Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Rui Afonso está agora em direto na Rádio Observador. Muito boa tarde. Obrigado pela disponibilidade para colocar em antena a sua posição sobre este assunto. Como é que recebeu esta informação hoje, esta notícia publicada inicialmente pelo jornal Público e estas acusações de que é alvo? Como é que reage a toda esta polêmica, Rui Afonso?
Antes de mais, boa tarde. Cumprimento todos os ouvintes da Rádio Observador e começo já por pedir desculpa por realmente lhes ocupar este tempo com uma notícia que é um não assunto, é um perfeito disparate. É uma notícia que não tem qualquer cabimento. Primeiramente, e já disse isto, na altura das eleições distritais em setembro de 2023, não existia nenhuma estrutura orgânica no Porto do grupo 1143. Não existia, não havia membros do grupo 1143. Depois, dizer claramente que eu ganhei aquelas eleições distritais, porque se fala em dezenas e dezenas de militantes. Eu não sei se era €3.500 a cada um. Eu realmente devo ser uma pessoa muito rica e não sei. Eu ganhei aquelas eleições distritais em setembro de 2023 com 172 votos. O meu adversário ficou com cento e vinte e tal votos e eu já era o presidente incumbente, eu tinha sob mim já as 18 concelhias. Portanto, como vê, não faz sentido absolutamente nenhum isso que está a ser dito. Alguém fez notícia disso, o jornalista Miguel Carvalho, que é uma pessoa que tem um ódio e desestimação ao Chega, decidiu fazer essa notícia com base no testemunho de quatro dissidentes do Chega. De milhares de militantes do Chega, tirou de fazer com quatro dissidentes do Chega, alguns deles já expulsos do partido. E portanto, o que é o estranho, é que dessas dezenas de militantes, o jornalista Miguel Carvalho não tenha, pura e simplesmente, pedido a quem fez esta afirmação: "Olhe, dê-me o contato de duas, três, quatro, cinco ou 10 pessoas para realmente corroborar aquilo que o senhor está a dizer. Se é verdade ou se é mentira." Aquilo, basicamente, foi uma notícia. Isto tem a ver com uma trica intrapartidária. Não é nenhuma notícia nacional, é uma trica intrapartidária de pessoas que estão revoltadas com o partido, que estão de costas voltadas para o partido e que querem prejudicar minha imagem e a imagem do partido, e pura e simplesmente, falaram com o jornalista e esse jornalista decidiu amplificar essa falsa notícia para os meios de comunicação social.
Rui Afonso, a Rádio Observador hoje, desde bem cedo, desde o momento em que começou a dar esta notícia em antena, contactou a direção nacional do Chega para tentar obter um esclarecimento. E entrámos também em contacto consigo desde o início desta manhã e está a ser possível, neste momento, ter a sua versão também encaminhada pela própria direção do Chega. Primeiro queria perceber se já conversou com a direção nacional do Chega sobre todo este caso que hoje está acontecendo.
Sim, nós já conversamos. Achamos a notícia perfeitamente escabrosa. Peço desculpa pelo termo, perfeitamente ridícula, sem qualquer tipo de fundamento, sem qualquer tipo de veracidade, sem qualquer tipo de objeto consolidado em si. Pura e simplesmente, é uma notícia de ataque pessoal, sem qualquer fundamento.
Sobre as eleições de 2023, Rui Afonso, há uma das acusações que é feita de que membros do grupo 1143 foram inscritos como membros do partido e terão sido pagas as quotas. Antes de entrarmos na questão dos pagamentos, houve ou não houve pessoas, ou é ou não é possível, numa eleição do Chega, alguém inscrever-se cinco dias antes e votar depois para essa distrital?
Isto, totalmente, eu não sei sinceramente como é que funciona, porque é o que eu lhe digo, eu nunca precisei de fazer isso. Eu era o presidente distrital incumbente.
Era o presidente distrital, sabe perfeitamente se uma pessoa, na semana antes da eleição, se pode inscrever para votar nessa eleição.
