Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este podcast tem o apoio da IKEA.

A criatividade não tem limites. Um produto pode ser muitas coisas e uma mesa pode ser mais do que uma mesa. E sobre tudo isto vamos falar neste episódio, sobre como os produtos devem estar numa casa para serem vividos. No centro está a virtude, mas está também o design e neste caso, versátil, confortável, útil, divertido, idealizado e criado para ser vivido com todas as potencialidades. Será que já o agarramos com este início? Esperemos que sim, porque neste episódio estaremos à conversa com a Marta Cunha Magalhães, é interior designer da IKEA Portugal e vai falar-nos sobre esta revolução. Afinal, o que é o design democrático? Marta, bem-vinda e obrigada por estar conosco. E vamos começar com uma pergunta que eu acho bastante óbvia: qual é, afinal, a vida secreta dos objetos que temos em casa?

Eu vou começar por desmistificar o que é isto da vida secreta dos objetos. Que se calhar não têm secretismo nenhum, a não ser que queiramos, na nossa casa, colocar os objetos escondidos. Eu diria que não. Eu diria que, de facto, a IKEA não pode mudar a forma das casas das pessoas, mas podemos contribuir para melhorar a vida em casa das pessoas através desses objetos, com as suas formas, com as suas funcionalidades. E nesse sentido, eles são muito versáteis e flexíveis e se tivermos olho e formos criativos, podemos fazer deles o que nós quisermos, porque os objetos são aquilo que nós quisermos. São apenas decorativos, podem ser funcionais, podem ter três funções, viver em vários lugares da casa, passarem de um lado mais escondido a um lado mais vivido e terem multifunções e múltiplas aplicações.

Portanto, é só preciso ser criativo, mas como é que nos pode inspirar a usarmos esses objetos de forma diferente na nossa casa? Como é que a Marta, por exemplo, na sua casa, usa os objetos de forma diferente?

Olha, eu sou um exemplo muito estranho nesse sentido, porque faz parte do meu perfil mudar tudo e mais alguma coisa. Eu não consigo sentir a casa sempre estática. Então eu crio uma casa muito dinâmica, ao meu gosto, e estou sempre a mudar as coisas de sítio. Não só porque tenho essa necessidade, muitas vezes, até porque tenho miúdos que crescem e portanto, preciso acompanhar essas necessidades, mudando as coisas de sítio, aplicando novas funções a um objeto que dantes era outra coisa qualquer, e já vou dar aqui alguns exemplos, mas porque também como sou criativa na minha própria casa, aborreço-me. Então começo a mudar as coisas. E neste confinamento, metida em casa 100%, como todos.

Eu acho que aconteceu a muita gente. Todos nós nos aborrecemos de ver as coisas no mesmo sítio, não é?

Mais ainda. Eu ia mudando de sítio para sítio, de lugar para lugar, porque ia condicionando também onde estava o sol. Sou muito sensível à luz solar e as casas também são. E tudo isso acarreta uma forma de viver em casa, os objetos, a luz, o espaço, os metros quadrados, tudo isso faz parte. E tudo vive em conjunto. E o que é importante é criar uma harmonia, um sentido de harmonia e de conforto, porque a casa não é só um lugar físico, é também um lugar emocional. E com este confinamento, acho que todos sentimos muito isso na pele.

Sim, se calhar nunca nos tínhamos apercebido tanto disso. Da forma emocional como nos envolvemos com aquilo que nos rodeia dentro de casa. Não sei se há algum objeto, Marta, que no seu caso tenha viajado pela casa inteira. Se lembra de algum?

Tenho vários. Há um carrinho da IKEA, que é um carrinho muito conhecido, também muito versátil, que eu acho que também deve haver na maior parte da casa das pessoas, que é o carrinho RÅSKOG, que partiu da cozinha, já esteve na casa de banho, entretanto foi para o quarto da minha filha, porque ela adora pintar e gosta muito de fazer atividades manuais, então agora é o carrinho para guardar os lápis, os papéis, isso tudo, mas também já foi para guardar os meus cremes, o meu secador. Também já foi para guardar os meus cereais, o meu chá, o meu café. Portanto, ele é realmente muito versátil e é uma peça que pode ser e pode estar em qualquer lugar da casa. Depende daquilo que nós necessitamos. Até podia ser, por acaso agora estava a pensar, um jardim, um pequeno jardim, onde nós podemos criar as nossas ervas aromáticas, as nossas plantações e cultivos.

