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Eu julgo que perante esta emergência de saúde pública que estamos a atravessar, que não é de desvalorizar, de modo algum, pelo facto de termos uma taxa de vacinação muito elevada, a verdade é que nós não vacinámos ainda grupos de risco prioritários com a terceira dose. Portanto, na minha maneira de ver, perante a emergência que estamos a viver e perante o mês de janeiro que vamos ter complicadíssimo, eu julgo que devíamos apostar mais na vacinação. Devíamos apostar mais na vacinação e, por isso, não fará sentido, a meu ver, abrandar a vacinação, mesmo tendo em conta aquilo que é o Natal. O Natal e a passagem de ano, que não podem ser festejados este ano, como já se viu. É por demais evidente, há muitas semanas, que não é possível festejar o Natal e o Ano Novo como habitualmente. Portanto, as circunstâncias assim o obrigam, têm que ser adaptadas as festividades. E não havendo festividades, porque é disso que se trata, não é possível juntar pessoas. E é uma oportunidade para continuar a vacinação. Até porque temos que, provavelmente, antecipar aquela semana que estava prevista para o início de janeiro, de menos atividade, não haver escolas abertas e fazer teletrabalho obrigatório, provavelmente, até vai ser decidido hoje, ter que antecipar uma semana. O que quer dizer que, a ser assim, até faria sentido continuarmos a fazer a vacinação. As pessoas não podem ir trabalhar, mas aquelas que têm indicação têm que vacinar. E eu estou a dizer isto porque nós estamos a vacinar muito lentamente. Não é lentamente, é muitíssimo lentamente. Repare, nós no verão vacinámos à ordem de 120 mil pessoas por dia e agora estamos a vacinar 60 mil e até menos de 60 mil. Ou seja, estamos a menos de metade daquilo que já fizemos. E há urgência em vacinar