Sim, mas isso é controlado pela mesa. Ou seja, é a mesa que controla as eleições, não é a comissão política distrital. Cabe ao presidente da mesa garantir que estejam a ser cumpridos todos os critérios para as pessoas de elegibilidade, digamos assim, eleitoral.
Foi eleito nessa eleição em 2023. Há membros que participaram nessa eleição, só para concluir aqui minha ideia, que apontam para uma eleição que teve má conduta e que essas acusações de má conduta foram transmitidas à direção. Sabia dessa má conduta? Soube dessas acusações?
Qual é a má conduta? Deixe-me só dizer-lhe uma coisa. Eu já solicitei, já falei com a direção nacional, inclusive com o presidente do partido, e vai ser aberto um processo de averiguações junto do Conselho Jurídico Nacional. É importante que isso seja feito para ser averiguado se realmente houve ou não a entrada massiva desses militantes. Eu também entendo que tem que haver esse escrutínio para não ficar quaisquer dúvidas a nível interno.
Eu estou a perguntar isso porque já este manhã aqui na Rádio Observador, Israel Pontes, que participou nessa eleição de 2023, disse que mais de 30% dos eleitores apenas eram militantes há cinco dias e eram pessoas estranhas ao partido. Como é que vê esta acusação?
Ouça, faça-me um favor. O senhor sabe quem é o Israel Pontes? Vá ver o Facebook dele, veja o perfil dele. Nós não podemos deixar que pessoas que tenham problemas psicológicos digam que querem e serem consideradas como credíveis.
Foi candidato à direção distrital do Porto em 2023.
Qualquer um pode ser. Não é essa a questão. A questão é nós aferirmos a credibilidade daquilo que as pessoas nos estão a dizer Isso para mim é o mais importante, é perceber que não é por uma pessoa dizer uma coisa que nós vamos aferir se é uma coisa totalmente credível. As eleições são controladas por uma mesa da assembleia distrital, neste caso até penso que foi pela mesa nacional. Vieram órgãos nacionais fazer a própria eleição. Está garantido tudo o que é necessário para que realmente a eleição seja feita. Eu não sei, conforme lhe disse, eu não tenho acesso, nem sei qual é a antecedência que é necessária para fazer a inscrição, porque eu não funciono assim, eu não preciso, eu era o incumbente. Repare, eu tinha sob mim o controle de 18 conselheiros, eu não precisava de andar a arranjar votos em lado nenhum.
Muito bem. Neste caso, Rui Afonso conhece Tirso Faria?
Conheço, Tirso Faria era militante do partido. Já não será, era militante do partido.
Quando é foi a última vez que o esteve presencialmente ou conversou com Tirso Faria?
Há muito tempo, há muitos anos. Já nem me lembro. Repare, a distrital do Porto tem milhares de militantes e centenas deles contacto muitas vezes em eventos. Agora não sei, sinceramente, há quanto tempo é que estive com ele, deixe isso estar. Mas há muito tempo.
Estava a dizer há pouco, Rui Afonso, que tudo isto pode servir para o prejudicar. Qual é que seria a razão para o prejudicar?
Porque são questões de tricas internas. Repare, isto fizeram de uma trica interna uma notícia nacional, sem qualquer tipo de interesse, porque isto é um não assunto.
É uma trica interna numa distrital importante do partido com a segunda maior representação na Assembleia.
Isto é totalmente disparatado. Afirmam que eu inscrevi dezenas de militantes. O jornalista não tem o cuidado de dizer à pessoa que me faz essa acusação, que é uma acusação grave: "Olhe, desculpe, então dê-me o contacto de pelo menos meia dúzia deles para confirmar quem são". Não acha que era o mínimo? Enquanto jornalista, eu gostava de fazer um trabalho jornalístico credível. Agora, uma pessoa diz: "Ele inscreveu dezenas de militantes ou centenas de militantes", ou como diz, paguei 3500 €. Três mil e quinhentos euros a cada militante para inscrever dezenas de militantes. Já viu quanto é que isso dá? Eu tinha que ser o Elon Musk. Não faz sentido absolutamente nenhum. Eu acho que nós temos que ter a razoabilidade, o bom senso de perceber quando as notícias não encaixam. Isto aqui é uma perfeita idiotice.
