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Foi um discurso de pouco mais de 10 minutos, onde houve espaço para alguns recados, a começar a crítica às vozes que se mostraram contra a candidatura de Henrique Gouveia Melo.
Que se, por um lado, são arautos da democracia e apelam à resistência e ao dever cívico dos cidadãos para participarem ativamente na política e na vida da comunidade, por outro, atacam ferozmente qualquer cidadão que tente imiscuir-se na trincheira política que eles próprios acham que criaram. Caros amigos, a política não é um clube fechado, onde só se entra por convite.
E no meio das críticas, veio o principal compromisso.
Reconstruir a confiança dos portugueses.
Para lá chegar, Henrique Gouveia Melo aponta os passos a seguir.
Temos que reformar e modernizar o Estado. Temos que reformar a Justiça. Temos que pagar melhores salários, fixar os nossos jovens e garantir o futuro do Estado Social.
Traçados os objetivos, fica o compromisso.
Se os portugueses me escolherem como presidente da República, procurarei ser um presidente diferente, um presidente que fala com clareza, que une os portugueses, em vez de os dividir, um presidente imune às intrigas partidárias, à maledicência, à prática do bota-abaixo e da crítica e do comentário inconsequente.
O momento alto da noite ficou marcado pela apresentação de Rui Rio como mandatário nacional da campanha, um regresso à política nacional que aconteceu com Gouveia Melo.
Reconheço nesta candidatura uma convergência de pensamento relativamente à situação do país e às ações concretas que urge implementar. Aceitei, porque sinto que o candidato tem a visão correta, a capacidade necessária e a determinação para continuar a servir Portugal.
O jantar da candidatura de Henrique Gouveia Melo terminou ao som do hino nacional, entoado por algumas centenas de pessoas na Alfândega do Porto.