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Finalmente vamos começar a deixar tratar Georgina Rodríguez por namorada de Cristiano Ronaldo. Exato. Sejam muito bem-vindos a mais um "PopUp". Estamos de regresso depois de um mês de pausa, com os melhores e mais sábios tudólogos da cultura popular: Maria Ramos Silva, Bruno Vieira Amaral e Pedro Bocher Mendes. Neste programa havemos de falar sobre o que nos entusiasma até ao final do ano, ou pelo menos assim nós acreditamos, mas antes vamos fazer o balanço do nosso querido mês de agosto. Estivemos ausentes, mas inacreditavelmente o mundo continuou a girar, sabe-se lá por quê, e durante esta nossa ausência, o que os nossos mais queridos trouxeram de volta para o mundo real? É isso que vamos tentar saber, o que vos marcou em agosto. Meus amigos, vamos começar pelo Pedro Bocher Mendes. Pedro, bem-vindo de volta. Estás com ótimo ar, devo dizer.
Obrigado.
Não sei o que andaste a fazer.
Nada.
Desde que vi aquele documentário da Netflix.
Qual?
Aquele da idade biológica, não sei o quê. Aquele que é forever.
Já ouvi falar, mas ainda não vi.
Exato. Desde que vi esse documentário, a minha vida mudou.
Começaste a tomar comprimidos.
Muito bem. Exato. Vamos começar por agosto e uma das coisas que trazes na memória de agosto não é uma coisa boa, nem bonita, nem de boa memória. São os fogos, mais especificamente os fogos como conteúdo mediático nos canais de notícias. Que reflexão é que fizeste sobre este tema? Conta-nos.
Bom, estes temas foram discutidos antes dos terríveis acontecimentos ontem em Lisboa.
Exatamente.
Portanto, enfim, vai ficar um pouco mais sinuoso do que eu pensava. Foi um agosto extremamente quente, não sei se foi para as vossas bandas ou não.
Foi.
Mas onde quer que eu andasse, estive a mais de 1000 km de Lisboa, digamos assim, para um lado, para norte, depois 300 e tal para sul, e esteve sempre imenso calor. Acho que nunca adormi tantas vezes com o ar-condicionado ligado em toda a minha vida.
Isso eu queria dizer, na rua.
Sendo eu um velhote e não estando habituado ao ar-condicionado. Mas pronto, não dispensei. Tive a sorte de estar em sítios com ar-condicionado ou, como vocês dizem em Lisboa, ar condicionado.
Claro, com certeza.
Às tantas o país começou a arder, sobretudo ali a mancha do centro, que é sempre onde estes fogos acontecem mais. E os canais de notícias, naturalmente, e digo isto naturalmente sem ironia, mobilizaram-se. Portugal tem muitos canais de notícias, e foram cobrindo os fogos. E voltou a questão, porque há uns anos houve um pacto entre os canais de notícias, eram menos, não havia ainda o "O Rei da Manhã TV", houve um pacto entre os canais de notícias, esse parece ter sido esquecido, para não documentarem tanto os incêndios.
E o Nou, também não havia o Nou.
Sim. Portanto, é o grupo "O Rei da Manhã". Um pacto para não se documentar, para não se fazer o reporting. Em Portugal chama-se jornalismo ou cobertura mediática, mas no fundo é o repórter, é o estarem ali a dizer o que se passa. Mas esse pacto dissolveu-se. E agora os canais de notícias, no fundo, não têm limites. Não estou a dizer que têm que ter, portanto, essa que é a reflexão. Pensei várias vezes sobre isso, não cheguei a conclusão nenhuma. Era quase sempre o mesmo plano: um jornalista jovem, porque obviamente os jornalistas veteranos estão de férias. Têm outro estatuto e estão de férias. A vida é mesmo assim, para o bem e para o mal. Os jornalistas jovens, os miúdos, pessoas sem grande experiência e até sem grande-
Desculpa, o Pedro Mourinho andou muitas vezes.
Sim, o Mourinho.
Acho que era a exceção.
Sim, a exceção. Depois ele próprio decidiu ir, mas eu já lá ia. E portanto, temos uma malta mais nova a cobrir os incêndios. E o que é cobrir os incêndios em Portugal? No fundo, é estar perto de um sítio onde haja agitação e tentar entrevistar algumas pessoas a perguntar: "Como é que está? Se ardeu muita coisa, não sei o quê".
E onde é que estão os meios.
Pronto. E depois, obviamente, a reclamar por meios, sendo que do que eu fui percebendo, meios é sinônimo de aviões. Portanto, onde é que está o meu avião, o que é perfeitamente compreensível. Se a minha propriedade está a arder, eu quero um avião, um helicóptero, um balão de ar quente, tudo o que for para apagar os incêndios. A parte mais irritante para mim foi eu ter lido, não ouvi, mas li de pessoas com responsabilidade, porque escrevem nos jornais e opinam, que elas próprias admitem ter terrenos e que não sabem onde são, num tom meio descontraído. Ou seja, as coisas arderam, as florestas, enfim, as árvores arderam por causa do extremo calor e da falta de humidade, e o vento. É sempre esse cocktail que provoca os incêndios, independentemente de serem de origem criminosa ou outra origem qualquer. Houve um caso até que foi uma trovoada.
