Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São 9 horas da manhã. Morreu Álvaro Laborinho Lúcio, antigo ministro da Justiça, tinha 83 anos. A notícia foi avançada pela CNN Portugal, confirmada à Agência Lusa pelo presidente da Câmara da Nazaré, de onde Laborinho Lúcio era natural. O juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça morreu esta madrugada. Vasco Maldonado Correia, Laborinho Lúcio teve uma longa carreira, quase sempre ligada ao direito, mas não só.

Álvaro Laborinho Lúcio nasceu na Nazaré em dezembro de 1941, onde na juventude foi ator amador e participou na criação do grupo de teatro da região. Mais tarde, licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e obteve o curso complementar de Ciências Jurídicas. A partir daí, desempenhou vários cargos: procurador da República junto do Tribunal da Relação de Coimbra, inspetor do Ministério Público, também procurador-geral adjunto da República, diretor da Escola de Polícia Judiciária e do Centro de Estudos Judiciários. Foi também nomeado para várias funções governativas. Com Cavaco Silva, foi secretário de Estado da Administração Judiciária e depois ministro da Justiça. Foi também deputado à Assembleia da República, presidiu à Assembleia Municipal da Nazaré, eleito como independente nas listas do PSD, e em 2003 foi ainda nomeado ministro da República para os assessores pelo presidente Jorge Sampaio. Agora, em fim de carreira, era juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça, também vogal do Conselho Superior da Magistratura e, em 2022, integrou a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças da Igreja Católica.

Vasco Maldonado Correia a recordar Álvaro Laborinho Lúcio, o antigo ministro da Justiça, morreu aos 83 anos, em casa, confirmou à Agência Lusa o presidente da Câmara da Nazaré, Manuel Sequeira. Este é um assunto que vamos desenvolver nos próximos jornais. Um ano depois da morte de Odair Moniz e na semana em que arrancou o julgamento do agente da PSP acusado de o matar, os moradores do bairro do Zambujal exigem justiça. Lamentam também que nada tenha mudado na forma como estas comunidades são abordadas pela polícia. A Rádio Observador voltou a visitar o bairro do Zambujal, onde vivia Odair Moniz, um ano depois da morte e dos desacatos que se seguiram. Os moradores pedem resposta sobre o que aconteceu exatamente no dia da morte e esperam ver a justiça funcionar. Continuam também a queixar-se da forma como são abordados pela polícia. Dizem sentir-se esquecidos pelo Estado. Nadine Soares.

No bairro do Zambujal, os cafés não têm nomes, têm alcunhas.

Quando teve, esses cafés davam sempre o nome da pessoa. Café do Dá, o Café do Tíchio.

O café que pertencia a Odair Moniz não é diferente.

Nós chamamos Dá, porque Dá em crioula é Dado, é uma pessoa que se dá às pessoas.

Agora é gerido pela família e abre poucas vezes por semana. Quando pode, é lá que Edgar Cabral passa para tomar café. Lidera a associação de moradores e lembra-se muito bem do amigo que morreu baleado pela polícia na Cova da Moura.

Quando não íamos no meu carro, íamos no dele, buscar o pão e os bolos que nós entregamos às pessoas para a nossa comunidade.

Um ano depois da morte de Odair Moniz, os moradores do Zambujal procuram viver com normalidade, mas o tema ainda pesa. É o que explica João Figueira.

As pessoas calam-se. É complicado. A gente não sabe o que aconteceu, se foi ele que foi o culpado, se foi a polícia.

E admite que a noite dá um ano atrás deixou marcas.

Eu nessa noite não dormi. Ardeu um autocarro aqui, arderam os caixotes do lixo todos.

Os moradores anseiam por respostas. Juvenal Pereira diz que quer ver a justiça a funcionar.

O bairro todo, de uma certa forma, ansioso para saber o que vai acontecer a quem fez aquilo ao homem. E havia de fazer justiça.

Pouco mudou de há um ano para cá. E na perspectiva de Edgar Cabral, o que mudou foi para pior.

Com a polícia está muita tensão maior. Temos tido a polícia aqui para fazer intervenção e sente-se que estão à espera que alguém faça algo para terem algum motivo para nos atacar.

Os moradores alertam que é preciso mais iluminação e videovigilância nas ruas. Enquanto essa ajuda não chega, a comunidade mostra-se unida numa semana que pode ser complicada para o bairro do Zambujal.

Reportagem no bairro do Zambujal, da Nadine Soares, um ano depois da morte de Odair Moniz. O julgamento do agente da PSP acusado da morte arrancou ontem. O agente insiste que tentou proteger-se na abordagem a Odair Moniz, porque garante que viu uma faca. Esta versão está envolta em contradições. O julgamento vai ser retomado no dia 29 deste mês, a próxima quarta-feira. O geógrafo e investigador Jorge Malheiros considera que no último ano a crise na habitação acentuou a segregação deste tipo de bairros e alerta que houve poucas mudanças na forma como a polícia atua perante as comunidades que lá vivem. Jorge Malheiros é professor universitário, especialista em migrações, segregação e habitação. Destaca que há um ano, esta morte trouxe para debate questões importantes, como a intervenção do Estado neste tipo de bairros ou a integração das comunidades empurradas para as periferias, devido aos preços do mercado da habitação. Ouvido agora pela Rádio Observador, o especialista lamenta que do ponto de vista estrutural, muito pouco ou nada mudou neste último ano, sobretudo a nível social.

