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Em Famalicão, Rui Rio falou pela primeira vez na campanha. O mandatário nacional da candidatura de Gouveia e Melo não poupa nas críticas e começa com António José Seguro.

Percebo que o melhor presidente da República é o que tem coragem, não é aquele que consegue falar mais tempo sem dizer nada. Aqueles que conseguem falar mais tempo sem dizer nada, são excelentes para fazer discurso em casamentos, em batizados e em despedidas de solteiro.

E a André Ventura deixa o recado.

O presidente da República também não é aquele que grita as tiradas mais populistas. Tem que ser um homem sério e um homem responsável. Não é aquele que faz aumentar as audiências televisivas, porque o Palácio de Belém ainda não é a Casa dos Segredos.

Coutinho de Figueiredo também não fica de fora da mira de Rui Rio.

Não é o melhor presidente da República aquele que é um candidato do tanto faz, porque nós temos candidatos que tanto faz estarem no Parlamento Europeu como estarem na Presidência da República.

Neste almoço com apoiantes, Gouveia e Melo continuou o rol de ataque para acusar o antigo líder do PS de cinismo.

O que é mais cínico, e que tem a ver com o centrão dos interesses, é que houve candidatos que, no passado, atacaram os seus próprios partidos, falando em interesses escondidos nos partidos, e essas pessoas que foram atacadas, estão agora unidas num casamento de conveniência a ajudarem o candidato. E não consigo perceber, porque eu não sou cínico.

E critica a aposta de Cotrim Figueiredo no eleitorado mais velho.

Vejo muitos candidatos, nesta fase, irem ver os lares de idosos com a preocupação de visitar esses lares agora, mas durante anos no sistema político, não tiveram a preocupação de resolver problemas.

Sem se esquecer também no final, ainda do adversário Marques Mendes.

Portugal precisa verdadeiramente de quem queira servir o país, não queira servir-se do país e quem seja consciente do momento difícil que nós estamos a viver.

As linhas de ataque do discurso de Gouveia e Melo na véspera do voto em mobilidade