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Está cortado o trânsito no nó de Vila Franca de Xira, que dá acesso à A1 no sentido sul-norte.

É uma medida tomada por precaução, pelo risco de queda de um placar informativo. É o que confirma a Rádio Observador, fonte oficial da GNR e também da Brisa. Este corte dura desde 5h40, junto às portagens de Vila Franca, no sentido sul-norte. A GNR e a Brisa indicam que ainda não há estimativa sobre quanto tempo vai demorar até ser restabelecida a normalidade neste acesso na Autoestrada do Norte. É uma notícia que vamos continuar a acompanhar nos próximos jornais.

E os comboios de longo curso na linha ferroviária do Norte entre o Porto e Lisboa também foram suspensos ontem à noite por razões de segurança.

Estas ligações têm estado a funcionar de uma forma intermitente. Agora, de acordo com a CP, não há previsão para a retoma da circulação. A ligação fluvial da Transtejo entre as estações do Seixal e do Cais do Sodré também foram interrompidas esta manhã por causa da agitação no rio Tejo. Há empresas a anunciar medidas de reforço. Por exemplo, a TAP está a aumentar os voos Lisboa-Porto e Porto-Lisboa por causa do corte da A1.

A Proteção Civil registou cerca de uma centena de ocorrências durante esta noite, mas, Carla, nenhuma significativa.

É o que indica o comandante José Costa, da Proteção Civil, à Rádio Observador. A região Centro e a Grande Lisboa foram as mais afetadas. Ainda assim, sem ocorrências significativas a registar.

Entre a meia-noite e as 7h, verificaram-se 92 ocorrências relacionadas com a meteorologia adversa. Maioritariamente quedas de árvore, que foram 33, e também inundações, que foram 23. As regiões mais afetadas: a região Centro, com 39 ocorrências, e depois a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 37 ocorrências.

O oficial José Costa informa ainda que 10 pessoas foram retiradas de casa no concelho de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, e outras três no Minho, em Ponte de Lima, devido ao risco de derrocada. A Proteção Civil continua atenta, sobretudo, à situação nos rios Mondego e Tejo, e isto apesar da previsão de melhoria do estado do tempo para as próximas horas.

Espera-se que venha a registar alguma melhoria. Mantém-se ainda a situação de risco na bacia do Mondego, também na bacia do Tejo, devido à manutenção de caudais elevados em ambas as bacias.

Na situação mais crítica, que era a de Coimbra, não se verifica também nada assim?

Não houve aumento significativo dos caudais, embora os caudais se mantenham elevados, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente.

Ainda assim, a situação mais calma também em Coimbra, como escutamos nas palavras de José Costa, oficial da Proteção Civil, ouvido pelo jornalista Miguel Gato.

E vamos em direto precisamente até Coimbra, depois da presidente da Câmara alertar para o risco de cheias centenárias com a possível retirada de mais de 9 mil pessoas.

É lá que está o Luís Soares. E Luís, tens estado a percorrer algumas das zonas fora da baixa, em risco de cheia, mas para já não há sinal de que as pessoas estejam a ser retiradas de casa.