Sim, há vários casos em que são trovoadas.
Trovoadas daquelas trovoadas de verão. Mas nós, que estamos em casa, também temos um papel. Pode ser um papelinho. Mas também temos um papel para evitar estas coisas que acontecem. E depois lembro-me, ocorreu-me também que houve vários acidentes de automóveis, de carro, seguidos em Portugal, terríveis também. Morreu uma família emigrada na Inglaterra, por exemplo, numa ultrapassagem. E que também aí os media Nunca concluem nada. Houve uma tragédia na estrada e as causas estão por apurar. Às vezes parece evidente que foi excesso de velocidade, por exemplo. Para chegar onde? Para chegar que quando eu era miúdo, acho que vocês também se lembram, havia imensas campanhas na televisão e nos média para a segurança. Sim. Aquela dos "Quando você não bebe". Segurança rodoviária. Com lápis. Isso. E por que que hoje em dia não há? A minha pergunta é esta. Não sei se não devia haver, quer dizer, sei. É maio, imaginemos, vem o verão, atenção, é muito provável que haja incêndios. Portanto, no fundo, avisar as populações, as pessoas, que é provável que hajam os incêndios, porque uma das características destes fogos deste verão foi mais uma vez: "Ah, que surpresa, está tudo a arder. Que estranho, não é? Quem diria?" E depois, é as alterações climáticas, é os meios, é os Canadair. Mas por que não há mais cultura de segurança em Portugal? Por isso é que lancei este tema. E estive a pensar sobre isso e, de facto, havia campanhas, existiam. Inclusive quanto a fugamentos em piscinas, que também morreram uma série de crianças este ano. Pessoas que agora, mais recentemente, perante o mar meio selvagem que houve ali em agosto, foram para perto do mar. Apesar de todos os avisos. Pronto. Aliás, apesar de bandeira vermelha. Pronto, bandeira vermelha e os nadadores salvadores a espernear. Talvez estes fogos, porque existe o efeito Werther, que tem a ver com os suicídios. As Nações Unidas pediram e os meios cumprem, que não se documentem certas mortes como suicídios para não haver contágio, porque parece estar demonstrado que é uma questão que existe mesmo, o contágio do suicídio, mas também existe, pelos vistos, o efeito Papageno, que é o inverso, que é notícias ou campanhas que façam a questão inversa. Enfim, agora não me ocorre nenhum exemplo. Sim, mas procurem o resultado. Ao contrário. Ao contrário. Há um fenómeno, isto pode ser apenas uma impressão, mas depois de um acidente rodoviário que seja muito falado, parece que se nota as pessoas com mais cuidado na estrada. Sim, tem esse efeito. Eu acho que tem, parece que está muito presente.
É só depois de acontecer. Não tem esse caráter preventivo.
Pois. Sim, mas há ali um período pós. Dou um exemplo concreto e mais polémico. Desculpa, falo de um caso concreto e com certeza mais polémico. Muitas das pessoas que são apanhadas a conduzir mal na autoestrada são pessoas com uma certa idade. Não será de abordar a questão: por que essas pessoas continuam a conduzir? Aparece logo alguém: "Não, meu pai está ótimo, ele pode conduzir." Eu não quero criar polêmica, até porque tenho mais que fazer. Parece. Mas será que a partir de uma certa idade não tem que haver mais cuidado do que tem havido? Não devia o Estado providenciar um motorista para cada português? No mínimo. E portanto, os média estão nos fogos e estão muito ativos e querem saber as causas e o Canadair está avariado e essas coisas, mas não sei se contribuem completamente para que haja mais segurança, prevenção, segundo quiser. Claro que eu estou aqui sentado numa cadeira confortável a falar do assunto, com essa distância, mas às vezes parece que as coisas acontecem por acaso. Às vezes parece que os pés caem do céu e se calhar não caem do céu. A Maria Ramos Silva também queria dar aqui uma chega neste-
Queria, porque senti um pouco isto que o Pedro falava. Eu acho que nós ficamos com a ideia depois deste agosto que houve um excesso de imagem, certamente, mas não necessariamente informação. Acho que é um pouco por aí.
Muito bem, Maria. Acho que resumiste mesmo. Eu ia dizer uma coisa, eu ia dizer que há um problema, é que o fogo é telegénico.
Exatamente. Houve momentos, sabes aquelas-
Prende a atenção.
Perdoem-me a ironia, mas aquelas lareiras a fingir que as pessoas agora estão em casa.
