Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Um desses locais onde passa a ser obrigatório o uso de máscara são precisamente os transportes públicos. Junta-se agora, em direto neste noticiário das 9h, Vítor Domingues dos Santos, o presidente do Conselho de Administração do Metro de Lisboa. Muito boa noite, Vítor Domingues dos Santos. Aproveito para lhe perguntar desde já como vai ser, se vai ser garantido este uso obrigatório de máscaras nos transportes públicos, em particular no Metro de Lisboa. Vai ser preciso contratar mais pessoas para garantir esta fiscalização?

Da nossa parte, esperamos que os nossos clientes cumpram as obrigações determinadas pelo governo e que usem máscara. Da nossa parte, todos os nossos trabalhadores a partir da segunda-feira vão trabalhar sempre com máscara. No caso das estações, vão estar com máscara e com viseira para estarem melhor protegidos. As máquinas de vending vão disponibilizar máscaras, gel e luvas. É a maneira que nós temos de apoiar e as máscaras vão ser vendidas a um preço que praticamente é o preço de custo, é a nossa maneira de ajudarmos as pessoas. Nalgumas estações também vamos durante a semana colocar um gel desinfetante para as pessoas poderem desinfetar as mãos e é o nosso contributo. De resto, continuamos com as nossas higienização e desinfeção de todos os comboios uma vez por mês, com ocupações também semanais dos comboios das estações e diariamente a limpar os locais mais usados pelas pessoas, onde as pessoas tendencialmente tendem a colocar as mãos. É o nosso contributo.

Engenheiro Vítor Domingues dos Santos, uma das medidas do governo passa exatamente por assegurar que a capacidade nos transportes públicos fique limitada a dois terços e por isso pergunto-lhe qual o plano do Metro de Lisboa. Passa por aumentar a circulação de comboios, aumentar possivelmente o número de carruagens naqueles horários que habitualmente circulam comboios com menos número de carruagens? Qual é que é o plano do Metro de Lisboa?

Na semana passada tivemos uma média de 90 mil pessoas por dia, o que é cerca de 15% do que seria o normal antes do pré-Covid-19. A partir de segunda-feira vamos implementar os horários de verão, o que significa termos praticamente 83% da capacidade máxima, o que significa que vamos passar a ter 40 comboios nas horas de ponta, nomeadamente na hora da manhã. Nós temos às vezes alguns pontos de afluência das pessoas, nomeadamente as pessoas que vêm de ACP da linha de Sintra. Nesses momentos que estão identificados, nomeadamente a Jardim Zoológico e Entrecampos, vamos contar também com a ajuda da PSP para tentar que as pessoas não se juntem nos cais. Vamos sinalizar os cais com espaçamento obrigatório. Vamos com uma campanha grande de comunicação para as pessoas cumpram as determinações do governo em termos de distância sanitária, em termos do uso de máscara, em termos de espaçamento. Esperamos agora que as pessoas nos ajudem a cumprir isso. O nosso esforço vai nesse sentido.

Já esta semana ouvimos o ministro dos Transportes e das Infraestruturas, o ministro Pedro Nuno Santos, preocupado com o possível aumento do fluxo de passageiros nos transportes públicos com o retomar de algumas atividades em Portugal. O ministro dava, em concreto, o exemplo da CP sobre a linha de Sintra, que chegava a ter uma circulação na ordem dos 160%. Mas relativamente ao metro, também deve ser uma preocupação. Pergunto-lhe se nas últimas semanas tem notado um aumento de passageiros e se está também o Metro de Lisboa preocupado com o possível aumento do fluxo já a partir de segunda-feira.

Repare uma coisa, acabei de dizer que na semana passada tivemos cerca de 15% do que seria normal num dia útil. A nossa expectativa é que o tráfego, a procura vá aumentando todos os dias, mas já para prever e para garantir que possa haver, porque não sabemos bem ainda, é difícil dimensionar o que se vai passar na segunda-feira. Nós optamos por avançar já com uma capacidade de 83% da nossa capacidade máxima, com 40 comboios na hora de ponta da manhã, o que já dá-nos uma certa certeza, uma garantia que mesmo que das 90 mil pessoas da semana passada passemos para 180 ou passemos para 400 mil pessoas diárias no Metropolitano, que nós temos a capacidade para aguentar a resposta a esse fluxo de passageiros e garantindo a ocupação máxima que foi definida da ordem dos dois terços. Estamos convencidos que vamos conseguir isso. É sempre importante que os nossos clientes nos ajudem, que quando chegarem ao cais, se espalhem pelos cais e também as pessoas que não têm necessidade de usar o Metropolitano aquelas horas para ir para o seu trabalho, que evitem utilizar o Metropolitano nas horas de ponta e que passem a usar o Metropolitano fora das horas de ponta. Com estas ajudas nós conseguimos que tudo se consiga proceder dentro da normalidade que é esperável, expectável.

Vítor Domingues dos Santos, pergunto-lhe também se o Metro, muito na lógica da sensibilização dos utentes, prevê alguma campanha de sensibilização também nesse sentido.

Nós temos vindo com uma campanha sempre diária, quer por intermédio do som, quer a avisar, a chamar as pessoas para a manutenção da distância de segurança, da distância sanitária, quer a utilização, a terem os cuidados sanitários normais, lavar as mãos e tudo isso. Vamos iniciar uma nova campanha na segunda-feira, muito mais reforçada e sobretudo virada para a continuação das obrigações, agora complementadas com a obrigação de utilização de máscara. Contamos durante a semana instalar em todas as nossas estações marcações nos cais para as pessoas garantirem a distância sanitária, vai os secretários a apelar ao uso da máscara e todo um conjunto quer nos cais, quer dentro dos comboios, quer em todas as estações, e continuando com a ajuda do som nas nossas estações a chamar também a atenção das pessoas para os mesmos aspetos.

Uma última pergunta. Esta semana foi também conhecido que a CP, por exemplo, está a perder 4 milhões por semana com a quebra da procura. Tem também números relativos ao Metro de Lisboa?

Sim, posso dizer que este mês que hoje encerra foi um mês em termos de receitas desastrosas para o Metropolitano, em função do Covid. A partir do momento que abrimos as portas, sabíamos que o íamos fazer, mas era necessário em termos de saúde pública efetuar. Tivemos uma perda de receitas significativa neste mês de abril e esperamos agora com o fecho dos canais de acesso ao Metropolitano, e como foi dito já pela AML, que as pessoas a partir do dia 1 de maio já têm obrigação de começar a usar o passe ou o bilhete ocasional. Com isso nós vamos fechar os canais no dia 3, no domingo de manhã, e esperamos que as pessoas cumpram o seu dever cívico e comprem os passes, os bilhetes ocasionais para acederem ao Metropolitano. E pensamos que a partir daqui começamos a ter as receitas que seriam expectáveis numa situação normal.

Vítor Domingues dos Santos, presidente do Conselho de Administração do Metro de Lisboa, muito obrigado por ter aceitado o nosso convite para entrar no Noticiário das 9, no Observador. Juntou-se a nós o presidente do Conselho de Administração do Metro de Lisboa. Já a propósito das novas medidas anunciadas pelo governo que entram em vigor na segunda-feira, vai passar a ser obrigatório o uso de máscaras nos transportes públicos, mas também nos estabelecimentos comerciais e nos espaços fechados. Quem não usar máscaras nestes lugares arrisca-se a pagar multas