Não há qualquer sinal, não há autoridades, não há polícia, não há quase ninguém na rua sequer. Eu andei por três das localidades enunciadas ontem por Ana Abrunhosa, em Torres do Mondego, a Seira, Vendas de Seira e também Portela do Mondego, onde estou nesta altura, e não há qualquer sinal de que as pessoas sejam retiradas de casa. Às 9h era a hora limite que Ana Abrunhosa deu ontem para decidir se era preciso ou não retirar as pessoas das zonas mais ribeirinhas, das zonas mais perto do rio Mondego, mas aparentemente isso não vai acontecer, porque, de facto, não há qualquer movimentação nesse sentido. Em todas as zonas em que eu estive na última hora, de facto, não há qualquer movimentação, não há autoridades a fazer esse pedido. Passei por algumas pessoas que encontrei na rua e perguntei se tinha havido alguma ordem para sair e as pessoas disseram: "Não, não recebemos nenhuma ordem". Ao contrário, aqui em Portela do Mondego, onde estou neste momento, encontrei um casal aqui numa casa bem perto do rio, que apesar de não ter tido qualquer ordem para retirar, estava a colocar alguma roupa no carro. Explicaram-me que iam para uma casa que têm em Oliveira do Hospital. Não quiseram gravar comigo, mas explicaram que é apenas uma medida de precaução. Não lhes pediram para sair de casa, mas por precaução optaram por sair, pelo menos durante alguns dias, até se perceber exatamente qual é o ponto de situação. O certo é que às 9h era a hora limite para haver essa decisão de retirar as pessoas das zonas mais ribeirinhas. Até agora, isso não aconteceu. Provavelmente, já não irá acontecer, até porque o pico da cheia seria às 15h, e é preciso sempre tempo para que aconteça essa retirada de pessoas. Até agora, isso não aconteceu. Provavelmente, já não irá acontecer. De resto, também na baixa de Coimbra, onde eu andei esta manhã, está tudo normal. O Mondego vai correndo robusto, relativamente dentro das margens, pelo menos, mais ou menos como tem estado nos últimos dias. A chuva tem sido alguma, na última hora menos, muito menos na última hora, mas também importa saber como foi a noite também na zona da barragem da Agueira e se ainda chove nessa zona, porque a partir daí é que também tudo se decide e se percebe se a barragem terá que descarregar mais ou menos, e isso também influenciar o Mondego e aqui toda esta zona ribeirinha.

E, portanto, vamos ter de aguardar para perceber isso. Luís Soares traz aqui as mais recentes informações sobre os efeitos do mau tempo em Coimbra. Até ver, não se confirmam as piores previsões, mas é preciso ficar atento a um novo ponto de situação. Já e ainda em relação à Grande Lisboa, a Proteção Civil alertou também ontem à noite para a possibilidade de cheias urbanas. Contactados pela Rádio Observador, os Bombeiros Sapadores de Lisboa e os Bombeiros de Algés falam também de uma madrugada calma e sem ocorrências.

O presidente da República avisa que a reconstrução depois das sucessivas tempestades vai demorar muito tempo e pode voltar a colocar o país no vermelho.

Ou seja, com a possibilidade do regresso aos déficits. Marcelo Rebelo de Sousa alerta para os custos elevados da recuperação do país e diz que essa recuperação vai ser longa e difícil para as autarquias.

As tais infraestruturas importantes para a circulação, as pontes que caíram. Tudo isso somado exige não só mais dinheiro, mas mais tempo. Vai ser, como eu dizia ontem, praticamente a vida de muitos autarcas e uma parte importante da vida do governo nos próximos três anos ou quatro.

Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas ontem à noite, numa altura em que há uma nova atualização da situação em Coimbra, com a ajuda do repórter Luís Soares, diz que para já e nas próximas horas, não vão pedir às pessoas para que saiam de casa, uma vez que a noite correu melhor do que se esperava, mas daqui a pouco haverá uma nova reunião com um ponto de situação. São 09h08. Já a seguir o explicador com Rui Moreira, ex-presidente da Câmara do Porto e signatário de um manifesto que defende a descentralização no âmbito das tempestades. É para ouvir depois deste jornal. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque? Pedro Passos Coelho critica a resposta do Estado às tempestades, alerta para várias falhas. O ex-primeiro-ministro avisa que quando a situação acalmar, vai ser preciso fazer uma avaliação sobre a maneira como o Estado está organizado. Em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação de um livro, Passos Coelho fala em problemas que vão desde o financiamento à escolha de pessoas para os cargos. O Ministério Público abriu um novo inquérito sobre a casa de Luís Montenegro, em Espinho, à suspeita de fraude fiscal. Em causa está uma possível discrepância entre os custos da construção e aquilo que foi declarado. A informação é avançada pelo semanário Expresso. Já tinha havido um primeiro inquérito sobre a casa do primeiro-ministro, por causa de alegados benefícios fiscais indevidos, mas o processo foi arquivado em dezembro de 2024. A Conferência de Segurança de Munique arranca hoje, vai contar com mais de 60 chefes de Estado e de Governo, incluindo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Portugal vai estar representado por Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros.