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É com uma enorme alegria que vimos que a Maria Corina Machado venceu o Nobel da Paz. Nós no PSD, na AD, nomeámos a Maria Corina, no ano passado, para o Prémio Sakharov, que o Parlamento Europeu atribui anualmente e que decidiu atribuir também no ano passado à Maria Corina Machado e ao presidente eleito Hernando González Zurita. Nós escrevemos, negociámos e aprovámos duas resoluções que pedem a libertação de todos os presos políticos e a reposição da liberdade de expressão, de manifestação e de participação política na Venezuela, e o fim da perseguição a todos aqueles que querem democracia e liberdade na Venezuela. Sempre nos disseram que era só uma viagem à Venezuela, que era só mais uma resolução, que era só o Prémio Sakharov e provavelmente hoje também haverá alguém que dirá que é só o Prémio Nobel da Paz, mas no dia em que finalmente se conseguir que ganhe a liberdade e que ganhe a democracia na Venezuela, será a soma destes pequenos sós que contribuiu para isso. Portanto, é com muita alegria que vejo que uma mulher fantástica, que eu tenho a sorte de conhecer e de admirar, receber esta distinção é uma vitória de todos aqueles que não desistem da democracia na Venezuela.

Até a nível pessoal, foi dos principais promotores da candidatura, tendo uma visão mais pessoal.

Não. A proposta de nomeação da Maria Corina Machado é uma proposta da AD, então é uma proposta dos seis deputados do PSD e da deputada do CDS, não é uma proposta do Sebastião Morgado, desculpe dizer-lhe assim. O meu papel foi como redator e negociador das resoluções, que defendiam, obviamente, a Maria Corina Machado e defendiam, sobretudo, que o vencedor das eleições presidenciais do ano passado, de facto, tomasse posse como presidente, porque todos os observadores internacionais, inclusivamente aqueles que foram convidados pelo próprio regime venezuelano a estarem a observar a eleição presidencial, reconheceram a vitória do Edmundo González e do movimento democrático liderado pela Maria Corina Machado. Portanto, na Venezuela ganham-se eleições, mas ainda não ganhou a democracia. Hoje foi mais um passo rumo a esse dia, que ainda será mais feliz que o dia de hoje, que é o dia em que os venezuelanos possam de facto ter democracia e liberdade no seu país. Quase nove milhões de venezuelanos saíram da Venezuela por falta de condições de vida e por falta de liberdades nos últimos anos. Também é por eles e também é para eles, certamente, que este dia tem que ser dedicado.