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Padre José Manuel Pereira de Almeida, hoje temos a triste notícia da morte do padre Vítor Feytor Pinto, com 89 anos. Como recorda a vida do padre Vítor?
Foi uma vida cheia, sempre entregue aos outros. É um homem que nos aparece aqui em Lisboa, vindo da sua diocese da Guarda, que ele sempre recordou e sempre relacionou como sua, embora estivesse em casa em todos os lados no mundo. É um homem que acompanhou o pontificado de João Paulo II na transformação de uma pastoral fechada no horizonte dos doentes para uma pastoral rasgada, uma pastoral da saúde. Essa transformação, ele viveu enquanto capelão dos hospitais em Lisboa e depois como responsável nacional da Pastoral da Saúde promovendo semanas de reflexão em Fátima, promovendo a participação portuguesa de encontros em Roma. Era uma pessoa muito querida, estimada por todos e de grande dinamismo e sempre otimista, mesmo agora durante a doença, que foi muito prolongada e com muitas complicações. Ele viveu-a nunca sendo um homem doente, foi sempre alguém que brilhou com a sua humanidade e eu distinguiria exatamente a ideia da dignidade humana como base de todos os valores e princípios que nos norteiam.
A vida do padre Vítor Feytor Pinto fica também muito ligada à área da saúde. Ele que foi presidente da Pastoral da Saúde, como nos estava aqui a explicar. Que legado é que deixa aqui na área da saúde e da Igreja? É este o principal destaque da vida dele?
Sim, eu diria que além de ter sido, durante um tempo, que também não foi tão pequeno quanto isso, responsável por uma paróquia na cidade de Lisboa, no Campo Grande, de facto, o que marcou a sua experiência como um todo foi trabalhar como capelão em hospitais e ao nível diocesano e nacional na Pastoral da Saúde. O legado é de uma grande exigência e a continuação de uma vida vivida por todos com esse sentido de vida entregue para que todos tenham vida, como se diz no Evangelho e como a Pastoral da Saúde quer recordar em cada comunidade e a cada um de nós.