Exato, na televisão.
Na televisão. Às tantas, tu sentias uma realidade. O fogo transformou-se num template, num fundo de ecrã assustador durante um mês.
E a reação quando tu vês. Eu quando vejo, nós podemos ter aqui as maiores proteções contra esses efeitos, mas tu vês imagens de alguns incêndios e aquilo é impressionante, realmente. Claro. E por isso é que tens tantas horas de transmissão e tão pouca informação.
Sim, e que tem espirómetros, e que tem as pessoas fascinadas com a questão do fogo.
A natureza bruta resulta sempre na televisão. É sempre esse efeito.
Sim, tem esse lado, essa dimensão. Quando nós falamos da cobertura, eu também subscrevo aqui as inquietações do Pedro. Por um lado, sinto que talvez haja, de facto, aqui este efeito mais reality show. Uma dimensão, às vezes, quase pornográfica, em que tu pensas: isto faz sentido. Depois, esse trabalho mais de antecipação, que nós desvalorizamos sempre, mas depois, ao mesmo tempo, essa cultura da prevenção. Se calhar hoje também vamos colidir ali um pouco aquilo que, não sei, será que nos estão a impingir algum excesso de moralismo? Não é muito fácil também nós encontrarmos o equilíbrio. O que é aquilo que nós devemos recomendar para vivermos de uma forma mais civilizada, mas depois ter o paizinho que nos diz: "Atenção, não fumes, atenção, vai devagar." Eu percebo que isso também seja discutível entre nós. E mais ainda, esta questão da cobertura, e normalmente nós estamos a falar do fogo no chamado Portugal Fundo ou o chamado país real, porque normalmente não são coisas
Fora da cidade.
Que nos obrigam a sair um pouco do nosso eixo. E eu, ao mesmo tempo, lembrei-me dos tempos em que comecei a fazer jornalismo e que tinha um trabalho, que era normalmente seguir aqueles crimes mais macabros.
Sujo.
Sim, mas de facto tinha uma virtude, pelo menos do ponto de vista profissional, que era levar-me a conhecer um país que eu de outra forma não teria conhecido, para o bem e para o mal.
Mas eu não estou a ser irónico.
Sim. Do ponto de vista jornalístico é absolutamente extraordinário. Eu recomendo a quem possa fazer um bocadinho de estágio nessa área. E havia uma coisa que me perturbava muito quando lá cheguei, que eu sentia também quando partia daqui, que era aquelas pessoas que diziam e que nós também pensávamos antes de ir muitas vezes, que era: "Lá vão vocês falar com as pessoas que acabaram de enterrar o filho, que caiu no poço e vão falar, e o que é que vão perguntar às pessoas?" E de facto, tu partias com esse sobressalto. E chegavas lá e constatavas muita vez uma coisa que era ainda mais perturbadora, que era, para aquelas populações, muitas vezes, a presença da equipa de reportagem, não era necessariamente a nossa, uma câmera, um bloco, uma caneta, na altura, como ainda se trabalhava, era o único momento de redenção possível. E isto também te fazia pensar de outra maneira, que é aquelas pessoas estão ali entregues à sua sorte. Ninguém se lembra delas o ano inteiro. E só quando há uma desgraça é que o país de repente repara. E isto também é difícil eu explicar às pessoas que estão aqui confortavelmente na cidade, instaladas, a ver o fogo lá está, pela televisão, quase com esse filtro, como se fosse, olha, vou mudar aqui o meu fundo de ecrã. Posso fazer zapping, porque na verdade tu resolves o fogo quando estás sentado no sofá, mudas o canal e aquilo parece que desaparece de alguma forma, mas continua a ser uma tragédia para as pessoas que ali estão. Portanto, eu acho que este gosto na TV, esta cobertura faz-nos certamente pensar alguma coisa e certamente também esta cultura da prevenção, como o Pedro falava, até porque esta semana acabamos por ter este episódio absolutamente dramático em Lisboa, que também certamente nos vai levar ou nos deverá levar um pouco mais por aí.
Olha, eu devo dizer que, previsível ou imprevisivelmente, este fogo que aqui trouxemos já consumiu boa parte desta primeira metade do programa, mas o Bruno Vieira Amaral tem aqui uma coisa completamente diferente, que é um livro. Isto é em espanhol, não é?
É em espanhol, em castelhano.
Andaste entregue aos espanhóis em Agosto.
Isto foi literalmente uma coisa que eu trouxe das férias. Eu comprei este livro em Espanha, comprei à toa.
Como é que se diz à toa em espanhol?
À toa.
À la toa.
À toa.
É só meter o i.
E às vezes, sabe muito bem, tu comprares um livro, ou agora já não se compram, eu compro CDs. Não sei o que é isso, mas às vezes a gente deixa-se experimentar. Este é um livro pequenino, é de uma escritora uruguaia sobre a qual eu nada sabia, mas que li a sinopse, vi a capa, li a sinopse e disse: "Vou levar".
