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Começa agora mais um Domínio da Guerra. O Major-General Arno Moreira já aqui está comigo. Bom dia, bem-vindo, General.

Olá, bom dia a todos.

Lembro também que nos pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo nosso site. General, amanhã entramos na quarta semana de guerra no Médio Oriente, sem que se deslumbre a forma como este conflito vai acabar. Numa semana marcada por ataques a alvos energéticos, os Estados Unidos levantaram a hipótese de enviar marines para a região. Entretanto, endureceu a assertividade dos países europeus em relação ao presidente dos Estados Unidos, e este insultou os aliados como nunca o tinha feito, disparando tweets e declarações contra tudo e contra todos. O que devemos reter desta terceira semana de guerra?

Semana muito cheia. Eu vou começar com uma boa notícia.

Precisamos.

Precisamos de uma boa notícia. O primeiro comboio de petroleiros do Kuwait, constituído por dois petroleiros, foi escoltado por três navios dos Estados Unidos com sucesso através do Estreito de Ormuz. O Irão absteve-se de disparar e a travessia do estreito durou oito horas e foi acompanhada por aviões do porta-aviões Constellation. Qual é o problema aqui? É que este porta-aviões não existe. Isto é, esta notícia não é de agora. A boa notícia foi boa.

Eu acredito que o general estava a ler isso e disse: "Mas como é que isto me passou ao lado?" Mas tem acesso a informações privilegiadas, porque está aqui alguma situação.

É que esta notícia é de 1987. Eu fui recuperar uma notícia de 87, porque esta crise repete-se, porque a geografia está lá e o Irão continua com as mesmas intenções. Em 1987, na crise dos petroleiros, também vários petroleiros foram afundados e os Estados Unidos foram obrigados a escoltar petroleiros ao longo do Estreito de Ormuz. Veja-se o tempo de trânsito no Estreito de Ormuz. Oito horas é quanto leva isto. Vejam-se os riscos que estão associados a isto. Infelizmente, esta notícia não é de agora. Esta notícia é de 87, mas eu fui buscá-la porque achei que era interessante verificar que a geografia leva à repetição da história e, portanto, o Irão naquela posição tem sempre esta oportunidade de fechar a cancela sobre os navios que por ali passam.

E depois há quem aprenda com a história e quem não aprende.

Mas a grande notícia desta semana é o ataque de Trump aos aliados. O ataque de Trump aos aliados não começou pelo ataque de Trump aos aliados. Na verdade, começou por uma espécie de um pedido, de um apelo. Qual era a lógica de Donald Trump? Era que há um conjunto muito variado, muito despejo de países da Europa, mas também da Ásia, que depende imenso do petróleo, do gás natural, que vem do Golfo Pérsico. E que lhe parecia adequado que este conjunto de países, que depende muito deste petróleo e deste fluxo energético a partir do Golfo Pérsico, que participasse no processo de reabertura, de manter aberto o Estreito de Ormuz. Esta foi a lógica que Trump colocou. E inclusivamente incluiu aqui a China, questão que nós podemos falar um cadinho mais à frente. Isto foi no domingo. Entretanto, passadas poucas horas, Donald Trump estava a insultar os europeus. Por quê?

Porque não gostou das reações.

