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Como é que está a confiança da CDU para domingo, neste último dia de campanha, e como é que o partido vai recuperar a liderança do município de Loures?

A campanha correu muito bem. Nós fizemos uma campanha extraordinária, fomos a todo lado neste concelho, falámos com milhares e milhares de pessoas, e isso conta muito nestas eleições, porque as pessoas querem saber quem é que vai estar com elas a resolver os seus problemas do dia a dia, quem é que vai estar ao lado delas, para resolver o problema da saúde, o problema da habitação, o problema da falta de creches, de lares ou dos jardins de infância. E foi isso que nós tentámos fazer. Tentámos falar com muita gente e evidentemente que estamos muito confiantes, porque uma força como a nossa, que conseguiu ao longo destes meses manter uma campanha muito forte e muito próxima da população. Ouvimos muitos apoios, ouvimos muita gente, já nesta fase final da campanha, em que já falámos com alguns deles, se calhar duas ou três vezes, a dizer: "Podem contar conosco", porque têm confiança em nós. E por isso estamos com confiança para domingo. De forma que vamos voltar à Câmara, vamos ver como é que corre no domingo a votação. Penso que temos todas as condições para que eu seja, no domingo, eleito presidente da Câmara Municipal de Loures, mas o povo ainda vai decidir e ainda faltam algumas horas até ao final da campanha e nós não vamos prescindir de ninguém. Não vamos prescindir de nenhum voto, não vamos prescindir de nenhuma conversa, porque as pessoas precisam, neste momento, de ajuda para a sua vida. É isso que nós dizemos, com a CDU, a Câmara vai ajudar a vida de cada um aqui no Conselho de Loures.

Última questão. Das propostas que a CDU apresenta aqui para o Conselho de Loures, quais foram as que tiveram mais ressonância ou que sentiu que tiveram mais ressonância com as pessoas?

Sem dúvida que as questões da habitação são muito transversais, porque é um problema que se agravou muito nos últimos tempos, nos últimos anos, até porque a Câmara Municipal não conseguiu desenvolver nenhum projeto para resolver o problema da habitação aqui no Conselho de Loures. Foram zero casas nos últimos quatro anos, isso é uma coisa que as pessoas sentem muito. E há uma outra coisa que as pessoas sentem muito e que nós tivemos também que olhar de outra forma, que é a recuperação do espaço público, a limpeza das ruas, as árvores, as podas das árvores. Tudo isso é uma coisa que as pessoas sentem muito, porque está muito degradado, está muito deixado ao abandono. E nós, ao ouvirmos de tanta gente essa questão, tivemos, evidentemente, que tomar medidas no nosso programa eleitoral e nas nossas prioridades. Isso passou a ser uma prioridade da CDU para os próximos quatro anos, ter um espaço mais bonito, mais acolhedor, onde as pessoas se sintam bem quando estão na rua. Porque também precisamos dar vida aos nossos espaços aqui em Loures e também com esses espaços bonitos e bem iluminados, em que as pessoas possam estar a conviver socialmente. É muito importante para que Loures continue a ter vida.

Falava aqui na questão da poda das árvores. Acha que é nesses pontos do cuidado, no dia a dia, os problemas das pessoas no cotidiano, que a CDU ainda se destaca na proximidade com a população?

Pois, nós queremos que isso aconteça, porque, de facto, o Partido Socialista na Câmara, e em muitas Juntas de Freguesia, não conseguiu resolver esse problema. Aliás, agravou. E é isso que as pessoas nos vêm dizer. "Nós falamos, mandamos um e-mail, falamos com não sei quem, nada se faz, nada se resolve". É isso que nós precisamos mudar. As pessoas têm que sentir que têm, na Junta de Freguesia e na Câmara Municipal, alguém com quem vão falar e que tudo faz para resolver o problema. E é aí, nessas pequenas coisas, que isso também se sente. Não é só nas grandes obras, nas grandes infraestruturas. Isso é importante, mas estas pequenas intervenções em que as pessoas sentem, estão preocupadas comigo, estão preocupadas com a minha rua, estão preocupadas com o meu bairro. Isso é, sem dúvida, o que as pessoas nos dizem, que estão esquecidas. E nós vamos ter que estar mais próximos delas e resolver esses problemas.