E bem.
Comprei numa pequena livraria, papelaria, no sítio onde passo férias e disse: "Vou arriscar, porque isto parece-me uma boa leitura para o verão". E de facto é um livro muito giro, não é uma obra-prima.
Dizes à pessoas como é que se chama?
"Prontos, Listos, Ya!"
Bora.
É partida, lagarta.
Ready, set, go.
Ready, set, go. Partida, lagarta, fugida. E é o livro, que por acaso é um livro com tema de verão. Isto é contado na primeira pessoa, de uma jovem que vai com a família de férias. Então é o relato de uma viagem de carro em que vão o pai e a mãe à frente, o pai a conduzir, e os filhos atrás. E é a narração disso. E depois, claro, há ali uma escavação de memórias desse período. Imagino que seja muito autobiográfico. Poderá não ser, não interessa, mas é escrito como se fosse. E há ali uma série de recuperação dessas memórias muito vívidas de uma viagem quando a família vai para férias, o que tem tudo que ver com o verão. O que aqui também é engraçado, eu depois soube um pouco mais desta escritora, que é guionista, essencialmente é guionista.
Como é que se chama?
Inés Bortagaray.
Bom nome.
E é guionista e é atriz. E como é que eu descobri isto? Eu partilhei no meu Facebook.
Enviaste-lhe uma mensagem.
Não. Partilhei no meu Facebook a capa do livro e há um amigo meu do Facebook, eu não o conheço pessoalmente, que é o realizador Paulo Carneiro, que escreve uma mensagem a dizer: "Grande Inés". E eu disse: "Como é que é? Grande Inés. De onde é que este gajo se conhece?" E ele depois de pôr a mensagem, eu disse: "Ah, pois ela é guionista." Ele disse: "Pois, e é atriz." Então parece que a Inés Bortagaray, sobre a qual eu nada sabia, não fazia ideia quem era, tem já um trabalho longo quer como atriz, quer como guionista.
Afinal merece a nossa atenção.
E merece a nossa atenção. Não sei se vai ser traduzido em Portugal, mas é um excelente livro. Este é mesmo um livro de verão, um livro de férias e é muito bom.
Muito bem. Pedro, nós estamos quase a acabar a primeira parte. Será que tu num minuto, minuto e meio, podes dizer por que o tai chi foi marcante em agosto pra ti?
Não sei, mas está sempre a aparecer no meu feed. E há sempre uma pessoa oriental com um corpo definido, que diz que eu apenas com seis minutos por dia.
Muito bem.
Ou três minutos.
Não, e depois aquilo tem...
Também te acontece?
Claro, é adaptado à idade.
Desculpa, por onde é que vocês andam?
É estranhíssimo. O que é que o vosso algoritmo...
Mas que ele estenia, que ele esténico, estranho.
O tai chi nem sequer tem impacto. Eu só fiz uma espécie de pijamas para relaxar.
A questão é que tu não experimentaste.
E depois são tipos altamente definidos.
Como nós.
E que eu acredito ou desconfio seriamente que não tenham ficado com aquele corpo a fazer tai chi.
Exato.
O meu ponto é que eu estou quase a acreditar e estou quase, de facto a googlar o tai chi, como é que é. Mas quando fizeres, filma isso, por favor.
Não, isso era o que eu ia dizer. Quando lá chegares, avisa-nos.
Mas por alguma razão... É isso e os tipos no ginásio a dizer: "Estás a fazer esse exercício mal. Vou te ensinar a fazer este exercício bem."
Um pouco de mansplaining.
O que eu daria bom dinheiro era pra saber quem foi a pessoa que se lembrou: "Vamos aqui ganhar dinheiro com o tai chi."
Mas teve uma bela ideia.
É isso.
Teve uma bela ideia.
Tu que ias falar agora.
Muito bem, final da primeira parte do Pop-Up. Voltamos depois de um curto intervalo. Até já.
Estamos de regresso ao Pop Up com Maria Ramos Silva, Bruno Vieira Amaral e Pedro Bosch Mendonça. É o primeiro programa depois da pausa de verão e decidimos juntar dois temas: um balanço de agosto e uma projeção sobre o que está por acontecer até ao final do ano. Ainda estamos aqui em agosto. Maria Ramos Silva, tema fundamental de agosto: noivados de estrelas pop, com se calhar Taylor Swift à cabeça, mas não só. Está rijo.
Se der jeito, eu consigo juntar isto com o outro destaque, porque eu acho que acaba por estar ligado. Que é também aquilo que eu senti que foi uma ausência de um claro e contundente tema de verão. Aquela coisa de a canção que deu em repeat, só se falou dessa coisa.
Summer hit.
