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Em primeiro lugar, eu gostava de lhe perguntar o que é que este segundo lugar mundial representa para os mestrados de gestão em Portugal e para o ensino superior.

Eu acho que este é um resultado fenomenal, não apenas para a Nova SBE, mas para Portugal. Nós, nos últimos anos, temos vindo a tornar Portugal um destino para estudar. Nós, já este ano, e ainda antes deste espetacular ranking, tivemos mais de 9 mil candidaturas aos vários programas de mestrado, onde admitimos cerca de 2 mil alunos e, portanto, isto vai provocar uma explosão ainda maior do número de candidatos que querem vir estudar para Portugal. É, de facto, para a Nova SBE, um resultado muito importante. É a primeira vez que uma escola portuguesa entra neste grupo de escolas tier one. Estamos, neste momento, à frente de escolas como o INSEAD, a London Business School, HEC Paris, e por aí fora. Na realidade, há apenas uma escola à nossa frente. E, de facto, é um resultado muito importante, porque afirma a qualidade dos nossos programas e dos nossos graduados, não apenas em Portugal, não apenas na Europa, mas no mundo. Dado que se trata do mais prestigiado ranking mundial para mestrados de gestão.

Claro, compreendo. E o que é que a Nova SBE mudou nos últimos cinco anos para passar do lugar número 23 ao segundo lugar mundial?

Este tem sido um caminho consistente de investimentos em qualidade, em recrutamento de cada vez mais e melhores professores. Vamos ao mercado internacional buscar os melhores professores, o que nos tem permitido depois ir buscar também os melhores alunos, e depois garantir que temos também o melhor staff para conseguir oferecer um programa que satisfaz os nossos alunos. Um dos progressos mais significativos tem sido precisamente na satisfação dos agora antigos alunos, dado que isto são inquéritos feitos depois de as pessoas acabarem, com o acompanhamento nas suas carreiras. Portanto, para além daquilo que eles experimentaram enquanto estiveram na Nova SBE, nós acompanhamos os antigos alunos na progressão das suas carreiras, na sua projeção internacional, e esta tem sido uma das dimensões que tem sido mais apreciada e que mais pontos nos deu. Portanto, não há uma resposta única, há muitas coisas que temos vindo a fazer, mas, por exemplo, neste indicador de career services, estamos agora em sétimo no mundo, onde antes não estávamos, e esta é uma das progressões bastante importantes. Por exemplo, temos também uma rede bastante vasta hoje de antigos alunos. Temos, por exemplo, 21 aquilo a que chamamos chapters ou capítulos de antigos alunos em cidades de todo o mundo, de Singapura a São Paulo, do Dubai a Nova Iorque. E, neste momento, nesta dimensão da valorização da rede, estamos em 11º no mundo. Portanto, há muitas dimensões. Aquelas em que houve, de facto, uma maior evolução desde 2021, em que estávamos em 23º lugar no ranking global, até hoje, que estamos em segundo, os indicadores que têm melhorado mais são estes relacionados com antigos alunos, com progressão na carreira, com serviços relacionados com acompanhamento dessa mesma progressão.

Ok. Aproveitando aqui que falou da satisfação dos alunos. Vi também que a Nova SBE anuncia uma taxa de empregabilidade de 100%. Em que empregos estão a entrar estes alunos e quanto tempo demoram, em média, para encontrar trabalho na área? Consegue me dizer?

A empregabilidade é 100% e essa é uma taxa que é medida quando os alunos acabam o curso e até o máximo três meses depois. Portanto, três meses depois, todos os nossos alunos estão empregados. E estão empregados numa variadíssima quantidade de possíveis empregos, que vão desde a banca à consultoria, mas também utilities. O que acontece é que, como se trata do mestrado de gestão, não é um mestrado especializado, os nossos alunos acabam por ir para praticamente todo o tipo de empresas. Quando nós temos aqui as nossas job fairs, desde empresas de espaço a empresas tecnológicas, a empresas de banca ou bancos, neste caso, mas outros serviços financeiros também, basicamente encontramos um pouco de todos os setores representados.

Agora, para terminar, gostava de lhe perguntar: com certeza chegar ao segundo lugar não é uma tarefa fácil e a responsabilidade da Nova SBE aumenta. O que é que ainda falta melhorar para chegar ao primeiro lugar?

Não são propriamente os rankings que nos fazem trabalhar todos os dias. O que nós fazemos é, obviamente, continuar a melhorar o serviço que prestamos aos nossos alunos, continuar a recrutar cada vez mais professores, continuar a produzir cada vez melhor investigação. É também de assinalar que na semana passada, por exemplo, tivemos a divulgação dos resultados das chamadas ERC e Portugal ganhou apenas uma bolsa. Essa bolsa é nossa, foi para um cientista nosso, que é o Nikita Melnikov. E portanto, é continuar a fazer cada vez mais investigação, continuar a fazer aquilo que as universidades no fundo têm que fazer, afirmar cada vez mais a nossa posição no mundo e esperar que depois os rankings reconheçam esse trabalho. Mas, de facto, estar em segundo lugar já é bastante notável. Claro que a nossa ambição passa por chegar ao primeiro, mas não como objetivo último, apenas como reconhecimento do trabalho que está a ser feito aqui na escola e fora dela, por muitos antigos alunos da nossa rede, por muitos colaboradores nossos, por muitas empresas que trabalham conosco, pelo nosso staff, obviamente pelos nossos professores, aqui e um pouco pelo mundo todo.