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Boa semana, muito obrigada pela companhia nas manhãs 360. Junta-se agora a nós a jornalista Mariana Fernandes. Bom dia, Mariana.
Olá, bom dia.
Começamos pelos Estados Unidos, onde um jogador de futebol aproveitou um gol para tomar uma posição sobre os dois atentados que mataram dezenas de pessoas em 24 horas.
É caso para dizer que ele decidiu literalmente dar voz ao movimento que apoia o controle de venda de armas nos Estados Unidos. O jogador em questão é precisamente o norte-americano, é o Alejandro Bedoya. Joga nos Philadelphia Union, da principal liga de futebol dos Estados Unidos. Durante um jogo contra os DC United, isto ontem, portanto, na madrugada de hoje em Portugal, inaugurou o marcador logo aos três minutos, festejou com a equipa de forma normal e depois quando a equipa toda já recolheu ao meio-campo defensivo, portanto, de forma habitual, ele aproveitou o microfone que estava no relvado, que pertencia à transmissão televisiva, para dizer, e aqui numa tradução muito livre: "Congresso, façam alguma coisa agora, acabem com a violência das armas."
Isso foi audível lá no estádio?
Não, os adeptos que estavam nas bancadas, que estavam no estádio, não ouviram. O microfone pertencia à transmissão da Fox, que estava a passar o jogo em direto, portanto, todas as pessoas que estavam a assistir ao jogo pela televisão ouviram o apelo do Alejandro Bedoya. Ele é internacional há mais de 60 vezes pela seleção dos Estados Unidos, é muito conhecido no país. O que ele disse está a ter muito impacto na comunicação social. No final da conferência de imprensa, ele explicou o que fez, disse que não ia assistir sentado a tudo o que se está a passar no país, porque não quer ver as mudanças daqui a 50 anos, quer que aconteçam agora.
E Mariana, ainda nos Estados Unidos, mas no ténis, uma tenista teve uma ajuda especial durante uma partida.
Aqui é um caso para dizer que pediu a ajuda do público. O Nick Kyrgios, é aquele australiano que já falamos, porque tentou acertar no Nadal com uma bola, é conhecido pelo mau feitio. Nesse caso, estava num dia bastante bem disposto. Foi na meia-final do ATP do Washington, contra o Stefanos Tsitsipas, que é o grego que ganhou o Estoril Open em Portugal. É um dos melhores do mundo nesta altura. A dada altura, quando o Kyrgios tinha um match point a favor, estava perto de ganhar a partida, decidiu dirigir-se à bancada e perguntar a um adepto como é que devia servir a seguir para ganhar.
E o adepto, deu certo?
Deu, sim senhor. O Kyrgios ganhou ao Tsitsipas, passou à final e aliás, venceu a final, venceu o Medvedev, portanto, ganhou o ATP de Washington. No final da meia-final contra o Tsitsipas, dirigiu-se à bancada, agradeceu o adepto que o aconselhou. Era mesmo um dia bem disposto pra ele, tanto que ao longo da partida já tinha emprestado atacadores ao adversário quando os do Tsitsipas rebentaram, é um tenista de luas, depende dos dias.
E antes de terminarmos, passamos pelo basquetebol, um jogador que foi suspenso durante dois anos por motivos, no mínimo, fora do comum.
Esta história é deliciosa. O D.J. Cooper, que é um norte-americano de 28 anos que nunca jogou na NBA, passou grande parte da carreira na Grécia e agora estava no Mónaco. Ele tinha divulgado há pouco tempo que ia estar parado durante dois anos por motivos pessoais. Sabe-se agora que foi suspenso, porque as análises antidoping que realizou no final da temporada passada diziam que o D.J. Cooper estava grávido.
Grávido, como assim? Deixa-s eu olhar pro fim, Mariana. Explica lá como é que este homem estava grávido.
As análises que ele entregou ao clube encontraram a hormona GHC, que é produzida pela placenta quando uma mulher está grávida, na amostra de urina. É menos estranho do que parece, na medida em que foi ele que, quando teve de ir ao controle antidoping, entregou a amostra de urina da mulher e não a dele. Teve azar, a mulher estava grávida, ainda não sabia. Portanto, ele foi suspenso e a história é adiante.
Mas vai ser pai.
Exatamente. Há sempre que ver a silver lining.
A jornalista Mariana Fernandes com as outras histórias do desporto. Amanhã, a nova edição aqui na sua Rádio Observador. Aconteça o que acontecer. Até já, Mariana.
Até já.
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