Sim, um pouco como foi o "Express" da Sabrina Carpenter o ano passado. Eu não fui a única pessoa a notar isso. Estive a ler pessoas com estudos nesta matéria e elas sentem o mesmo. Até têm uma definição muito interessante, falam disto como o fim do cânon da monocultura, ou seja, aquela coisa de não houve Barbenheimer.
Calma, mas pode voltar a haver.
Não, está bem. Estamos a falar deste ano.
Sim, este ano é verdade.
Mas de facto sentes que há muitos temas que ainda vêm.
Houve a novela "Ghioccos".
Sim, na verdade, em Portugal foi isso.
Mas isso ainda foi em agosto ou foi antes? Já estou perdido.
Chegou a agosto. Chegou agosto. Bem dentro de agosto.
Na verdade, foi o mais que nós estivemos dentro deste registo mais novelesco. Mas eu não senti que houvesse de facto esse tema. Dá-me ideia que, não sei se é porque temos tanta oferta ou se de facto há essa incapacidade de uma mainstream se pôr a tudo, mas senti que estamos mesmo muito numa fase de nicho, de pequeno nicho, em que tens muita produção, porque tiveste o lançamento de uma série de álbuns até de pop. O Justin Bieber, a Sabrina tem mais um álbum, mas parece-me tudo muito mais fragmentado. E na verdade, sim, o grande acontecimento pop do verão acaba por ser o pedido de casamento da Taylor Swift.
Os anéis de Taylor Swift e Georgina.
Da Georgina Rodríguez também. Aquilo foi uma coisa impressionante.
Mas a Georgina é confirmado que é casamento, não é? Ou vocês já concluíram isso?
Não, o Cristiano supostamente confirmou isso ao "Correio da Manhã".
Não tenho bem a certeza, sinceramente.
Se foi ao "Correio da Manhã" é porque-
Sim, todo aquele ritual de mostrar a mão.
É provável que seja.
Finalmente, vamos começar a deixar de tratar a Georgina Rodríguez por namorada de Cristiano Ronaldo.
Ela é companheira.
Que é das coisas que mais me irrita, é a namorada de Cristiano Ronaldo.
Gostas mais de companheira?
Eu não gosto mais de companheira, mas namorada não é, ela não é namorada.
Nota que ainda não gostas. Mas tu não namoras com a tua mulher ainda?
Continuamos a ser namorados.
Eternos namorados.
Isto seguiu.
Amantes.
Vamos passar a palavra a Bruno Vieira Amaral e vamos tentar juntar as duas coisas. Bruno, há uma série que é tão má que é boa.
Eu? Não, quem disse isso foi o Pedro.
Ah, foi o Pedro. Eu já estou a misturar tudo. Portanto, tu tens uma série que viste durante agosto, que foi "Untamed". É isto?
Devo ter visto durante agosto, senão foi em julho.
Ao próximo.
Ou foi em julho ou agosto.
Mas também andaste a ver filmes antigos.
Filmes antigos, então pode-se juntar. Mas deixe-me só dizer uma coisa em relação ao futebol. Nós entrámos numa nova era. Não, isto é verdade, porque entrámos numa nova era de despesismo no futebol nacional.
É verdade, sim senhor.
Em que os 20 milhões passaram a ser, como se diz, o novo normal.
É como nos restaurantes, também acompanhou tudo.
De repente, agora é de 20 milhões para cima. E eu acho que já não há retrocesso. Acho que ou vão à falência.
Ou são comprados por algum fundo.
Pronto, mas a partir de agora já ninguém vai estranhar se um jogador que se dizia antigamente: "Ipa, isto é muito caro para o Campeonato Português". Não, isto vai ser o novo normal e há aqui uma grande transformação, porque é verdade que os clubes portugueses têm sempre o seu modelo de negócio em comprar barato e vender caro. Só que o vender caro já não é a mesma coisa e o comprar barato também já não é a mesma coisa. Eu acho que há aqui uma mudança de paradigma.
É Champions e o Mundial de Clubes.
O quê?
Ou seja, o objetivo dos clubes.
Ah, sim.
Fazerem uma boa figura na Champions para depois irem ao Mundial de Clubes.
E também os clubes que vendem, ou seja, onde os clubes portugueses vão comprar. Já perceberam. Quer dizer, estes tipos vendem depois jogadores por 70, 80, 90 milhões e nós estamos aqui a vendê-los por 10. Mudou isso completamente. Vamos ver como é que corre depois este ano. A verdade é que todos compraram caro, dos três grandes portugueses. Em relação à série, como é que se chamava? "Untamed"? "Endomado" ou "Indomável"?
Este programa é realmente na Netflix. Com o Eric Bana.
Com o Eric Bana, que eu achei-
Canastrão.
Canastrão?
Não é?
Não, não me digas.
Ainda não viu?
Não. Eu achei que o Eric Bana, no início dos anos 2000, estava destinado a ser o próximo grande leading man de Hollywood, que misturava ali umas certas qualidades clássicas de virilidade clássica, serena.