Não gostou das reações. Vamos aqui tentar perceber as reações europeias. As reações europeias são de quem se sentiu abandonado neste processo todo. "Ninguém me disse nada, ninguém me consultou sobre isto. Ninguém veio pedir diretamente a minha ajuda. Não recebi informação privilegiada sobre o que ia acontecer. Não recebi informação nem coordenação nenhuma sobre como é que se integram forças navais de outros países naquilo que é a força naval dos Estados Unidos na zona. Como é que isto vai ser feito? Qual é o plano de operações que está pensado para aqui? Qual é a finalidade de tudo isto? Qual é o estado final da operação?" Donald Trump não informou ninguém sobre isto e, portanto, os países europeus colocaram-se de lado em relação às obrigações para com um dos seus principais aliados. Isto é, nós não fomos consultados sobre o assunto e nós, portanto, não estamos na disponibilidade de ir correr riscos. Até porque os riscos são enormes. Donald Trump não chamou os europeus para ali para passear, chamou-os para escoltar. E os europeus ficaram também com receio de que os Estados Unidos dariam a cobertura aérea, digamos, mas quem iria meter os navios no estreito iriam acabar por ser os europeus. Sentiram-se também aqui atraídos para uma espécie de uma grande armadilha estratégica em que quem dava o corpo às balas era os europeus. E portanto, os europeus disseram que não. Naturalmente que Trump ficou exaltadíssimo com isto e pôs-se a atacar a NATO. Agora, é preciso falar um cadinho sobre a questão da NATO. O Médio Oriente fica fora da área de operações da NATO, que é a defesa do espaço transatlântico e do continente europeu. Mas é verdade que a NATO já atuou fora de zona. É verdade que a NATO já atuou no Afeganistão. Mas atenção, os Estados Unidos tinham sido atacados Isto é, considerou-se que tinha havido um ataque aos Estados Unidos e, portanto, que dentro da lógica da defesa de um dos seus Estados membros, os países da NATO estavam disponíveis para ajudar os Estados Unidos numa operação fora da área, neste caso, no Afeganistão. Não era agora aqui o caso, porque os Estados Unidos não foram atacados. Quem foi atacado, neste caso, foram os interesses norte-americanos na zona e as suas bases militares, mas isso não entra dentro do espírito, da lógica e do articulado da NATO. Portanto, o pedido foi mal dirigido do ponto de vista das palavras empregues. Dá-lhe jeito utilizar isto, que é para bater em todos, para depois justificar isto. Porque, na verdade, o que Donald Trump devia ter feito era ter pedido a cada um dos seus amigos e aliados, não à organização NATO, mas a cada um dos aliados, se estaria ou não estaria disponível para articular com os Estados Unidos uma missão qualquer naquela zona que permitisse garantir o fluxo do Estreito de Ormuz. Portanto, há aqui uma articulação que até me parece propositada de Donald Trump para diminuir e para criar condições de animosidade com a NATO. E portanto, chamou a NATO sem ter que o fazer, quando na verdade, podia ter lidado com os países individualmente e tê-los chamado para isto e envolvido na operação. O que resulta daqui é o caos energético. O que é o caos energético? O caos energético é o mesmo que resulta do prolongamento das guerras. Nós assistimos a isso. A Federação Russa não começou por atacar as instalações elétricas, isso é uma fase muito posterior. Quando a guerra já está numa fase muito prolongada, a tentação por atacar os sistemas energéticos é enorme. E foi isso que aconteceu também na Guerra do Golfo. É que a partir do momento em que o conjunto já houve mais de 7 mil alvos militares batidos pelos Estados Unidos, mais de 3 mil batidos por Israel. A certa altura, os alvos militares passam a ser apenas alvos militares de oportunidade. As instalações já estão todas destruídas. Há apenas alvos de oportunidade que são as forças móveis que de vez em quando se apresentam. A tentação de ir agora à infraestrutura energética é muito grande. E foi esta tentação que levou Israel a bombardear South Pars, que é aquele campo de gás natural enorme que existe entre o Irã e o Catar. Só que do ponto de vista da exploração, a parte norte, que pertence ao Irã, é explorada para efeitos de natureza doméstica, nomeadamente produção de eletricidade. Isto é, o Irã utiliza aquela parte do campo para o seu consumo doméstico, enquanto que do lado do Catar, aquilo é empregue para tornar o Catar o segundo maior exportador mundial de gás liquefeito. Ora, o Irã, a uma ameaça de natureza doméstica, respondeu com uma coisa com implicações globais, porque afetou 17% da capacidade de produção de gás natural liquefeito por parte do Catar. Isto deixou irritadíssimo Donald Trump, porque Donald Trump tinha feito todos os esforços na semana anterior para conter a subida do preço dos combustíveis. Ora, com este ataque às instalações de natureza petrolífera e de gás, os preços tornaram a disparar outra vez. Portanto, aquele esforço de contenção, de libertação de reservas estratégicas de petróleo, etc., para conter diminuição das sanções à Federação Russa, etc.

Mas é possível que os Estados Unidos não soubessem deste ataque por parte de Israel?

É possível que os Estados Unidos não tivessem dado a sua concordância exatamente nestes termos. É muito natural que os Estados Unidos não estivessem também à espera que este ataque de Israel levasse ao desencadear por parte de Israel de uma reação com esta brutalidade, porque aquilo é a fonte que tem lá a reserva suficiente para abastecer 13 anos de consumo do planeta. Portanto, e em resumo, nós passamos de uma semana em que Donald Trump deu cabo da relação com os aliados, que tiveram que mostrar aqui uma enorme contenção, para o escalar da guerra para uma dimensão energética que prejudica imenso todo o mundo, mas prejudica também aquilo que são os países árabes. E é aí que eu agora terminaria, é que os países árabes já estão cansados disto. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita reuniu, falou com os seus homólogos da Península Arábica, seus vizinhos e aliados, para fazer uma espécie de um balanço sobre o que tem acontecido aqui e sobre aquilo que tem sido a resposta. A resposta dos países árabes tem sido a de encaixar, conter os danos, procurar que esses danos não se traduzam em mortes dos seus concidadãos, etc.

Mas até quando, não é?

