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As notícias com Carla Jorge Carvalho. A Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados afirma que o bônus anunciado ontem pelo primeiro-ministro não é novo e considera que a medida não é suficiente para compensar a perda do poder de compra.
O governo anunciou ontem, no debate da moção de censura, que vai atribuir um suplemento extraordinário aos pensionistas, a ser pago em dezembro. A presidenta da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, Maria do Rosário Gama, lembra que mais de 1.400.000 pessoas recebem pensões muito baixas e explica que um apoio pago apenas uma vez por ano não responde ao aumento do custo de vida.
Viver com pensão abaixo de € 500 é um suplício. Não é viver, não é sobreviver e, para essas pessoas, seria necessário que houvesse, a partir de janeiro, um aumento estrutural nas suas pensões. Em vez de ser aquela porcentagem baixíssima que existe, era necessário que houvesse um aumento que permitisse uma vida com dignidade.
Maria do Rosário Gama, a presidenta da associação que representa os pensionistas, diz que esta medida tem sido repetida nos últimos anos. O governo volta a avançar, agora em 2026, com o apoio, mas ainda não foi divulgado o valor do suplemento, nem a porcentagem a aplicar. A presidenta da associação acredita, ainda assim, que as pessoas podem até ficar satisfeitas por receber este dinheiro, sobretudo num mês de maiores despesas, como dezembro. Além deste bônus nas pensões, o primeiro-ministro anunciou também um alívio fiscal até ao sexto escalão do IRS.
O ministro das Finanças garante que estas medidas não põem em causa o saldo orçamental e garante que, salvo algum cataclismo, 2026 vai terminar com as contas públicas equilibradas.
Foi ontem à noite, em entrevista à Sic Notícias. Joaquim Miranda Sarmento explica que só é possível avançar com estas medidas graças ao bom estado das finanças.
É óbvio que se, em novembro ou em dezembro, houver uma nova tempestade da dimensão daquela que aconteceu em fevereiro ou houver um cataclismo muito grande, obviamente que isso altera o panorama. Mas não acontecendo, e com a confiança com que sempre dissemos, em 2025, que o país teria um superávit robusto, e teve um superávit de 07, nós manteremos as contas públicas equilibradas, a redução da dívida, que é o mais importante, e a dívida continuará a descer. E apesar destas duas medidas que tomamos. Aliás, só tomamos estas duas medidas exatamente porque agora temos a confiança dos números da execução orçamental que nos permitem dar este passo.
O ministro das Finanças explica ainda que o governo preferiu apostar em dar mais rendimento aos portugueses, em vez de baixar mais o imposto sobre os combustíveis. Fala numa escolha política. Joaquim Miranda Sarmento adianta que estas medidas vão começar a ser sentidas no bolso dos portugueses a partir de novembro.
E já com os olhos postos no orçamento do Estado, o ministro da Presidência anuncia que, nos próximos dias, o governo vai começar a reunir-se com os partidos para apresentar as ideias.
O anúncio é feito por António Leitão Amaro depois do debate e da votação da moção de censura no Parlamento. Em entrevista à CNN Portugal, o ministro deixa uma questão à oposição para as negociações que se aproximam.
Se alguém quiser impor alguma dessas outras medidas, tem que dizer qual é o imposto que não desce. Designadamente, se quer prescindir da redução de IRS ou se não quer dar o suplemento aos pensionistas. Nós acreditamos nesta receita. Baixar o custo sobre o trabalho, valorizar as pensões e baixar o preço dos combustíveis através da redução dos impostos nesta medida. Quem quiser outras medidas, que nós achamos que não funcionam, não são tão boas economicamente, não valorizam o trabalho, mas tem que explicar, porque a resposta à pergunta essencial é: se há, na nossa conta, margem para trocar e para acrescentar outras medidas sobre os combustíveis em cima dessas, nós, com a informação que temos, neste momento, entendemos que não e, portanto, teria que ser não baixar o IRS.
António Leitão Amaro, em entrevista à CNN Portugal, o ministro da Presidência afirma que as contas públicas e os atuais números da economia permitem devolver dinheiro aos portugueses.
Já o secretário-geral do PS reforça que tem quatro condições para viabilizar o orçamento do Estado. José Luís Carneiro fala em questões fundamentais.
Da revisão constitucional às pensões, o líder socialista enumera estas condições e exige a resposta do primeiro-ministro.
Ele tem, publicamente, que se comprometer com o PS de que não haverá alterações à Constituição, relativamente às quais os dois partidos fundadores da democracia não estejam de acordo. Em segundo lugar, e aqui o primeiro-ministro já deu essa garantia, não se pode mexer nas pensões. E há duas outras questões: como é que se vão financiar os investimentos previstos em escolas, hospitais, centros de saúde e equipamentos sociais depois do plano de recuperação e de resiliência, na medida em que o governo deixou por executar muitos desses projetos? Por outro lado, como é que o governo vai responder às tempestades, nomeadamente nos apoios que prometeu às empresas, às famílias e às autarquias?
As condições de José Luís Carneiro, recordadas aqui em declarações aos jornalistas ontem à noite, em Palmela, depois do debate e da votação da moção de censura. O líder socialista volta a não fechar a porta à viabilização do orçamento do Estado para 2027, em nome da estabilidade, diz, mas sublinha também que quer uma resposta do governo a estas condições.