Estou a perceber.
Estás a perceber. Quando ele fez o "Tróia", o "Munich".
O "Munich", eu gostei muito do "Munich".
O "Munich", eu achei mesmo que ele era o próximo.
Mas também fez aquele Hulk manhoso.
O Hulk eu não gostei muito, mas de facto, sobretudo o do Heitor, que ele fazia de Heitor no "Tróia", em oposição àquele surfista um bocado histérico.
Mas eram dois homens errões.
Do Aquiles. Assim um bocado É o surfista, mas sem a prancha e sem o auxílio de outras coisas. Eu achei que o pilar moral do filme era o Eric Bana e achei que esses filmes seriam a rampa de lançamento para ele dominar o mundo. E entretanto, desapareceu praticamente.
Ele não quis.
Não quis, ele disse que não. Não sei se entretanto, acho que deve ter feito outras coisas, mas reaparece como protagonista desta série, que é razoável.
Vale a pena?
Eu acho que vale a pena. É uma série razoável e marca para mim, felizmente, o regresso do Eric Bana. Vamos ver agora, já não faço prognósticos, já não vou dizer o que é que vem aí. Filmes antigos. Eu acho que é sempre uma boa altura para vermos aqueles filmes clássicos que nunca vimos. E eu vi três recentemente, que nunca tinha visto, ou tinha visto pouco, ou já tinha lido tanto que era quase como se os tivesse visto, mas a experiência de ver é sempre diferente. Estou a falar do "Johnny Guitar", que passou aqui há pouco tempo na RTP 2.
É possível.
Se não foi, foi noutro canal qualquer. "A Vítima do Medo", de Michael Powell, o Peeping Tom, que foi um filme que estreou em 1960, deu o cabo da carreira do Michael Powell, que era um dos grandes realizadores britânicos e que por causa da polêmica à volta deste filme, que é sobre um serial killer, foi completamente ostracizado. Michael Powell, que mais tarde casou com Thelma Schoonmaker, a famosa montadora dos filmes do Scorsese. E é um dos grandes realizadores, realizou "Sapatos Vermelhos", "Por Quem os Sinos Dobram". E a carreira dele acabou. Eu gostei muito, não vou agora desenvolver.
Porque não temos tempo.
Porque não temos tempo. E o outro filme, grande filme também, que nunca tinha visto, creio que está na Filmin, é o "Sorcerer: O Comboio do Medo", por acaso dois filmes com medo no título, do William Friedkin, que também marca aquele momento em que a partir daí o William Friedkin nunca mais foi o mesmo. Mas é um filme muito bom. Não está ao nível do "Exorcista", atenção, mas gostei muito do filme. Talvez noutro programa possa ter a oportunidade de falar um pouco mais.
Para mim pode falar sempre. E só para terminar agosto e muito rapidamente. Pedro Boucher Mendes, esta sim, uma série tão má que talvez seja boa. Série "Hostages".
Sim, uma amiga perguntou-me se eu já tinha visto. Eu disse que não, até porque estava numa zona sem Netflix, porque agora não consigo usar a minha conta Netflix. Acho um bocado irritante, já que sempre fui cliente, nunca interrompi.
Fica aqui a nota.
Isso é como a Caixa Geral de Depósitos, meu amigo. Você não conta pra nada.
Fica o belo desabafo.
Exato. Então só vi quando cheguei à casa. E é uma série que a minha amiga adorou e tal, e tens que ver, aquelas coisas. E eu não estava a acreditar, como ainda hoje não acredito, nos chamados plot holes, os buracos no argumento. Mas talvez ela tenha razão, porque a série é tão entertaining. É um pouco como comer batatas fritas de pacote.
Exato.
Sabemos que fazem mal à saúde, que entopem as artérias.
Mas estás só a comer.
E aquele óleo todo, aquela gordura toda.
Aquilo ativa ali qualquer coisa.
São pacotes de felicidade.
E portanto, é uma série da Netflix e é sobre a primeira-ministra inglesa, uma mulher, claro, e a presidente francesa, outra mulher, que se encontram em Downing Street e têm que chegar a um acordo. E depois há chantagens, e raptos, e traições, e depois há staffs que tentam envenenar-se uns aos outros, envenenar-se aqui no sentido figurado. Eu não vou contar muito mais, mas há cenas tão inverosímeis. É como ver um pato a falar. Mas o entretenimento é garantido.
Mas como é que se chama a série?
"Hostages". Aconselho.
Está na Netflix?
Está.
Está sim. Se estiveres próximo, se não tiveres um problema geográfico. Muito bem, arrumamos o verão, vamos lá saber o que é que está por vir até dezembro. Pedro, portanto, rapaziada, vamos ao osso, como dizem os técnicos com estudos. Ok?
Tem que ser rápido, é isso?