Mas esta contenção não pode durar para sempre. É preciso ver. Eu tenho aqui estes números Que são números absolutamente impressionantes, que o Irão já atacou 12 vizinhos. O Irão enviou até quarta-feira 1112 mísseis balísticos, 3210 drones foram lançados, provocaram 54 mortes no Médio Oriente, 680 feridos, excluindo Israel, que teve 17 mortos e 4190 feridos. Está a esgotar-se a paciência destes países que têm capacidade militar. Simplesmente, os Estados Unidos têm feito aqui uma espécie de um grande esforço de contenção para evitar que os países árabes entrem diretamente na guerra. Por quê? Porque os Estados Unidos depois perdem o controle à guerra. Se começarmos a envolver, aquilo transforma-se numa guerra regional, mais os aliados regionais e os aliados internacionais das potências regionais, e depois os Estados Unidos não têm maneira de controlar este processo. Portanto, a solução dos Estados Unidos é: eu vou proteger-vos com os meus sistemas de armas, na medida do possível. A contrapartida é que vossas excelências não atacam o Irão. Mas a paciência começa a ficar muito fina e o Irão está apostado em que esta contenção dos países árabes também termine para inflamar ainda mais a região. Portanto, e em resumo, esta foi uma semana em que introduzimos na equação do caos também o ataque, quer às reservas de gás natural, quer às instalações de tratamento e de processamento de tudo isto. Isto é uma escalada que naturalmente se vai refletir na próxima segunda-feira no preço da botija de gás, no preço dos combustíveis e provavelmente muito em breve, na prestação da casa e naquilo que depende naturalmente da economia global.

General, o certo é que a estratégia iraniana tem vindo a mudar ao longo destas semanas. Parece agora menos radical no que diz respeito ao tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. Que mudanças são estas e o que revela esta nova estratégia?

A guerra tem se prolongado e, portanto, é natural que os países envolvidos, os contendores, tenham que adaptar as estratégias de acordo com os desenvolvimentos mais recentes. Isso é absolutamente normal. A posição inicial do Irão relativamente ao Estreito de Ormuz era não passa ninguém. Vamos criar aqui o caos na economia global e, portanto, não passa ninguém por aqui. Só que o Irão tem aliados que dependem do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz. E naturalmente que a China terá feito sentir ao Irão que talvez não fosse boa política impedir, pura e simplesmente, o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz. E portanto, houve uma suavização do Irão nesta sua posição maximalista de não deixar passar ninguém. Agora deixa passar alguns e tem deixado passar mais. Isto é, aquilo que observamos, por exemplo, entre sexta e sábado da semana passada, em que só passaram cinco petroleiros, já durante o fim de semana até à segunda-feira já tinham passado 12, o que significa que está a abrir.

Sem haver uma declaração que está aberto.

Sem o dizer abertamente, tem havido aqui uma espécie de uma troca. Tu és meu amigo, eu deixo-te passar os petroleiros. Tu estás do lado contrário ou não me apoias e os petroleiros não passam para aí. Está-se a construir aqui uma espécie de uma portagem. Isto é uma portagem de cobrar favores, em que quem está do meu lado fica com o petróleo, quem não está do meu lado não passa o petróleo. Isto é o afinar de uma posição iraniana que é interessante, porque se verifica que os seus aliados também estão a ser prejudicados e estão certamente a exercer sobre o Irão uma pressão para que seja mais flexível na sua posição. Para além disso, o Irão anda à procura de aliados também regionais. Para quem é que tem telefonado, isto é interessante, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão? Três países da região. Em primeiro lugar, para a Turquia. O Irão continua a pensar que a Turquia, pela sua posição de membro da NATO e membro com uma grande influência regional, pode encontrar aqui uma solução que não seja desagradável para o Irão e, portanto, está apostado em manter com a Turquia pelo menos um canal diplomático aberto. O segundo é com o Egito. Por quê? Porque dava imenso jeito se o Egito fechasse o canal do Suez ou pusesse também restrições aí. E, portanto, o Egito é outro dos parceiros a quem o Irão tem telefonado. E o terceiro parceiro é o Paquistão. Têm procurado encontrar no Paquistão também um conjunto de apoios, porque o Paquistão está muito ligado também à China e acha que através do Paquistão, eventualmente, se podem encontrar aqui também soluções de ajuda de natureza militar, etc., que o Irão estaria interessado. Portanto, o Irão está a olhar aqui para Para o prosseguimento da sua ação de combate global à economia global e está ativo nesta área. Há uma coisa para a qual o Irão provavelmente não tem ainda uma estratégia e que preocupa a todos os que se preocupam também com estes problemas. Como é que ele vê a sua relação futura com os países árabes.

Os vizinhos que está agora a atacar todos.