Rui Afonso, permita-me a pergunta, neste caso, tem alguma ligação a membros da organização neonazi 1143?
Não tenho nenhuma ligação. Repare, eu conhecia, na altura da manifestação, o Gil. Mas o Gil é simpatizante do partido, era apoiante da nossa causa, mas é uma pessoa muito conhecida no Porto. O Gil é conhecido. Repare uma coisa, eu quando entro num autocarro, nós nessa manifestação tivemos, se não levo errado, sete autocarros. E eu distribuo sempre os membros da distrital por cada autocarro. Quando as pessoas não vão identificadas, que não iam, ao contrário do que andavam a dizer da bandeira. A bandeira só foi mostrada já ia o autocarro em andamento. Não foi mostrada na altura, eles não estavam ali a mostrar, nem levavam símbolos, nem nada. Quando foi mostrada a bandeira, o autocarro já ia em andamento, acho que já ia até entrar nos Carvalhos. Não faz sentido nenhum. E a situação também de dizer que eu pedi segurança. Repare uma coisa, os autocarros pararam no meio da manifestação. Estavam lá dezenas de jornalistas, fotojornalistas, cameramen a filmar. Não há uma imagem, não há uma fotografia, um vídeo de eles a fazerem proteção. Se eu os contratei para fazer segurança na manifestação, onde é que eles estavam quando eu estava na manifestação? Onde é que eles estavam? Acho que é uma pergunta lógica de se fazer.
Rui Afonso, temos que entrar novamente na conversa em torno da eleição de 2023.
Mas o que eu estou a dizer é o disparate, o achincalhamento político, na arma de arremesso político que se pode tornar a comunicação social, quando devia ser um pilar da democracia.
Sei o que está a dizer, Rui Afonso, mas há uma névoa em torno da eleição de 2023. Vai o partido fazer alguma coisa em relação a estas acusações, ao que pode ter acontecido?
Desculpe, qual é a névoa que existe nas eleições de 2023?
Nós estamos aqui a falar porque-
Não, desculpe. É por uma pessoa ter dito, há uma névoa agora três anos depois? A eleição correu bem, foi tudo correto. Atenção à coisa que eu lhe digo. Vieram órgãos de Lisboa assistir à eleição. Há um escrutínio, há uma garantia de transparência e isenção nas eleições. Qual é a névoa que existe na eleição? Que eu não percebi. É só por uma pessoa dizer: "Olha, ele inscreveu militantes cinco dias antes." Está bem, pronto, mas se ele sabe isso, então que diga quem são os militantes que eu inscrevi cinco dias antes.
Só lhe estou a perguntar se o partido vai abrir, eventualmente, uma investigação.
Eu pedi para esclarecer isto, porque repare, esta névoa não é criada por mim. Esta névoa é criada pela própria comunicação social.
Mas é o presidente da distrital do Porto, ainda pode querer resolver a situação.
Não, mas a névoa não é por mim. A névoa é criada pela comunicação social, que amplificou uma notícia que é falsa, que amplificou um autêntico disparate. E aquilo que eu estou a dizer, eu já falei com a direção nacional e já falei com o presidente do partido. Nós vamos abrir um processo de averiguações interno para que não haja dúvidas, nem haja qualquer névoa relativamente ao processo eleitoral de 2023.
Para terminar, os resultados desse inquérito serão depois divulgados?
Sim, sem qualquer problema. Porque ouça, é o que eu lhe digo. Eu torno a lhe a dizer, isto é um autêntico disparate. Esta notícia é uma fake news e serve unicamente para achincalhamento político