Pedro Boucher Mendes, tu queres ver a nova série de Vince Gilligan, o criador de "Breaking Bad", certo?
É, a nova série que se chama "Pluribus", como vem no lema da República.
Como diria o Benfiquista.
Ninguém sabe nada sobre esta série. Supostamente é uma série que vai estrear na Apple. É uma série de ficção científica, alegadamente, não se sabe nada, mas parece que é passada no contexto das pessoas mais infelizes do mundo. E depois acontecem coisas. Agora, como eu gosto muito do Vince Gilligan.
Só quis dizer pessoas infelizes.
E gosto muito da Rhea Seehorn, que fazia no "Better Call Saul", fazia de namorada ou interesse romântico do Saul. Estou a apostar as minhas fichas de que esta série pode ser uma das séries do ano.
Muito bem. Vamos ver. Maria Ramos Silva, estás entusiasmada com um documentário e uma tendência nostálgica.
Estou de volta de mortos e velhos como sempre.
É a história da tua vida.
Sim. Eu estou à espera do documentário sobre o Jeff Buckley, que eu partilhava contigo ontem. Ainda não percebi muito bem onde é que vai dar, porque são muitas referências.
Estamos à espera pra saber.
E senti também um pouco, à semelhança do que falei na primeira parte, que há aqui uma nostalgia dos anos 90, que também está a dominar um pouco a música, cultura pop.
Como era inevitável.
Sim, um documentário sobre os Pavement. Uma das melhores notícias pra mim também destes tempos foi a de que o Jeff Tweedy dos Wilco, que é um senhor que está quase a fazer 60 anos, imagina. Também vai ter um álbum novo, vai ter uma digressão a solo.
Tive esse regresso aos Oasis, de grande sucesso.
Que também vai ser documentado. Não sei se já foi lançado o documentário. Já? Sobre este?
Acho que não.
Então vai sair.
No meio disto até reapareceram os Deftones com um álbum que eu dispensava. Mas isto para mostrar que de facto estes senhores saem dos anos 90 e continuam por aí. Portanto, sim, estou entusiasmada com esta questão de-
Ver onde é que isto vai chegar.
Sim. E depois também estou entusiasmada, já que falámos dos anos 90, para ver o que é que o Jeremy Allen White vai fazer do papel de Springsteen.
De Springsteen. Estamos à espera também para ver. Tem havido críticas não consensuais.
Mas com aprovação do boss.
Ele é que é o patrão.
Ele é que sabe.
Bruno Vera Amaral, tu queres ver o documentário sobre a Kim Novak, que estreou agora há pouco tempo no Festival de Veneza.
Kim Novak's Vertigo.
Exato.
É o título deste documentário realizado por um fã ou mega fã, hiper fã do Vertigo, que eu acho que é um filme que apanha uma loucura, uma obsessão de uma geração que agora tem entre os 45 e os 60 anos, e que foi a geração que levou o Vertigo ao topo daquela lista da Sight and Sound há 10 ou 11 anos. Entretanto, foi substituído, saiu. Mas há aqui, de facto, uma geração de cinéfilos completamente vidrada no Vertigo e que tem produzido muitos artefactos que exploram ou parasitam, de alguma forma, o filme do Hitchcock. E há esta questão, que é Kim Novak, a Judy, a Madeleine do filme original, está viva. Já tem 92 anos e aparece neste documentário. O documentário é sobre ela, mas não é um documentário tradicional, daqueles que vai repassando todos os momentos da carreira. É algo um pouco mais criativo, diria eu, que ainda não vi o filme, li apenas algumas críticas, mas seja o que for que o filme tenha, exerce logo um grande fascínio para os fãs do Vertigo, porque, perdoem-me a expressão, papam tudo o que vier daí. Há vários livros escritos por tipos completamente obcecados pelo Vertigo.
Por todos os detalhes.
Todos os detalhes. Por exemplo, uns é só sobre uma espécie de itinerário pelos sítios de San Francisco, onde corre a ação do filme. Portanto, eu tenho muita curiosidade para ver este filme. E ainda bem que a Kim Novak continua aí, porque para nós, fãs do filme, neste caso, literalmente, é uma lenda viva e parece que mantém o filme e a memória do filme ainda mais viva, por ainda estar viva.
Falando em vivo, Pedro B. Simões, tens curiosidade, pelo menos. Vem aí um novo livro de Dan Brown.
Não, quero. Quero e vou ler.
Mais nada.
Eu acho que sai para a semana. Chama-se The Secret of Secrets. O Segredo dos Segredos.
Se as pessoas pudessem ter visto as tuas sobrancelhas.
E o nosso Tom Hanks, Robert Langdon, vai até Praga.
Salvar o mundo.
Não, vai ter com a sua nova namorada. Este tipo tem sempre umas namoradas que são sempre cientistas.
Olha, estudasses.
É isso. E essa namorada vai lançar um livro com um grande segredo, mas eis que acontece qualquer coisa e ela é raptada.
