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A campanha aproxima-se do fim e é hora de cerrar fileiras contra o principal adversário.

Sebastião Bugalho e a Aliança Democrática não fazem campanha eleitoral, centrando em si o foco dos méritos que se devem a muitíssimos mais. Eu quero ser claro: o aproveitamento de uma pandemia que vitimou tanta gente em Portugal e em todo o mundo, em campanha eleitoral, é inaceitável. Desculpem, mas é rigorosamente o que eu penso.

Nuno Melo volta à campanha para acusar Marta Temido de usar a pandemia para fins eleitorais, mas quem ataca o PS também leva a reboque o Chega.

Agora, em 2024, consegue alargar a negociata e conseguiu meter também o Chega no bolso. Eu diria que este é o socialismo de largo espectro, mas é obra.

E pra exemplificar, nada melhor do que o chumbo da proposta do governo para baixar os impostos.

Enquanto falamos, o PS alia-se ao Bloco de Esquerda, ao PCP de um lado, e ao Chega do outro, para chumbarem a tabela de taxas de IRS propostas pela AD, virando as costas à classe média, esmagada durante oito anos.

À boleia das críticas, Sebastião Bugalho atira mais acima e aproveita a presença permanente de Pedro Nuno Santos na campanha para ironizar com o líder do PS.

Vejo mesmo com ironia que o líder do PS, que se autoproclamava um fazedor, ande tão incomodado com o governo que finalmente faz coisas. Quando o fazedor esteve no governo, nada se fez. Agora que a AD está no governo, o fazedor está incomodado porque se fazem coisas. Que ele continue incomodado e que a AD continue a fazer coisas.

No apelo ao voto, Bugalho recorda as vitórias da AD em Lisboa, nos Açores e agora no governo, para pedir a mobilização de todos nos últimos dias.

Era tudo impossível e foi tudo possível.