Ainda no rescaldo do chumbo da moção de censura, o editor de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, considera que o grande vencedor do debate é o primeiro-ministro.
Diz, no entanto, que o caso Luís Neves não fica por aqui. Ainda assim, Miguel Santos Carrapatoso considera que o primeiro-ministro conseguiu passar ontem ileso no Parlamento.
Monte Negro pode gritar vitória depois do dia de ontem Os problemas não acabam aqui. Já se percebeu que continuarão a sair notícias. Falta saber o que é que vão concluir as investigações sobre o Luís Neves. Falta saber o que dirá António José Seguro. Falta saber se e como é que avança a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e, portanto, há aqui uma série de circunstâncias e de condicionantes que Luís Montenegro não domina, nem tem como dominar, mas depois do dia de ontem, pelo menos conseguiu passar relativamente incólume no Parlamento.
A análise do editor adjunto de política do Observador, há instantes, aqui no "E o Vencedor É".
No Médio Oriente, a noite volta a ficar marcada por uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irão, o que, Carla, já fez disparar o preço do barril de petróleo.
Os Estados Unidos atacaram cinco petroleiros associados à Guarda Revolucionária Iraniana. Teerão retaliou com o ataque contra a base aérea norte-americana na Jordânia. Esta troca de ataques tem feito disparar o preço do barril de petróleo. O Brent já ultrapassou hoje os US$100. É a primeira vez que acontece desde julho. Na análise esta manhã, o militar Francisco Proença Garcia antecipa que este aumento do custo de vida, que se sente em todo o mundo, vai acabar por obrigar os Estados Unidos e o Irão a ceder nas negociações.
Nenhum quer ceder, mas ambos vão ter que ceder, porque senão o petróleo continua a disparar. Já se fala em chegar acima de US$120. Vejam o impacto que isso vai ter na carteira dos norte-americanos. No nosso já está a ter. Esta semana tivemos mais um aumento da gasolina e vai continuar. O impacto que isto tem em toda a cadeia de produção, em toda a logística. E eles vão ter eleições intercalares, de maneira que penso que o presidente Donald Trump tem que mostrar que está a fazer alguma coisa e que não está a obter resultados. Serve de desculpa estes bombardeamentos. Por outro lado, tem que negociar, porque senão não encontramos uma solução para o estreito e para o preço dos combustíveis.
Análise de Francisco Proença Garcia, investigador, professor catedrático, esteve esta manhã no Gabinete de Guerra.
No desporto, o Futebol Clube do Porto perdeu em casa contra o Manchester City por 2 x 0 e entrou, assim, a perder na Liga dos Campeões.
O Manchester City impôs a primeira derrota da temporada ao Futebol Clube do Porto, vencendo na jornada inaugural da fase da Liga da Champions. O avançado norueguês Haaland marcou os gols da vitória aos 47 minutos e depois aos 90 mais um. No final do jogo, o treinador do Futebol Clube do Porto afirmou que a equipa criou oportunidades, mas admite também que os erros pagam-se caro.
Acho que estivemos bem nos momentos em que tivemos que ser agressivos. Tivemos no mínimo três, quatro momentos em que recuperamos um ataque muito perigoso, que poderia ter ampliado o resultado. Acredito que também conseguimos controlar bem as situações e um contra um, no flanco. É normal que contra uma equipa deste nível e com esta qualidade, se dermos apenas um metro e meio, isso pode mudar tudo. E foi o que aconteceu hoje.
Declarações do treinador do Futebol Clube do Porto depois da derrota por 2 x 0 frente ao Manchester City. Ainda na Liga dos Campeões, o Sporting vai receber hoje o Galatasaray para o jogo de estreia nesta edição. A partida arranca às 20h, no Estádio de Alvalade. Já para o Campeonato Nacional, Benfica e Moreirense acertam hoje calendário. Vai em Moreira de Cónegos. A partida arranca às 20h45.
São dois jogos para acompanhar em direto com relato e comentários numa emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. 9/11. Já se quis o Explicador Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque.
O governo vai aprovar hoje o prolongamento dos apoios ao gasóleo agrícola até ao final do ano, bem como ajudas ao setor da pesca. É uma medida para fazer face à escalada dos preços causada pelo conflito no Médio Oriente. Há de ser aprovada hoje na reunião do Conselho de Ministros, que decorre em Bragança. A Entidade Reguladora da Saúde aplicou quase meio milhão de euros em multas no primeiro semestre do ano. É o número referente a 143 processos de contraordenação. Estes dados representam uma diminuição face aos números do ano passado. Na altura, foram registados mais de 180 processos num valor superior a €600 mil de coimas. Destaque também para a guerra na Ucrânia. Um ataque russo com drones fez esta madrugada dois mortos e vários feridos junto à fronteira da Ucrânia com a Moldávia. O governador regional de Odessa adianta que o tráfego de passageiros e veículos foi temporariamente interrompido na fronteira após o ataque, que causou também um incêndio. Durante a noite, a Força Aérea Ucraniana afirma que abateu mais de 160 drones de Moscovo.