Também são como os pacotes de batatas fritas, começas e depois-
Houve uma fase da minha vida em que eu lia imensos deste tipo de livros. Eu gostei bastante do Código Da Vinci, depois quando reli percebi que era talvez até mal escrito. Mas gostei imenso. Gostei do filme. Gosto deste lado materiaóska que o Dan Brown tem. Agora ainda deve ter mais. Cada vez que se resolve uma coisa, acontece outra.
Vai apurando.
Isso. Provavelmente tem uma equipa a escrever por ele. E é a vida.
Ou com ele.
Sim, isso. Mas estou mesmo looking forward, como se diz lá fora-
Muito bem
...para ler este O Segredo dos Segredos.
Sim, senhor. Maria Ramos Silva, já aqui falaste que queres ver o Jeremy Allen White a fazer Springsteen, mas também queres ver os regressos de Paul Thomas Anderson, Kathryn Bigelow, Noah Baumbach, blá-blá-blá, nunca mais para. Tua lista.
Porque o cinema eu acho que mais do que as séries, provavelmente esta temporada tem aqui o grande foco. São os pesos pesados, quase todos. Eu acho que até mais nomes, tu disseste esses, mas sim, tens aí.
Sim, são muitos.
Muita coisa. Até o Gus Van Sant.
Mas também queres ver o fim de Stranger Things, que vai começar em novembro.
Quero, porque é aquela coisa um pouco de fechar o ciclo já agora. Quer dizer, a protagonista até já é mãe. Mas aquilo vai ser um pouco estranho.
Na vida real ou na série?
Na vida real.
Adotar uma criança.
Sim, mas de facto, o Van Sant está aqui todo um grande temporal. Mas sim, e quero ver o Jude Law no Black Rabbit, já agora.
O Daniel Day-Lewis não anda aí também?
Vai voltar.
Vai voltar.
Vai voltar.
É um filme do filho.
Exato.
Sim.
É o nepotismo ao contrário.
Não, há muita coisa interessante. A Netflix tem outras duas coisas que podem ser curiosas, à margem disso. Por um lado, vão ter um documentário sobre a Victoria Beckham, vai-se agir para ver quem é que vai render mais, se ela ou seu marido. Já tivemos aquela história do Beckham. Eu não sei se é tão comum para eles, pelo menos na HBO já é, ou na Max, que são os conteúdos desportivos. Eles vão transmitir um grande combate de boxe entre o Canelo Álvarez e o Terence Crawford. Vai ser interessante ver, para quem quiser seguir em direto, depois em diferido, calculo eu. Mas sim, nos cinemas isto vai quase até ao final do ano. Há um lançamento que eu creio que está previsto, se não para o dia de Natal, mas quase, que é o do Chalamet. Com quem é que ele está a fazer isto? Deixa-me cá ver Com o Safdie. É um dos irmãos Safdie, que também tem a ver com o desporto. E o grande Pete Anderson, eu acho que o Bruno também está aqui ansioso para ver. Vamos ter DiCaprio e afins, portanto temos aqui muita coisa para-
Vamos ver o que é que vai acontecer
...para ver até ao final do ano e para falar.
Um minuto.
Não há nenhum Christopher Nolanzinho aí?
Eu acho que é o único.
É ele.
É o único. Olha, já agora, a "Big Little", que é uma produção para a Netflix também.
É verdade, depois vai para a Netflix. Um minuto, Bruno, só para dizermos às pessoas que estamos expectantes para ouvir o novo álbum de Lola Young, que vai sair este mês.
Lola Young, que não dissemos aqui, mas nos festivais de verão este ano em Portugal.
Esteve em Paredes de Coura.
Esteve em Paredes de Coura, parece que foi um grande sucesso. Normalmente, eu adiro a cantores e bandas.
Já me estou a rir, desculpa.
Pela música, por uma canção. É assim, ou a canção-
Agarra-te.
...agarra e depois a partir daí vou descobrir.
E aqui aconteceu isso com a canção "Messy".
Claro.
Inevitable.
É daquelas coisas, tu começas a ouvir uma, duas, de facto, isto aqui é... E parece que foi um grande sucesso em Paredes de Coura e claro, isso faz com que o próximo álbum, agora o pessoal também lança muitos álbuns.
Se calhar isso até foi um tema de verão, agora penso nisso.
É o novo festival dos Betos, o Paredes de Coura é o novo festival dos Betos.
Enfim, podemos falar sobre isso.
Há algum festival que não seja dos Betos?
Nolan, Betos, vamos a isso, malta.
Temas polémicos.
Mas bom, fica a nota, Bruno. Chegámos ao final do "PopUp", voltamos na segunda-feira em podcast, mais uma vez, com as sugestões da semana. Sigam-nos nas vossas plataformas favoritas e não percam nenhum episódio. Até lá.