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O PSD conseguiu mais de 43% dos votos e tem agora 23 deputados, sendo que precisa de apenas um para conseguir maioria absoluta no Parlamento Regional. É possível ou concorda com uma coligação com o CDS, como já tiveram anteriormente, para atingirem a maioria absoluta?
Aquilo que o PSD foi mandatado pela população, pelos eleitores, é formar governo, por isso é que deram a vitória. Obviamente que, neste momento, faltando um deputado, o CDS é uma possibilidade, como outras que se colocam também no atual quadro parlamentar.
Mas concorda com essa opção?
É uma opção que está em cima da mesa. O CDS foi, em mandatos anteriores, a solução para garantirmos governos estáveis na região. Neste novo quadro, mantém-se como uma possibilidade. Vamos aguardar, será analisada também.
Devemos esperar novidades nos próximos dias sobre essa possível coligação?
Sim, o presidente do partido, durante esta semana, assumiu o compromisso, no final do dia de ontem, de encontrar a solução para que a região volte a ter um governo estável e que possa garantir quatro anos de uma boa gestão.
E se o CDS não aceitar essa coligação, quais são as outras opções? Há a hipótese de a sugestão de Alberto João Jardim se concretizar, visto que ele é a favor de um bloco central?
Não, penso que essa hipótese não se coloca. Há ainda outra alternativa, mas essa situação do bloco central não tem qualquer viabilidade neste momento.
E qual é a outra opção que está em cima da mesa?
Há mais partidos, ou pelo menos mais um partido que tem também mais um deputado. Por isso, há que analisar agora tranquilamente as possibilidades e as soluções.
Disse, e passo a citar: "Quem censurou, foi censurado pelo eleitorado". Diante dos resultados das eleições, como prevê a relação do PSD com os outros partidos, tendo em conta que apoiaram a moção de censura que levou a estas eleições antecipadas?
A relação será sempre uma relação institucional, partindo também de um pressuposto, e aquilo que é importante é que os outros partidos possam também fazer a leitura adequada deste ato eleitoral. Ou seja, derrubaram um governo que tinha 19 deputados, que tinha cerca de 50 mil votos, e o resultado final foi o PSD aumentar a sua representação parlamentar em quatro deputados e, em número de votos, cerca de mais 13 mil votos. Essa tem que ser a interpretação também por parte dos partidos da oposição. Ou seja, houve uma definição clara de que os eleitores, o que pretendem é a continuidade das políticas do PSD na governação da região e das suas vidas. E é isso que, efetivamente, o PSD, uma vez mais, se vai empenhar em procurar as políticas adequadas para continuarmos o progresso e o desenvolvimento da região.
E acha que se deve tirar ilações nacionais destas eleições, ou seja, acredita que o PSD nacional vai ter uma vitória semelhante?
Nós acreditamos, porque as políticas que estavam a ser implementadas eram políticas que davam resposta ao cotidiano das populações. Tal qual como aconteceu aqui na região, aquilo que os cidadãos demonstraram é que não concordaram com a interrupção dessas políticas, não concordaram com a suspensão das suas vidas, porque é disso que nós estamos a falar, é do cotidiano dos cidadãos. E nós acreditamos que, a nível nacional, a queda do governo teve também essa perceção por parte dos cidadãos, por parte dos eleitores.
O PSD alcançou um resultado acima do que foram as últimas eleições. Como é que vê esse crescimento, ou a que fatores atribui esse crescimento, especialmente no contexto atual político na Madeira?
Eu penso que aquilo, e era o que nós sentíamos, efetivamente, durante a campanha, aquilo que sentíamos no contato com as pessoas, ninguém queria continuar a viver a instabilidade que se viveu nos últimos tempos. As pessoas procuravam certeza na governação, estabilidade nas suas vidas e previsibilidade para o futuro. E é isso que, efetivamente, a democracia deve proporcionar aos cidadãos, que de quatro em quatro anos devem avaliar as políticas e, dessa forma, manter ou substituir os governos. Aquilo que nós estávamos a viver nos últimos tempos na região era uma situação em que não era possível ou não havia tempo para executar as políticas e os cidadãos tinham dificuldade, não só em organizar o seu cotidiano, mas acima de tudo, em poder ter uma previsibilidade daquilo que eram as ações e os impactos das políticas nas suas vidas. Portanto, eu penso que esse foi um dos fatores essenciais para este resultado do PSD e a confirmação de que são as políticas sociais-democratas que os madeirenses pretendem ver executadas na organização das suas vidas.