Uma área metropolitana muito desigual, com um centro que tem um conjunto de bairros de maior qualidade, uma periferia onde tem uma classe média que em muitos casos está descontente e que acha que não tem oportunidades noutros espaços. E a manutenção de bolsas de desvantagem social, tem um quadro de potenciais tensões muito grandes, que depois com esta componente macro, que é mais desigualdade em termos gerais, e o aceitar que pode haver uma regulação mais baseada numa atitude musculada, securitária, com câmeras, etc, é potencialmente muito disruptiva

Jorge Malheiros defende um maior policiamento de proximidade, com diálogo com as comunidades e ações conjuntas no sentido de gerar o maior sentimento de segurança. O geógrafo e investigador alerta que o uso da força só acentua aquilo que descreve como a diabolização da polícia. E este é um assunto que estamos a desenvolver ao longo desta manhã com entrevistas e reportagens, um ano depois da morte de Odair Moniz e dos desacatos que se seguiram na Grande Lisboa. Dia marcado por greves que afetam sobretudo os setores da saúde e educação. E Carla, neste momento importa fazermos um ponto de situação. Esta greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços e Entidades com Fins Públicos, abrange profissionais do SNS, trabalhadores do Estado e pessoal não docente das escolas. O repórter Diogo Cordeiro está junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Diogo, que balanço é possível fazer neste momento?

As cirurgias programadas para hoje foram canceladas e o bloco ambulatório está fechado. Há uma adesão quase total a esta greve. As urgências estão a funcionar com serviços mínimos. Neste momento, o tempo médio de espera para a triagem é de 46 minutos e o tempo de espera para a primeira observação já ronda as quatro horas, em média. Em causa estão uma série de reivindicações por parte do sindicato ao governo. O dirigente sindical revela que já tentaram agendar reuniões com o executivo, mas que o esforço a nada levou. E deixa ainda críticas fortes ao governo português.

O desinteresse do governo é muito. Só quer obrigar as pessoas a trabalhar várias horas durante o dia, 14 horas, 16 horas, 18 horas. E pagamentos também não quer fazer, quer dar em tempo. Acho que isto não pode ser assim.

O Observador esteve também numa escola em Alvalade que às oito da manhã abriu os portões, mas os pais não deixaram de expressar a preocupação. Queixam-se da imprevisibilidade das instituições. Por agora, o sindicato prevê que a greve vá ter uma maior adesão à medida que o dia vá avançando.

E vamos, por isso, continuar a perceber como é que vai evoluir a participação nesta greve, aqui com o ponto de situação feito pelo Diogo Cordeiro. Amanhã está marcada uma outra greve convocada pela Frente Comum e pela Federação Nacional dos Médicos. São 9h08, a seguir o explicador sobre a demissão da administração da Carris. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora. Estamos no segundo e último dia de luto nacional em homenagem a Francisco Pinto Balsemão. As cerimônias fúnebres realizam-se hoje, com uma missa marcada para à uma da tarde, no Mosteiro dos Jerónimos. O funeral será reservado à família. O velório decorreu ontem no Mosteiro dos Jerónimos, juntou milhares de pessoas, entre figuras da política, colegas, trabalhadores e amigos. Todos prestaram homenagem ao ex-primeiro-ministro, fundador do grupo Impresa. Luís Montenegro, primeiro-ministro, que é também presidente do PSD, reforça que Pinto Balsemão é uma inspiração que vai perdurar. O menor de 14 anos, suspeito de matar a mãe, em Vagos, ficou em regime de internamento fechado, ou seja, vai ficar num centro educativo onde as saídas são estritamente limitadas e sempre sob acompanhamento. A medida de coação foi decretada pelo Tribunal de Família e Menores de Aveiro. Conhecida ontem à noite, o rapaz de 14 anos é suspeito de matar a mãe, Susana Gravato, vereadora da Câmara Municipal de Vagos. Ainda não são conhecidos os motivos. O Observador falou com vizinhos e amigos que garantem que a família era unida e afirmam que nada fazia prever esta situação. Donald Trump anunciou novas sanções contra a Rússia, que visam sobretudo duas grandes empresas petrolíferas. O presidente dos Estados Unidos fala em sanções tremendas e massivas e avisa que é uma resposta àquilo que descreve como falta de compromisso sério da Rússia em acabar com a guerra. Entretanto, Bruxelas também aprovou mais um pacote de sanções contra Moscovo. Falamos do 19º desde o início da invasão russa da Ucrânia. O Museu do Louvre, em Paris, já voltou a abrir portas depois do assalto e agora adivinhem aquilo que os turistas mais procuram. Eu sei.

O que não está lá.

Claro.

Não. Está lá.

Está? As janelas.

Ora bem. A janela partida. Sabemos que foi assim que os suspeitos, que estão ainda fugidos, entraram na galeria através de uma janela. O museu tapou a janela com uns panos pretos. Os seguranças vão pedindo às pessoas para avançar nas filas, que não parem. Ainda assim-

Tiram selfies ali.

A Mona Lisa sabe disto. A dor que te deu. Vai-se embora.

Não, é verdade. Deve estar vazia neste momento, toda a gente a olhar para a janela.