airbus. A IGF concluiu que no âmbito da aquisição de 61% da TAP pela Atlantic Gateway, ficou acordado que além do pagamento de 10 milhões à parte pública, a empresa se comprometia a capitalizar a transportadora com prestações suplementares. A parte mais substancial dessas prestações suplementares foi efetuada com fundos obtidos da Airbus, com base num acordo celebrado entre as empresas em junho de 2015 e do qual a parte pública teve conhecimento ainda em setembro desse ano.

E esses contratos com a Airbus, Luís, foram depois transferidos para a TAP.

E com uma cláusula de penalização em caso de incumprimento do contrato, uma cláusula de valor idêntico à capitalização que a Atlantic Gateway tinha que fazer. Essas penalidades, pela falta de cumprimento da TAP, perfazem exatamente o valor das prestações suplementares de capital assumidas pela Atlantic Gateway, mas que indiretamente terão sido financiadas pelos fundos Airbus. Com este negócio, há suspeitas sobre se foi contornado o Código das Sociedades Comerciais, que impede a cedência de empréstimos ou fundos a um terceiro para que este adquira ações próprias, é o que adianta a SIC. Este relatório da Inspeção-Geral de Finanças foi pedido por Fernando Medina, quando era ministro das Finanças, por recomendação da Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP. Conclui também que esta estratégia era conhecida pela parte pública e pelo governo de Passos Coelho, no qual Maria Luís Albuquerque era ministra das Finanças, deixando claro que deve haver uma comunicação ao Ministério Público para a investigação.

E na atualidade internacional, Vladimir Putin visita hoje pela primeira vez um país membro do Tribunal Penal Internacional, desde que foi emitido o mandado de detenção.

É uma visita oficial à Mongólia e o Kremlin refere que Putin vai reunir-se com o presidente mongol para trocar impressões sobre as relações bilaterais e a cooperação. Para o especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, o facto de Putin não ser detido na Mongólia revela que não existe separação de poderes no país.

A Mongólia é parte do Estatuto de Roma, portanto, tem uma obrigação de colaborar com o tribunal. O tribunal emitiu um mandato de captura, tem a ver, no caso de Putin, com a deportação de crianças, um crime de guerra, e portanto, todos os Estados que fazem parte do estatuto devem executar esse mandato. A Mongólia não vai fazer isso. E isso diz-nos mais sobre a Mongólia do que qualquer outra coisa. Porque, por exemplo, Putin não foi à África do Sul para a Cimeira dos BRICS. Lula terá convidado Putin a ir ao Brasil para a Cimeira do G20 e Putin não vai, de certeza, ao Brasil. Por quê? Porque se for à África do Sul ou se for ao Brasil, será muito provavelmente detido. E por quê? Porque nestes dois países existe um princípio muito importante que aparentemente não existe na Mongólia, que é o princípio da separação de poderes.

Francisco Pereira Coutinho, no Gabinete de Guerra desta manhã, o especialista em Direito Internacional considera ainda que apesar da Mongólia estar a violar o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, é muito pouco provável que o país seja expulso deste estatuto.

E o Papa Francisco já aterrou em Jacarta, na Indonésia, o país com mais muçulmanos do mundo. A viagem vai ser dedicada ao diálogo entre religiões.

É a viagem apostólica mais longa de Francisco. Durante 11 dias, o Papa vai percorrer países como Indonésia, Papua-Nova Guiné, Timor-Leste e Singapura, países maioritariamente muçulmanos. Na agenda de hoje, tem apenas marcado um encontro com refugiados e também migrantes na residência do Vaticano em Jacarta. O jornalista João Francisco Gomes explica que esta é uma visita centrada no apelo ao diálogo entre religiões.

A Mongólia é parte do Estatuto de Roma, portanto, tem uma obrigação de

Há um aspecto até curioso. Durante a passagem do papa Francisco pela Indonésia, ele vai visitar a maior mesquita da Indonésia, que é também uma das maiores mesquitas do mundo. A Indonésia é um país eminentemente muçulmano, mas é uma mesquita que tem uma particularidade interessante: é uma mesquita que está unida à catedral da cidade por um túnel, que se chama Túnel da Amizade. O papa Francisco, num gesto de apelo ao diálogo entre cristãos e muçulmanos, vai visitar não só a mesquita como também esse túnel. Portanto, vai visitar esse diálogo entre um templo cristão e um templo muçulmano, que é muito significativo.

João Francisco Gomes e os detalhes da viagem do papa Francisco pelo Sudeste Asiático, uma viagem que começou hoje.

9 horas e 8 minutos. Luís, que outras notícias marcam a atualidade?

Pelo menos oito pessoas morreram em Gaza depois de um ataque das tropas israelitas contra o campo de refugiados de Jabalia. De acordo com a Al Jazeera, o ataque teve como alvo uma escola que era utilizada como abrigo para vários palestinianos. Em Zaporizhzhia, duas pessoas morreram na sequência de um ataque russo. Há ainda outros dois feridos. Esta é a região em que se situa a maior central nuclear da Europa. Na rede social, o governador local indica que durante o dia de ontem as tropas russas fizeram mais de 300 ataques contra Zaporizhzhia. A procura do novo centro de atendimento clínico de Sete Rios é menos de metade do que o esperado. No primeiro mês de atividade, foi dada resposta a mais de 1200 utentes durante todo o mês de setembro. De acordo com dados enviados às redações, foram feitos em média 40 atendimentos por dia, quando o centro de atendimento clínico tem capacidade para chegar a uma centena de atendimentos. E terminamos hoje de contar essa história de como os nazistas puseram em marcha um plano em Portugal para voltar a colocar no trono o Duque de Windsor, o rei inglês que abdicou do trono por amor.

Já estreou o último episódio de "Um Rei na Boca do Inferno". É o mais recente podcast Plus do Observador.

E durante um mês, Eduardo e a mulher estiveram em Cascais, um período marcado por várias intrigas que perduraram ao longo de décadas.

Até hoje persistem as dúvidas sobre o que se passou realmente durante o mês que o Duque de Windsor passou em Cascais. Esteve tentado a aceitar o plano dos alemães para o recolocar no trono, caso os nazistas vencessem a guerra? Ou foi apenas um peão no meio de jogadas às quais ele próprio estava alheio? Todos concordam num ponto: o Duque era indiscreto. Estava amargurado com a família e com o governo britânico por nunca terem reconhecido o estatuto real da mulher, Wallis Simpson, e não raras vezes falava demasiado em eventos sociais. Recorda Carlos Alberto Damas.

Tudo o que dizia, se ouvia, mesmo em Cascais, na piscina, ele falava, dizia confidências, contin confidências.

"Um Rapto Impossível", é assim que se chama este último episódio do novo podcast Plus do Observador.

E põe um ponto final à série narrada pela atriz Soraia Chaves, com banda sonora original de Cláudia Pascoal. O último episódio já está disponível no site do Observador e nas plataformas de podcast.