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Este podcast tem o apoio da IKEA.
Quantas vezes já não ouviu a mítica expressão de que o barato sai caro ou é melhor gastar mais se for para durar e tantos outros comentários do gênero? Ora, o preço é muitas vezes associado à resistência, à durabilidade e à qualidade de um produto. Mas será que é mesmo assim? Neste episódio, estamos à conversa com a Cátia Carvalho, é a líder criativa da IKEA. Falamos de qualidade. Olá, Cátia, bem-vinda.
Olá, Ana.
Cátia, como é que devemos olhar para os produtos quando pensamos em renovar a nossa casa?
Devemos olhar para o estilo que queremos e que aspiracionamos ter na nossa casa, mas principalmente para a função e o uso que queremos dar a esses artigos. Que atividades é que fazemos nas nossas casas?
Certo, porque nós, por norma, pensamos tudo de forma mais global nas funções que temos nas nossas casas, mas não tanto na questão do produto. Mas o que é que define exatamente a longevidade e a durabilidade de um produto, Cátia? Tem mais a ver com a qualidade do material ou não?
Tem a ver com o uso que lhe damos, essencialmente. Qual é a sua funcionalidade. Eu diria que a qualidade, mais ainda hoje em dia, está direcionada para os vários usos que ele pode ter na nossa casa e o tempo que ele dura, independentemente da sua qualidade apenas de material.
Certo, e portanto, se nós usamos um produto durante mais tempo em várias divisões, por exemplo, justifica-se. É aí que está definida a durabilidade de um produto e não no material. Eu estava aqui a pensar numa coisa muito concreta, Cátia, porque a necessidade de descansar bem é uma coisa que eu preservo muito e, portanto, pensando na questão do colchão, é um bom exemplo desta versatilidade que o produto pode ter. Um colchão é mais do que isso.
Colchão é um exemplo fantástico, exatamente disso, de como a qualidade está diretamente relacionada ao uso. Um exemplo muito prático: uma cama de casal pode ter dois colchões individuais na mesma estrutura. Um colchão de espuma para alguém que é mais friorento, um colchão de molas para alguém que tem mais calor durante a noite. Portanto, individualizar é importante quando falamos de conforto, porque nós temos necessidades diferentes, tanto de ergonomia como físicas. É muito importante individualizar.
Ou seja, numa cama de casal, eu que sou mais friorenta, mas a pessoa que está ao meu lado, se tem mais calor, por exemplo, é possível individualizar o colchão que escolhemos, juntar dois na mesma cama e aí, o material também se traduz nessa qualidade. Por exemplo, pensando noutra divisão, pensando na sala, se alguém que nos estiver a ouvir neste momento, quer mudar a sala, por onde é que deve começar, Cátia?
Primeiro aspecto a ter em consideração é o tipo de espaço que tem. Se é um espaço quadrado, retangular, e depois avaliar as atividades que faz nesse espaço para poder escolher os artigos em função disso. Se eu passo muito tempo no sofá a ver televisão, possivelmente essas são as peças centrais da minha divisão. Mas, por outro lado, eu nem vejo televisão e gosto é de ouvir música, provavelmente a televisão não vai ganhar destaque na minha sala, nem precisa estar diretamente relacionada com o sofá. Portanto, avaliar essas premissas sobre as atividades é o mais importante. E essas atividades, não só em relação ao espaço, mas em relação a cada uma das pessoas que vive em casa.
Porque eu posso fazer uma atividade diferente de outra pessoa e portanto, temos que individualizar também isso no espaço que temos. Como é que vocês na IKEA desenham os produtos a pensar nisso?
Muitas vezes, os produtos começam a ser desenhados pela etiqueta de preço, porque ter produtos acessíveis para a maioria das pessoas é muito importante para nós. Claro, aliados a uma estética, com a forma, com a funcionalidade, a qualidade e a sustentabilidade, tanto na forma como os artigos são produzidos ou os seus materiais, mas naquilo que nos ajudam a poupar no dia a dia.
Exatamente, a forma como os usamos também. Mas este conforto e funcionalidade são essenciais nessa questão da qualidade que vocês procuram. Um objeto desenhado na IKEA pode servir para, por exemplo, uma sala, mas pode também servir para depois passar para um quarto, passar para uma cozinha, ou seja, esse objeto pode viajar pela nossa casa. Isso também é importante.
Eu diria que hoje em dia é realmente um fator importantíssimo, porque a casa passou a ser muito mais fluida. As atividades já não se centram só num espaço. Nós já não comemos só na cozinha, comemos provavelmente noutros espaços da casa. Então, como é que essa fluidez está presente no nosso espaço com os nossos objetos? Uma mesa que hoje está na sala, amanhã está no quarto, depois dá apoio no quarto das crianças, é realmente um fator muito relevante.
Portanto, vai ganhando uma nova vida, dura mais tempo e daí também é determinante este fator para a qualidade. Cátia, muito obrigada. No final do dia, é a funcionalidade dos produtos que temos nas nossas casas que nos deixa felizes. É sabermos que está tudo pensado à nossa medida e em concordância com as nossas necessidades. E a isto chamamos design democrático, de aproveitar ao máximo a nossa casa com produtos acessíveis, práticos e pensados nas nossas necessidades. Produtos que encontra na IKEA. Este podcast tem o apoio da IKEA.