Os 12 vizinhos que está a atacar. O que ele acha que vai acontecer no final disto tudo? Amanhã, as hostilidades vão acabar, certamente, mais tarde ou mais cedo. Como é este relacionamento com os países que bombardeou? Isto é um aspecto interessante.

A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaiya Kallas, veio esta semana declarar que o Irão não é a guerra da Europa. Isto é assim tão simples? O que se esconde por detrás desta cortina de fumo, general?

Eu fiquei tão admirado com estas declarações. Fiquei muito admirado. Na segunda-feira, as pessoas quando forem ao posto de combustível abastecer ou mandar abaixo.

Se é ou não.

Se é ou não uma questão, se esta guerra do Irão é ou não uma questão europeia. Esta questão de chutar para canto e dizer que isto não é um problema nosso, não é verdadeiro. Isto não é apenas uma cortina de fumo, isto é uma imensa mentira da qual a Europa, incapaz de tomar decisões de natureza assertiva, mostra mais uma vez que é um anão de natureza geopolítica e que não consegue sair da posição confortável de não faço nada. Mas não faço nada não resolve o problema. Os combustíveis vão continuar a subir. O Irão vai continuar, se não forem destruídas as suas capacidades de produção de mísseis balísticos, vai continuar a produzir mísseis balísticos. Os mísseis balísticos que o Irão produz só não atingem ainda a Europa porque o Irão não quer. O Irão tem um conjunto de poderosos amigos na Rússia, na Coreia do Norte, que produz mísseis balísticos já de natureza quase intercontinental. Tem um programa espacial que lhe permite desenvolver foguetes que podem ter também utilização de natureza militar. A Europa anda cega perante isto. É isto que me espanta um bocadinho. Quer dizer, está à espera de um milagre. O que a Europa está à espera? Está à espera que os Estados Unidos resolvam o problema. É isto que a Europa está à espera.

Como sempre.

Como sempre. À espera que os Estados Unidos e depois fazer o papel de cordeirinho manso. Nisto de cordeirinho manso, isto não é nada conosco. Isto é tudo com a Europa. Os drones que caem na Europa já vêm do Irão. Por enquanto, não são mísseis balísticos na Ucrânia. Esses vêm da Coreia do Norte. Mas a Ucrânia também pode sofrer com os mísseis balísticos produzidos no Irão. Ora, nós o que fazemos? Estamos aflitos com a guerra na Ucrânia. Então vamos arranjar sistemas antimísseis balísticos, antidrone, mísseis anti. Sempre há de passar algum. Isto é, nós em vez de nos preocuparmos com aquilo que é a capacidade de produção do Irão deste conjunto de armas, fazemos de conta que o problema não existe. E depois uma coisa que me deixou aqui profundamente irritado. Vou partilhar esta minha irritação. Diz o presidente Macron: "Quando acabarem as hostilidades, nós estamos disponíveis para enviar uma força naval para o Estreito de Ormuz." Eu disse: "Passear? Isto é turismo naval." Então agora que não há hostilidades, quando acabar, vai a França entrar à frente com pompa e circunstância, mostrar os seus meios navais, quando não arriscou nada para resolver o problema. Isto é de uma desfaçatez incrível que a Europa esteja disponível para quando já estiver tudo resolvido, ir passear os seus meios navais para o Estreito de Ormuz. Isto deixou-me profundamente irritado.

Ai o coração. Hoje colocamos o nosso ponto de mira sobre um número, 30 mil milhões. General, sabe numerar que número é este?

30 mil milhões é aquilo que se estima que a Federação Russa gaste todos os meses com a guerra na Ucrânia. É um número que é impressionante, porque nós também não temos falado suficientemente da Ucrânia, temos que voltar a este tema, mas enfim, nunca há oportunidade. Mas são 30 mil milhões que gasta todos os meses. Isto é um orçamento brutal. Ora, o que aconteceu nas últimas semanas? Aconteceu nas últimas semanas que, a este ritmo de aumento do preço dos combustíveis, a Federação Russa vai receber cerca de 15 mil milhões extra. Isto é, só a subida do preço dos combustíveis vai pagar metade daquilo que é o esforço financeiro que a Federação Russa tem mensalmente com a guerra. Isto é para vermos como anda tudo ligado.

E voltamos à questão, o que se passou em Anchorage?

O que se passou em Anchorage. Com esta subida do preço dos combustíveis, aquilo que era um enorme problema da Federação Russa, que era o seu orçamento para 2026, está praticamente resolvido. Cerca de metade disto, a Federação Russa vai recuperá-lo só com o aumento do preço dos combustíveis.

Pode agradecer ao amigo General Arno Brandão. Muito obrigada.

Foi um prazer. Um bom fim de semana para todos.

Obrigada, bom fim de semana.