Já estamos aqui a dar ideias.

Já estou aqui a dar ideias, já estou aqui a viajar. É verdade.

Portanto, a criatividade não tem limites, mas qual foi a ideia mais engraçada que já recebeu, por exemplo, de um cliente?

Eu já vi várias coisas de clientes. Às vezes são pequenas coisas que até a mim, pelo menos, fazem-me sorrir para dentro, que é, por exemplo, quando vemos um vaso, que é uma coisa muito simples. O que era um vaso, deixou de guardar uma planta e passa a guardar os lápis das crianças. Ou, por exemplo, uma das vezes, nós fazemos visitas em casa dos clientes, até para compreender como é que eles vivem em casa e as necessidades. E temos estudos que depois fazemos essas relações e tiramos as nossas conclusões. E um dia encontrei um móvel que eu, na realidade, só o tinha imaginado sempre encostado à parede, que é o móvel de apoio de cozinha, que é um móvel em béter, tem duas gavetinhas, posicionado no meio do corredor. Era uma cozinha com duas bancadas, ele estava ali no meio, literalmente, porque o corredor era bastante largo, e até havia ali um desperdício de espaço. E o móvel estava lá centrado, localizado, a fazer de ilha, aquela ilha de sonho que toda gente pensa, e era um movelzinho de 1,20 m por 50 cm de profundidade. Ou seja, superinteressante a ideia, porque muitas vezes achamos que a ilha tem que ser uma coisa inatingível, aquela ilha sofisticada e imaginária, lá em casa que não temos esses metros quadrados, e de repente temos um móvel tão simples, simplesmente desapoiado da parede.

E que pode servir. Por acaso a cozinha é um bom exemplo. Eu estava aqui a lembrar-me também que uso um dos vossos jarros para colocar a minha colher de pau, por exemplo, vários utensílios que tenho na cozinha. É essa a ideia, não é? É transformar as coisas que às vezes podiam ser usadas como uma jarra normal, convencional, para outra coisa totalmente diferente.

Uma jarra de água pode ser convertida numa jarra de flores. Imaginemos que nós não temos uma jarra de flores, nunca compramos, porque nem recebemos flores, mas um dia queremos ir ao mercado.

Às vezes temos uma guardada no fundo do armário.

Exatamente. Mas um dia dizemos: "Onde é que eu vou pôr as flores?" Ou então já estão ocupadas e comprei esta flor, é primavera e queria usar a jarra d'água, por que não? Ou então, eu por exemplo, tenho um bule que se partiu, deixou de poder ser usado porque o cano partiu e passou a ser um vaso. Depositei lá a terra, pus lá uma erva aromática.

E, portanto, a ideia é olhar para os objetos e ser criativo.

Sim, não só criativo, sustentável também, porque às vezes no desperdício conseguimos criar oportunidades para dar uma segunda vida a um objeto.

Certo. E Marta, uma última pergunta: as linhas elegantes e equilibradas dos objetos também devem ser palco de aventuras?

Eu acho que nós podemos refletir naquilo que queremos que a nossa casa personalize nós próprios. E olharmos para os objetos, alguns mais originais. E na IKEA nós temos coleções que são limitadas, são coleções muito criativas e que nos trazem objetos mais invulgares no seu desenho, no seu contexto. E esses objetos podem nos fazer criar uma casa diferente, e as casas deixam de ser todas iguais. Na realidade, depende de como nós articulamos e combinamos os objetos. E esses podem ser um twist na nossa casa e torná-la nossa casa.

Torná-la única. Também com a nossa assinatura. É muito isto, no fundo, escolher IKEA é escolher mais do que uma cadeira, mais do que uma cômoda, é viver a vida. E haverá melhor do que isso? Eu acho que não. Portanto, numa nota final, pode ouvir todos os episódios deste podcast no site do Observador. Inspire-se porque o design é para ser vivido. E no próximo episódio vamos continuar a falar sobre os produtos e sobre design. Até lá.

Este podcast tem o apoio da IKEA.