Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Doutora Alexandra Bento, o governo acaba de anunciar que vai avançar com a medida da IVA zero num cabaz de bens essenciais para fazer face ao aumento do preço dos alimentos. Era uma medida que a Ordem dos Nutricionistas já tinha pedido, já tinha reivindicado. Está, portanto, satisfeita?
Claramente, sim. Foi uma medida que a Ordem dos Nutricionistas há meio ano esta parte vem colocando em cima da mesa. Portanto, no dia de hoje, ao vermos o governo anunciar que alimentos que estarão num cabaz de alimentos essenciais vão ter IVA zero, claro que só poderemos estar satisfeitos. E ainda mais satisfeitos ficamos de ver que o governo acoplou a esta medida de isentar de IVA alimentos considerados essenciais, o facto de ter outras medidas associadas para que este preço permaneça verdadeiramente estável ao longo do tempo, porque nós sabemos que em Espanha assim não foi. Portanto, o que foi hoje anunciado é que vai haver um esforço para que haja acordos com a produção e com a distribuição, por forma a que se consiga aquilo que todos nós desejamos, que os alimentos fiquem com este preço que seja estável. E deixe-me dizer-lhe a este propósito, que aí a satisfação da Ordem dos Nutricionistas ainda é maior, porque nós vínhamos a alertar para isso mesmo. Vínhamos a alertar que, de facto, se deveria isentar de IVA determinados alimentos essenciais, mas em simultâneo, deveria haver este esforço com os vários operadores, no sentido que, no final, quando o consumidor vai comprar, efetivamente, se consiga que o preço seja controlado. Portanto, acreditamos verdadeiramente que este desenho, que nos parece que é uma solução inovadora em relação ao que fez, por exemplo, a vizinha Espanha, nos parece que será a boa solução. Agora o que nós desejamos é que ela seja colocada em prática e devidamente monitorizada nestes acordos que nos parece que vão ser feitos pelo que foi anunciado na manhã de hoje.
Deixe-me aproveitar para fazer aqui outra pergunta que é: esta medida surge precisamente numa altura em que temos visto muitas famílias admitirem que estão a cortar na alimentação devido aos elevados custos, ou seja, cortar na alimentação, uma coisa tão essencial para a vida, quais podem ser as consequências a curto ou longo prazo para as famílias, para todos, não só para crianças, como também para os mais velhos? É perigoso isto que está a acontecer, as famílias cortarem na alimentação por não terem dinheiro para pagar os alimentos.
Exatamente. Eu diria que a consequência, sim, por ser perceptível, é uma consequência em termos de saúde, porque de facto os alimentos são essenciais para a nossa vida, quer na quantidade, quer na qualidade e na conjugação entre os diversos alimentos. Ora, quando nós cortamos nos gastos com a alimentação, chega a determinada altura que podemos estar a cortar mais do que aquilo que seja possível para termos um dia alimentar que seja saudável na conjugação dos vários alimentos. E acresce a esta situação uma outra que acho que deveremos colocar em cima da mesa, que é a literacia da população para fazer boas escolhas alimentares e combinar bem os alimentos.
Com base no rendimento disponível, não é?
Claro, exatamente. Porque se é essencial nós termos dinheiro suficiente para aquisição dos alimentos, e logo que os alimentos tenham um preço que é comportável para os adquirirmos, também é igualmente essencial que nós saibamos escolher e combinar os alimentos.